No editorial de 6 de outubro de 2005, o Valor Econômico aborda as questões referentes a ética e qual é o comportamento que deve guiar os políticos. O jornal cita, que devido ao quadro de instabilidades ao qual, quem está inserido na vida política é obrigado a viver, as posições e determinações a serem tomadas, nunca serão as mesmas e sempre estarão subjetiveis as transformações de opiniões. Toda esta relação está ligada a posição do Governo Petista diante de uma crise, suas mudanças de opinião, devido a situação política e, principalmente, os fatores que o levaram a apoiar o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-AL), que apesar de ser um grande aliado do Governo, teve sua imagem desgastada, devido estar envolvido em um esquema de propina que pedia dinheiro para a renovação de um contrato de concessão a um empresário que administrava um restaurante na Câmara.
No entanto, a maior crítica do jornal, está no modo em que o Governo vê toda a crise. Passando-se por “desentendido”, Lula e o Governo não se preocupam com as acusações, ou tentam mostrar que os problemas não são com eles, mas com os outros. Desta forma, parece que o Governo tenta “enganar” ou até mesmo se omitir do que está acontecendo, para que no futuro, não seja associado com os culpados, mesmo que eles sejam do seu partido e o ajudou a se eleger. Ou então que toda a culpa caia sobre os aliados, que precisam do apoio do presidente, mas neste momento, de muitas dificuldades, não encontrar a ajuda necessária. Desta forma, o Valor Econômico acredita que aos poucos, o Governo e seus aliados vão se desfragmentando e mudando de opinião para que não saiam enfraquecidos. A idéia vai de acordo com o início do editorial, que afirma que na política, nada ;e constante, mas tudo pode mudar devido a situação:
“O ex-deputado Magalhães Pinto, conspirador do golpe militar de 1964 e dissidente do regime ao seu final, lançava mão de uma imagem para definir a política: ‘Política é como nuvem: você olha e vê um formato, mas quando olha de novo já vê outro’, dizia. Nos momentos de crise política, então, a volatilidade é extrema: pode ir do céu de brigadeiro a uma chuva torrencial. Talvez por essa capacidade de auto transformar-se e, em alguns momentos, adquirir dinâmica própria que responde a processos, mas não à vontade dos atores políticos, a política exige habilidade para a adequação aos ventos que mudam o seu rumo. A manutenção de um padrão de comportamento em situações em que os ventos sopram na direção contrária é uma suprema habilidade política”.
Assim, ao avaliarmos que o editorial trata das intempéries a qual está submetido os políticos, mas se esquece de citar que o envolvimento têm uma causa muito simples: a corrupção que está instalada na esfera pública, é a principal causa dos problemas. O Valor Econômico, deveria estar ciente de quem nem sempre a corrupção envolve dinheiro, mas está no ato de corromper, assediar e outras atividades que podem ser consideradas como ilícitas. Segundo Antônio Frederico Zancanaro, em A corrupção político administrativa no Brasil:
“Numa perspectiva de senso comum, diz ‘imaginamos sempre que corromper uma autoridade significa pagar a essa autoridade para que faça ou deixe de fazer determinada coisa em sua capacidade oficial’. Essa idéia pode não estar correta. E exemplifica afirmando que há casos de corrupção nos quais os objetivos em jogo podem ser meramente eleitorais, sem envolvimento de recursos econômicos imediatos. Mesmo assim, assevera o autor, a corrupção jamais deixará de constituir-se num estigma indesejável no seio de qualquer sociedade politicamente organizada, quer o sistema de dominação esteja fundado sobre pressupostos racionais. Qualquer expediente, portanto, que fira a ordem estabelecida, conhecida a socialmente aceita, com o objetivo de auferir lucros ou benefícios privados indevidos através do uso de prerrogativas do poder cedido dentro do Estado caracteriza-se como corrupção”.
Deste modo, o jornal deveria classificar Severino Cavalcanti, independente que faça parte da bancada de apoio ao presidente, como corrupto. Ao pedir suborno para a renovação da concessão do restaurante e se aproveitar da condição e do cargo que ocupa, Severino foi justamente repreendido e punido por um ato ilícito. O ato, mostra que o Governo está perdendo forças e que precisa tomar medidas de apoio, para que na fique enfraquecido.
O Valor Econômico, ao trazer a opinião da oposição ao Governo em seus editoriais, contribui para a manutenção da democracia, no entanto, deve-se sempre ficar a tento para que estas mesmas reações da oposição, não se possam confundir com o atrelamento a interesses financeiros. Como no sétimo parágrafo, que diz o seguinte:
“A oposição tem mantido uma postura melhor nesse momento. O discurso, nesse caso, é pela preservação da instituição parlamentar. Emite sinais de que não usará o episódio para tomar o poder no Congresso, nem polarizará com o governo quando a unidade dos partidos nele representados é fundamental para resolver uma crise chamada Severino. Tem acenado inclusive com um nome petista para o cargo, desde que com posições independentes do governo e trânsito em todos os partidos. Para que as articulações das pessoas interessadas em restabelecer a dignidade do Legislativo dêem resultado, é preciso que Severino tenha um único gesto digno desde que assumiu a presidência da Câmara: renunciar ao cargo de representante dos deputados federais. É importante para a democracia que essa transição não seja feita ao arrepio da lê”.
No trecho acima, notamos que há muita interferência do jornal nas questões que predominam no Congresso. Ao citar que Severino Cavalcanti deveria renunciar, O Valor Econômico se usou do expediente da tentativa de induzir o presidente a renunciar. A renuncia, acabaria de vez com as suspeitas, mas o colocaria (Severino) na condição de inocente. Deste modo, caso houvesse uma nova eleição, ele seria reeleito. A crítica correta, seria a de criticar Severino e promover um debate sobre a questão: se houve propina, quais forma os motivos que o levaram a aceitar. Sendo assim, haveria um julgamento justo e no caso do réu ser culpado, ele cumpria sua pena, que é o cerceamento de seus direitos políticos. Desta forma, não seremos coniventes com a corrupção e contribuiríamos para que o julgamento justo e ético fosse feito para o aliado do Governo, sem subterfúgios que o deixassem impune.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
3.1 – “Ações orquestradas para esvaziar as investigações”.
Com este primeiro editorial, do dia cinco de outubro, o jornal Valor Econômico, tenta fazer uma relação entre o Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, com os constantes acontecimentos que movimentam o cenário político brasileiro. Ao abordar que o presidente, ao conseguir eleger Ricardo Berzoini e o Campo Majoritário, para a presidência do Partido dos Trabalhadores e, eleger o deputado paulista do Partido Comunista do Brasil, Aldo Rebelo, para a Presidência da Câmara, o Valor Econômico traz a tona a discussão a respeito do corporativismo e do apoio que Lula pode ganhar na Câmara, dentro do partido e, principalmente, o ganho de força do presidente que daria motivos para que as investigações das CPI’s não tivessem tanta força contra ele e seus aliados. O jornal lembra que o maior favorecido com as mudanças ocorridas no cenário político, não é diretamente Lula, mas o Partido dos Trabalhadores, que se articulou novamente e, busca forças para não sucumbir às investigações.
Além do mais, não podemos nos esquecer, que é o Governo, que vêm realizando manobras para que as investigações não se aprofundem. No caso citado, consta que o Governo e seus aliados, atrapalham as investigações, ao não possibilitarem que sejam quebrados os sigilos bancários dos investigados. Isso é uma vergonha, que deveria ser cessada.
