sábado, 19 de novembro de 2016

Nova Geração sagra-se vencedor do Campeonato de Futsal (7-14)

Após a avassaladora campanha e uma final emocionante contra os Mulekes, que reuniu mais de mil pessoas no Ginásio de Esportes Domingão, o time de futsal da Nova Geração pôde erguer com méritos o trófeu de campeão.
            
O time comandado por Jorge dos Santos Ferreira participou dum campeonato de três meses com quinze equipes. O Nova Geração, numa competição equilibrada, terminou a primeira fase em segundo lugar. Nas quartas venceu os Pit Bulls nos pênaltis; na semifinal derrotou os Mercenários por 7 a 1. A final, contra os Mulekes, terminou em 4 a 3.

Jorge dos Santos Ferreira, que atua no esporte há mais de 25 anos, vê o resultado de forma satisfatória, pois ofutsal atrai um grande público e envolve diretamente a juventude. Além do futsal, Jorge comanda equipes de futebol suíço e de campo. “O trabalho não para aqui. Sempre estive envolvido com o esporte. Para o Nova Geração ter sucesso, montei um time forte e com jogadores de nível e padrão equivalentes”, declara Jorge, que no passado teve uma escolinha de futebol.


Segundo o diretor da Rádio Nova Geração, Odemir Briola, há um projeto de transmitir ao vivo, as diversas atividades esportivas da cidade, “algo que irá alavancar o futebol e os esportes”, afirma o diretor. 

Carta de agradecimento.

A usuária dos serviços públicos, Maria Aparecida Caciatori, de 66 anos, agradece aos funcionários do CRAS pela participação no procedimento da Minha Casa Minha Vida. Além do CRAS, ela cita que seus familiares são bem atendidos pelo PSF (Programa Saúde da Família) na UBS da Vila Esperança.                                                             

Contente com a saúde pública em Ibiporã, ela diz que o trabalho de serviço social é elogiado por especialistas de Londrina e que o transporte de ambulância, usado por ela com freqüência, levando-a aos médicos e exames, desde a gestão do vereador Marcos da Ambulância, é tratado com dedicação. “Os vereadores Marcos da Ambulância e Mari de Sá, foram eleitos merecidamente. Eles são atuantes e admirados pelo povo. Esta é a melhor maneira de se eleger, atendendo a necessidade da população”, ressalta.                                                                                                                      

Maria Aparecida Caciatori agradece pela agilidade no atendimento a seu filho, que teve cefaléia intensa e, lamenta o fato do marido não ser atendido da mesma forma em 2008, pois hoje ele sofre as seqüelas do AVC; a Dra. Toshico Kanagai, em nome de seus sobrinhos Ivan Reginaldo e Rafael Freitas; além de citar que sua família esta contente, devido à presença Dr. Luiz Oporto no Hospital Cristo Rei. 

Dúvidas em relação à alimentação? Serviço de nutrição vai a sua casa para esclarecer e orientar quanto à alimentação saudável.

