sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

No conturbado 2018, ano de Copa do Mundo e de eleições no Brasil, a violência contra a mulher tem sido intensamente discutida. E agora neste mês, temos o Outubro Rosa, onde questões de gênero ligadas à saúde são debatidas e lembradas. O poema abaixo escrevi sobre o impacto emocional e as reflexões de histórias de uma vida contadas por uma mulher especial.
Como na canção de Caetano (Tigresa), abaixei meus olhos para chorar e ouvir, permitindo “que a tigresa possa mais do que o leão!” Mulheres de verdade são anjos e também são seres reais com marcas de dor, olhares tristes, desejos, prazeres e medos. Assim, todos os dias ouvimos relatos e desabafos que exigem duplamente atitude e órgãos governamentais com mais estrutura para que as leis já existentes funcionem.
Neste poema, o poeta ouvinte faz uma volta ao passado para reencontrar com essa mulher a ponto de salva-la de um marido violento, de tristezas, de sonhos desfeitos e tatuagens na alma que nem sempre se curam. E numa noite enluarada, ambos resgatam os valores humanitários e do amor afetivo e seguem adiante. É preciso recuperar a dignidade e o valor humano de milhares de mulheres pelo Brasil afora para que todos possam seguir adiante...
Para esta moça que me contou sua história e todas as outras mulheres que lutam por um futuro mais leve e possível, meu tributo, carinho e respeito por meio deste poema.
LÁGRIMA DE MULHER
Eu não vi você chorar
Pode ser que naqueles dias, eu estivesse sorrindo mergulhado em alguma vitória.
Eu não vi você fugir para o quarto e se esconder da tristeza
Talvez na memória da vida, eu ainda nem sabia que ia te encontrar.
Eu não soube dos seus momentos de solidão
Tinha gente demais a meu lado e eu não sabia que precisava te buscar.
Fiquei triste quando você me contou dos seus sonhos desfeitos
Realmente eu nem imaginava que alguém podia fazer isso com uma mulher.
Eu não estava no dia em que a menina chorou e sentiu as incertezas da vida
Queria saber onde eu estava nesse dia pra fazer o tempo voltar. Pra olhar no seu rosto, te consolar e te amar de verdade como homem nenhum jamais te amou...
Naqueles dias em que você ficou sem esperanças e que tudo parecia desabar, eu queria muito estar com você.
Ia ficar quieto e você certamente sentiria que bastava minha presença para te acalmar e te mostrar um rumo.
Esquecendo de mim, encontrei essa lágrima triste e oculta a cair no seu rosto
Eu deixei a lágrima cair, jurei que seria a última.
Que você só vai chorar de alegria daqui em diante.
Tomei você em meus braços e a noite trouxe a lua e o vento.
A noite nos envolveu em mistérios, amor e poesia!
Por Aldo Moraes

Cemitério São Lucas espera receber cerca de 50 mil pessoas no Dia de Finados (Publicado em outubro de 2018 no Jornal Nossa Terra de Ibiporã)


O Cemitério São Lucas espera receber cerca de 50 mil visitantes no próximo dia 2 de novembro, Dia de Finados. A segurança será reforçada e funcionários orientarão os visitantes sobre a localização dos quase cinco mil jazigos e 20 mil sepultamento. O funcionamento será das 7 às 19 horas.
A reforma de túmulos será permitida até 28 de outubro. Para isso é necessário comparecer ao escritório do cemitério e pedir autorização. Não há taxa, mas o construtor, ao gerar entulhos, deve fazer o descarte, uma vez que equipes fiscalizam as obras. O município não cobra taxa de manutenção das famílias que possuem a concessão dos túmulos, apenas taxa de sepultamento. A administração do espaço também realiza empréstimo das gavetas por três anos. Após o período os restos mortais são remanejados para o ossuário. "A Prefeitura cuida da manutenção geral do cemitério, mas dos túmulos é inviável. Não cobramos taxa de manutenção, mas solicitamos que os familiares cuidem dos jazigos de seus entes queridos", ressalta o chefe da Divisão de Cemitérios, Paulo Ribeiro. Já a limpeza será permitida até dia 1º, das 7 às 14 horas. A orientação é que os visitantes utilizem apenas baldes. Não será permitida a entrada com mangueira. "Permitiremos a entrada de vasos com flores artificiais e naturais, sem o plástico que as envolve, devido acumular água e ajudar na proliferação do mosquito da dengue", orienta Paulo Ribeiro.
O São Lucas é referencia em termos de cemitério bem cuidado e limpo. Nestes mais de 70 anos de funcionamento, um período ele foi terceirizado. Em 2009 o espaço foi municipalizado, possibilitando maior qualidade nos serviços e por consequencia elogios da população. Por ser da Prefeitura, foi construído um complexo com área destinada a escritório, administração, refeitório e vestiário. Era um sonho dos funcionários realizado nesta gestão e a inauguração, segundo o prefeito João Coloniese, será em 1º de novembro.
Apesar de todo o trabalho, existe uma situação preocupante: no último vendaval mais de cem placas de granito e mármore, onde ficam placas de fotos de falecidos, quebraram-se com a força da tempestade. As famílias devem ir ao cemitério para consertar os estragos. Outra situação são as construções irregulares e despadronizadas que necessitam de readequações.
A data marcante, que leva centenas de pessoas para visitar túmulos, marca algo inusitado: o túmulo da pequena Leocira Vanessa Stercio, falecida em 1990. Segundo os funcionáios do São Lucas, é o túmulo mais visitado devido também estar sepultado o papagaio Menino. A criança, doente e internada no hospital, não estava com a família há algum tempo. Sentindo saudades, o papagaio faleceu. Após alguns dias, a pequena Leocira também faleceu. Tanto familiares, quanto adultos e principalmente crianças, vão ao túmulo rezar pela criança e pelo papagaio.

Edson Amorin lança no Youtube o clip da música “Tô nem ai pra você”.

Resultado de imagem para edson  amorim cantor


O cantor sertanejo Edson Amorin, lançou no Youtube o clip do sertanejo universitário “Tô nem ai pra você”. A música, de autoria própria e na gaveta desde 2011, foi gravada no Estúdio Lopes de Cambé.                                             
Edson Amorim começou a carreira ainda jovem, em Londrina. Aos seis anos demonstrava interesse pelo meio musical. “Meus tios Carlos José Cardoso e João Ferreira cantavam nas festa da família e eu era apaixonado pelas músicas e instrumentos. Mas a condição dos meus pais não eram as melhores, pois não tinham condições de comprar um violão. Muito curioso, fiz um violãozinho de madeira com cordas de linha para pesca. Nesse pequeno violão aprendi meus primeiros acordes. Vendo meu talento, com muito sacrifício, meus pais (Jacob Ferreira dos Santos e Maria de Lourdes do Amorim Santos) compraram um violão usado. Foi um dos momentos mais felizes da minha infância e pude aprender várias canções como autodidata. Mais uma vez meus pais se esforçaram e fui matriculado para fazer aulas de violão com um rapaz que morava perto da minha casa, o Maicon. Aos poucos era convidado pelos professores da escola para se apresentar nas festas juninas e formaturas, além de programas de TV regionais e festivais. Fiquei conhecido na escola e na vizinhança por Cantor. Aos 13 anos conheci o projeto “Batuque na caixa” onde me tornei aluno. Logo viram meu talento e fui convidado para fazer parte do corpo de instrutores. Dentro do projeto aprendi a tocar vários instrumentos e algumas técnicas vocais. Lá, também participei da banda do projeto, gravação de CD e demais projetos, como a Epesmel, Guarda Mirim e alguns colégios, atuando como professor, além de tocar na Bahia, em específico no Pelourinho, com o Olodum. O Batuque na caixa é coordenado até hoje pelo maestro Aldo Moraes, que se tornou um grande amigo e sempre apoiou minha trajetória”, relata Edson Amorim.                                                            
Com um sonho e alçando ir mais longe, em 2008 ele lançou-se no mercado, formando a dupla Edy & Jota. Em 2009 produz o 1º CD, “Festa na Cidade” e em 2011 o “Turnê 2011”, totalmente independente e com apoio de Wilmar Cirino, um compositor londrinense, além de estarem disponíveis no site Palco MP3. O álbum marca a profissionalização de Edson, que tem como referências Zezé de Camargo e Luciano, Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, Tião Carreiro e Pardinho, Lourenço e Lourival, Jacó e Jacózinho, Gian e Giovani, Eduardo Costa, Jorge e Mateus, João Bosco e Vinicius, Cristiano Araújo e Leo Magalhães e etc.    
                                                                                                