Segundo o Valor, caso a crise política se acentue, com as denúncias da CPI dos Bingos, o PT pode perder muitos cargos e poder nas eleições de 2006. Por isso, sua intenção, segundo o jornal, é esvaziar e desgastar as CPI’s e as investigações, para que nada de concreto ou mesmo, comprometedor, seja provado. Junto a isso, o Valor diz que em muito as CPI’s não vêm realizando seus trabalhos como deveriam ser, se tornam instrumento político partidário e que possivelmente acabaram em “pizza”, ou seja, deixam impunes os corruptos.
Devemos acreditar que afirmação é incorreta, ao lembrarmos que vários parlamentares já tiveram seus mandatos cassados, como o pivô da CPI dos Correios, Roberto Jefferson (PTB-RJ) e outros parlamentares já renunciaram, como Valdemar da Costa Neto (PL-SP).
Quanto ao editorial em si, ele nos traz a idéia central, que há a perca da credibilidade das investigações, através do aparelhamento do partido político do Governo, pelo Estado, para que haja impunidade e os corruptos saiam ilesos das investigações. O editorial, formulado desta maneira, requer uma análise mais profunda. A partir do momento que se cria e narra fatos, para nos dar maior entendimento, pode-se as vezes manipular uma idéia, ou quem sabe, até exagerar, para que a notícia tenha mais relevância e chegue com mais força aos leitores. Desta forma, deve-se pensar o limite que o jornalista pode opinar sem ferir a moral dos que trabalham nas esferas públicas, ou seja, as fontes. Desta forma, não devemos nos esquecer que ao escrever um editorial, jamais poderemos ser movidos por segmentos ideológicos, aspirações ou preferências. Mas sim, devemos nos orientar pelo diferencial ético. Assim, nosso jornal terá mais credibilidade e os leitores, que, ao lerem o editorial, poderão acreditar em quem escreveu e, principalmente, levar em consideração a idoneidade e isenção do que está escrito.
A análise do editorial de cinco de outubro, revela que o Valor Econômico, ao ser um jornal voltado para um público segmentado e elitizado, deveria trazer a tona, as notícias com mais relevância e criticas a respeito de um assunto tão polêmico, que é o da corrupção institucionalizada e das CPI’s. Ao ser conivente e menos crítico com a ação partidária que dará menos força e crédito as investigações, o Valor Econômico mostra que é independe do Governo e que pode até ajudar o mesmo. Sua posição correta, seria de criticar e fazer uma matéria contra a ação partidária que força o enfraquecimento das investigações. O jornalismo nunca deve dar apoio a medidas que venham usurpar e denegrir a ética de nosso Estado. Mas sempre ser combativo e crítico, a tudo aquilo que venha prejudicar o cidadão brasileiro.
O sétimo parágrafo diz o seguinte:
“Corre-se o risco de que as CPI’s que pararam o país por quatro meses legitimem à lamentável prática política de financiamento dos partidos com dinheiro ilícito, que no limite pode submeter as decisões políticas a financiadores que, se não querem mostrar a cara, estão à margem da lei ou querem obter benefícios da máquina governamental sem serem percebidos”.
Apesar da crítica contundente ao jornal, que deveria ser incisivo nas apurações e mais crítico ao Governo, ao desmascarar a corrupção, devemos citar que ainda existe no editorial, a idéia que se mostra contra a arrecadação ilícita de dinheiro por parte dos partidos políticos. Ao consideramos que a crítica se estende a todos os partidos, o jornal não está tomando parte para ninguém e cria parâmetros que vão além da notícia ao ser mais profundo na análise e na crítica.
Contudo, devemos concluir a sub-capítulo, dizendo que apesar das investigações feitas pelo Ministério Público, Polícia Federal pelo Congresso Nacional, o Valor Econômico, devido ao grau em que chega aos seus leitores, deveria conferir e dar mais peso as investigações. Isso seria feito através de críticas mais contundentes em seus editoriais e a cobrança mais justa contra os que dilapidam o que é público. Sem se apegar a ideologias ou a interesses de mercados, o jornalismo tem toda a isenção necessária para a atribuição e exercício de suas funções, como a liberdade para fazer as críticas sem poder, no futuro, ser reprimido ou sofre retaliações. Quando o caso específico, ou editorial, é referente as esferas do Poder Público, a isenção e o desapego a ideologias são fatores que determinam o grau crítico e a veracidade da crítica.
Além do mais, não podemos nos esquecer, que é o Governo, que vêm realizando manobras para que as investigações não se aprofundem. No caso citado, consta que o Governo e seus aliados, atrapalham as investigações, ao não possibilitarem que sejam quebrados os sigilos bancários dos investigados. Isso é uma vergonha, que deveria ser cessada.
Segundo o Valor, caso a crise política se acentue, com as denúncias da CPI dos Bingos, o PT pode perder muitos cargos e poder nas eleições de 2006. Por isso, sua intenção, segundo o jornal, é esvaziar e desgastar as CPI’s e as investigações, para que nada de concreto ou mesmo, comprometedor, seja provado. Junto a isso, o Valor diz que em muito as CPI’s não vêm realizando seus trabalhos como deveriam ser, se tornam instrumento político partidário e que possivelmente acabaram em “pizza”, ou seja, deixam impunes os corruptos.
Devemos acreditar que afirmação é incorreta, ao lembrarmos que vários parlamentares já tiveram seus mandatos cassados, como o pivô da CPI dos Correios, Roberto Jefferson (PTB-RJ) e outros parlamentares já renunciaram, como Valdemar da Costa Neto (PL-SP).
Quanto ao editorial em si, ele nos traz a idéia central, que há a perca da credibilidade das investigações, através do aparelhamento do partido político do Governo, pelo Estado, para que haja impunidade e os corruptos saiam ilesos das investigações. O editorial, formulado desta maneira, requer uma análise mais profunda. A partir do momento que se cria e narra fatos, para nos dar maior entendimento, pode-se as vezes manipular uma idéia, ou quem sabe, até exagerar, para que a notícia tenha mais relevância e chegue com mais força aos leitores. Desta forma, deve-se pensar o limite que o jornalista pode opinar sem ferir a moral dos que trabalham nas esferas públicas, ou seja, as fontes. Desta forma, não devemos nos esquecer que ao escrever um editorial, jamais poderemos ser movidos por segmentos ideológicos, aspirações ou preferências. Mas sim, devemos nos orientar pelo diferencial ético. Assim, nosso jornal terá mais credibilidade e os leitores, que, ao lerem o editorial, poderão acreditar em quem escreveu e, principalmente, levar em consideração a idoneidade e isenção do que está escrito.
A análise do editorial de cinco de outubro, revela que o Valor Econômico, ao ser um jornal voltado para um público segmentado e elitizado, deveria trazer a tona, as notícias com mais relevância e criticas a respeito de um assunto tão polêmico, que é o da corrupção institucionalizada e das CPI’s. Ao ser conivente e menos crítico com a ação partidária que dará menos força e crédito as investigações, o Valor Econômico mostra que é independe do Governo e que pode até ajudar o mesmo. Sua posição correta, seria de criticar e fazer uma matéria contra a ação partidária que força o enfraquecimento das investigações. O jornalismo nunca deve dar apoio a medidas que venham usurpar e denegrir a ética de nosso Estado. Mas sempre ser combativo e crítico, a tudo aquilo que venha prejudicar o cidadão brasileiro.
O sétimo parágrafo diz o seguinte:
“Corre-se o risco de que as CPI’s que pararam o país por quatro meses legitimem à lamentável prática política de financiamento dos partidos com dinheiro ilícito, que no limite pode submeter as decisões políticas a financiadores que, se não querem mostrar a cara, estão à margem da lei ou querem obter benefícios da máquina governamental sem serem percebidos”.
