domingo, 2 de fevereiro de 2020

De Nova Dantzig a Cambé. Você sabia que os primeiros moradores de Cambé eram alemães?


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A história de Cambé começa em 1925, quando a Companhia de Terras Norte do Paraná adquiriu uma área de 515 000 alqueires de matas nativas, equivalentes a catorze por cento do total do estado, de solo fértil e pronta para ser colonizada. Somaram-se a essas vantagens o incentivo à imigração e a difícil situação econômica na Europa, que criaram condições necessárias para ocorrência de uma corrente migratória para a América.
Assim chegaram os pioneiros de Cambé, alemães oriundos da cidade de Dantzig, atual Gdansk, na Polônia, tornada independente após a 1ª Guerra Mundial. Por se tratar de um importante porto industrial, Dantzig foi objeto de disputa entre a Polônia e Alemanha, fato que afetou a economia daquela cidade. O alto nível de desemprego e o peso da seguridade social obrigaram o governo local a incentivar a emigração.                                                   
As primeiras dez famílias que chegaram à futura cidade de Cambé por intermédio da Companhia de Terras, oriundas de Dantzig, chegaram à futura colônia em janeiro de 1932. Por causa do clima quente, ao qual não estavam acostumados e devido à flora e fauna estarem intocadas, enfrentaram muitas dificuldades para iniciar a colonização. Mas, atraídos pela fertilidade das terras, vieram em seguida japoneses, italianos, eslovacos, portugueses, alemães, espanhóis, libaneses, além de paulistas (do interior, por sua vez já fruto da imigração europeia) e nordestinos.O Norte do Paraná, afinal, significava a oportunidade de reiniciar vida nova em um ambiente fértil e promissor. 
Depois das primeiras matas derrubadas, vieram as lavouras, formando uma economia baseada na agricultura. A cultura cafeeira, que impulsionou a região durante 40 anos, constituía-se como principal atividade dos colonizadores. O comércio, inicialmente instalado para atender a demanda local, acompanhou a passos largos a evolução da colônia, o mesmo acontecendo com a indústria, na época, puramente agroindustrial. Café, algodão, cereais, extração de madeiras e criação faziam parte da cultura diversificada que existiam na época da colonização. Nova Dantzig não fugia disso, pois o sistema de pequenas e médias propriedades rurais estimulava a atividade econômica voltada para a terra.
Ainda na década de 40, o advento da 2ª Guerra Mundial fez com que o Governo do Estado obrigasse as cidades e as colônias de nomes relacionados com os países inimigos a trocarem de denominação. Nova Dantzig passou a se chamar Cambé, nome de um ribeirão que banha o município. Segundo consta, aquela região era abundante em caça, daí derivando o nome Cambé (Passo do Veado). 
Nesta época, o núcleo urbano passou a crescer, tornando-se centro de abastecimento e prestação de serviços para a população. A sociedade urbana era formada por pequenos e médios comerciantes, além de alfaiates, barbeiros, sapateiros, pedreiros, carpinteiros, marceneiros, caixeiros de lojas de armazéns, farmácias e operários. Surgem em seguida os profissionais liberais, funcionários públicos municipais e estaduais (estes como resultado da elevação do patrimônio a distrito e depois a Município respectivamente em 1937 e 1947).

Alguns aspectos da colonização de Cambé.              

No início da colonização, além da extração da madeira, muito abundante na região, o café, algodão, cereais e a criação de animais faziam parte da cultura diversificada de Cambé, pois o sistema de pequenas e médias propriedades rurais planejados pela Companhia de Terras estimulava a atividade econômica voltada a terra. A lavoura cafeeira foi a que mais se destacou. Segundo o Jornal Paraná Norte de 09 de Outubro de 1935, existiam nas imediações de Nova Dantzig 800.000 pés de café em formação. O setor agrário constituía a parcela mais expressiva das atividades econômicas da população. No recenseamento de 1940, 69% da população estavam fixados na zona rural.           

O transporte no início da colonização era uma preocupação de todos. Sem meios de escoar a produção o projeto colonizador estaria prejudicado. Em 1928 a Companhia Ferroviária São Paulo - Paraná completou a ligação ferroviária até Cambará. Depois, a Paraná Plantation (controladora acionária da Cia de Terras Norte do Paraná) assume o controle acionário e leva os trilhos até às margens do Rio Tibagi em Jataí. Transposto o Rio com a construção da ponte ferroviária, os trilhos chegam a Londrina no início de 1935. Em seguida foi preparado o leito da estrada de ferro no trecho Londrina - Nova Dantzig e no dia 15 de agosto de 1935, com aplausos da comunidade e ao som da Banda Musical de Londrina, a Locomotiva "Três" chegou ao local onde está a atual Estação Ferroviária. Além do trem, para o transporte de pessoas e o escoamento da safra, a população contava com carroças, meio de transporte mais comum entre os primeiros moradores. Nas carroças, a produção agrícola era escoada para os centros consumidores, pessoas se deslocavam em toda região e mudanças eram carregadas.        

