segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Radiojornalismo – Paul Chantler e Sim Harris

Este livro é um manual de comportamento para os jornalistas que trabalham nas rádios Inglesas, como a BBC e a Exsex. Como as rádios na Grã-Bretanha são Estatais ou comerciais, este manual foi desenvolvido com o intuito de orientar os profissionais. Vale lembrar que ele foi desenvolvido para aqueles países, sendo que a versão brasileira foi adaptada.
Deve se dar ênfase, pelo fato da publicação conter diversos assuntos diretamente ligados à vida diária do rádio. Desde os fatos jornalísticos que dizem como se deve usar palavras ou termos, ou até mesmo a utilização de materiais e recursos técnicos.
Outro fato marcante, é de como fazer a edição das fitas, que apesar da publicação estar desatualizada, informa a maneira de como se deve fazer a edição sonora por programas de computador.
Há também, capítulos que dizem os cuidados que os jornalistas tem que tomar para não transgredir as leis ou sofrer processo criminal por difamação. Outro fator importante no livro, é a que a respeito de como se deve fazer para utilizar os horários, para assim poder construir uma grade de rádio que agrade o ouvinte.
Enfim, este livro pode ser utilizado, por alunos de Comunicação, jornalistas, produtores e por todos que trabalham na área da comunicação social.

O que interessa: A todos os profissionais que trabalham na comunicação, sendo que os ingleses são os principais contemplados. O livro é direcionado para as pessoas daquele país. Um fator que chama muito a atenção, é a forma com que os autores tratam os assuntos que devem ser trabalhados nas rádios, que vão desde fatores técnicos, que utilizam os materiais como o transmissor, mesa de som, cabos e gravadores e também a utilização de termos para redação.
O livro ensina algumas regras que devem ser utilizadas para um bom funcionamento das emissoras, sendo que, estas regras abrangem fatores como edição e produção de programas.
O que interessa diretamente aos que não trabalham na BBC ou em outras rádios daquele país, é o conhecimento que ele pode passar.

Fichamento:

1 – A estrutura da rádio britânica local: Capitulo inicial que diz como funciona as estruturas das rádios na Grã Bretanha. Elas estão divididas em duas categorias: Comerciais e públicas. A BBC, que está sobre controle e é mantida pelo Estado, é uma rádio pública. O livro também dá ênfase para as rádios comerciais. Diz como funciona a estrutura das mesmas e também faz uma pequena viagem na história nas rádios locais.

2 – O trabalho em uma rádio local: Este trecho aborda três assuntos: a) O rádio; b) O radiojornalismo local ; c) Como buscar um emprego. Os autores mostram ao leitor, de uma forma simplificada, como é uma rádio. Desde a estrutura física até a pessoal e diz como deve ser o comportamento do jornalista, ou seja, a maneira que a função deve ser exercida pelo profissional. Há também dicas de como ele deve se portar e se preparar para arrumar um emprego em uma rádio. Os autores dizem que os conhecimentos e o ensino no jornalismo são essenciais.

3 – A apuração das notícias: O capítulo aborda como deve ser feita a redação do texto jornalístico para se poder rodar no rádio. Aborda como o jornalista deve se relacionar com a fonte, seja ela de importância nacional ou local e finaliza indicando ao ouvinte, dizendo a forma que ele deve se portar para tratar de informações que são recebidas. Isso em relação da apuração dos fatos que estão acontecendo.

4 – Técnicas de Redação: Segundo Paul Chantler e Sim Harris, “noticias bem escritas são a base de um bom jornalismo”. Com esta definição o capitulo quatro sintetiza bem a forma com que a notícia deve ser relatada e como ela pode ser escrita, utilizando-se de regras gramaticais e de expressão oral. Outro ponto importante, e o que diz a respeito de como se deve trabalhar que funcione uma boa redação, e o cuidado com as palavras que vão ao ar. O capitulo é encerrado com comentários informando como os textos devem ser contextualizados conforme a situação.

5 – O boletim de notícias: Aqui o assunto principal, é de como se elaborar um boletim jornalístico, desde as principais características até a linha ou padrão informativo que se deve seguir. Finaliza dizendo como se deve construir um script.

6 – Apresentação: Esta parte dedica suas páginas para ensinar, ou demonstrar, qual é a postura que deve ser adotada para apresentar os noticiários. Contém informações e demonstrações de boletins que são apresentados por operadores nos estúdios das rádios.

7 – Recursos técnicos: O capítulo apresenta todos os recursos técnicos que são utilizados pelas rádios. Gravações, edição e sonoras, são minuciosamente detalhadas para que a pessoa que vá utilizar o manual, não fique sem noção ao entrar num estúdio. Há uma parte que fala sobre as redações que estão sendo informatizadas e os novos recursos técnicos que aos poucos vão entrando em vigor.

8 – Entrevista: Aqui o assunto é a entrevista. Aborda os tipos, como se prepara, as técnicas e também dá uma noção ao leitor, de como se faz uma entrevista especial.

9 – A reportagem: Os principais pontos deste capitulo são as características do repórter de rádio e de como deve ser produzida uma reportagem.

10 – A central informativa: Como é o funcionamento de uma central informativa? Como se elabora um boletim de rádio? Estas perguntas podem ser respondidas pelos autores. Aqui, através do trabalho prático, a central informativa, local onde existem vários repórteres, pode ganhar vida e começar a informar. O capitulo também dá importância para outros trabalhos, que estão além, mas podem ser desenvolvidos numa central de informações jornalísticas.

11 – As leis: Processos contra jornalistas não é algo raro. Este capitulo aborda a maneira como os profissionais do rádio se devem comportar diante de matérias que podem causas transtornos jurídicos. O capítulo dá ênfase para como agir nos casos de difamação e como e realizar a defesa no caso de processo. Há um ponto que aborda a atuação em tribunais e o comportamento a ser realizado em casos de injúrias criminais.

12 – A redação: Toda a redação de um veiculo de comunicação, pode ser conturbada, isso ao ritmo que se dá devido ao dead line ou até mesmo por outras situações. Este capítulo fala como devem ser utilizados os recursos, as reclamações dos ouvintes e dá dicas de como fazer um programa de qualidade que possa dar audiência.

13 – Pequenas redações: Aqui os autores informam , como se fazer para instalar uma redação. Qual a postura que deve ser tomada quando se está com um programa no ar e traz informações de como deve ser o processo para se contratar funcionários.

14 – Programas especializados: Este capítulo é essencial para que as rádios na Grã Bretanha funcionem de uma forma agradável e que tenha qualidade. Ensina a maneira de se fazer um rádio jornal. Fala como deve ser o tratamento para reportagens especiais e documentários. Explica para o leitor como as rádios trabalham com transmissões externas, programas com participação do ouvinte ao vivo no telefone. Uma atividade que o manual ensina, é a maneira de como devem ser introduzidos noticiários na programação musical. Além de assuntos específicos, como o Esporte, Eleições e comentários e comentaristas.

15 – O futuro do Rádiojornalismo: Este que é o último capítulo. Os autores afirmam que “o futuro do radiojornalismo está assegurado“. Apesar da TV e da Internet, o radio, em si, é uma fonte de informações instantânea, por isso, não se pode deixar influenciar por expectativas negativas sobre este veiculo de comunicação.

Um comentário:

Romoaldo de Souza disse...

Bom comentário, realmente, esse é um excelente livro sobre Radiojornalismo!