Apesar da crítica contundente ao jornal, que deveria ser incisivo nas apurações e mais crítico ao Governo, ao desmascarar a corrupção, devemos citar que ainda existe no editorial, a idéia que se mostra contra a arrecadação ilícita de dinheiro por parte dos partidos políticos. Ao consideramos que a crítica se estende a todos os partidos, o jornal não está tomando parte para ninguém e cria parâmetros que vão além da notícia ao ser mais profundo na análise e na crítica.
Contudo, devemos concluir a sub-capítulo, dizendo que apesar das investigações feitas pelo Ministério Público, Polícia Federal pelo Congresso Nacional, o Valor Econômico, devido ao grau em que chega aos seus leitores, deveria conferir e dar mais peso as investigações. Isso seria feito através de críticas mais contundentes em seus editoriais e a cobrança mais justa contra os que dilapidam o que é público. Sem se apegar a ideologias ou a interesses de mercados, o jornalismo tem toda a isenção necessária para a atribuição e exercício de suas funções, como a liberdade para fazer as críticas sem poder, no futuro, ser reprimido ou sofre retaliações. Quando o caso específico, ou editorial, é referente as esferas do Poder Público, a isenção e o desapego a ideologias são fatores que determinam o grau crítico e a veracidade da crítica.
3 – Análise dos Editoriais
Como dito anteriormente, o objetivo deste trabalho, é a análise crítica dos editoriais do jornal Valor Econômico. Devido o Valor Econômico ser voltado a um público mais segmentado e elitizado, as críticas serão baseadas em fatores como a inserção na população e quais são as propostas dos editoriais. Os dias analisados são todos do mês de outubro e se compõe da seguinte maneira: 5; 6, 12; 27; e 30.
2 – O Valor Econômico
Quando se apresentou ao público pela primeira vez, em 2 de maio do ano 2000, o Valor Econômico resolveu explicitar aos leitores quais princípios deveriam guiar seu comportamento editorial. Voltado para as classes sociais de maior poder aquisitivo, o Valor “oferece um panorama abrangente e confiável do que ocorre na esfera produtiva, capaz de auxiliar a tomada de decisões pelos agentes econômicos”. Algo indispensável para as camadas sociais que detêm e exploram os meios de produção capitalista, mas dispensável para os que não têm condições financeiras e possibilidades de construir algo voltado para o capital. Criado pelo Grupo Folha e pela Infoglobo, que dividem igualmente o seu controle acionário e que são as empresas que mais detêm e controlam os meios de comunicação brasileiro, o Valor mostra que pode ser indutivo e movido pelos dois grupos e ser intermediador dos interesses das empresas, a qual o grupo mantêm contratos de publicidade. Voltado a elite econômica, e ao público mais amplo interessado em economia e negócios, o Valor Econômico contribui para a manutenção da ordem capitalista ao criar artifícios para que a elite econômica possa se sobressair, aumentar seus rendimentos e o lucro. Devido a quantidade impressionante de notícias exclusivas ou dadas em primeira mão a respeito de negócios ou de política econômica, o Valor Econômico mostra seu potencial e poder econômico ao colocar vários repórteres em locais de extrema importância na busca da notícia. Devido a sua influência, ele pode estar mais ligado e influenciar diversos assuntos, sejam eles voltados a economia ou política. Esta influência pode ser negativa, caso o jornal comece a interferir nos assuntos ligados a população mais pobre, que se sente desprotegida diante de uma ação do jornal. Ao publicar análises originais, profundas e plurais de analistas de peso e respeito público, como as do deputado paulista Delfim Neto (PP-SP), o Valor Econômico cria artifícios para que pessoas diretamente ligadas à política e que possam defender interesses escusos, possam ter mais influência e defender interesses de origem duvidosa. São estas mesmas pessoas que podem omitir, não divulgar e denunciar a injustiça, a corrupção e a incompetência no trato dos assuntos públicos, em benefício próprio ou corporativista. No seu primeiro editorial, em 2 de maio, do ano 2000, o jornal disse que defenderia “com vigor o desenvolvimento do mercado de capitais”. Tanto tem feito isso, em suas páginas, ao defender e publicar matérias a respeito dos possíveis “benefícios” que as privatizações podem trazer ao nosso Estado. Não é preciso ser nenhum exper., para saber que são as privatizações que desmontam o aparelho estatal que serve de auxílio ao povo e que os beneficiam ao cobrar taxas baixas. Com as privatizações o bem público é dilapidado em benefício de uma elite capitalista que não está interessada no bem estar social, mas somente na exacerbação injusta de seus lucros e o crescimento de seu patrimônio. Nem que para isso os mais pobres padeçam e fiquem miseráveis. Esta contradição é vista, quando o jornal diz que têm o “compromisso de ajudar a promover o desenvolvimento social e combater injustiças”, mas prega a prática irresponsável do lucro e do capitalismo com as privatizações. O objetivo de “sempre valorizar a figura do empreendedor” é algo a ser colocado em dúvida. Não para desmerecer o Valor Econômico, mas o questionamento se refere a forma e, qual empreendedor é valorizado. Voltado aos grandes empresários, banqueiros e industriais, o Valor Econômico pode se esquecer e não dar a devida atenção ao médio e pequeno empresário, que são as pessoas que mais contratam e acabam deslocados e ficando sem a promoção da mídia, devido a não participarem da grupo seleto a que chamamos de elite. A comprovação da idéia acima está no “Anuário 1000 Empresas de Valor”, que como o nome já diz, dá destaque somente as 1000 maiores empresas. O Valor Econômico esquece que o nosso mercado é maior e mais abrangente, pois classifica e dá visibilidade somente para as vendas das 1000 maiores empresas que atuam no país; os 50 maiores bancos; as 100 maiores seguradoras; e as companhias que mais se destacarem em 27 setores de atividades. A promoção, associação e a valorização das entidades são vistas quando o Valor Econômico cria a parceria com a Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. A Escola, ao orientar e escolher as “maiores”, mostra que ter poder decisão direto sobre as escolhas a serem tomadas pelo jornal e mudar o pensamento de seus leitores. Declarando-se apartidário, desatrelado de governos, grupos econômicos, facções políticas, candidaturas e mantendo suas páginas abertas a representantes de diversas tendências ideológicas e políticas, o Valor Econômico pode entrar em contradição ao afirmar as idéias acima e ser elitizado e voltado as classes sociais mais abastadas e dar pouca importância para os acontecimentos que mais podem beneficiar as camadas mais populares. Ou então piorar a situação, ao omitir ou não publicar em suas páginas, algo que realmente interesse ou que beneficie os mais pobres, como a diminuição dos preços ou a quebra de um cartel. O Valor Econômico, ao ser uma empresa produtora de informações econômicas em todos os formatos e em todas as mídias, influência diretamente os que querem investir seus capitais, seja na indústria, agropecuária ou em finanças. Acima de tudo, produz notícias relevantes, antecipa negócios e aponta direções e tendências na política e no comportamento econômicos do país. Por isso, deve-se tomar cuidado, devido a tamanha interferência. Não se sabe se pode ser positiva ou negativa, mas entende-se que para o jornalismo isso não é benéfico, pois cria a sensação de que existe um quarto poder e que ele está aí para nos guiar, independente de qual seja a lógica ou os interesses. Há ainda nessas palavras, a possibilidade de inserção, nem que seja de forma sutil, a manipulação das informações em benefício do privado. Apesar de toda à crítica feita ao Valor Econômico, deve-se reconhecer que o jornal participa ativamente da política brasileira e desempenha o papel de fiscalizador das esferas públicas do poder. Além disso é um jornal bem desenhado, com um projeto gráfico bem elaborado. No entanto, o Valor Econômico, ao trazer um noticiário financeiro ‘hard’ e ser algo diferenciado, poderia ter mais responsabilidade social junto ao que publica e dar mais vazão para que as classes sociais mais pobres não fossem tão exploradas e exprobradas como são.