Nos últimos anos a população brasileira passou por uma mudança nos hábitos alimentares, aumentando o consumo de gorduras, açúcares e alimentos industrializados que contêm sódio. Os excessos levam ao aumento da pressão arterial e a obesidade. Além disso, a deficiência de alimentos como frutas, verduras e legumes são prejudiciais, pois se caracterizam na diminuição dos nutrientes presentes nelas, como fibras, vitaminas e minerais, prejudicando o funcionamento de muitos órgãos e levando a doenças como diabetes, hipertensão, aumento do colesterol e o mau funcionamento intestinal. Para formar novos hábitos alimentares é necessário iniciar uma reeducação alimentar, seguindo uma dieta com alimentos que contenham vitaminas e fibras, propiciando a quantidade necessária para uma vida saudável.                 
Para sanar as dúvidas quanto à alimentação, há sete meses a nutricionista ibiporãense Fúlvia Luz Medri, de 22 anos, iniciou o atendimento domiciliar nutricional com avaliação do paciente, seguida pela elaboração do plano alimentar individualizado ou familiar. A nutricionista atende crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes, obesos, pacientes com transtornos alimentares, diabetes, desnutrição, hipertensão arterial, gastrite, celíacos e insuficiência renal.                                                                          
Seu trabalho consiste na avaliação alimentar, onde é aplicado inquéritos (anamnese alimentar) para conhecer hábitos do paciente, horários, locais de alimentação, restrições e preferências alimentares.                                                  
A seguir é feita a avaliação clínica, onde se aplica um questionário para avaliar o histórico de doenças do paciente e da família, bem como o uso de medicamentos e exames laboratoriais. Esta avaliação é finalizada com análise física para se detectar a presença de edemas, manchas na pele, danos aos cabelos ou anomalias.                              
A terceira etapa da consulta da nutricional consiste na avaliação antropométrica, onde através do peso e estatura se calcula o índice de massa corporal do indivíduo. Esta avaliação é complementada com a medição das principais circunferências corporais e pregas cutâneas. “Além destes exames fazemos a bioimpedância, um método moderno e de alta precisão para avaliar a composição corporal. Ele consiste na passagem de uma corrente elétrica de baixa intensidade e de alta freqüência através do corpo, sendo esta corrente imperceptível. Isto permite medir o índice de massa corporal, o percentual de gordura corporal e gordura visceral e a massa magra. Não é indicado para gestantes e portadores de marca passo”, declara.                        
Além destes testes e exames, a nutricionista Fúlvia Luz Medri realiza a avaliação do gasto energético, onde o objetivo é conhecer a rotina do paciente através de dados relacionados às suas atividades diárias e informações sobre a prática de exercícios. A partir destas informações se calcula o metabolismo basal e o gasto energético diário do paciente. “Com todas estas informações, são estabelecidas metas e objetivos”, afirma.                                                                                                                       
Fúlvia Luz Medri se formou em Nutrição pela Unifil de Londrina, em 2013. Atualmente ela faz especialização em Nutrição Clínica na prática atualizada, na Unifil. Quanto ao atendimento nutricional, ele é realizado no domicilio paciente e as consultas podem ser agendadas pelo telefone 99954-0262. 

Comunidade Passo a Passo ajuda dependentes a sair do vício.