Para divulgar o trabalho, Edson Amorim também se apresenta em locais diversificados, como festas particulares e barzinhos, levando um repertório variado entre o sertanejo de raiz a MPB e Pop Rock. No entanto ele vê que a internet dá amplitude ao trabalho musical independente, ajudando os artistas que não possuem empresário. Ele também convida a todos para caminhar junto a ele nessa jornada rumo ao sonho possível, acessando e se inscrevendo no canal do Youtube, que tem o seu nome. Mais informações sobre o cantor Edson Amorim podem ser visualizadas no Youtube, Facebook e Instagram ou no telefone 43 996358834.

Em Londrina, Nossa Terra conquista leitores na Padaria Kotovelos e na Banca do Tito


Resultado de imagem para banca do tito londrina

Há mais de dez anos circulando em Ibiporã, o Nossa Terra também é visto em Jataizinho e Londrina, como na Banca do Tito e na Padaria Engenho Doce, onde o proprietário é José Luis Melo. Simpático e humorado, os clientes brincam com Melo, dizendo que ele é sósia do ator norte americano Jack Nicholson, o mesmo que interpretou o Coringa no filme “Batman”.
Estabelecido no ponto há 15 anos, a Engenho Doce está na Rua Riachuelo 42, sendo popularmente conhecida como Padaria do Kotovelos, em referência ao antigo Bar Kotovelos, que funcionou no local e está localizado a alguns metros adiante. A padaria está em frente ao Colégio José de Anchieta e ao posto de combustíveis da Avenida Higienópolis, que tem bastante movimento durante o dia e a noite. “A padaria era perto da Confepar e da UEL. Resolvi investir na área central e descobri o espaço. Apesar da proximidade com o Colégio Anchieta, os alunos não são os principais leitores de jornais, mas sim o público adulto”, diz José, que tem preço baixo, qualidade e variedade nos produtos, como a saudosa Sodinha, que vende mais que Tubaína e Coca Cola. “Abro às 5hs30, asso pães, salgados e frito o delicioso pastel de carne, um dos mais pedidos no balcão”, complementa.
A distribuição do Nossa Terra, gratuita, tem bastante procura e tornou-se tradicional. “Muitas pessoas de Ibiporã vem à padaria e ficam contentes de ver um jornal da sua cidade. E mesmo quem é de Londrina, leva-o para casa ou quando toma um café, folheia suas páginas”, relata.
Considerando-se tradicional, ele observa que o público da televisão está se ampliando e a população está deixando de ler o jornal impresso devido alguns periódicos serem vendidos. No entanto ainda existe, como ele, leitores tradicionais de impressos. “Todos os dias leio. É um hábito cultural desenvolvido na juventude”, pontua.
Outro ponto de distribuição em Londrina é a Banca do Tito, localizada há mais de 43 anos na Galeria do Centro Comercial e próxima aos Correios, Biblioteca e antigos cines Londrina e Vila Rica. “O periódico mais antigo que trabalho é a revista Veja. Mas há outras publicações como a Quatro Rodas e Seleções. Entre os gratuitos, um que tem bastante destaque é o Nossa Terra. O público das bancas é mais conservador e parte da juventude, infelizmente não compra jornais e revistas”, declara Tito. Devido a essa mudança no mercado, a Editora Abril, por exemplo, está encerrando algumas publicações. Ele teve que diversificar e vender produtos diferenciados como Vale Sorte, recarga de celular e apostila de concurso público. Até os mapas rodoviários já não são comercializados desde 2015.
Se parte da juventude perde o interesse, ele ressalta que o público feminino ainda o procura bastante, principalmente atrás de revistas como a Moda Moldes, Manequim, Marie Claire, Cláudia, Boa Forma, Caras, Ana Maria, Malu e outras que abordam novelas. “No auge das bancas, quando não havia internet, se compravam caça palavras e gibis, principalmente para as crianças de dez anos e em especial as edições comemorativas, como as que a Disney lançava no Natal. Era uma forma de presentear as crianças. Alguns pais ainda têm esse hábito. Isso é consequência da internet, vídeos e televisão, que toma mais espaço. O impresso, como jornais e revistas, tem um texto mais profundo que alguns conteúdos da internet. Tamanha profundidade possibilita ao leitor maior reflexão e absorção de conhecimento e informação”, pontua Tito. 


Música Popular e transformação social (Por Aldo Moraes)


A música popular brasileira, além dos seus méritos rítmicos, melódicos, harmônicos e literários, também construiu ao longo dos últimos 100 anos o acompanhamento e apoio às grandes transformações sociais e culturais pela qual passou nossa sociedade. Samba, canção, xote, baião, rock e música de raiz repercutiram fases importantes da história recente, como retratam sambas de Noel Rosa e Wilson Batista, abordando morros e favelas, a crescente industrialização e as leis municipais que taxavam de vagabundo quem não possuía emprego fixo.
Nos anos 40, Wilson Batista escreveu o bem humorado samba “O bonde São Januário”, censurado pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), pois a letra dizia: “O bonde São Januário leva mais um sócio otário, só eu não vou trabalhar” e contrariava a proposta governamental de Getúlio Vargas. O DIP recomendou a mudança na letra e o samba ficou assim: “O bonde São Januário leva mais um operário, sou eu que vou trabalhar”. Além da questão social, do trabalho e da exploração da mão de obra, o samba abordava os novos meios de transporte na vida urbana.
Geraldo Pereira aborda a novidade das loterias em “Acertei no milhar”, enquanto Herivelto Martins evoca bairros cariocas e a vida noturna então crescente com seus amores, boates a boemia.
Um samba antológico de Jorge de Castro e Wilson Batista (Mãe solteira) fala do preconceito social no contexto da moça abandonada e com o filho nos braços. Maria da Penha é porta-bandeira de uma escola de samba e “ateou fogo às vestes pela vergonha de ser mãe solteira”. Em 1954, a música foi gravada por Roberto Silva. Os anos 50 também foram marcados pelo período de desenvolvimento da indústria e da tecnologia nacional, bem como da arquitetura moderna de Oscar Niemeyer e cuja atmosfera foi captada por João Gilberto, Vinicius de Moraes e Tom Jobim no movimento Bossa Nova. As letras eram mais coloquiais e o gênero brasileiro namorou com o jazz e a música erudita de Chopin, Debussy e Villa Lobos.
O tropicalismo, a Jovem Guarda e a aparição de músicos como Chico Buarque, Jorge Benjor, Elis Regina, Edu Lobo, Milton Nascimento e Paulinho da Viola se deram num conturbado momento político e de grande abertura sexual e dos costumes com os hippies e o amor livre. As canções, as entrevistas e as manifestações públicas dos artistas percorriam os anseios do povo brasileiro na luta por liberdade, justiça social e direitos civis. Pelo impacto de suas músicas, muitos foram presos, torturados e grandes nomes da MPB tiveram que se exilar em outros países. Essa pressão em torno dos compositores e cantores mostra a força que a cultura tem para simbolizar e denunciar momentos difíceis em uma sociedade. Mesmo com o uso de metáforas, a arte incomoda a tal ponto de seus autores temerem pela vida.
A abertura política veio com o reconhecimento dos direitos civis e individuais e também as eleições livres, mas sempre marcados por certa frustração coletiva, como foi o caso da censura ao filme francês “Je vou salue Marie” nos anos 80. Por isso, o chamado rock nacional cantou e gritou os entraves de uma sociedade ainda aprendendo a caminhar pela democracia. Atualmente, liberdade individual, internet e o retorno ao essencial da vida fazem parte das canções de novas gerações de compositores e cantores brasileiros.