1.2 - O editorial
O jornalismo, principalmente o impresso, tem múltiplas maneiras de expressar sua orientação e de expor sua opinião a respeito da política nacional e internacional, administração, ideologia e acontecimentos diversos. A linha de conduta – que é a substância do próprio veículo de comunicação – manifesta-se desde a redação de simples notas em colunas, em páginas inteiras, ou, no editorial, o ponto de vista oficial da empresa. Evidencia-se: a filosofia da empresa na escolha do serviço das agências de notícias; no valor atribuído a determinadas matérias; no silêncio em torno de acontecimentos e pessoas; e nos comentários menores.
Não há restrições para os assuntos que possam ser abordados no editorial, mais conhecido, popularmente, como artigo de fundo. Deve, porém, ser escrito em linguagem acessível, que demonstre cultura e grande força de argumentação. Tanto podem ser analisadas as prováveis conseqüências de um projeto de lei apresentado ao Congresso, como a determinação do governo de desvalorizar a moeda ou mesmo um plano municipal que vise o alargamento das ruas. O bom articulista que tiver uma ótima linguagem e vocabulário aprimorado, transformará em excelente editorial, qualquer assunto que venha abordar. O que ele escrever será o pensamento do jornal, quer o artigo esteja assinado pelo diretor, pelo redator responsável ou pelo profissional que exerça o cargo de confiança atribuído.
Segundo Luiz Amaral, “a situação conjunta de todos esses meios é chamada de posição. O jornal parte dos fatos, com reportagens e sustenta sua opinião com editoriais, tópicos, sueltos, nos quais satiriza, elogia, condena homens e idéias, sempre de forma clara e lógica, a fim de atingir com mais facilidade as diversas classes de leitores.” A força do editorial está ligada à conduta do jornal. Para que pese, tem que ser publicado num jornal que pese. Um mesmo editorial poderá ser nulo se publicado num jornal de escândalo ou num semanário inexpressivo. Porém produzirá efeitos profundos se estampado num diário respeitado.
É o editorial que dá o tom de nobreza à página e valoriza, com a sua presença, tópicos e notas ali publicados. Pode aparecer na página de rosto, como na segunda ou quarta página. Para facilitar a leitura e chamar mais a atenção do leitor, vem em tipos maiores e derrama-se por duas, três, quatro colunas, de acordo com o tamanho e o tipo de diagramação da folha. Sua fonte são os acontecimentos do dia, no campo nacional e internacional e de preferência aborda assuntos que estão mais próximos aos leitores.
Amaral diz que “a feitura do editorial não contém regras fixas. Tanto pode partir do informativo para o deliberativo, como do deliberativo para o explicativo. No entanto, não é aconselhável citações fastidiosas, o excesso de erudição, o amontoamento de cifras e o tom doutoral”. Além disso, acredita-se que o ataque pessoal é o pior defeito de um editorial e logo se conhece o mau editorialista, quando este procura esse caminho. Desta forma, exige-se de um editorialista, integridade, independência e seriedade.
Segundo Mário Erbolato, em Jornalismo Especializado,
“A tarefa do responsável por um jornal está condicionada à missão pública da imprensa. Fixada uma orientação, é preciso seguí-la à risca, usando honestidade e imparcialidade e sem depender de favores. Além disso, a humildade e a coragem, estão entre as principais qualidades do verdadeiro jornalista. Humildade para reconhecer os limites de sua própria capacidade e coragem para dizer o que pensa”.
Desta forma, o editorial deve ajudar o leitor a compreender a complexidade das notícias, mas sem força-lo em suas conclusões. Há os que lêem os artigos de fundo e não concordam com o jornal, embora cheguem a elogiar os editoriais pela clareza do texto. O artigo de fundo precisa comentar construtivamente, mas nunca adotar uma política de “panos quentes”, ou de simples narração, sem tomar partido.
Para a conclusão, apresentamos dez qualidades, que segundo Erbolato , o editorialista deve possuir:
1º - Estar bem informado.
2º - Especializar-se nos assuntos sobre os quais escreve.
3º - Ser imparcial nas opiniões.
4º - Rever as suas conclusões, se porventura a evolução dos acontecimentos comprovar que houve erro em editorial anterior.
5º - Ter facilidade para discernir, para saber qual assunto é mais importante.
6º - Dominar os estilos narrativo e argumentativo.
7º - Explicar bem os fatos.
8º - Dar os antecedentes.
9º - Usar sempre a primeira pessoa no singular e não no plural.
Não há restrições para os assuntos que possam ser abordados no editorial, mais conhecido, popularmente, como artigo de fundo. Deve, porém, ser escrito em linguagem acessível, que demonstre cultura e grande força de argumentação. Tanto podem ser analisadas as prováveis conseqüências de um projeto de lei apresentado ao Congresso, como a determinação do governo de desvalorizar a moeda ou mesmo um plano municipal que vise o alargamento das ruas. O bom articulista que tiver uma ótima linguagem e vocabulário aprimorado, transformará em excelente editorial, qualquer assunto que venha abordar. O que ele escrever será o pensamento do jornal, quer o artigo esteja assinado pelo diretor, pelo redator responsável ou pelo profissional que exerça o cargo de confiança atribuído.
Segundo Luiz Amaral, “a situação conjunta de todos esses meios é chamada de posição. O jornal parte dos fatos, com reportagens e sustenta sua opinião com editoriais, tópicos, sueltos, nos quais satiriza, elogia, condena homens e idéias, sempre de forma clara e lógica, a fim de atingir com mais facilidade as diversas classes de leitores.” A força do editorial está ligada à conduta do jornal. Para que pese, tem que ser publicado num jornal que pese. Um mesmo editorial poderá ser nulo se publicado num jornal de escândalo ou num semanário inexpressivo. Porém produzirá efeitos profundos se estampado num diário respeitado.
É o editorial que dá o tom de nobreza à página e valoriza, com a sua presença, tópicos e notas ali publicados. Pode aparecer na página de rosto, como na segunda ou quarta página. Para facilitar a leitura e chamar mais a atenção do leitor, vem em tipos maiores e derrama-se por duas, três, quatro colunas, de acordo com o tamanho e o tipo de diagramação da folha. Sua fonte são os acontecimentos do dia, no campo nacional e internacional e de preferência aborda assuntos que estão mais próximos aos leitores.
Amaral diz que “a feitura do editorial não contém regras fixas. Tanto pode partir do informativo para o deliberativo, como do deliberativo para o explicativo. No entanto, não é aconselhável citações fastidiosas, o excesso de erudição, o amontoamento de cifras e o tom doutoral”. Além disso, acredita-se que o ataque pessoal é o pior defeito de um editorial e logo se conhece o mau editorialista, quando este procura esse caminho. Desta forma, exige-se de um editorialista, integridade, independência e seriedade.
Segundo Mário Erbolato, em Jornalismo Especializado,
“A tarefa do responsável por um jornal está condicionada à missão pública da imprensa. Fixada uma orientação, é preciso seguí-la à risca, usando honestidade e imparcialidade e sem depender de favores. Além disso, a humildade e a coragem, estão entre as principais qualidades do verdadeiro jornalista. Humildade para reconhecer os limites de sua própria capacidade e coragem para dizer o que pensa”.
Desta forma, o editorial deve ajudar o leitor a compreender a complexidade das notícias, mas sem força-lo em suas conclusões. Há os que lêem os artigos de fundo e não concordam com o jornal, embora cheguem a elogiar os editoriais pela clareza do texto. O artigo de fundo precisa comentar construtivamente, mas nunca adotar uma política de “panos quentes”, ou de simples narração, sem tomar partido.