O trabalho de recuperação e socialização de dependentes químicos e alcoólatras envolve profissionaisno intuito de “libertar” e reinserir a pessoa na sociedade. A comunidade terapêutica Passo a Passofaz este trabalho. Administrada por Tânia Ferreira e sem fins lucrativos, a Passo a Passo acolhe por encaminhamento pessoas de cidades da região, via Caps e Assistência Social, ou por solicitação das famílias. Hoje, 45 homens e 12 mulheres são atendidos Congoinhas. Para entrar no projeto é necessário o dependente querer mudar de vida. São nove meses internado e os dias são ocupados com ações envolvendo grupos de apoio, psicólogos e acompanhamento espiritual, além do tripé trabalho, oração e disciplina. “Os internos fazem a manutenção da chácara com trabalhos de pedreiro, carpinteiro e jardinagem. Após sete meses são encaminhados ao mercado de trabalho. Com a recuperação completa retornam as famílias, que ficam agradecidas com os resultados. Não vemos apenas o interno, mas um contexto que a família está envolvida”, afirma Tânia. Atuando há seis anos na comunidade, ela vê diversos fatores que levam o individuo ao vício. A desestruturação familiar é um exemplo. “A solução é prevenir desde criança, para a pessoa não conhecer as drogas”, declara.
Ex-dependente químico e coordenador da comunidade, Paulo Roberto Cabrera cita que a rotina dos internos começa às 7 horas e termina em torno das 22 horas. O período é intercalado com atividades de recreação. “Para entrar na casa a pessoa tem que admitir que não consegue ficar no “mundo” e que perdeu o controle da situação, onde a droga influência sua vida. Após isto, deve reconhecer que apenas Deus irá livra-lo do vício”, ressalta.
José Luis dos Santos Júnior, de 26 anos, é dependente químico e está em recuperação há nove meses. Coordenador na Passo a Passo Feminina em Congoinhas, ele começou nas drogas por curiosidade e influência das más companhias. “Durante seis anos fui adicto ativo. O uso constante me desgastou e dei muito trabalho a minha família. Roubei e me prostitui. Após a recuperação,eles (família) voltaram a confiar em mim e hoje sei que são meus únicos amigos. Natural de Londrina, José Luis dá um conselho aos jovens: das drogas não se leva nada. “Busque primeiro a Deus e ocupe seu tempo com estudo, trabalho e tenha a vida saudável com esportes. No mundo atual, onde há muita criminalidade, os jovens envolvidos com drogas morrem. Uma amiga morreu ao meu lado por dívida em drogas. Aquilo me chocou e mesmo assim não sai do vício”, diz.
Os irmãos Mateus, de 15 anos e Marcos, de 12 anos, vieram do noroeste do Paraná para a comunidade, após serem jurados de morte, decorrente duma dívida nas drogas. “Dei trabalho para minha família e resolvi me internar. Fui para o sanatório mas não deu certo. Tive recaídas e me encaminharam para a Passo a Passo”, afirma Mateus. Nesta idade, ele já usou crack e roubava para o consumo. Tendo abandonado os estudos, ele ainda vê a chance de conquistar algo na vida. “Diferente do adulto, o adolescente tem muito que conhecer da vida, além de poder voltar aos estudos, ser um grande homem e ter uma família. Hoje é mais fácil tirar o jovem das drogas do que um adulto” finaliza Paulo.

Multinacional Norte Americana, em parceria com a Agroterra, desenvolvem projeto ambiental no Caic da Vila Esperança.

Está em funcionamento no Caic da Vila Esperança, um projeto da empresa norte americana DuPont,onde os alunos receberam um caderno de atividades com temas referentes à preservação do meio ambiente, saúde e segurança do agricultor. O projeto, em parceria com a Agroterra, tem o apoio do representante comercial da DuPont, Eloi Müller, da analista de marketing da multinacional, Deborah Costa, e da engenheira agrônoma da Agroterra, Roberta Rossato. A empresa ibiporãense é distribuidora dos produtos DuPont, que tem entre seus valores fundamentais o respeito às pessoas, ao meio ambiente e a preocupação em promover a saúde e segurança no campo. No lançamento do projeto, os representantes da DuPont e da Agroterra conheceram o trabalho ambiental desenvolvido no Caic, que consiste em jardinagem, horta e minhocario com produção de húmus e compostagem.
Segundo a pedagoga Silvia Aparecida dos Santos e a professora Leonir Aparecida Pedro, o projeto é desenvolvido com alunos do 5º ano, em período integral. “Levamos a proposta para a secretária de educação, Maria Margareth Rodrigues Coloniezi. Após uma conversa com o prefeito José Maria Ferreira, foi viabilizada a implantação do mesmo”, afirma Leonir. Ela cita que o objetivo é conscientizar os alunos quanto à necessidade e responsabilidade sobre a conservação do meio ambiente. No Paraná, apenas o CAIC e outra escola em Maringá participam do projeto. “Para nós é vantajoso, já que ganhamos recursos como um computador e impressora, além do concurso de desenho e redação, onde o tema é “O agricultor visto como um herói”, premiar o melhor desenho e as duas melhores redações com uma bicicleta”, cita.
Além deste projeto, o Caic desenvolve o “Mais Educação na Escola” e, dentro dele há a modalidade ambiental, onde existe todo um planejamento da educação ambiental que envolve todas as disciplinas. São desenvolvidas atividades que atendem os quesitos para as disciplinas interagirem, além de atividades práticas que ensinam a importância da preservação dos recursos ambientais. “Os alunos da Educação Ambiental são conscientes quanto à preservação do meio ambiente, além de demonstrar interesse, responsabilidade e comprometimento, algo importante na formação do caráter. A educação ambiental está inserida no Plano Pedagógico das escolas. Quando trabalhada com qualidade e participação ativa dos alunos, são atribuídos ótimos resultados, sendo fundamental na formação de opinião dos estudantes. Hoje o Caic é referência em educação ambiental e o trabalho não fica restrito a escola, pode ser desenvolvido em fundos de vale, praças públicas, rios e matas ciliares” declara a professora.
Vendo de forma positiva todos os projetos, Leonir Aparecida cita que há possibilidades futuras, de todos os alunos estudarem em período integral. Hoje, quem está inserido nos projetos permanece cerca de sete horas na escola, onde três horas são destinadas a projetos e atividades e, as outras quatro horas destinadas ao ensino. “Para o funcionamento correto, é importante citar o comprometimento da secretaria de educação e prefeitura, que fornecem a estrutura como almoço e transporte escolar gratuito”, finaliza.