Jack Berraquero: O artista do Jardim San Rafael que brilha na televisão

Resultado de imagem para jack berraquero

Ao sair de Ibiporã para tentar a vida artística no Rio de Janeiro, José Berraquero, conhecido por Jack Berraquero, não imaginou que contracenaria com artistas da Rede Globo e do cinema internacional, como Selton Mello, Renato Aragão, Evandro Mesquita, Marco Nanini e outras celebridades. Filho caçula de Antonio Berraquero e Iraci Fernandes Dias Berraquero, entre os treze irmãos, foram as irmãs que colocaram nele o apelido de Jack. Isso foi há 36 anos em Abatiá, onde nasceu e após onze anos, veio morar em Ibiporã, no Jardim San Rafael, em específico na Rua Uraí, local onde a família reside até hoje. Do bairro que viveu a infância, na memória paira a época de estudante no colégio San Rafael e posteriormente no Olavo Bilac, onde foi orador na formatura da turma. “O nome Berraquero é espanhol, mas existe muita confusão. Muitas vezes sou chamado de Barraqueiro. Talvez essa confusão tenha ajudado a escolha na carreira artística, devido a minha família ser muito brincalhona com a situação do nome, além de sermos grandes contadores de histórias”, relata Jack, que mesmo sendo um artista internacional, preserva um pouco da timidez.
O interesse pela arte se intensificou após ele assistir o filme “Cidade de Deus” e ao conhecer, em Londrina, uma agência que levava pessoas da região para atuar como figurantes em novelas da Rede Globo. “Na época, há 16 anos, era 700 reais para ir ao Rio de Janeiro, ficar duas semanas lá e tentar um trabalho de figurante. No entanto, eu tinha apenas 300 reais e propus ir sentado no corredor do ônibus. A dona da agência me pediu para aguardar no caso de sobrar uma vaga, algo que aconteceu. Sem nenhum real no bolso e com uma mochila nas costas cheguei ao Rio de Janeiro na esperança de um trabalho, algo que não se realizou. Mesmo assim conheci a Cidade Maravilhosa e de alguma forma conseguia me alimentar. Sem perspectivas e quase vindo embora, no último dia me convidaram para um trabalho na novela Celebridades. Na cena, o ator Marcelo Faria era bombeiro e salvava um menino que caiu num buraco. Ao retornar para Ibiporã, muitos comentaram a participação. Voltei para o Rio de Janeiro e por dois meses fiz muitas figurações, porém não havia trabalhos maiores. Foi aí que entrei nas aulas de teatro no Retiro dos Artistas e conheci Cico Caseira (já falecido) e Stepan Nercessian. Com mais experiência, durante cinco anos fiz teatro de rua para sobreviver, além de alguns trabalhos nas favelas através da CUFA (Central Única das Favelas). Esse último foi intenso, devido a arte servir como válvula de escape contra as adversidades, como a violência por exemplo”, recorda.
E foi o teatro, que abriu as portas para Jack Berraquero na televisão. Ao se apresentar no Centro Cultural do Banco do Brasil, ele foi convidado para a novela Duas Caras, onde interpretou Jailson, um vendedor de DVDs piratas. Após isso surgiram diversos trabalhos, mas com uma ressalva: alguns personagens morriam no inicio ou meio da trama, seja atropelado, metralhado, queimado ou de outras maneiras cruéis ou humoradas. “Acho que já morri umas 15 vezes na televisão e cinema, algo que o pessoal de Ibiporã comentava aos risos com seus familiares, em especial com minha mãe. Mas outros personagens viveram até o fim, como em Força do Querer, onde quase morri nas mãos da Bibi Perigosa, interpretada pela Juliana Paes. Em Deus Salve o Rei sobrevivi a duas guerras, interpretando Valentim. Outro trabalho foi O Mecanismo, da Netflix. Os diretores Marcos Prado e José Padilha me convidaram para fazer o Faxina, um preso bastante sombrio. Outro trabalho marcante foi com Renato Aragão, o Didi, no filme A Princesa e Vagabundo, onde interpreto um mendigo que rouba o casado do Didi. Outro filme foi o Acampamento de férias do Didi - O mistério do Corsário, onde fiz o Pirata Rato. Na Grande Família trabalhei com Marcos Nanini, fazendo um bêbado. Na cena, o Augustinho Carrara inaugura um busto, não havia texto e fiz no improviso. Outro personagem marcante foi o Cafuringa, na novela Os Mutantes, da Record”, diz.
Em relação ao cinema, aos poucos ele desenvolve um portfólio variado, como em Tropa de Elite e Meu nome não é Jonny, onde conheceu Selton Mello. Após isso, fez o curta metragem “Meia noite morrerei três vezes”, morrendo enforcado, de overdose e com tiro na cabeça. Posteriormente atuou em “Macabro”, um filme inspirado numa história real de dois irmãos necrófilos e ocorrida na região de Nova Friburgo, onde há mistura de ação e policial. Jack Berraquero também foi convidado para o filme “Lima Barreto no 3º dia”, que conta a história do escritor nos três últimos dias que ficou no manicômio. Aqui, Berraquero faz um soldado que se alistou para lutar na guerra, mas que na verdade tinha interesse no uniforme. Atual estrela do comercial da Fox Sports, ele também participou de filmagens para comerciais da Skol, interpretando um mecânico e outra filmagem destinada ao Governo do Espírito Santo.

Quanto ao futuro próximo, em breve será lançada no Multishow a série “A Divisão”, interpretando o policial Emanuel, além do filme “Back to Maracanã”, em parceira com Israel. No teatro, começou a ensaiar uma peça com o ator Osvaldo Mil, que na série “O Mecanismo”, interpreta o investigador Luis Carlos Guilhome. “Ainda não ganhei nenhum prêmio, mas espero isso no decorrer dos anos. Por enquanto, todas as vezes que venho a Ibiporã, sempre me reconhecem na rua, me param para conversar e tirar fotos. Para mim já é uma grande recompensa”, pontua. 


Qual a importância de ler? Em que a literatura nos ajuda? Quais os benefícios da leitura? Estas e outras perguntas nos cercam diariamente quando o assunto é a leitura, seja sobre literatura clássica e formal, ou informal de revistas, divulgações de mercados, lojas e propagandas em geral.
Despertar o interesse pela leitura é fundamental para formar cidadãos capazes de analisar criticamente o mundo ao seu redor, influenciando positivamente a vida pessoal, social e econômica. Através da leitura descobrem-se possibilidades de interpretação do mundo e consequentemente amplia-se a capacidade de comunicação.
No atual contexto a leitura e a comunicação sofreram modificações diante da influência das tecnologias e mídias digitais. A leitura individual e impressa como conhecemos, vem dividindo espaço com a leitura digital e coletiva que nos conecta com o mundo. Valorizamos e reconhecemos a importância de ambas, no entanto, apresentamos aqui a necessidade da leitura impressa e formal que tem perdido seu foco com o fácil acesso as leituras digitais.
Por isso, observa-se a valorização do texto jornalístico, um gênero literário rico e repleto de cultura, onde o jornal possui importância no cotidiano da população. Através da narrativa é possível veicular informações, oferecer opiniões e discussões sobre temas importantes que refletem tanto a realidade local, quanto a mundial.
Buscando o resgate desta leitura formal, impressa e informativa, realiza-se semanalmente trabalhos de pesquisa e manipulação de jornais pelos alunos do 5° ano da Escola Municipal Irene Aparecida da Silva, no Jamile Dequech, em Londrina. Em agosto e setembro os textos jornalísticos apresentados foram um pouco diferentes. Diante da matéria divulgada no jornal Nossa Terra, sobre o trabalho realizado pela escola, as crianças tiveram a oportunidade de manipular e conhecer o jornal de Ibiporã, realizando a leitura destes textos e conhecendo um pouco sobre a cultura e realizações do município.
Diante das reflexões apresentadas, destaca-se a disponibilidade de locais de leitura em Ibiporã, que oferece ambientes enriquecedores aos leitores de plantão, contando com a Biblioteca Municipal Irmã Benta Cinelli Fidelini, na Rua 19 de Dezembro 1085; a Biblioteca Cidadã Zilda Arns Neumann, no Conjunto Francisco Domingos Moya, além da Biblioteca SESI, também na Rua 19 de Dezembro. Elas são três importantes centros de informação e leitura com fácil acesso a população.

