sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

As etnias presentes em Ibiporã (Por Antonio Padilha)


A comunidade italiana é a mais numerosa e está presente na história desde o início da colonização. Entre as principais famílias destacamos: Pelisson, Feltrin, Frederico, Busignani, Pelizer, Semprebom, Maggi, Ferrari, Gardin, Casagrande, Giroto, Balduco, Baccarin, Brugin, Bianchini, Pauleti, Petri, Giroldo, Botti, Bigatti, Zamariam, Baise, Vazzi, Rossato, Bressan, Zambaldi, Batistela, Cologniese e tantas outras que mantém fielmente a tradição italiana nas festas religiosas, culinária, música e esporte.
A comunidade espanhola é representada pelas famílias Moya, Fernandes, Gonzales, Cortes, Mostasso, Cobo, Garcia, Gimenez, Sanches, Lopes, Saes e entre outras.
A comunidade portuguesa tem famílias tradicionais como Pinto Nunes, Pires, Gil de Oliveira, Silva Sá, Evaristo Gonzaga, Alves, Pinto Teixeira, Galvão, Soares, Damásio, Guimarães, Martins e Vieira.
A comunidade japonesa, a segunda mais numerosa de Ibiporã, tem aproximadamente 400 famílias e foi divulgada na edição alusiva aos 110 anos de Imigração Japonesa no Brasil.  
A comunidade árabe teve início com a chegada dos primeiros mascates, perseverantes vendedores ambulantes que percorriam grandes distâncias a pé oferecendo variedade de mercadorias. Os primeiros mascates no Brasil, chegaram em Recife no século 18, vindo de Masqat, capital do Sultonato de Omã. Os primeiros foram os turcos, seguidos dos libaneses e sírios. Esses últimos chegavam com passaporte turco, por essa razão eram assim identificados. No Norte do Paraná era comum encontrar os corajosos mascates percorrendo sítios, fazendas e vilarejos que surgiam. Não eram poucos os problemas enfrentados, como a falta de alimentos ou passar a noite embaixo de árvores e pés de café. Entre as principais famílias temos a de Ali Abdul Kader El Kadri, que chega a Jataizinho em 1951 e em 1954 vai para Ibiporã, onde com a participação da dedicada esposa Loutfie Ali El Kadri, em 1956 instalaram o primeiro bazar. Quanto aos filhos do casal, eles são Hussein, Mohamad, Atef, Fauzi e Nageib. Hussein El Kadri casou-se com Samira Jamal El Kadri e tiveram quatro filhos, todos formados em medicina. Mohamad El Kadri foi professor de inglês por 30 anos e casou-se com Charife, professora de Pedagogia, Educação Física e Administração Escolar. Ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da ACEIBI. O casal tem os seguintes filhos: Kêmil (advogado e comerciante), Sâmia (odontóloga e comerciante), Amira (odontóloga e comerciante). Outro árabe, Hassan Ahmal El Kadri, chegou em 1953 e trabalhou como mascate em Ibiporã. Casado com Akila El Kadri, tiveram sete filhos, sendo Youssef Hassan El Kadri um deles. O mesmo atua na Funerária El Kadri, em Jataizinho, há mais de 40 anos. Casado com Mounifa Jamal El Kadri, tiveram cinco filhos. Já os irmãos Issa (Taufic, Said, Moustafa e Hassam) fizeram sucesso no comércio com o Armarinhos Ibiporã. Atualmente Taufic é proprietário da Casa Ouro Verde. Ali Nassardin Geha chegou em 1954 com a esposa Montahe, instalaram a Confecções São Jorge e tiveram os filhos Mohamad, Fátima, Nassardin, Ali, Nejmi, Ahmed e Sarika. Por fim, Ibiporã também acolheu a família Uilli ou Wily, de Said, Neif, Nagime, Nida, Nadir, Yossef, José, Jabr, Ciro, Silson e Dr. Lúcio, pai da Lucina Uilli.