Produzido artesanalmente, Queijo Serra da Canastra tem sabor inigualável.


“Ele tem sabor azedinho que permanece por muito tempo na boca”. Esta foi a definição encontrada por José Maurilio Leite, de 65 anos, conhecido como Mineiro, para o “Queijo Canastra”. Ele fabrica e vende queijos artesanais, o mesmo fabricado na Serra da Canastra, em Minas Gerais.                                                                                    
Para o queijo ter o sabor “canastra”, o processo de fabricação se faz por quatro etapas. Na primeirao queijo é consumido fresco, imediatamente após a produção; após dez dias, com a meia cura; o queijo de sessenta dias; e o queijo curado por seis meses, onde se extrai o pó de queijo e o queijo ralado. Além destas variedades, Mineiro produz requeijão, pão de queijo, queijo palha, doce de leite, manteiga, cural e pamonha de queijo. Tamanha experiência se deve ao fato de ter aprendido o ofício aos oito anos de idade e aperfeiçoou as técnicas após ingressar no Colégio Agrícola e estudar Laticínios. Além disso,frequentou os cursos de café e cooperativismo, cursos que até hoje o auxilia nos trabalhos e negócios.                                                                             

Pai de dois filhos e técnico agrônomo, Mineiro chegou ao Paraná em 1972, durante a “Crise da Ferrugem” no café. Trabalhou na região por 30 anos e comprou uma fazenda em Minas Gerais, onde permaneceu por dez anos. Mas, após um acidente, onde recebeu mais de 300 picadas de abelhas africanas, ele retornou a Ibiporã para ficar mais próximo aos familiares. “Desde fevereiro fabrico e comercializo meus produtos na feira de domingo”, afirma. Segundo o mesmo, uma peculiaridade do “Queijo Canastra” é o sabor “azedinho” e encorpado, que o torna apreciado em todo o mundo. “O Queijo Canastra surgiu na Itália, durante a 1ª Guerra Mundial, quando meu bisavô viu sua fabricação, de maneira simples, prática e artesanal. Ao fim da guerra, ele retorna ao Brasil e começa a fabricar o queijo em Minas Gerais”, relata o Mineiro.                    

Ele cita que o “Queijo Canastra” pode ser consumido de várias formas. “Diferente do Paraná, em Minas Gerais ele é ralado para comer com massas, misturado no arroz com feijão, em cima de carnes, doces e nos mais variados tipos de alimentos. Os mineiros produzem os melhores queijos e um dos segredos do “Queijo Canastra”, é que ele deve ser feito com leite não industrializado, além de não misturar o leite de vacas de raças diferentes”, afirma

Os interessados em conhecer os produtos “Serra da Canastra”, podem entrar em contato com o Mineiro, através do 3268-1870. Seu endereço é na Avenida Mário de Menezes, 1985. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Aspectos da formação da cultura local - Por Aldo Moraes

