quinta-feira, 23 de abril de 2009

Um gesto, um movimento

O PCdoB em seu 12º Congresso quer dar um passo adiante para corresponder às perspectivas que estão postas perante a nação. Quer ser um partido ainda mais forte, com larga militância, presente no cotidiano da vida e luta dos trabalhadores e todo o povo. Ao lado da grande gesta de elaborar um projeto político para fazer frente à crise e renovar o programa socialista, há também um grande esforço para forjar o partido dos comunistas, indispensável aos grandes combates unitários do povo.

A direção nacional propõe um ato simbólico para estes esforços: implantar integralmente a Carteira Nacional Militante 2009, como expressão do compromisso que temos com um partido combativo, disciplinado, organizado desde as bases.

É preciso um gesto por parte de cada um dos militantes. É preciso um movimento de toda a estrutura partidária.

Um gesto, porque obter a Carteira Militante é, antes de tudo, um ato pessoal. É atributo do militante para honrar seus compromissos de consciência. Deve ser fator de orgulho para todos, pois significa sermos membros empenhados da causa socialista, não nos dobramos aos imperativos dominantes da falta de solidariedade, da feroz pregação contra a política, do descrédito na organização política do povo. Ser militante é parte do combate cultural e político que se trava na sociedade hoje. Organizar um partido de esquerda revolucionário e militante é parte da luta democrática que se trava no Brasil, para dar voz e vez aos trabalhadores e ao povo, perseguir um projeto político transformador.

A Carteira Militante é o instrumento aprovado por todos no último Congresso para eleger e ser eleito no PCdoB nas conferências partidárias. Implica comprometer-se com a sustentação partidária, ao nível de sua renda. Mais que os próprios recursos assim angariados, o fundamental é acumular um patrimônio moral para fortalecer a luta patriótica e socialista. O gesto é necessário, qual seja a iniciativa pessoal de adquirir a Carteira, mediante uma anuidade que a todos é possível cumprir realisticamente, na forma de um dia do salário mensal como anuidade.

Ao mesmo tempo, é um movimento partidário, pois nada é espontâneo ou se dá ao acaso. As direções partidárias devem propiciar condições para que a Carteira seja implantada em toda a estrutura partidária participante do Congresso, sem exceção.

Movimento, porque sempre se pode e deve estimular campanhas de massa para angariar recursos para poder dispor da Carteira ao conjunto da militância local. Sempre se pode financiar a Carteira dos que têm menos recursos com subsídios cruzados dos que têm maior renda. Sempre se pode dispor de outras fontes de recursos partidários para financiar a Carteira em instâncias menos desenvolvidas. Os comitês estaduais sempre podem subsidiar as inscrições dos militantes de comitês em maior dificuldade. A questão é outra: com que seriedade será tratada a implantação da Carteira que vincula direitos e deveres partidários. Pois não é e nunca foi assunto secundário a eleição de órgãos dirigentes partidários e, repita-se, para eleger e ser eleito é necessária a Carteira Militante. Tampouco é razoável ou sério contornar leis internas de partido permitindo direitos iguais aos que cumpriram a norma e aos que não a cumpriram.

O PCdoB está em expansão. Busca dar consciência política e organizar uma militância cada vez mais extensa. Segue considerando necessário mais que nunca manter sua identidade e fisionomia militante, com formas associativas entre a militância, caminho para a formação e compromisso com o partido, sua linha e sua luta. Estamos certos de que o PCdoB está fazendo por merecer esse gesto e esse movimento. Afinal, é o primeiro congresso que se dá sob a égide do Estatuto aprovado em 2005. As novidades sempre são desafiadoras e os desafios movem o PCdoB.

A direção nacional conta, portanto com o empenho e ímpeto, sobretudo da militância, em quem deposita confiança para vencer mais esse desafio: uma Carteira Militante implantada em toda a estrutura partidária no seu 12º Congresso.

São Paulo,13 de abril de 2009
Comissão Política Nacional

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