Espaço Fitness Saúde oferece treino funcional para 3ª Idade em Ibiporã


A ginástica laboral na terceira idade melhora o desempenho do dia a dia, além dos alongamentos específicos aprimorarem a postura e prevenirem lesões.  Atividades físicas trazem benefícios para saúde como aumento da densidade óssea, fortalecimento dos músculos, aumento da resistência, melhoria dos reflexos, diminuição de infecções, fortalecimento dos músculos das pernas, braços e costas, redução das dores no corpo, além do controle da diabetes, artrite, artrose, problemas cardíacos e colesterol alto.
Com essa concepção, Luis Fernando Nunes, o Nando Nunes, montou a academia Espaço Fitness Saúde. Formado em Educação Física e especialista em Exercício Físico para a 3ª Idade, o professor cita que este público é mais esforçado e dedicado. Antes de entrar no curso, na Unopar, ele foi aluno de academias e se interessei pelo trabalho, algo gratificante e satisfatório profissionalmente. “Meu físico era abaixo do peso e comigo aconteceu o inverso, devido à maior parte das pessoas irem à academia por conta do excesso de peso. Identifiquei-me e tomei gosto”, cita.
Com atividades diversificadas, a Espaço Fitness Saúde não oferece apenas musculação, sendo o foco a qualidade de vida e saúde através de exercícios cardiorrespiratórios, jump, step, ginástica localizada, ritmos, grupo de corrida, público kids, personal trainner e atividade funcional. O treinamento funcional está na moda e tem por resultados perda calórica, queda de glicemia e trigliceris, desenvolve o corpo de uma maneira mais eficiente, pois trabalha e movimenta todas as regiões de forma integrada. Ao contrário dos treinos convencionais e exercícios localizados que tonificam músculos, o funcional exige maior gasto calórico e contribui para o emagrecimento saudável. Entre os equipamentos de treino há um pneu de caminhão, pesando entre 30 a 40 quilos, usado em agachamento, flexão, braços e atividades que movimentam todo o corpo. Em relação ao grupo de corrida, o aluno deve alongar, aquecer e correr. Avalia-se o biotipo do mesmo, onde cada perfil é estudado e analisado. “O grupo de corrida são aos sábado e dura uma hora e meia. O exercício aumenta a imunidade do organismo, a queima calórica, densidade óssea e flexibilidade. Temos parceria com a Unipax e eles investem em saúde e qualidade de vida”, cita. Nando Nunes ressalta que os interessados em participar do grupo, independente da idade, devem apresentar um laudo médico para comprovar se há impedimentos, além de um check up.
Por estar no Centro, a Espaço Fitness Saúde atrai moradores das imediações e comerciários que vão direto para a academia. “Ir do trabalho para a academia é cômodo e economiza tempo. Além disso, treinar no inverno é fundamental para quem deseja chegar ao verão com o corpo tonificado. Mas, independente disso, a atividade física é fundamental para melhorar a saúde”, pontua.
A Academia Espaço Fitness Saúde, antes localizada na Avenida Souza Naves 382, próximo ao Açougue do Carlão, agora está na Rua Oswaldo Cruz, 389, na sobreloja e quase esquina com a Avenida Santos Dumont. Ela funciona das 7h às 11h e das 14h às 21 h. Mais informações podem ser obtidas no telefone 32581221 ou no whatsapp 991525637.


Música e Futebol (Por Aldo Moraes)