Em tempos de iPOD, redes sociais e caça a Pokémon virtual, a força da expressão cultural das cidades reflete sua formação e a capacidade criativa do povo. O Paraná, por exemplo, é destaque nacional por sua culinária, seus poetas, romancistas e músicos que retratam a paisagem das cidades e festas típicas. Em nossa região, observamos forte tendência em integrar aspectos de religiosidade, expressões indígenas e a ligação da comida com hábitos culturais. É o caso de Ibiporã, cujo nome vem do tupi e remete a terra bonita.     A beleza da arte, arquitetura e o apego ao patrimônio se conectam ao mundo religioso através de igrejas e capelas, o que inclusive gerou o projeto Circuito das Capelas. Isso faz com que fé, cultura e festa estejam juntas no cotidiano da cidade, traduzidas em eventos como as festas juninas e a Rota do Café ou em obras da mais alta importância histórica e cultural, como em Henrique Aragão.                                                                                                                         
Segundo o Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena (de Clóvis Chiaradia), Cambé tem origem nos idiomas kaingang e tupi guarani. Os registros arqueológicos citam a presença de indígenas nos anos 30, juntamente com europeus, japoneses, paulistas e nordestinos.                                              
A encenação teatral da Paixão de Cristo é um acontecimento que leva milhares de pessoas às ruas e junto com a Festa das Nações, mostra a força dos eventos sintonizados com a fé e a cultura do povo.  São festas que juntam culinária, religiosidade, artesanato, música e aspectos folclóricos da Europa, dos indígenas e dos negros naturalmente assimilados pela miscigenação brasileira.                                                                                                                                            
Londrina recebeu grande contribuição de paulistas, baianos, mineiros e ingleses (de onde vem o nome da cidade) e aconteceu para o Brasil como a Terra do Eldorado através do café. Ao longo dos anos, o café se infiltrou na arte, economia e cotidiano da região, dimensionando seu auge em romances, poemas, peças de teatro, documentários e em nomes de logradouros públicos. Londrina teve grande agitação popular em festas, carnavais, procissões religiosas, vida noturna e universitária. Isso trouxe forte impacto em toda a região e também no surgimento de festivais culturais e de nomes nacionais como Arrigo Barnabé (música), Domingos Pellegrini (literatura) e Márcio Américo (humor).                                                                                                                               
O fortalecimento de uma cultura própria e do enraizamento de costumes populares advindos da formação e da fusão dos povos pioneiros tornam a região norte do Paraná um grande celeiro de idéias e soluções criativas para nossos desafios. Sua conexão com a tecnologia e o mundo moderno não anulam seus aspectos regionais, ao contrário, tem a capacidade de ampliar sua estética e história. Isso é exemplo cultural e histórico para o Paraná e para o Brasil!