Dayane Pelacine Marques Faiam é Psicopedagoga e atua na Rede Municipal de Ensino Fundamental em Londrina.




Apesar da chuva, 4º Encontro Anual de Carros Antigos e Customizados atraiu grande público a Praça Pio XII


A Praça Pio XII sediou entre 4 a 5 de agosto o 4º Encontro Anual de Carros Antigos e Customizados. Segundo Flávio Eduardo Barroso, Presidente do Motor Clube de Ibiporã, o encontro é de veículos com mais de 30 anos; de carros customizados e tunados com som, rodas, rebaixados e turbo; triciclos, motos, tratores e caminhões. A festa é um atrativo que ajuda o comércio, movimentando hotéis, mercados, postos de combustível e restaurantes. “O evento tornou-se tradicional e figura no calendário oficial do município e do Estado”, relata. Ele complementa que domingo (12), ocorre o 48º Encontro Mensal do Motor Clube. “Apesar da chuva, mais de 600 veículos estiveram presentes na festa, abrilhantada com a participação de food trucks, bandas e apresentação de dança Rockabilly”, cita.
Proprietário de uma picape Willys 1969, comprada nova pelo seu avô e que trabalhou no campo e na cidade, ele afirma que a cultura do carro antigo cresce e o evento possibilita convívio e confraternização de colecionadores para divulgar e reviver histórias passadas. “Há mais de cem anos os veículos ajudam a transformar e evoluir a sociedade através do transporte de cargas e pessoas. Ter um carro antigo não é tão caro como se imagina”, ressalta.                   
O Motor Clube de Ibiporã já ganhou espaço e representatividade ao estar presente em eventos como o lançamento do livro “Contos e Causos”, além de irem a encontros em Jataizinho, Londrina, Cambé, Rolândia e demais localidades. “Outra tendência destes eventos é a exposição de antiguidades como máquina de escrever, panelas, máquina registradora, bicicletas e itens antigos. Isto preserva a história e a memória”, finaliza.    

Entre os expositores, havia o Grupo Vesparaná, que reúne colecionadores de Vespa e Lambreta. Fernando Feijó e Alessandro Peralta, que se agrupam aos fins de semana, citam que a Vespa é uma scooter de 200 cilindradas e fabricadas no Brasil entre 1986 a 1991. Os primeiros modelos eram importados da Itália. Outro colecionador do Vesparaná é Leonardo Mel, que além da scooter exposta, restaura um modelo ano 1964. “Já fomos a encontros no Rio Grande do Sul e a Curitiba. Em breve, o próximo objetivo é irmos ao Chile. São mais de 3000 quilômetros”, cita. Outro integrante do grupo, Carlos Sargarila, tem uma Vespa vermelha 1985 e uma Lambreta 1958, na qual também faz muito sucesso nos encontros.
Quem levou o carro mais antigo ao Encontro foi Ézio Sousa Barbosa: um Ford 1928, o mesmo modelo usado por Al Capone e retratado no filme “Os Intocáveis”. Oriundo de Faxinal, Ézio Barbosa relata que no carro é dos Estados Unidos, mas o adquiriu há cerca de oito anos em São Paulo. “Fui em busca de um Opala, mas ao chegar no galpão, vi o Ford 1928 abandonado. Ele tem motor de 4 cilindros, 40 cavalos de potencia e a restauração durou em torno de dois anos, devido as peças virem dos Estados Unidos”, diz. Além do Ford 1928, Ézio Barbosa tem na sua coleção um Aero Willys Itamaraty que obteve no Rio de Janeiro. É um carro de luxo e presidencial, totalmente restaurado, com interna de couro e motor de 6 cilindros. 
Outro grupo que chamou a atenção foram os Opaleiros, como Denis dos Santos, proprietário de um Opala 1982 SS customizado. O grupo, que atua desde 2004, também agrega Caravans e Diplomatas, que se reúnem no 3º domingo do mês no Armazém da Moda, em Londrina, além de realizarem encontros no 1º domingo do mês na Autolub, localizada na Duque de Caxias com a BR 369, em Londrina. “São em torno de 140 membros com estilos que variam de carros conservados ou o Ratão, algo mais despojado”. O Opala comemora 50 anos de fabricação e mesmo sendo antigo, ainda é uma das estrelas de eventos de racha ou corrida, ambas feitas em autódromos. “Em breve haverá no Autódromo de Londrina, o Área 43, destinado a corrida de ruas. Meu carro terá preparação e carburação que permite alcançar mais de 320 cavalos de potencia”, pontua.

Escola Municipal Irene Aparecida da Silva, de Londrina, apresenta trabalho sobre o folclore paranaense no Londrina Mais

Despertar o interesse pela leitura em crianças e adolescentes é fundamental para formar cidadãos capazes de analisar criticamente o mundo ao seu redor. A literatura infantil desempenha importância fundamental no desenvolvimento cognitivo das crianças. Através dela desenvolve-se a criatividade, imaginação, sentimentos, valores e emoções. O trabalho com a literatura em sala de aula é uma possibilidade de construção de espaços significativos, aproximando as crianças a diferentes linguagens: oral, escrita, plástica, musical e corporal. 
E, durante o mês de julho, buscando mergulhar os alunos neste mundo criativo, realizou-se um importante projeto sobre lendas paranaenses na Escola Irene Aparecida da Silva, no Jamile Dequech, em Londrina. Sob a orientação da professora e psicopedagoga Dayane Pelacine Marques Faiam, os alunos tiveram a oportunidade de pesquisar e conhecer algumas histórias e lendas que compõem a cultura do Paraná. 
Trabalhando o gênero lendas, os estudantes realizaram pesquisas em livros, jornais antigos e internet, selecionando para trabalho as seguintes lendas: Gralha Azul, Araucária, Dois Cavaleiros, Véu da Noiva, Cataratas do Iguaçú, Villa Velha, Capão da Onça e João Maria. Realizou-se rodas de conversas, discussões, confecção de dobraduras e reproduções destas lendas, que ao fim foram enviadas ao Concurso Cultural SESC, voltado ao tema. Mergulhados neste contexto, os alunos do 3° ano produziram um móbile de gralhas azuis, representando a grandiosa influência da ação desta ave para a disseminação da árvore símbolo do Paraná: a araucária. 
O projeto de literatura “Palavras Andantes”, que acontece há 16 anos nas bibliotecas das escolas de Londrina, proporciona este encontro da criança com diversos gêneros literários, bem como sua exploração através dos mais variados tipos de arte. Diante disso, os alunos do 4° ano realizaram a audição e reprodução da música Gralha Azul, através da construção de um mosaico de papel com a figura do pássaro, conhecendo a origem e princípios deste tipo de arte. Por último, os alunos do 5° ano encerraram o projeto com uma roda literária, discutindo sobre as lendas trabalhadas, assim como a pesquisa e estudo dos topônimos de cidades paranaenses que possuem origem indígena, dentre elas Ibiporã, do tupi guarani Ibi (bonita) e porã (terra). Além disso, construiu-se a maquete do Paraná com a localização destas cidades e um glossário dos topônimos mencionados. 
O resultado deste trabalho foi exposto entre 09 e 11 de agosto no Londrina Mais, evento realizado no Parque de Exposição Ney Braga e que teve a participação das escolas de todo o município. 