Além de paixões nacionais, música e futebol são dois parceiros antigos e com memoráveis páginas na história do nosso país. A criatividade, conceito de ritmo e jogadas surpreendentes unem ambas em expressões que ganham sentido no Brasil como em poucos países do mundo, como: improviso, ginga, suingue, ritmo, harmonia e direção. Não por acaso, os jogadores são ligados em música. E os grandes compositores nacionais dedicaram versos e melodias ao famoso esporte.
Gravado pela primeira vez em 1946, o choro “Um a zero” de Benedito Lacerda e Pixinguinha, foi composto em 1919, com o intuito de celebrar a conquista da Seleção Brasileira sobre o Uruguai no campeonato sul-americano de futebol.
Convidados pelos diretores Paulo Laender e Ricardo Gomes Leite para compor a trilha sonora do filme “Tostão, a Fera de Ouro”, Milton Nascimento e o letrista Fernando Brant escreveram canções que ultrapassaram o período enfocado. “Aqui é o país do futebol” é um samba cuja letra exalta o poder de atração do esporte sobre os brasileiros.
Jorge Benjor com seu samba que dialoga com o rock, o funk e a soul music é um cronista da vida brasileira, narrando histórias interessantes sobre malandros, brasileiros de origem simples, mulheres, a cena carioca e até os mais queridos santos de devoção nacional como São Jorge, São Valentim e São Tomaz de Aquino. Apaixonado por futebol e torcedor do Flamengo, Benjor é talvez o autor que mais dedicou melodias a esse esporte: “Umbabarauma: o homem gol”, “Fio Maravilha”, “Cuidado com o Buldog”, “Cadê o pênalti”,“O nome do Rei é Pelé”,“Eu vou torcer” e a famosa “País Tropical”.
Garrincha pendurou as chuteiras em 1972, ao defender o seu último clube profissional, o Olaria. Sua vida pessoal dramática bem como as jogadas geniais foram narradas pelo compositor Alberto Luiz na “Balada Número 7: Mané Garrincha”, de 1971 e que foi gravada por Moacyr Franco.
Em 1973, Gilberto Gil homenageia o jogador Afonsinho, habilidoso meia do Fluminense que tinha uma combativa postura contra a ditadura militar instaurada no Brasil desde 1964. “Meio de campo” foi gravada por Elis Regina e ainda cita Tostão e Pelé.
“Camisa 10” (samba, 1974) de Hélio Matheus e Luís Vagner ficou imortalizada na voz de Luiz Américo e ainda hoje embala seus shows.
Outro apaixonado pelo futebol e que tem seu próprio time (o Politheama), Chico Buarque torce pelo Fluminense e o esporte é citado em versos de várias de suas músicas, como "O Futebol" (com a homenagem ao ídolo de infância Pagão) e “Ilmo Ciro Monteiro” (a hilária resposta ao amigo que presenteou a recém-nascida filha Silvia com uma camisa do Flamengo).
Mais recentemente, os Paralamas do Sucesso regravaram no disco Bora Bora (de 1988) o antológico samba “1 a 1”, de Edgar Ferreira: “Esse jogo não é um a um, (se o meu time perder tem zum-zum-zum), Esse jogo não pode ser um a um”...
E, em 1996, Nando Reis e Samuel Rosa escreveram “Uma partida de futebol”, que virou hit no álbum “O samba Poconé”, do grupo Skank. A parceria futebol e música é ampla e com certeza ainda render muitas obras primas e grandes alegrias ao povo brasileiro!