Para a conclusão, apresentamos dez qualidades, que segundo Erbolato , o editorialista deve possuir:
1º - Estar bem informado.
2º - Especializar-se nos assuntos sobre os quais escreve.
3º - Ser imparcial nas opiniões.
4º - Rever as suas conclusões, se porventura a evolução dos acontecimentos comprovar que houve erro em editorial anterior.
5º - Ter facilidade para discernir, para saber qual assunto é mais importante.
6º - Dominar os estilos narrativo e argumentativo.
7º - Explicar bem os fatos.
8º - Dar os antecedentes.
9º - Usar sempre a primeira pessoa no singular e não no plural.
1.1 – O jornalismo de economia?
Os primeiros jornais com função política – os chamados jornais de opinião – apareceram com a Revolução Francesa e nela desempenharam papel relevante. Eram jornais caros para a época e seus leitores evidenciavam, ao comprá-los, boa situação financeira. No Brasil, os primeiros jornais eram de opinião. O Correio Braziliense, o primeiro jornal a circular no Brasil e de Hypólito da Costa, era movido por interesses, mas pregou contra o absolutismo e em favor das liberdades políticas e das instituições civis.
Hoje, acredita-se que o Jornalismo Econômico assume um papel de grande importância na sociedade. No inicio, a editoria era mais simples, quando publicava matérias resumidas e de interesse restrito: cotações de moedas estrangeiras; valores de gêneros alimentícios; informes sobre falências e concordatas; e outras notas esparsas. Atualmente, os jornais divulgam temas econômicos, mais extensos, isto é, não só aquelas informações anteriores, mas também, tudo quanto, de certa forma, possa refletir-se sobre a coletividade, com repercussões de caráter financeiro ou que provoque restrições de hábitos de compra e venda.
O jornalismo de função econômica é um instrumento do desenvolvimento econômico e social. Difundindo diariamente uma enorme massa de informações sobre assuntos variados e de interesse à sociedade, o jornalismo tem contribuído para o desenvolvimento da indústria e do comércio, como para melhorar as relações sociais, de um modo geral.
Com noticiário e interpretação dos fatos econômico-financeiros, o jornalismo oferece ao homem de negócios um panorama diário do mercado que lhe facilita a ação, abre perspectivas para o desenvolvimento de suas empresas e proporciona bases para melhor relacionamento com a clientela. Tão importante é hoje essa função para o empresariado, que nenhum homem de negócios inicia seu dia de trabalho sem antes tomar conhecimento de tudo o que saiu publicado sobre sua atividade específica e sobre o mercado em geral. O clipping é feito antes da chegada dos responsáveis pela empresa e produzido, cada dia mais, por funcionários especializados, capazes de discernir numa massa enorme de informações, aquilo que interessa diretamente à organização em que trabalha.
Erbolato, diz que
”As notícias sobre assuntos financeiros ajudam a obter o conhecimento e a informação das quais se necessita à respeito da maneira como pode funcionar o sistema econômico de uma nação. Em uma sociedade livre, o papel do jornalismo econômico não é diferente de seu papel no governo e na política: informar e estimular a discussão dos cidadãos, ainda quando isso provoque uma diferença salutar de opiniões”.
Portanto, podemos considerar que o jornalismo, especificamente o impresso, é uma das ciências da Informação Coletiva ou da Comunicação Coletiva. Luiz Amaral, em Técnicas de jornal e periódico, diz que, ao assumir a condição de ciência, o jornalismo toma contornos acentuados e bem visíveis, e pode ser definido como “o estudo do processo de difusão coletiva, com características específicas de atualidade, periodicidade e recepção coletiva”.
Hoje, acredita-se que o Jornalismo Econômico assume um papel de grande importância na sociedade. No inicio, a editoria era mais simples, quando publicava matérias resumidas e de interesse restrito: cotações de moedas estrangeiras; valores de gêneros alimentícios; informes sobre falências e concordatas; e outras notas esparsas. Atualmente, os jornais divulgam temas econômicos, mais extensos, isto é, não só aquelas informações anteriores, mas também, tudo quanto, de certa forma, possa refletir-se sobre a coletividade, com repercussões de caráter financeiro ou que provoque restrições de hábitos de compra e venda.
O jornalismo de função econômica é um instrumento do desenvolvimento econômico e social. Difundindo diariamente uma enorme massa de informações sobre assuntos variados e de interesse à sociedade, o jornalismo tem contribuído para o desenvolvimento da indústria e do comércio, como para melhorar as relações sociais, de um modo geral.
Com noticiário e interpretação dos fatos econômico-financeiros, o jornalismo oferece ao homem de negócios um panorama diário do mercado que lhe facilita a ação, abre perspectivas para o desenvolvimento de suas empresas e proporciona bases para melhor relacionamento com a clientela. Tão importante é hoje essa função para o empresariado, que nenhum homem de negócios inicia seu dia de trabalho sem antes tomar conhecimento de tudo o que saiu publicado sobre sua atividade específica e sobre o mercado em geral. O clipping é feito antes da chegada dos responsáveis pela empresa e produzido, cada dia mais, por funcionários especializados, capazes de discernir numa massa enorme de informações, aquilo que interessa diretamente à organização em que trabalha.
Erbolato, diz que
”As notícias sobre assuntos financeiros ajudam a obter o conhecimento e a informação das quais se necessita à respeito da maneira como pode funcionar o sistema econômico de uma nação. Em uma sociedade livre, o papel do jornalismo econômico não é diferente de seu papel no governo e na política: informar e estimular a discussão dos cidadãos, ainda quando isso provoque uma diferença salutar de opiniões”.
Portanto, podemos considerar que o jornalismo, especificamente o impresso, é uma das ciências da Informação Coletiva ou da Comunicação Coletiva. Luiz Amaral, em Técnicas de jornal e periódico, diz que, ao assumir a condição de ciência, o jornalismo toma contornos acentuados e bem visíveis, e pode ser definido como “o estudo do processo de difusão coletiva, com características específicas de atualidade, periodicidade e recepção coletiva”.
1 - O que é o jornalismo
Segundo Luiz Beltrão e Newton de Oliveira Quirino, em Subsídios para uma teoria da comunicação de massa, o jornalismo é “o processo de produção de mensagens relativas a fatos, idéias e situações atuais, interpretadas à luz do interesse coletivo e transmitidos periodicamente à sociedade com o objetivo de difundir conhecimentos e orientar a opinião pública no sentido de promover o bem comum”.
Embora existente desde os primórdios da vida social humana, o jornalismo com os atributos que hoje lhe são peculiares (atualidade, variedade, interpretação, popularidade, difusão coletiva e promoção) procede da difusão da tipografia, a partir do século XVI, consubstanciando-se com os diários impressos no seguinte século.
Beltrão e Quirino, dizem que:
“Com a implantação da sociedade de massa, ao jornalismo cabe informar e comentar qualquer fenômeno que ocorra, em determinadas circunstâncias, na natureza, nas relações sociais ou no mundo criado pelo homem. Não deve ser propósito específico dessa atividade, em sentido restrito, educar, persuadir ou entreter seus destinatários, uma vez que tais funções são próprias de outras atividades comunicacionais”.
As distorções sofridas pelo jornalismo, no decurso de sua história, são geradas pelo intento de restringi-lo a instrumento de educação, de propaganda ou de evasão, antes de apresentador do quadro da atualidade, sem cujo conhecimento a comunidade permaneceria alienada, sem condições de opinar e participar da ação construtiva da paz, do progresso e da ordem social.