 
 



As etnias presentes em Ibiporã (Por Antonio Padilha)


A comunidade italiana é a mais numerosa e está presente na história desde o início da colonização. Entre as principais famílias destacamos: Pelisson, Feltrin, Frederico, Busignani, Pelizer, Semprebom, Maggi, Ferrari, Gardin, Casagrande, Giroto, Balduco, Baccarin, Brugin, Bianchini, Pauleti, Petri, Giroldo, Botti, Bigatti, Zamariam, Baise, Vazzi, Rossato, Bressan, Zambaldi, Batistela, Cologniese e tantas outras que mantém fielmente a tradição italiana nas festas religiosas, culinária, música e esporte.
A comunidade espanhola é representada pelas famílias Moya, Fernandes, Gonzales, Cortes, Mostasso, Cobo, Garcia, Gimenez, Sanches, Lopes, Saes e entre outras.
A comunidade portuguesa tem famílias tradicionais como Pinto Nunes, Pires, Gil de Oliveira, Silva Sá, Evaristo Gonzaga, Alves, Pinto Teixeira, Galvão, Soares, Damásio, Guimarães, Martins e Vieira.
A comunidade japonesa, a segunda mais numerosa de Ibiporã, tem aproximadamente 400 famílias e foi divulgada na edição alusiva aos 110 anos de Imigração Japonesa no Brasil.  
A comunidade árabe teve início com a chegada dos primeiros mascates, perseverantes vendedores ambulantes que percorriam grandes distâncias a pé oferecendo variedade de mercadorias. Os primeiros mascates no Brasil, chegaram em Recife no século 18, vindo de Masqat, capital do Sultonato de Omã. Os primeiros foram os turcos, seguidos dos libaneses e sírios. Esses últimos chegavam com passaporte turco, por essa razão eram assim identificados. No Norte do Paraná era comum encontrar os corajosos mascates percorrendo sítios, fazendas e vilarejos que surgiam. Não eram poucos os problemas enfrentados, como a falta de alimentos ou passar a noite embaixo de árvores e pés de café. Entre as principais famílias temos a de Ali Abdul Kader El Kadri, que chega a Jataizinho em 1951 e em 1954 vai para Ibiporã, onde com a participação da dedicada esposa Loutfie Ali El Kadri, em 1956 instalaram o primeiro bazar. Quanto aos filhos do casal, eles são Hussein, Mohamad, Atef, Fauzi e Nageib. Hussein El Kadri casou-se com Samira Jamal El Kadri e tiveram quatro filhos, todos formados em medicina. Mohamad El Kadri foi professor de inglês por 30 anos e casou-se com Charife, professora de Pedagogia, Educação Física e Administração Escolar. Ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da ACEIBI. O casal tem os seguintes filhos: Kêmil (advogado e comerciante), Sâmia (odontóloga e comerciante), Amira (odontóloga e comerciante). Outro árabe, Hassan Ahmal El Kadri, chegou em 1953 e trabalhou como mascate em Ibiporã. Casado com Akila El Kadri, tiveram sete filhos, sendo Youssef Hassan El Kadri um deles. O mesmo atua na Funerária El Kadri, em Jataizinho, há mais de 40 anos. Casado com Mounifa Jamal El Kadri, tiveram cinco filhos. Já os irmãos Issa (Taufic, Said, Moustafa e Hassam) fizeram sucesso no comércio com o Armarinhos Ibiporã. Atualmente Taufic é proprietário da Casa Ouro Verde. Ali Nassardin Geha chegou em 1954 com a esposa Montahe, instalaram a Confecções São Jorge e tiveram os filhos Mohamad, Fátima, Nassardin, Ali, Nejmi, Ahmed e Sarika. Por fim, Ibiporã também acolheu a família Uilli ou Wily, de Said, Neif, Nagime, Nida, Nadir, Yossef, José, Jabr, Ciro, Silson e Dr. Lúcio, pai da Lucina Uilli.

Espaço Fitness Saúde oferece treino funcional para 3ª Idade em Ibiporã


A ginástica laboral na terceira idade melhora o desempenho do dia a dia, além dos alongamentos específicos aprimorarem a postura e prevenirem lesões.  Atividades físicas trazem benefícios para saúde como aumento da densidade óssea, fortalecimento dos músculos, aumento da resistência, melhoria dos reflexos, diminuição de infecções, fortalecimento dos músculos das pernas, braços e costas, redução das dores no corpo, além do controle da diabetes, artrite, artrose, problemas cardíacos e colesterol alto.
Com essa concepção, Luis Fernando Nunes, o Nando Nunes, montou a academia Espaço Fitness Saúde. Formado em Educação Física e especialista em Exercício Físico para a 3ª Idade, o professor cita que este público é mais esforçado e dedicado. Antes de entrar no curso, na Unopar, ele foi aluno de academias e se interessei pelo trabalho, algo gratificante e satisfatório profissionalmente. “Meu físico era abaixo do peso e comigo aconteceu o inverso, devido à maior parte das pessoas irem à academia por conta do excesso de peso. Identifiquei-me e tomei gosto”, cita.
Com atividades diversificadas, a Espaço Fitness Saúde não oferece apenas musculação, sendo o foco a qualidade de vida e saúde através de exercícios cardiorrespiratórios, jump, step, ginástica localizada, ritmos, grupo de corrida, público kids, personal trainner e atividade funcional. O treinamento funcional está na moda e tem por resultados perda calórica, queda de glicemia e trigliceris, desenvolve o corpo de uma maneira mais eficiente, pois trabalha e movimenta todas as regiões de forma integrada. Ao contrário dos treinos convencionais e exercícios localizados que tonificam músculos, o funcional exige maior gasto calórico e contribui para o emagrecimento saudável. Entre os equipamentos de treino há um pneu de caminhão, pesando entre 30 a 40 quilos, usado em agachamento, flexão, braços e atividades que movimentam todo o corpo. Em relação ao grupo de corrida, o aluno deve alongar, aquecer e correr. Avalia-se o biotipo do mesmo, onde cada perfil é estudado e analisado. “O grupo de corrida são aos sábado e dura uma hora e meia. O exercício aumenta a imunidade do organismo, a queima calórica, densidade óssea e flexibilidade. Temos parceria com a Unipax e eles investem em saúde e qualidade de vida”, cita. Nando Nunes ressalta que os interessados em participar do grupo, independente da idade, devem apresentar um laudo médico para comprovar se há impedimentos, além de um check up.
Por estar no Centro, a Espaço Fitness Saúde atrai moradores das imediações e comerciários que vão direto para a academia. “Ir do trabalho para a academia é cômodo e economiza tempo. Além disso, treinar no inverno é fundamental para quem deseja chegar ao verão com o corpo tonificado. Mas, independente disso, a atividade física é fundamental para melhorar a saúde”, pontua.
A Academia Espaço Fitness Saúde, antes localizada na Avenida Souza Naves 382, próximo ao Açougue do Carlão, agora está na Rua Oswaldo Cruz, 389, na sobreloja e quase esquina com a Avenida Santos Dumont. Ela funciona das 7h às 11h e das 14h às 21 h. Mais informações podem ser obtidas no telefone 32581221 ou no whatsapp 991525637.