Quero esquecer a guerra. Buscar os mil homens que me antecederam e revolver com maciez a terra que há de me consumir. Esquecer o roubo da memória dos povos. Recordar que a obra de Henrique Aragão integra beleza, tolerância e outros equilíbrios. Que o chão vermelho onde piso junte os pedaços tortuosos de minha alma. No bosque, a pele de minhas emoções. À porta do teatro, entrego a história dos meus sonhos.”
Este é um trecho inicial do meu poema O primordial do amor, parte do meu novo livro ainda inédito. Henrique Aragão foi fundamental na concepção desse texto porque eu precisava de um nome que ligasse as nossas raízes ao mundo. E o artista plástico, escultor, poeta e animador cultural que escolheu Ibiporã para viver representa bem as nossas melhores realizações culturais.
Conheci Henrique através do meu amigo Claudinei Rodrigues, ali pelos anos 90 e tive a oportunidade de adentrar no seu ateliê, ouvir suas histórias e sondar seu pensamento estético.
Henrique Aragão nasceu em 1931 e é de Campina Grande, Paraíba, mesmo Estado do meu pai Noé, que nasceu um ano antes. Meu pai gostava de Raul Seixas e filosofia. É possível que ambos tivessem isso em comum. O jovem Aragão recebeu ajuda financeira e com menos de 30 anos foi para a Europa estudar. Era mesmo um talento a ser lapidado...
Apaixonando-se pela arte sacra, na volta ao Brasil ele conquista seus primeiros prêmios. Por mim, tenho a impressão de que os premiados somos nós e Ibiporã, uma terra abençoada por ter sido escolhida pelo gênio.
Inovador, moderno e ao mesmo tempo cultor da tradição, Henrique Aragão nos impressiona com suas obras, principalmente as esculturas que podemos ver em cidades do Paraná, especialmente nas igrejas como a Nossa Senhora da Paz (Ibiporã), Sagrados Corações (Londrina), São Francisco de Assis (Maringá), Nossa Senhora Aparecida (Abatiá) e a Capela do Seminário São Vicente Palotti (Londrina). Entre os monumentos públicos destacam-se o Monumento ao Passageiro, no Terminal Rodoviário de Londrina e O Desbravador, na Praça 7 de Setembro, em Maringá.
Pelo senso estético inovador e visão social sempre presentes em seu trabalho, não escapou de polêmicas em obras expostas em locais públicos. Mas onde alguns viam o senso comum, Henrique Aragão retratava com a alma sensível a mulher comum, o menino esfomeado e o trabalhador que busca a felicidade.
Por sua intensa vida e obra única, Henrique Aragão é um nome fundamental na arte sacra do século XX em nosso país e uma ponte com o mundo e com a modernidade por sua ousadia e coragem!

Por Aldo Moraes

Após doação de terreno do Cemitério Frei Timóteo, Prefeitura de Jataizinho estuda a ampliação dos túmulos e construção de uma capela


El Kadri, ex-administrador do Cemitério Frei Timóteo em Jataizinho, trabalhava no ramo funerário desde 1971 em Ibiporã, quando em 1981 recebeu o convite do ex-prefeito Evilázio Rangel Cordeiro para prestar o serviço na cidade. Já em 1970 a situação era caótica e o local não comportava os sepultamentos. Os terrenos e as ruas eram desalinhados, não havia jazigos disponíveis, ossuário, banheiro e capela. O prazo da exumação vencia e os corpos não eram retirados das covas. Por conseqüência os novos enterros eram sobre os existentes. Há muitos sepultamentos repetidos e alguns caixões estão próximos ao solo. Com a reorganização entre 1998 a 2013, foram realizados todos os alinhamentos possíveis e construídas 58 ruas, calçadas, implantada a energia elétrica, vinte torneiras, capela, banheiro e ossuário de 32 metros com separação e classificação de ossos. Há cerca de 50 terrenos ocupados de forma rotativa e uma fila para comprar jazigos, porém isso não é permitido e o comercio de túmulos ocorre somente em caso de morte. Hoje são mais de 7428 sepultamentos ordenados desde 1964.
Em busca de uma solução, o atual prefeito Dirceu Urbano cita que desde 2017 há intenções de ampliar o espaço. Ao procurar documentos para entregar ao IAP (Instituto Ambiental do Paraná) no intuito de fazê-lo, descobriu que o terreno de 12798m² era do Estado do Paraná. “Juntamos a documentação e reivindicamos a área, cedida no fim de 2017. O projeto é construir uma capela, duas salas de velório e ampliar em mais 470 metros o local para edificar novos túmulos. Uma das possibilidades é usar o terreno ao lado, hoje pertencente à rodoviária”, cita o prefeito, que comemora a conquista para Jataizinho.