No jornalismo, entre a ocorrência de um fato e a sua veiculação, é percorrido um caminho relativamente rápido, se medido em horas. Porém, ele é bastante tortuoso e complexo. A começar pelo fato de que a imprensa não vive apenas dos episódios ocorridos num determinado dia, mas também da discussão, do debate e da análise de acontecimentos ou situações atemporais – que estão acontecendo, e não simplesmente que aconteceram.
É muito provável que um jornalista que consiga responder com exatidão e o maior número possível de detalhes relevantes às seis questões fundamentais de cada acontecimento (o quê, quem, onde, como, quando, por que) produzirá um trabalho jornalístico no mínimo aceitável. Mas, no universo informativo atual, uma dessas seis perguntas deveria merecer prioridade sobre as outras: por quê. O porquê de um determinado fato envolve uma investigação profunda sobre seus antecedentes e uma razoável soma de conhecimentos sobre o tema que está sendo tratado. E é imperioso que a imprensa escrita se debruce sobre os porquês, na medida em que rádio e televisão têm limitações congênitas para invadir este terreno. A explicação para as limitações do rádio e da tv, podem dadas devido o jornal impresso permanecer e conter mais “espaço” para a produção na notícia. Nos outros veículos de comunicação (rádio e tv), isso não é possível devido eles se esvaírem no ar, não possibilitando um acompanhamento posterior, sem que sejam gravados. Entre as funções do jornalismo, há duas que mais se destacam: a função política e a função econômica. Por função política, entendem-se os meios de informação, em sua ação crescente, como instrumentos de direção dos negócios públicos, e como órgãos de expressão e de controle de opinião pública.
A cada dia são maiores as relações entre o Governo e os meios de informação coletiva. Convencidos de que a opinião pública pode ser controlada através de uma informação inteligente e bem dirigida, os diversos órgãos governamentais desenvolvem seus serviços informativos captando simpatias e fornecendo vasto material para repórteres, redatores e editorialistas.
Embora existente desde os primórdios da vida social humana, o jornalismo com os atributos que hoje lhe são peculiares (atualidade, variedade, interpretação, popularidade, difusão coletiva e promoção) procede da difusão da tipografia, a partir do século XVI, consubstanciando-se com os diários impressos no seguinte século.
Beltrão e Quirino, dizem que:
“Com a implantação da sociedade de massa, ao jornalismo cabe informar e comentar qualquer fenômeno que ocorra, em determinadas circunstâncias, na natureza, nas relações sociais ou no mundo criado pelo homem. Não deve ser propósito específico dessa atividade, em sentido restrito, educar, persuadir ou entreter seus destinatários, uma vez que tais funções são próprias de outras atividades comunicacionais”.
As distorções sofridas pelo jornalismo, no decurso de sua história, são geradas pelo intento de restringi-lo a instrumento de educação, de propaganda ou de evasão, antes de apresentador do quadro da atualidade, sem cujo conhecimento a comunidade permaneceria alienada, sem condições de opinar e participar da ação construtiva da paz, do progresso e da ordem social.
No jornalismo, entre a ocorrência de um fato e a sua veiculação, é percorrido um caminho relativamente rápido, se medido em horas. Porém, ele é bastante tortuoso e complexo. A começar pelo fato de que a imprensa não vive apenas dos episódios ocorridos num determinado dia, mas também da discussão, do debate e da análise de acontecimentos ou situações atemporais – que estão acontecendo, e não simplesmente que aconteceram.
É muito provável que um jornalista que consiga responder com exatidão e o maior número possível de detalhes relevantes às seis questões fundamentais de cada acontecimento (o quê, quem, onde, como, quando, por que) produzirá um trabalho jornalístico no mínimo aceitável. Mas, no universo informativo atual, uma dessas seis perguntas deveria merecer prioridade sobre as outras: por quê. O porquê de um determinado fato envolve uma investigação profunda sobre seus antecedentes e uma razoável soma de conhecimentos sobre o tema que está sendo tratado. E é imperioso que a imprensa escrita se debruce sobre os porquês, na medida em que rádio e televisão têm limitações congênitas para invadir este terreno. A explicação para as limitações do rádio e da tv, podem dadas devido o jornal impresso permanecer e conter mais “espaço” para a produção na notícia. Nos outros veículos de comunicação (rádio e tv), isso não é possível devido eles se esvaírem no ar, não possibilitando um acompanhamento posterior, sem que sejam gravados. Entre as funções do jornalismo, há duas que mais se destacam: a função política e a função econômica. Por função política, entendem-se os meios de informação, em sua ação crescente, como instrumentos de direção dos negócios públicos, e como órgãos de expressão e de controle de opinião pública.
A cada dia são maiores as relações entre o Governo e os meios de informação coletiva. Convencidos de que a opinião pública pode ser controlada através de uma informação inteligente e bem dirigida, os diversos órgãos governamentais desenvolvem seus serviços informativos captando simpatias e fornecendo vasto material para repórteres, redatores e editorialistas.
Com o título “A falência de uma coalizão esdrúxula” o editorial de 27 de outubro trata da reforma política que poderia mudar os pilares da política brasileira e aborda a “esdrúxula” coalizão, ao qual o Partido dos Trabalhadores se submeteu para alcançar o cargo político mais cobiçado do país: a Presidência da República. Segundo o Valor Econômico, a falência de todo um sistema criado pelo PT, pode ter a explicação resumida em uma coalizão que não foi motivada por padrões éticos, mas sim, no que diz respeito à maior representatividade de votos. O erro, segundo o Valor Econômico, foi o PT, um partido de vários segmentos ideológicos com espectro voltado à esquerda, ter feito alianças com partidos políticos que têm o espectro ideológico voltado à direita e mais conservador e lançando a idéia de que a crise pode ter sido motivada por questões de cunho político-ideológico.
O último editorial, “Governo retoma iniciativa, mas paga um preço alto”, de 30 de outubro, mostra que o Governo como um todo e principalmente o presidente Lula estão fazendo muitos esforços para que não saiam enfraquecidos no pleito de 2006 e consigam afastar a possibilidade de impeachment, articulando a vitória de Aldo Rebelo (PCdoB–SP), para a Presidência da Câmara dos Deputados. A eleição de um “aliado histórico” cria mais afinidades ideológicas para os petistas do que o antigo “aliado político”, Severino Cavalcanti.
Com o trabalho, chegamos à conclusão que o jornalismo não é uma atividade profissional totalmente isenta, e que os jornais podem ser movidos por interesses que não só estejam de acordo com as normas éticas, mas financeiras e comercias, como é o caso do Valor Econômico, que tem por traz de si dois grandes grupos econômicos.
A partir disso, levamos em consideração: a) o que é escrito nos editoriais dos grandes jornais; b) qual é a idéia a ser trabalhada junto aos formadores de opinião; c) e os impactos que essas mensagem dos editoriais trazem para as classes sociais menos favorecidas.
O último editorial, “Governo retoma iniciativa, mas paga um preço alto”, de 30 de outubro, mostra que o Governo como um todo e principalmente o presidente Lula estão fazendo muitos esforços para que não saiam enfraquecidos no pleito de 2006 e consigam afastar a possibilidade de impeachment, articulando a vitória de Aldo Rebelo (PCdoB–SP), para a Presidência da Câmara dos Deputados. A eleição de um “aliado histórico” cria mais afinidades ideológicas para os petistas do que o antigo “aliado político”, Severino Cavalcanti.
Com o trabalho, chegamos à conclusão que o jornalismo não é uma atividade profissional totalmente isenta, e que os jornais podem ser movidos por interesses que não só estejam de acordo com as normas éticas, mas financeiras e comercias, como é o caso do Valor Econômico, que tem por traz de si dois grandes grupos econômicos.
