segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

“Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”


Estimado (a) leitor (a), é pertinente uma breve reflexão sobre a pessoa e a missão que Maria desempenhou na Obra da Salvação realizada por Jesus. Sobre a pessoa da Virgem Maria, ninguém melhor que a própria Sagrada Escritura a nos dizer. Conforme o Evangelho de Mateus: Maria é a MÃE de Jesus, uma jovem comprometida em casamento com José, que, por ação do Espírito Santo, recebe o Salvador em seu bendito ventre (cf. Mt 1, 18).
Já o Evangelista Lucas, nos versículos 26 a 38 do capítulo 1, emoldura de modo estupendo o cenário da Anunciação quando relata: No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse: “Alegra-te, cheia de graça o Senhor está contigo!” Ela ficou intrigada com essa palavra e pôs-se a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, porém, acrescentou: “Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim.” Maria, porém, disse ao anjo: “Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?”  O anjo lhe respondeu: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice, e este é o sexto mês para aquela que chamavam de estéril. Para Deus, com efeito, nada é impossível.” Disse, então, Maria: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo a deixou.

No respeitante à MISSÃO da Bem Aventurada Virgem Maria, não há como negar que ela, além de nos presentear com o SALVADOR, também indica claramente que Ele é nossa única e definitiva salvação.
Para confirmar a conclusão do parágrafo anterior, basta visitar o Evangelho de João no belíssimo episódio das bodas de Caná, que assim descreve a nobreza e confiança de nossa querida Mãe. Eis a maneira singela e desconcertante como este cenário é descrito pelo Evangelista João nos versículos 1 a 5 do capítulo 2 de seu Evangelho: No terceiro dia, houve um casamento em Caná da Galiléia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus foi convidado para o casamento e seus discípulos também. Ora, não havia mais vinho, pois o vinho do casamento tinha-se acabado. Então a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Respondeu-lhe Jesus: “Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”.

Evidenciado está, portanto, que a Bem Aventurada Virgem Maria tem plena consciência que a missão dela jamais é ocupar o lugar de Deus, mas sim conduzir a humanidade ao SALVADOR.
Por isso, todo católico que se preza, também sabe que, em se tratando da Virgem Maria, endereçamos a ela nosso respeito, nosso carinho e nossa gratidão por ela generosamente ter dito SIM ao querer de Deus em sua vida (cf. Lc 1, 38). Respeito esse que nada tem a ver com adoração, pois somente Deus é digno de todo louvor e adoração. Inclusive a Bem Aventurada Virgem Maria tem plena consciência e afirma que ela é a “serva do Senhor” (cf. Lc 1, 38).
Voltando a contemplar o cenário do casamento em Caná (cf. Jo2, 1-12), tenhamos plena e certeira convicção que, onde a Bem Aventurada Virgem Maria está presente, tudo acontece conforme o querer de Deus. Assim sendo, confiemos nossa vida e nosso agir a tão abençoada MÃE, certos de que “Maria é o caminho mais seguro ao coração de seu Bendito Filho, nosso único Salvador”.
Faço questão de concluir este pálido esboço sobre a pessoa e a missão da Bem Aventurada Virgem com uma belíssima oração dirigida à Maria que a Tradição da Igreja nos reservou: À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!

Meu abraço e minha benção a todos!

Pe. José Antônio P. Campos

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