Batuque na caixa é finalista no Prêmio Internacional Iberbibliotecas 2018


O projeto londrinense Batuque na caixa é finalista no Prêmio Internacional Iberbibliotecas 2018 e concorre com projetos da Espanha, Colômbia, Peru, Costa Rica, México, Paraguai e Argentina, sendo que alguns deles são realizados pelos governos dos respectivos países.
O Batuque na caixa é reconhecido pelas atividades arte-educativas do projeto e por conta da exposição de poemas que circulou por mais de 30 cidades brasileiras em 2017, divulgando o trabalho de poetas londrinenses como Marcelo Souto, Cínthia Cortegoso, Camila Gomes e Eduardo Baccarin. A exposição teve curadoria de Thatiane Andrea da Silva e Clodovil Morais, com apoio da Incasol.  Em 2018, novos trabalhos e poetas já fazem parte da edição 2018 com curadoria de Valdir Rodrigues e Clodovil Morais e apoio cultural do SIGMA.
Quanto ao Prêmio Internacional Iberbibliotecas 2018, ele é realizado pelo CERLALC (Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina); Secretaria Geral Ibero-Americana e Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). Já o Batuque na caixa foi criado em 1999 como proposta cultural em forma de oficinas para atender gratuitamente crianças, adolescentes e jovens nos bairros e escolas de Londrina por meio da música, literatura e teatro. O músico, poeta e colunista do Nossa Terra, Aldo Moraes é o coordenador do projeto e o Instituto Cultural Arte Brasil é a organização realizadora. Nesta trajetória, o Colégio Estadual Marcelino Champagnat, em Londrina, é parceiro do projeto e um dos locais onde as atividades são desenvolvidas dentro de um programa educativo/cultural integral. Mais informações sobre o projeto estão em: www.batuquenacaixa.blogspot.com.


Morte de policial Antônio Mazzocato gera revolta e comoção


Um fato entristeceu Ibiporã e região: o policial militar Antônio Carlos Mazzocato foi executado por bandidos no bar Mocotó Brasil, localizado na Avenida dos Estudantes. Uma testemunha escutou uma rajada e na seqüência dois tiros. Após isso, um carro saiu em alta velocidade.  No dia do acontecido equipes da Delegacia de Homicídios de Londrina e de Ibiporã prenderam três pessoas suspeitas de envolvimento no crime. Celulares e outros objetos também foram apreendidos para perícia.
Conforme o delegado Vitor Dutra de Oliveira, os criminosos "agiram com intenção de matar". Ele confirmou que 15 cápsulas foram encontradas dentro do estabelecimento comercial, que pertencia à vítima. O carro usado na fuga foi incendiado em uma estrada rural e transportado até a delegacia de Ibiporã. "Não sabemos se a motivação foi uma desavença pessoal ou se tinha a ver com o serviço de policial militar. Pode ter sido também uma ação promovida por facção criminosa decorrente de seu trabalho como PM", apontou Taguchi. 
A morte do policial Antônio Carlos Mazzocato gerou comoção e revolta, como no caso do vereador Kleber Machado, que publicou um texto de desabafo nas redes sociais.

MORTE AO CRIME ORGANIZADO
Parafraseando as palavras de um amigo/irmão Rangel Cunha:
 “E hoje se vai mais um policial. O Sargento Mazocatto iniciou na Polícia Militar comigo há quase 20 anos, que iriam se completar no próximo novembro. Sua morte será sentida e não será esquecida. Vá em paz amigo."
Estava em Curitiba e não pude dar o último adeus... Queria ver se fosse um policial matando bandido. Os Direitos Humanos, Ministério Público e a imprensa estariam nos malhando. E agora? Não me interessa o que pensam ou falem nem de mim e muito menos do Mazzocatto. Mas a ação dos criminosos não pode ficar sem resposta. E a população não pode ser omissa. Meses atrás foram chorar por um criminoso que mandava no tráfico. Até notas de pesar soltaram. A população idolatra bandido! Cadê a comoção??? Eu sou eu por mim mesmo. Meu Deus, meus Santos e Orixás além da minha semi automática.  Bandido criminoso é um rato. Nesse país essa raça tem que ser buscada lá no meio do lodo. No meio da merda onde vivem! Quem defende bandido, traficante e criminoso tem meu desprezo. E fiquem espertos, porque se der bobeira vão achar... Pela alma do "Pepê", dos milhares de policiais que morrem defendendo a vida de outrem, pela justiça clamada pela população de bem...Meus esforços nunca irão cessar pelo que é certo.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