A partir disso, levamos em consideração: a) o que é escrito nos editoriais dos grandes jornais; b) qual é a idéia a ser trabalhada junto aos formadores de opinião; c) e os impactos que essas mensagem dos editoriais trazem para as classes sociais menos favorecidas.
Por estes motivos, devemos considerar que o Valor Econômico, ao ser voltado à elite capitalista, deve ser questionado em seus editoriais e apurarmos se realmente, seu jornalismo é um produto que está à venda, contribuindo para que os interesses capitalistas se sobreponham à ordem social e à ética.
No primeiro capítulo de nossa análise é feita uma abordagem teórica sobre o que é jornalismo e, quais podem ser as suas aplicações na política e na economia, além de o classificarmos como um instrumento da sociedade de massa, que contribui para o desenvolvimento social, político e econômico. Fazemos uma abordagem sobre o jornalismo voltado à economia e como ele pode nos influenciar a tomadas de diversas decisões. A abordagem sobre o jornalismo econômico se dá devido ao assunto principal desta monografia ser o periódico Valor Econômico, um jornal tecnicista e especializado em economia. Devemos reconhecer que o jornalismo de economia é um “instrumento do desenvolvimento econômico e social, que difunde diariamente uma enorme massa de informações sobre assuntos variados de interesse da sociedade e que interpreta os fatos econômico-financeiros”.
Por fim é abordado o editorial, não esquecendo que sua função é mostrar a opinião da própria empresa jornalística sobre determinado assunto.
No segundo capítulo, é feita uma abordagem sobre a política editorial do jornal Valor Econômico e os motivos pelos quais é movido. Devido a sua autodefinição como um jornal voltado para as classes sociais de maior poder aquisitivo e para um público mais abrangente e interessado em economia, ele se vê na condição de um veículo indispensável para reforçar as idéias de exploração entre as classes sociais produtoras e trabalhadoras. Declarando-se apartidário, desatrelado de governos, grupos econômicos, facções políticas, candidaturas e mantendo suas páginas abertas a representantes de diversas tendências ideológicas e políticas, o Valor Econômico entra em contradição ao afirmar que “seu compromisso ético é de ajudar a promover o desenvolvimento social e combater injustiças”.
No terceiro capítulo, é feita a análise crítica dos editoriais do jornal Valor Econômico, editados nos dias 5, 6, 12, 27, e 30 de outubro.
O primeiro editorial intitulado “Ações orquestradas para esvaziar as investigações”, há uma relação entre o Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva e os constantes acontecimentos que movimentam o cenário político brasileiro, como as eleições de Ricardo Berzoini para a presidência do Partido dos Trabalhadores e de Aldo Rebelo (PC do B – SP), que é um “aliado histórico”, para a presidência Câmara dos Deputados. O Valor Econômico discute o corporativismo e o apoio que Lula ganhou na Câmara com a vitória do “aliado histórico”.
No segundo item deste capítulo, é feita a crítica do editorial de 6 de outubro, que tem como título a seguinte frase: “Avaliação política do governo é falha e lenta”. Neste editorial, o Valor Econômico aborda as questões referentes à ética e qual é o comportamento que deve guiar os políticos, para que não sucumbam diante da falta de moralidade. O foco central deste editorial está na situação do Governo, que passou a ter como aliado, Severino Cavalcanti (PP-AL), eleito presidente da Câmara dos Deputados e que perdeu seu mandato por estar envolvido em um esquema de propina e arrecadação ilícita de dinheiro.
O terceiro item avaliado tem como título “O PT e o direito da hereditariedade política”. Este editorial, de 12 de outubro de 2005, trata de uma questão muito ligada à política brasileira: o patriarcalismo e à hereditariedade política. Muito comum nos estados do Nordeste e nos antigos regimes oligárquicos, o patriarcalismo é representado, principalmente, pelos senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL), na Bahia e por José Sarney (PMDB), no Piauí e no Maranhão. No entanto, a crítica se torna mais contundente, quando o Valor Econômico afirma que o patriarcalismo não é um “privilégio” somente dos políticos acima citados, mas quando se tornou “perigoso” para o Governo, quando o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT-SP), começou a influenciar na vida política de seu filho, Zeca Dirceu.
O Valor Econômico, ao citar o patriarcalismo em seu editorial, lembra que sua prática está associada a duas incoerências da política brasileira: o nepotismo e o clientelismo.
No primeiro capítulo de nossa análise é feita uma abordagem teórica sobre o que é jornalismo e, quais podem ser as suas aplicações na política e na economia, além de o classificarmos como um instrumento da sociedade de massa, que contribui para o desenvolvimento social, político e econômico. Fazemos uma abordagem sobre o jornalismo voltado à economia e como ele pode nos influenciar a tomadas de diversas decisões. A abordagem sobre o jornalismo econômico se dá devido ao assunto principal desta monografia ser o periódico Valor Econômico, um jornal tecnicista e especializado em economia. Devemos reconhecer que o jornalismo de economia é um “instrumento do desenvolvimento econômico e social, que difunde diariamente uma enorme massa de informações sobre assuntos variados de interesse da sociedade e que interpreta os fatos econômico-financeiros”.
Por fim é abordado o editorial, não esquecendo que sua função é mostrar a opinião da própria empresa jornalística sobre determinado assunto.
No segundo capítulo, é feita uma abordagem sobre a política editorial do jornal Valor Econômico e os motivos pelos quais é movido. Devido a sua autodefinição como um jornal voltado para as classes sociais de maior poder aquisitivo e para um público mais abrangente e interessado em economia, ele se vê na condição de um veículo indispensável para reforçar as idéias de exploração entre as classes sociais produtoras e trabalhadoras. Declarando-se apartidário, desatrelado de governos, grupos econômicos, facções políticas, candidaturas e mantendo suas páginas abertas a representantes de diversas tendências ideológicas e políticas, o Valor Econômico entra em contradição ao afirmar que “seu compromisso ético é de ajudar a promover o desenvolvimento social e combater injustiças”.
No terceiro capítulo, é feita a análise crítica dos editoriais do jornal Valor Econômico, editados nos dias 5, 6, 12, 27, e 30 de outubro.
O primeiro editorial intitulado “Ações orquestradas para esvaziar as investigações”, há uma relação entre o Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva e os constantes acontecimentos que movimentam o cenário político brasileiro, como as eleições de Ricardo Berzoini para a presidência do Partido dos Trabalhadores e de Aldo Rebelo (PC do B – SP), que é um “aliado histórico”, para a presidência Câmara dos Deputados. O Valor Econômico discute o corporativismo e o apoio que Lula ganhou na Câmara com a vitória do “aliado histórico”.
No segundo item deste capítulo, é feita a crítica do editorial de 6 de outubro, que tem como título a seguinte frase: “Avaliação política do governo é falha e lenta”. Neste editorial, o Valor Econômico aborda as questões referentes à ética e qual é o comportamento que deve guiar os políticos, para que não sucumbam diante da falta de moralidade. O foco central deste editorial está na situação do Governo, que passou a ter como aliado, Severino Cavalcanti (PP-AL), eleito presidente da Câmara dos Deputados e que perdeu seu mandato por estar envolvido em um esquema de propina e arrecadação ilícita de dinheiro.
O terceiro item avaliado tem como título “O PT e o direito da hereditariedade política”. Este editorial, de 12 de outubro de 2005, trata de uma questão muito ligada à política brasileira: o patriarcalismo e à hereditariedade política. Muito comum nos estados do Nordeste e nos antigos regimes oligárquicos, o patriarcalismo é representado, principalmente, pelos senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL), na Bahia e por José Sarney (PMDB), no Piauí e no Maranhão. No entanto, a crítica se torna mais contundente, quando o Valor Econômico afirma que o patriarcalismo não é um “privilégio” somente dos políticos acima citados, mas quando se tornou “perigoso” para o Governo, quando o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT-SP), começou a influenciar na vida política de seu filho, Zeca Dirceu.
