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Foi a tiros, naquela rua movimentada onde as prostitutas se vendem por cinco reais,
e os viciados se drogam dia e noite.
Isso já é normal e tornou-se uma triste rotina.
Estou acostumado com bombas, tiros, sangue e destruição.
Ligo a TV e vejo guerras, mortos, feridos, inocentes perturbados e vidas despedaçadas.
Para os poderosos, a vida vale menos que ideologias, capitalismo e religião.
Ando preocupado.
Na rua posso levar um tiro, uma facada, ser assaltado ou atropelado.
Tenho medo de ataques aéreos, ameaças nucleares, bombas químicas e de hidrogênio.
Ainda ontem vi profetas do apocalipse, terroristas e agentes do medo.
Não tenho paz.
Não tenho sossego.
Aonde vou ouço falar de AIDS, Newcastle, aftosa, dengue, febre amarela, ebola e fome.
A violência é tão grande que os ataques mortíferos, as emboscadas, os estupros, o tráfico, os homicídios, os latrocínios e a prostituição são lugares comuns e triviais.
Tenho medo da inflação, da instabilidade da moeda, da alta do petróleo e do desemprego.
Não quero morrer violentamente através de pistolas, revólveres, granada ou facão.
Em tiroteio de bala perdida entre polícia e ladrão.
Esse é o horror!
Quando o medo é maior que a vida, isso é horror!
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Assim também é a vida para Mohamed.
Ele chora porque um dia foi feliz, mas não sabia.
Lembra de sua casa destruída, pelas setas noturnas,
que voavam no dia.
O aviso veio do céu.
Parecia profecia.
Esta terra não lhe pertence.
Eram anúncios eloqüentes.
Abraão é o pai do povo,
Jesus morreu para libertá-lo,
Maomé ensinou-o o Alcorão.
Mohamed não sabia que Canaã, Gaza e Palestina padeceriam.
Ele é inocente e tem medo da destruição de seu país.
Onde muitos libaneses são mortos e feridos sem nada poder fazer.
Pobre Mohamed, pobre Líbano!
Vêem suas escolas, pontes, estradas e igrejas destruídas,
por ações violentas de terroristas impiedosos.
A eles não interessam à nacionalidade, idade ou profissão.
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