1º Pedal Solidário de Jataizinho reuniu mais de 400 ciclistas e confirma a vocação turística do município


O 1º Pedal Solidário de Jataizinho (Frei Timóteo – Serra Morena), organizado pela Prefeitura, Rádio Nova Geração, Paróquia Nossa Senhora da Conceição e Lojas Zuazen, contou também com a participação das pastorais, como a da Juventude, dos motociclistas trilheiros de São Sebastião da Amoreira, Bombeiros, Policia Militar, Força Verde, Secretaria de Saúde Municipal, Secretaria Estadual de Esportes e do Grupo Pé na Magrela, de Ibiporã. Também foram servidos café da manhã e almoço no Centro das Pastorais.
Segundo Luis Schiavon, um dos organizadores, a montain bike reúne desde crianças a pessoas com mais idade. O exemplo eram dois participantes: um nascido em 2006 e outro em 1947, dando quase 60 anos de diferença entre os nascimentos. “Para andar de bicicleta não há idade”, cita Schiavon, integrante do Grupo Pé na Magrela, atualmente com 130 membros que se reúnem aos domingos, terças e quintas no intuito de percorrer trilhas na região.
Outro organizador do evento, o Padre José de Lima, cita que foram registradas 340 inscritos antecipados pelo site, porém muitos se registraram na data, além de alguns ciclistas percorrem o trecho sem a inscrição. “O Pedal Solidário deve ser tradicional e homenagear Frei Timóteo. Para 2019 está programada a 2ª edição, integrando parte da rota turística religiosa local. Mais de 30 equipes de Londrina, Cambé, Ibiporã, Assai, São Jerônimo da Serra, Sertanópolis, São Sebastião da Amoreira, Sapopema, Uraí, Assai, Rolândia e também de Jataizinho puderam contribuir para a grande festa”, diz.
Após o percurso e o almoço, foram contabilizados mais de 600 litros de leite, posteriormente revertidos ao Hospital do Câncer em Londrina. Isso mostra que as doações foram além das expectativas, como por exemplo, a equipe de Sapopema, que trouxe mais de 180 litros de leite, além de demais participantes que traziam caixas do produto. O pároco ressalta que a Prefeitura, ao remodelar as estradas rurais e a Secretaria Estadual de Esportes, ao doar medalhas, tiveram grande importância ao evento. “Da Seção Coqueiro, na Floresta e no Frei Timóteo até Uraí, a estrada está bem sinalizada, trazendo benefícios à população. Outra boa noticia foi o movimento no comércio, beneficiado com a venda de itens variados”, conclui o padre.
Quem confirma tudo isso é o prefeito Dirceu Urbano. “A revitalização de 15 quilômetros de estradas rurais era precisa não apenas no intuito de prestigiar o Pedal Solidário, mas devido à quantidade de agricultores que usam o trecho. Quem veio de fora conheceu a trilha histórica que conta um pouco do nosso passado. E hoje, com o evento, pudemos ainda mais lembrar a vida de Frei Timóteo”, pontua Dirceu Urbano.

Frei Timóteo é lembrado principalmente devido as questões indígenas. Porém a vida na Colônia Militar e no Aldeamento (atual Jataizinho) era muito mais do que isso, pois como pároco, celebrou atividades religiosas, como por exemplo, casamentos e óbitos.