O Valor Econômico, ao citar o patriarcalismo em seu editorial, lembra que sua prática está associada a duas incoerências da política brasileira: o nepotismo e o clientelismo.
ANÁLISE CRÍTICA DOS EDITORIAIS DO VALOR ECONÔMICO
O trabalho analisa a postura de cinco editoriais do jornal Valor Econômico frente à crise política instalada no partido do Governo e mostra a relação entre o jornalismo e as esferas do poder econômico e político.
INTRODUÇÃO
A importância do jornalismo na sociedade contemporânea é imprescindível para compreendermos diversos processos políticos e econômicos dos quais somos dependentes. Como por exemplo, os motivos que levam ao aumento dos combustíveis, à desoneração ou aumento de impostos, à queda ou aumento da inflação, ou o que leva os políticos a tomar certas decisões na tentativa de mudança dos pilares da economia. Este discernimento, criado para o leitor através dos jornais, faz com que haja avanço na esfera social, dá confiabilidade e crédito para o jornalista e possibilita que o mesmo publique notícias decisivas para a tomada de posição dos leitores. Nesta lógica, os editoriais guiam a opinião dos jornais e encaminham seus leitores a uma posição sobre assuntos de grande relevância.
Desta forma, afirmamos que a população leitora brasileira, ao ler e compreender os editoriais, criará justificativas e argumentos para questionar os infratores da nossa recente democracia. Cabe à população leitora maior crítica e fiscalização sobre os meios políticos e tudo o que possa vir a corrompê-los. A partir disso não haverá discrepância entre os direitos dos cidadãos e os objetivos dos políticos que, em sua maioria, trabalham contra o interesse público, não respeitando a democracia e geralmente agindo contra os princípios éticos. O jornalista, por sua vez, enquanto agente fiscalizador do meio político, deve sempre combater a corrupção, agir como intermediador entre a esfera pública e a sociedade para que as normas éticas sejam cumpridas da forma mais coerente possível, através da cobrança de medidas transparentes que acabem com as desigualdades.
Mas como o profissional jornalista pode fazer isso? A questão é simples: ao escrever um texto, ou editorial, o jornalista deve ser consciente de quer suas palavras podem exercer muita influência e até mudar a opinião do leitor sobre determinado assunto. Por meio da persuasão, o jornalista deverá criar na consciência coletiva dos leitores, argumentos políticos e questionamento sobre os erros vindos de quem detém os poderes políticos e econômicos. Ao cumprir esta função, orientando-se pela ética e pela moral, o profissional alcançará seu objetivo de levar a verdade aos leitores, acima de tudo.
Baseado na ética e na verdade, esta monografia tem como objetivo principal a análise crítica dos editoriais do jornal Valor Econômico. Voltado a segmentos de leitores com orientação político-ideológica mais à direita e de razão conservadora, o Valor Econômico afirma, claramente, em suas páginas, que “oferece um panorama abrangente e confiável do que ocorre na esfera produtiva, capaz de auxiliar na tomada de decisões pelos agentes econômicos.” Aliás, esta proposta mostra-se indispensável às camadas sociais que detêm e exploram os meios de produção capitalista, porém inviável e de pouco alcance para a maior parte da população que constitui a base da pirâmide social.
Gerido e gerenciado por dois grupos econômicos (Grupo Folha e Infoglobo), o Valor é um jornal indutivo e intermediador dos interesses da elite econômica para a manutenção da ordem capitalista. Questiona-se o significado de um jornal que não é voltado para as classes mais populares, mas direcionado exclusivamente a segmentos da elite capitalista. Este jornal pode omitir denúncias de injustiça, de corrupção e de incompetência no trato dos assuntos públicos, em benefício próprio ou corporativistas?
A todas estas hipóteses, que foram levantadas, devemos reconhecer que a importância deste trabalho é a análise da linha editorial de um jornal que se diz defensor “do desenvolvimento do mercado de capitais”, independentemente de ser público ou privado. O jornalista deve levantar a bandeira da ética e, acima de tudo, defender o que é de benefício público e social.
INTRODUÇÃO
A importância do jornalismo na sociedade contemporânea é imprescindível para compreendermos diversos processos políticos e econômicos dos quais somos dependentes. Como por exemplo, os motivos que levam ao aumento dos combustíveis, à desoneração ou aumento de impostos, à queda ou aumento da inflação, ou o que leva os políticos a tomar certas decisões na tentativa de mudança dos pilares da economia. Este discernimento, criado para o leitor através dos jornais, faz com que haja avanço na esfera social, dá confiabilidade e crédito para o jornalista e possibilita que o mesmo publique notícias decisivas para a tomada de posição dos leitores. Nesta lógica, os editoriais guiam a opinião dos jornais e encaminham seus leitores a uma posição sobre assuntos de grande relevância.
Desta forma, afirmamos que a população leitora brasileira, ao ler e compreender os editoriais, criará justificativas e argumentos para questionar os infratores da nossa recente democracia. Cabe à população leitora maior crítica e fiscalização sobre os meios políticos e tudo o que possa vir a corrompê-los. A partir disso não haverá discrepância entre os direitos dos cidadãos e os objetivos dos políticos que, em sua maioria, trabalham contra o interesse público, não respeitando a democracia e geralmente agindo contra os princípios éticos. O jornalista, por sua vez, enquanto agente fiscalizador do meio político, deve sempre combater a corrupção, agir como intermediador entre a esfera pública e a sociedade para que as normas éticas sejam cumpridas da forma mais coerente possível, através da cobrança de medidas transparentes que acabem com as desigualdades.
Mas como o profissional jornalista pode fazer isso? A questão é simples: ao escrever um texto, ou editorial, o jornalista deve ser consciente de quer suas palavras podem exercer muita influência e até mudar a opinião do leitor sobre determinado assunto. Por meio da persuasão, o jornalista deverá criar na consciência coletiva dos leitores, argumentos políticos e questionamento sobre os erros vindos de quem detém os poderes políticos e econômicos. Ao cumprir esta função, orientando-se pela ética e pela moral, o profissional alcançará seu objetivo de levar a verdade aos leitores, acima de tudo.
Baseado na ética e na verdade, esta monografia tem como objetivo principal a análise crítica dos editoriais do jornal Valor Econômico. Voltado a segmentos de leitores com orientação político-ideológica mais à direita e de razão conservadora, o Valor Econômico afirma, claramente, em suas páginas, que “oferece um panorama abrangente e confiável do que ocorre na esfera produtiva, capaz de auxiliar na tomada de decisões pelos agentes econômicos.” Aliás, esta proposta mostra-se indispensável às camadas sociais que detêm e exploram os meios de produção capitalista, porém inviável e de pouco alcance para a maior parte da população que constitui a base da pirâmide social.
Gerido e gerenciado por dois grupos econômicos (Grupo Folha e Infoglobo), o Valor é um jornal indutivo e intermediador dos interesses da elite econômica para a manutenção da ordem capitalista. Questiona-se o significado de um jornal que não é voltado para as classes mais populares, mas direcionado exclusivamente a segmentos da elite capitalista. Este jornal pode omitir denúncias de injustiça, de corrupção e de incompetência no trato dos assuntos públicos, em benefício próprio ou corporativistas?
A todas estas hipóteses, que foram levantadas, devemos reconhecer que a importância deste trabalho é a análise da linha editorial de um jornal que se diz defensor “do desenvolvimento do mercado de capitais”, independentemente de ser público ou privado. O jornalista deve levantar a bandeira da ética e, acima de tudo, defender o que é de benefício público e social.
Assinar:
Postagens (Atom)