Música e Futebol (Por Aldo Moraes)


Além de paixões nacionais, música e futebol são dois parceiros antigos e com memoráveis páginas na história do nosso país. A criatividade, conceito de ritmo e jogadas surpreendentes unem ambas em expressões que ganham sentido no Brasil como em poucos países do mundo, como: improviso, ginga, suingue, ritmo, harmonia e direção. Não por acaso, os jogadores são ligados em música. E os grandes compositores nacionais dedicaram versos e melodias ao famoso esporte.
Gravado pela primeira vez em 1946, o choro “Um a zero” de Benedito Lacerda e Pixinguinha, foi composto em 1919, com o intuito de celebrar a conquista da Seleção Brasileira sobre o Uruguai no campeonato sul-americano de futebol.
Convidados pelos diretores Paulo Laender e Ricardo Gomes Leite para compor a trilha sonora do filme “Tostão, a Fera de Ouro”, Milton Nascimento e o letrista Fernando Brant escreveram canções que ultrapassaram o período enfocado. “Aqui é o país do futebol” é um samba cuja letra exalta o poder de atração do esporte sobre os brasileiros.
Jorge Benjor com seu samba que dialoga com o rock, o funk e a soul music é um cronista da vida brasileira, narrando histórias interessantes sobre malandros, brasileiros de origem simples, mulheres, a cena carioca e até os mais queridos santos de devoção nacional como São Jorge, São Valentim e São Tomaz de Aquino. Apaixonado por futebol e torcedor do Flamengo, Benjor é talvez o autor que mais dedicou melodias a esse esporte: “Umbabarauma: o homem gol”, “Fio Maravilha”, “Cuidado com o Buldog”, “Cadê o pênalti”,“O nome do Rei é Pelé”,“Eu vou torcer” e a famosa “País Tropical”.
Garrincha pendurou as chuteiras em 1972, ao defender o seu último clube profissional, o Olaria. Sua vida pessoal dramática bem como as jogadas geniais foram narradas pelo compositor Alberto Luiz na “Balada Número 7: Mané Garrincha”, de 1971 e que foi gravada por Moacyr Franco.
Em 1973, Gilberto Gil homenageia o jogador Afonsinho, habilidoso meia do Fluminense que tinha uma combativa postura contra a ditadura militar instaurada no Brasil desde 1964. “Meio de campo” foi gravada por Elis Regina e ainda cita Tostão e Pelé.
“Camisa 10” (samba, 1974) de Hélio Matheus e Luís Vagner ficou imortalizada na voz de Luiz Américo e ainda hoje embala seus shows.
Outro apaixonado pelo futebol e que tem seu próprio time (o Politheama), Chico Buarque torce pelo Fluminense e o esporte é citado em versos de várias de suas músicas, como "O Futebol" (com a homenagem ao ídolo de infância Pagão) e “Ilmo Ciro Monteiro” (a hilária resposta ao amigo que presenteou a recém-nascida filha Silvia com uma camisa do Flamengo).
Mais recentemente, os Paralamas do Sucesso regravaram no disco Bora Bora (de 1988) o antológico samba “1 a 1”, de Edgar Ferreira: “Esse jogo não é um a um, (se o meu time perder tem zum-zum-zum), Esse jogo não pode ser um a um”...
E, em 1996, Nando Reis e Samuel Rosa escreveram “Uma partida de futebol”, que virou hit no álbum “O samba Poconé”, do grupo Skank. A parceria futebol e música é ampla e com certeza ainda render muitas obras primas e grandes alegrias ao povo brasileiro!







Quero esquecer a guerra. Buscar os mil homens que me antecederam e revolver com maciez a terra que há de me consumir. Esquecer o roubo da memória dos povos. Recordar que a obra de Henrique Aragão integra beleza, tolerância e outros equilíbrios. Que o chão vermelho onde piso junte os pedaços tortuosos de minha alma. No bosque, a pele de minhas emoções. À porta do teatro, entrego a história dos meus sonhos.”
Este é um trecho inicial do meu poema O primordial do amor, parte do meu novo livro ainda inédito. Henrique Aragão foi fundamental na concepção desse texto porque eu precisava de um nome que ligasse as nossas raízes ao mundo. E o artista plástico, escultor, poeta e animador cultural que escolheu Ibiporã para viver representa bem as nossas melhores realizações culturais.
Conheci Henrique através do meu amigo Claudinei Rodrigues, ali pelos anos 90 e tive a oportunidade de adentrar no seu ateliê, ouvir suas histórias e sondar seu pensamento estético.
Henrique Aragão nasceu em 1931 e é de Campina Grande, Paraíba, mesmo Estado do meu pai Noé, que nasceu um ano antes. Meu pai gostava de Raul Seixas e filosofia. É possível que ambos tivessem isso em comum. O jovem Aragão recebeu ajuda financeira e com menos de 30 anos foi para a Europa estudar. Era mesmo um talento a ser lapidado...
Apaixonando-se pela arte sacra, na volta ao Brasil ele conquista seus primeiros prêmios. Por mim, tenho a impressão de que os premiados somos nós e Ibiporã, uma terra abençoada por ter sido escolhida pelo gênio.
Inovador, moderno e ao mesmo tempo cultor da tradição, Henrique Aragão nos impressiona com suas obras, principalmente as esculturas que podemos ver em cidades do Paraná, especialmente nas igrejas como a Nossa Senhora da Paz (Ibiporã), Sagrados Corações (Londrina), São Francisco de Assis (Maringá), Nossa Senhora Aparecida (Abatiá) e a Capela do Seminário São Vicente Palotti (Londrina). Entre os monumentos públicos destacam-se o Monumento ao Passageiro, no Terminal Rodoviário de Londrina e O Desbravador, na Praça 7 de Setembro, em Maringá.
Pelo senso estético inovador e visão social sempre presentes em seu trabalho, não escapou de polêmicas em obras expostas em locais públicos. Mas onde alguns viam o senso comum, Henrique Aragão retratava com a alma sensível a mulher comum, o menino esfomeado e o trabalhador que busca a felicidade.
Por sua intensa vida e obra única, Henrique Aragão é um nome fundamental na arte sacra do século XX em nosso país e uma ponte com o mundo e com a modernidade por sua ousadia e coragem!

Por Aldo Moraes

Após doação de terreno do Cemitério Frei Timóteo, Prefeitura de Jataizinho estuda a ampliação dos túmulos e construção de uma capela


El Kadri, ex-administrador do Cemitério Frei Timóteo em Jataizinho, trabalhava no ramo funerário desde 1971 em Ibiporã, quando em 1981 recebeu o convite do ex-prefeito Evilázio Rangel Cordeiro para prestar o serviço na cidade. Já em 1970 a situação era caótica e o local não comportava os sepultamentos. Os terrenos e as ruas eram desalinhados, não havia jazigos disponíveis, ossuário, banheiro e capela. O prazo da exumação vencia e os corpos não eram retirados das covas. Por conseqüência os novos enterros eram sobre os existentes. Há muitos sepultamentos repetidos e alguns caixões estão próximos ao solo. Com a reorganização entre 1998 a 2013, foram realizados todos os alinhamentos possíveis e construídas 58 ruas, calçadas, implantada a energia elétrica, vinte torneiras, capela, banheiro e ossuário de 32 metros com separação e classificação de ossos. Há cerca de 50 terrenos ocupados de forma rotativa e uma fila para comprar jazigos, porém isso não é permitido e o comercio de túmulos ocorre somente em caso de morte. Hoje são mais de 7428 sepultamentos ordenados desde 1964.
Em busca de uma solução, o atual prefeito Dirceu Urbano cita que desde 2017 há intenções de ampliar o espaço. Ao procurar documentos para entregar ao IAP (Instituto Ambiental do Paraná) no intuito de fazê-lo, descobriu que o terreno de 12798m² era do Estado do Paraná. “Juntamos a documentação e reivindicamos a área, cedida no fim de 2017. O projeto é construir uma capela, duas salas de velório e ampliar em mais 470 metros o local para edificar novos túmulos. Uma das possibilidades é usar o terreno ao lado, hoje pertencente à rodoviária”, cita o prefeito, que comemora a conquista para Jataizinho.