Assento de obito
N.1. – Aos onze dias do mez de Fevereiro do eterno de mil oitocentos setenta e seis, neste lugar, districto de Subdelegacia de Policia da Parochia de Nossa Senhora da Conceição do Jatahy, Municipio de Tibagy, província do Paraná, compareceu em meu cartório Antonio Modesto Gonçalves de Moraes, na qualidade de chefe de família, e exhibindo attestado do Reverendissimo Parocho Frei Timotheo de Castello Novo e João Nepomuceno da Silveira, declarou: - Que, no dia onze do mez de Fevereiro do anno de mil oitocentos setenta e seis, pelas tres horas da manha, na casa de sua residencia no Aldeamento de São Pedro de Alcantara, desta parochia de Nossa Senhora da Conceição do Jatahy, falleceu sua aggregada Julia, do sexo feminino, com seis annos de idade, brasileira, natural desta provincia do Paraná, residente na referida casa e lugar acima declarados, sendo ela filha illegitima de Maria Benedicta, lavadeira, natural da provincia de São Paulo e residente nesta Colonia Militar do Jatahy; cuja morte da declarada criança, foi natural e causada por uma dysentheria. Vai sepultar-se no cemiterio publico desta freguesia e Colonia Militar do Jatahy. E para constar lavrei este termo que leio perante o declarante o que comigo o mesmo declara. Eu Antonio Crispim de Oliveira Fernandes, escrivão juramentado da Subdelegacia de Policia do Jatahy, o escrevi.
Antonio Crispim de Oliveira Fernandes
Antonio Modesto Gonçalves de Morais


Registro de Casamento


Aos des dias do mes de Fevereiro de anno de mil oitocentos e noventa, nesta Freguesia de Jatahy, Districto de Paz da Parochia do Jatahy. Municipio do Tibagy, Estado do Paraná, compareceram em meu cartório Carlos Salustiano Dias e Maria Joana de Farias brasileira esta com quatorze annos de idade casada com Carlos Salustiano Dias, filha legitima de Justino Thomas de Farias, e de sua mulher Anna Gertrudes de Morais, residentes no Aldeamento de São Jeronymo; e aquelle com vinte tres annos de idade casado com Maria Joana de Farias, lavrador, filho legitimo de Antonio de Paula Dias e de sua mulher Joaquina, e perante as tres testemunhas, Antonio Diniz Gonsalves, Francisco Mendes de Morais abaixo assignado, exibindo declaração passado em dez do corrente mes e anno, por Frei Thimoteo de Castelo Novo, declaram que em mesma data de des do corrente mez e anno pelas oito da manha na Capella de São Pedro de Alcantara no Aldeamento do mesmo nome haviam elles declarante se recebido em Santo Matrimonio perante as testemunhas presente, segundo costumes do Estado. E para constar lavrei este termo que commigo assignão os declarantes e as testemunhas. Eu João Ferreira de Miranda Mathilde, Escrivão de Paz o escrevi.

O Escrivão de Paz
João Ferreira de Miranda Mathilde
Carlos Salustiano Dias
Maria Joana de Farias



A história de Telêmaco Borba


A Colônia Militar e Aldeamento Indígena, hoje atual Jataizinho, tiveram um personagem ilustre do Paraná, que poucos sabem que viveu um período na região, sendo que no cartório foi registrado o nascimento de uma de suas filhas. Seu nome era Telêmaco Borba.

 Seu  nome  completo  era  Telêmaco  Augusto  Éneas  Morocines  Borba.  Nascido em  15  de setembro de 1840, em Curitiba, era filho de Vicente Antonio Rodrigues Borba (capitão veterano de guerra)  e  Joana  Hilária  Morocines  (uruguaia,  descendente  dos  doges de  Veneza).  Sua  obra  está intimamente  ligada  a  trajetória  de  sua  vida  pessoal. Passou  a  infância  e  boa  parte  da  adolescência nas cercanias de Curitiba, em Borda do Campo (hoje Piraquara), sempre acompanhando de perto a atuação  de  seu  pai  como  militar  e  vivenciando  vários  processos  políticos,  como  a  emancipação política do Paraná. Não localizamos nenhum material que nos permitisse falar de sua infância. As poucas referências sobre esse período de sua vida estão no livro escrito por VARGAS (1970) que é seu tataraneto e que escreveu uma biografia romanceada sobre a vida de seu tataravô. Telêmaco Borba casou-se  com  Rita  Maria  do  Amaral,  filha  do  amigo  comerciante  em  1860, quando  tinha  20  anos  e  com  ela  teve  nove  filhos.  Em 1861  mudou-se  com  sua  família  para  a Colônia Militar do Jataí, por estar cansado da vida sedentária do comércio. 