A arte como expressão dos movimentos sociais e populares


Considerado um artista popular devido à inserção em diversos movimentos, Agenor Evangelista (61) nasceu em um cortiço na Vila Portuguesa de Londrina e viu na arte o caminho da inserção social. Com o trabalho reconhecido internacionalmente, ele cita que em 1977, Henrique Aragão, que faleceu em agosto deste ano, lhe incentivou, além de ensinar algumas técnicas.                                                                                               
Criador da “Mostra de Artes Zumbi dos Palmares”, que ocorre na “Semana da Consciência Negra”, ele relata que a exposição surgiu em meados de 1986, quando foi convidado por Idalto José de Almeida, integrante do Grupo de Consciência Negra. Atualmente a “Mostra Zumbi dos Palmares” está na 30ª edição e é a única local com enfoque no movimento negro, além de abrir espaço a novos artistas e para artistas conceituados do Brasil e de países como Japão, Cuba, Portugal, Finlândia, Alemanha e demais localidades.                       
Nas artes plásticas há cerca de 40 anos, ele recorda que entre 2003 a 2016, desenvolveu quadros pequenos e populares, do tamanho de uma carta, o qual já produziu cerca de dez mil. Já os trabalhos maiores, de 50 cm x 70 cm, foram em torno de três mil, onde retrata cenas suburbanas como a mulher que lava roupa, os trabalhadores conversando no bar ou crianças brincando com pipa e bola de gude. “São imagens que visualizo no cotidiano, onde uso cores primárias na composição dos quadros”, diz Agenor Evangelista, que em 2001 e 2007 teve vários trabalhos publicados nos cartões telefônicos da Sercomtel, onde destacou o negro, a Escola de Samba Zumbi dos Palmares e a região do Cinco Conjuntos.                                                                                                             
Com trabalhos comercializados na Franca, Japão, Suíça, Estados Unidos, Argélia, Uruguai e em Portugal, no Museu de Guimarães, cidade co-irmã de Londrina, ele cita que há no acervo da Folha de Londrina um trabalho de 1987, quando ao expor no Londrina Country Club, João Milanez e Valmor Macarini, que administravam a empresa na época, encomendaram um painel sobre a história da imprensa e do jornal.                                                         
Influenciado pelo impressionismo francês, por Di Cavalcanti e Cândido Portinari, que pintavam as mulatas e a boêmia, Agenor Evangelista pode ser considerado um memorialista paranaense por mostrar a periferia e as pessoas que vivem lá. “É fundamental a preservação da memória. O artista deve é uma ferramenta de transformação que forma e informa a sociedade, além de interagir com outras artes, como a dança e a literatura”, pontua. 

Luarte Artesanato disponibiliza itens para segmentos variados.


A professora de Artes Rosângela Aparecida Bergamin da Luz (50) é formada há 26 anos e leciona no Colégio Teotônio Brandão Vilela. Ela produz artesanato há mais de 9 anos. Suas peças são expostas e comercializadas no Centro de Artesanato, nas redes sociais e escolas. Na produção constam itens em MDF (caixas decoradas, porta-jóias, caixa de giz escolar e quadros), pachtwork (bolsas e tapetes) feitos com retalhos, bordados e peças desenvolvidas com produtos reciclados, mostrando uma arte engajada e com responsabilidade ambiental através da sustentabilidade. “Aplico a reciclagem com os alunos da rede pública com garrafas de vidro decoradas que servem de presente”.                                                                                                                       
Além de Ibiporã, sua arte chega a localidades como Maringá, Curitiba e São Paulo através da internet. “Acredito na valorização do artesanato. Meus trabalhos estão no Centro de Artesanato e na Rota do Café. Isto gera renda aos envolvidos e torna Ibiporã um pólo de artesanato que valoriza o ser humano e agrega valores”, ressalta. Rosângela Aparecida diz que há uma grande valorização da arte e dos artistas locais, como Henrique Aragão, que sempre recebeu muito bem a todos, além do envolvimento da Secretaria de Cultura, que traz coisas boas ao município.                                                                        
Os produtos, decorativos e únicos, são feitos por encomenda. Em especial é disponibilizada uma coleção de apagadores comercializados nas escolas. “Exerço a criatividade e o retorno é satisfatório. Antes de fazer o trabalho observo o perfil do cliente para fazer algo personalizado”, cita. Maiores informações podem ser obtidas na página Luarte Artesanato no facebook, ou pelos telefones 32581929 e 99338863. As compram são parceladas no cartão de crédito. 

Barreirão é beneficiado com a extensão da rede de água em dois quilômetros.

A comunidade rural do Barreirão foi beneficiada com a extensão e implantação de dois quilômetros de rede de água. O vereador Marcos da Ambulância foi um dos legisladores que lutou para a agilização do processo junto a Prefeitura e Samae. O serviço, de grande valia a comunidade, atenderá sítios e chácaras da região. “É uma reivindicação antiga e tanto a comunidade, quanto a Câmara dos Vereadores agradecem ao Cláudio Buzeti do Samae, quanto a Administração Municipal pela obra”, pontua Marcos da Ambulância.