Batuque na caixa é finalista no Prêmio Internacional Iberbibliotecas 2018


O projeto londrinense Batuque na caixa é finalista no Prêmio Internacional Iberbibliotecas 2018 e concorre com projetos da Espanha, Colômbia, Peru, Costa Rica, México, Paraguai e Argentina, sendo que alguns deles são realizados pelos governos dos respectivos países.
O Batuque na caixa é reconhecido pelas atividades arte-educativas do projeto e por conta da exposição de poemas que circulou por mais de 30 cidades brasileiras em 2017, divulgando o trabalho de poetas londrinenses como Marcelo Souto, Cínthia Cortegoso, Camila Gomes e Eduardo Baccarin. A exposição teve curadoria de Thatiane Andrea da Silva e Clodovil Morais, com apoio da Incasol.  Em 2018, novos trabalhos e poetas já fazem parte da edição 2018 com curadoria de Valdir Rodrigues e Clodovil Morais e apoio cultural do SIGMA.
Quanto ao Prêmio Internacional Iberbibliotecas 2018, ele é realizado pelo CERLALC (Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina); Secretaria Geral Ibero-Americana e Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). Já o Batuque na caixa foi criado em 1999 como proposta cultural em forma de oficinas para atender gratuitamente crianças, adolescentes e jovens nos bairros e escolas de Londrina por meio da música, literatura e teatro. O músico, poeta e colunista do Nossa Terra, Aldo Moraes é o coordenador do projeto e o Instituto Cultural Arte Brasil é a organização realizadora. Nesta trajetória, o Colégio Estadual Marcelino Champagnat, em Londrina, é parceiro do projeto e um dos locais onde as atividades são desenvolvidas dentro de um programa educativo/cultural integral. Mais informações sobre o projeto estão em: www.batuquenacaixa.blogspot.com.


Morte de policial Antônio Mazzocato gera revolta e comoção


Um fato entristeceu Ibiporã e região: o policial militar Antônio Carlos Mazzocato foi executado por bandidos no bar Mocotó Brasil, localizado na Avenida dos Estudantes. Uma testemunha escutou uma rajada e na seqüência dois tiros. Após isso, um carro saiu em alta velocidade.  No dia do acontecido equipes da Delegacia de Homicídios de Londrina e de Ibiporã prenderam três pessoas suspeitas de envolvimento no crime. Celulares e outros objetos também foram apreendidos para perícia.
Conforme o delegado Vitor Dutra de Oliveira, os criminosos "agiram com intenção de matar". Ele confirmou que 15 cápsulas foram encontradas dentro do estabelecimento comercial, que pertencia à vítima. O carro usado na fuga foi incendiado em uma estrada rural e transportado até a delegacia de Ibiporã. "Não sabemos se a motivação foi uma desavença pessoal ou se tinha a ver com o serviço de policial militar. Pode ter sido também uma ação promovida por facção criminosa decorrente de seu trabalho como PM", apontou Taguchi. 
A morte do policial Antônio Carlos Mazzocato gerou comoção e revolta, como no caso do vereador Kleber Machado, que publicou um texto de desabafo nas redes sociais.

MORTE AO CRIME ORGANIZADO
Parafraseando as palavras de um amigo/irmão Rangel Cunha:
 “E hoje se vai mais um policial. O Sargento Mazocatto iniciou na Polícia Militar comigo há quase 20 anos, que iriam se completar no próximo novembro. Sua morte será sentida e não será esquecida. Vá em paz amigo."
Estava em Curitiba e não pude dar o último adeus... Queria ver se fosse um policial matando bandido. Os Direitos Humanos, Ministério Público e a imprensa estariam nos malhando. E agora? Não me interessa o que pensam ou falem nem de mim e muito menos do Mazzocatto. Mas a ação dos criminosos não pode ficar sem resposta. E a população não pode ser omissa. Meses atrás foram chorar por um criminoso que mandava no tráfico. Até notas de pesar soltaram. A população idolatra bandido! Cadê a comoção??? Eu sou eu por mim mesmo. Meu Deus, meus Santos e Orixás além da minha semi automática.  Bandido criminoso é um rato. Nesse país essa raça tem que ser buscada lá no meio do lodo. No meio da merda onde vivem! Quem defende bandido, traficante e criminoso tem meu desprezo. E fiquem espertos, porque se der bobeira vão achar... Pela alma do "Pepê", dos milhares de policiais que morrem defendendo a vida de outrem, pela justiça clamada pela população de bem...Meus esforços nunca irão cessar pelo que é certo.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

1º Pedal Solidário de Jataizinho reuniu mais de 400 ciclistas e confirma a vocação turística do município


O 1º Pedal Solidário de Jataizinho (Frei Timóteo – Serra Morena), organizado pela Prefeitura, Rádio Nova Geração, Paróquia Nossa Senhora da Conceição e Lojas Zuazen, contou também com a participação das pastorais, como a da Juventude, dos motociclistas trilheiros de São Sebastião da Amoreira, Bombeiros, Policia Militar, Força Verde, Secretaria de Saúde Municipal, Secretaria Estadual de Esportes e do Grupo Pé na Magrela, de Ibiporã. Também foram servidos café da manhã e almoço no Centro das Pastorais.
Segundo Luis Schiavon, um dos organizadores, a montain bike reúne desde crianças a pessoas com mais idade. O exemplo eram dois participantes: um nascido em 2006 e outro em 1947, dando quase 60 anos de diferença entre os nascimentos. “Para andar de bicicleta não há idade”, cita Schiavon, integrante do Grupo Pé na Magrela, atualmente com 130 membros que se reúnem aos domingos, terças e quintas no intuito de percorrer trilhas na região.
Outro organizador do evento, o Padre José de Lima, cita que foram registradas 340 inscritos antecipados pelo site, porém muitos se registraram na data, além de alguns ciclistas percorrem o trecho sem a inscrição. “O Pedal Solidário deve ser tradicional e homenagear Frei Timóteo. Para 2019 está programada a 2ª edição, integrando parte da rota turística religiosa local. Mais de 30 equipes de Londrina, Cambé, Ibiporã, Assai, São Jerônimo da Serra, Sertanópolis, São Sebastião da Amoreira, Sapopema, Uraí, Assai, Rolândia e também de Jataizinho puderam contribuir para a grande festa”, diz.
Após o percurso e o almoço, foram contabilizados mais de 600 litros de leite, posteriormente revertidos ao Hospital do Câncer em Londrina. Isso mostra que as doações foram além das expectativas, como por exemplo, a equipe de Sapopema, que trouxe mais de 180 litros de leite, além de demais participantes que traziam caixas do produto. O pároco ressalta que a Prefeitura, ao remodelar as estradas rurais e a Secretaria Estadual de Esportes, ao doar medalhas, tiveram grande importância ao evento. “Da Seção Coqueiro, na Floresta e no Frei Timóteo até Uraí, a estrada está bem sinalizada, trazendo benefícios à população. Outra boa noticia foi o movimento no comércio, beneficiado com a venda de itens variados”, conclui o padre.
Quem confirma tudo isso é o prefeito Dirceu Urbano. “A revitalização de 15 quilômetros de estradas rurais era precisa não apenas no intuito de prestigiar o Pedal Solidário, mas devido à quantidade de agricultores que usam o trecho. Quem veio de fora conheceu a trilha histórica que conta um pouco do nosso passado. E hoje, com o evento, pudemos ainda mais lembrar a vida de Frei Timóteo”, pontua Dirceu Urbano.

Frei Timóteo é lembrado principalmente devido as questões indígenas. Porém a vida na Colônia Militar e no Aldeamento (atual Jataizinho) era muito mais do que isso, pois como pároco, celebrou atividades religiosas, como por exemplo, casamentos e óbitos.