A Colônia Militar do Jataí, fundada em 1851, por influência do Barão de Antonina e era um importante  núcleo  de  defesa  dos  limites  territoriais  do  país.  Foi  criada,  por  recomendação  de  dois exploradores: John Elliot e Joaquim Francisco Lopes. Sua posição geográfica era fundamental aos meios  de  proteção  dos  interesses  nacionais, pois  estava  situada  no  fim  da  estrada  carroçável  que ligava  o  porto  de  Antonina  a  uma  rede  de  rios  navegáveis.  Na  hipótese  de  uma  guerra,  poderia servir  para  o  transporte  de  munições  e  de  guarnições  para  as  fronteiras  com  as  nações  vizinhas. Também  informam  as  fontes,  que  o  governo  decidiu  dar  a  Colônia  a  atenção  merecida.  Para “catequizar”  os  índios  que  povoam  a  região  ao  longo dos  rios,  o  governo  decidiu  criar  um aldeamento na outra margem do rio Tibagi, em frente à colônia militar, chamando Aldeamento de  São  Pedro  de  Alcântara.  Para  dirigir  o  aldeamento  convoca  Frei Timóteo  de  Castelnuovo  - “que  tinha  como  dever  incutir  conhecimentos  gerais, de  arte  e  de religião aos índios Kaingang cuja etnia dominava a área”.

Para o Presidente da Província do Paraná, Joaquim do Carmo, não bastava à implantação de uma  Colônia  Militar  no Jataí  e  a  ação  missionária  dos  capuchinhos,  que  cumpriam  a  sua  parte,  na ocupação  e  posse  da  região.  Era  necessário  o  trabalho  paralelo  de  aproveitamento  do  braço indígena, pois os Kaingang atacavam e trucidavam as expedições, dificultando o desbravamento e a posse do território. O que estava faltando era o trabalho dos sertanistas para derrubar a mata e atrair os índios. Então decide convidar os irmãos Borba (Jocelim, Telêmaco e Nestor) para atuarem como sertanistas. Jocelim  segue  para  o  Aldeamento  de  Paranapanema,  Nestor  para  Guarapuava e Telêmaco para o Tibagi.

Registro de Nascimento da filha de Telêmaco Borba, que se encontra no Cartório de Jataizinho

N. 4. – Aos vinte nove dias do mez de Fevereiro do anno de mil oitocentos setenta e seis, neste lugar, districto de Subdelegacia de Policia da parochia de Nossa Senhora da Conceição do Jatahy, Municipio de tibagy, provincia do Paraná, compareceu no meu cartório Telemaco Morocines Borba e em presença das testemunhas abaixo nomeadas e assignadas, apresentou-me uma criança do sexo feminino e declarou: - Que no dia dous do mez de Fevereiro do anno de mil oitocentos setenta e seis, na casa de sua residência, nesta Colonia Militar, pelas duas horas da manhã, nascia a referida criança, filha de mulher livre, a qual é sua filha legítima, (ilegível) pela declarante, natural da Provincia de (ilegível) (ilegível), na Parochia de de São Sebastião de Porto Meira, da referida provincia com Rita Maria do Amaral Borba, natural da provincia acima declarada, brasileira, costureira, sendo ambos residentes nesta Colonia Militar do Jatahy; são avós da recem-nascida o capitão reformado do exercito Vicente Antonio Rodrigues Borba, já fallecido e Dona Hilaria digo Joanna Hilaria Morocines, tambem fallecida, pela parte paterna e Lupercio José do Amaral e Maria Marques dos Santos, ambos fallecidos, pela parte materna.
De que para constar lavrei este termo que leio perante o declarante e as testemunhas Antonio Joaquim Moreira Coelho, negociante e Antonio Diniz Gonçalves, feitor, todos moradores nesta Colonia Militar do Jatahy. Eu, Antonio Crispim de Oliveira Fernandes, escrivão juramentado da Subdelegacia de policia, o escrevi.

Antonio Crispim de Oliveira Fernandes
Telemaco Morocines Borba
Antonio Joaq.ni Moreira Coelho
Antonio Deniz Gonçalves