Assento de obito
N.1. – Aos onze dias do mez de Fevereiro do eterno de mil oitocentos setenta e seis, neste lugar, districto de Subdelegacia de Policia da Parochia de Nossa Senhora da Conceição do Jatahy, Municipio de Tibagy, província do Paraná, compareceu em meu cartório Antonio Modesto Gonçalves de Moraes, na qualidade de chefe de família, e exhibindo attestado do Reverendissimo Parocho Frei Timotheo de Castello Novo e João Nepomuceno da Silveira, declarou: - Que, no dia onze do mez de Fevereiro do anno de mil oitocentos setenta e seis, pelas tres horas da manha, na casa de sua residencia no Aldeamento de São Pedro de Alcantara, desta parochia de Nossa Senhora da Conceição do Jatahy, falleceu sua aggregada Julia, do sexo feminino, com seis annos de idade, brasileira, natural desta provincia do Paraná, residente na referida casa e lugar acima declarados, sendo ela filha illegitima de Maria Benedicta, lavadeira, natural da provincia de São Paulo e residente nesta Colonia Militar do Jatahy; cuja morte da declarada criança, foi natural e causada por uma dysentheria. Vai sepultar-se no cemiterio publico desta freguesia e Colonia Militar do Jatahy. E para constar lavrei este termo que leio perante o declarante o que comigo o mesmo declara. Eu Antonio Crispim de Oliveira Fernandes, escrivão juramentado da Subdelegacia de Policia do Jatahy, o escrevi.
Antonio Crispim de Oliveira Fernandes
Antonio Modesto Gonçalves de Morais


Registro de Casamento


Aos des dias do mes de Fevereiro de anno de mil oitocentos e noventa, nesta Freguesia de Jatahy, Districto de Paz da Parochia do Jatahy. Municipio do Tibagy, Estado do Paraná, compareceram em meu cartório Carlos Salustiano Dias e Maria Joana de Farias brasileira esta com quatorze annos de idade casada com Carlos Salustiano Dias, filha legitima de Justino Thomas de Farias, e de sua mulher Anna Gertrudes de Morais, residentes no Aldeamento de São Jeronymo; e aquelle com vinte tres annos de idade casado com Maria Joana de Farias, lavrador, filho legitimo de Antonio de Paula Dias e de sua mulher Joaquina, e perante as tres testemunhas, Antonio Diniz Gonsalves, Francisco Mendes de Morais abaixo assignado, exibindo declaração passado em dez do corrente mes e anno, por Frei Thimoteo de Castelo Novo, declaram que em mesma data de des do corrente mez e anno pelas oito da manha na Capella de São Pedro de Alcantara no Aldeamento do mesmo nome haviam elles declarante se recebido em Santo Matrimonio perante as testemunhas presente, segundo costumes do Estado. E para constar lavrei este termo que commigo assignão os declarantes e as testemunhas. Eu João Ferreira de Miranda Mathilde, Escrivão de Paz o escrevi.

O Escrivão de Paz
João Ferreira de Miranda Mathilde
Carlos Salustiano Dias
Maria Joana de Farias



A história de Telêmaco Borba


A Colônia Militar e Aldeamento Indígena, hoje atual Jataizinho, tiveram um personagem ilustre do Paraná, que poucos sabem que viveu um período na região, sendo que no cartório foi registrado o nascimento de uma de suas filhas. Seu nome era Telêmaco Borba.

 Seu  nome  completo  era  Telêmaco  Augusto  Éneas  Morocines  Borba.  Nascido em  15  de setembro de 1840, em Curitiba, era filho de Vicente Antonio Rodrigues Borba (capitão veterano de guerra)  e  Joana  Hilária  Morocines  (uruguaia,  descendente  dos  doges de  Veneza).  Sua  obra  está intimamente  ligada  a  trajetória  de  sua  vida  pessoal. Passou  a  infância  e  boa  parte  da  adolescência nas cercanias de Curitiba, em Borda do Campo (hoje Piraquara), sempre acompanhando de perto a atuação  de  seu  pai  como  militar  e  vivenciando  vários  processos  políticos,  como  a  emancipação política do Paraná. Não localizamos nenhum material que nos permitisse falar de sua infância. As poucas referências sobre esse período de sua vida estão no livro escrito por VARGAS (1970) que é seu tataraneto e que escreveu uma biografia romanceada sobre a vida de seu tataravô. Telêmaco Borba casou-se  com  Rita  Maria  do  Amaral,  filha  do  amigo  comerciante  em  1860, quando  tinha  20  anos  e  com  ela  teve  nove  filhos.  Em 1861  mudou-se  com  sua  família  para  a Colônia Militar do Jataí, por estar cansado da vida sedentária do comércio. 

A Colônia Militar do Jataí, fundada em 1851, por influência do Barão de Antonina e era um importante  núcleo  de  defesa  dos  limites  territoriais  do  país.  Foi  criada,  por  recomendação  de  dois exploradores: John Elliot e Joaquim Francisco Lopes. Sua posição geográfica era fundamental aos meios  de  proteção  dos  interesses  nacionais, pois  estava  situada  no  fim  da  estrada  carroçável  que ligava  o  porto  de  Antonina  a  uma  rede  de  rios  navegáveis.  Na  hipótese  de  uma  guerra,  poderia servir  para  o  transporte  de  munições  e  de  guarnições  para  as  fronteiras  com  as  nações  vizinhas. Também  informam  as  fontes,  que  o  governo  decidiu  dar  a  Colônia  a  atenção  merecida.  Para “catequizar”  os  índios  que  povoam  a  região  ao  longo dos  rios,  o  governo  decidiu  criar  um aldeamento na outra margem do rio Tibagi, em frente à colônia militar, chamando Aldeamento de  São  Pedro  de  Alcântara.  Para  dirigir  o  aldeamento  convoca  Frei Timóteo  de  Castelnuovo  - “que  tinha  como  dever  incutir  conhecimentos  gerais, de  arte  e  de religião aos índios Kaingang cuja etnia dominava a área”.

Para o Presidente da Província do Paraná, Joaquim do Carmo, não bastava à implantação de uma  Colônia  Militar  no Jataí  e  a  ação  missionária  dos  capuchinhos,  que  cumpriam  a  sua  parte,  na ocupação  e  posse  da  região.  Era  necessário  o  trabalho  paralelo  de  aproveitamento  do  braço indígena, pois os Kaingang atacavam e trucidavam as expedições, dificultando o desbravamento e a posse do território. O que estava faltando era o trabalho dos sertanistas para derrubar a mata e atrair os índios. Então decide convidar os irmãos Borba (Jocelim, Telêmaco e Nestor) para atuarem como sertanistas. Jocelim  segue  para  o  Aldeamento  de  Paranapanema,  Nestor  para  Guarapuava e Telêmaco para o Tibagi.

Registro de Nascimento da filha de Telêmaco Borba, que se encontra no Cartório de Jataizinho

N. 4. – Aos vinte nove dias do mez de Fevereiro do anno de mil oitocentos setenta e seis, neste lugar, districto de Subdelegacia de Policia da parochia de Nossa Senhora da Conceição do Jatahy, Municipio de tibagy, provincia do Paraná, compareceu no meu cartório Telemaco Morocines Borba e em presença das testemunhas abaixo nomeadas e assignadas, apresentou-me uma criança do sexo feminino e declarou: - Que no dia dous do mez de Fevereiro do anno de mil oitocentos setenta e seis, na casa de sua residência, nesta Colonia Militar, pelas duas horas da manhã, nascia a referida criança, filha de mulher livre, a qual é sua filha legítima, (ilegível) pela declarante, natural da Provincia de (ilegível) (ilegível), na Parochia de de São Sebastião de Porto Meira, da referida provincia com Rita Maria do Amaral Borba, natural da provincia acima declarada, brasileira, costureira, sendo ambos residentes nesta Colonia Militar do Jatahy; são avós da recem-nascida o capitão reformado do exercito Vicente Antonio Rodrigues Borba, já fallecido e Dona Hilaria digo Joanna Hilaria Morocines, tambem fallecida, pela parte paterna e Lupercio José do Amaral e Maria Marques dos Santos, ambos fallecidos, pela parte materna.
De que para constar lavrei este termo que leio perante o declarante e as testemunhas Antonio Joaquim Moreira Coelho, negociante e Antonio Diniz Gonçalves, feitor, todos moradores nesta Colonia Militar do Jatahy. Eu, Antonio Crispim de Oliveira Fernandes, escrivão juramentado da Subdelegacia de policia, o escrevi.

Antonio Crispim de Oliveira Fernandes
Telemaco Morocines Borba
Antonio Joaq.ni Moreira Coelho
Antonio Deniz Gonçalves