A vida social era cheia de limitações, a religião em alguns casos era um "pretexto" para encontros sociais, pois as pessoas participavam das celebrações litúrgicas e festividades da Igreja, como quermesses, porém nem sempre por convicção religiosa. Os bailes na cidade aconteciam na Escola Alemã, no Hospital São Francisco que na época (final da década de 30, começo da década de 40) vivia fechado e nas casas de alguns moradores. No dia 04 de outubro de 1941 foi inaugurado o Tênis Clube de Nova Dantzig, (atualmente Harmonia Tênis Clube). Esse Clube Social surgiu para suprir a falta de um lugar para os jovens se reunirem. O cinema também era um meio de diversão apreciado por um grande número de pessoas. Em Nova Dantzig, o primeiro cinema foi o Cine São José inaugurado em 27 de Agosto de 1939, posteriormente passou a ser chamado de São João. Ficava na esquina da Avenida Inglaterra com a Rua Pará.          


Formação Administrativa 

Em 09 de Outubro de 1937, o então Patrimônio de Nova Dantzig é elevado à categoria de Distrito Judiciário, através d Lei n° 191, de 9 de Outubro de 1937. Foram nomeados para o novo Distrito o Juiz de Paz Lino Gonçalves de Oliveira; o escrivão Rafhael Petraglia; o subdelegado de polícia Manoel Moura de Menezes e o agente de fiscalização estadual Carlos Correia Borges. Durante a 2ª Guerra Mundial o Governo do Estado assinou um decreto-lei n°199 de 30 de Outubro de 1943, publicado no diário oficial do dia 13 de Janeiro de 1944, mudando o nome das cidades que tinham relação com os países inimigos. Dessa forma Nova Dantzig passou a se chamar Cambé. 

Após a redemocratização do país em 1945, começou em Cambé um movimento emancipacionista, encabeçado pelo Professor Jacídio Correia e pelo Médico Dr. José dos Santos Rocha. Esse movimento culmina com a criação da Sociedade dos Amigos de Cambé, criada para lutar por quaisquer causas que beneficiasse a cidade. Atendendo ao apelo da população e tendo em vista o crescimento promissor de Cambé, o Governador Moysés Lupion assina a lei n°. 2, de 10 de Outubro de 1947, elevando o Distrito a Categoria de Município, desmembrando-o de Londrina. A instalação do município ocorreu no dia 11 de Outubro de 1947 e o Sr. Eustachio Sellmann foi nomeado o prefeito provisório. Com a elevação a Município era necessário que se escolhesse o primeiro prefeito e vereadores que representassem a vontade popular. No dia 16 de Novembro de 1947, os cidadãos de Cambé elegeram o Professor Jacídio Correia, com 691 votos, derrotando o Dr. José dos Santos Rocha com 685. 

Nesse primeiro pleito eleitoral foram eleitos 09 vereadores e a Câmara Municipal foi instalada a 08 de Dezembro de 1947, no salão de festas do Harmonia Tênis Clube. Na ocasião foi eleita a mesa diretora para o ano de 1948 e recebido o juramento de 1°. Prefeito eleito pelo povo cambeense. 

A administração do Prefeito Jacídio Correia foi marcada por obras imprescindíveis ao novo Município. Como Professor ele se interessou pela educação e construiu várias escolas e nomeou professores para o atendimento das mesmas. Construiu também o prédio próprio para o matadouro municipal e no final da gestão foram calçados com paralelepípedo, os primeiros trechos de ruas do centro da cidade. 

Fontes: IBGE e Museu Histórico de Cambé.


Rede de esgoto começa a ser instalada no José Giordano, em Londrina (Publicado no jornal Nossa Terra de Ibiporã em julho de 2013)

Após muitas lutas, idas e vindas a SANEPAR e um abaixo assinado, com cerca de 80% das assinaturas dos moradores do Conjunto José Giordano, foi possível a concretização de uma antiga reivindicação: a implantação da rede de saneamento e esgoto, que irá eliminar as fossas, gerar qualidade de vida, saúde e a eliminação do mau cheiro, além dos insetos nocivos.                            
Porém, a conquista não seria possível sem a mobilização dos moradores do José Giordano. Um das lideranças populares do bairro é o comerciante José Adilson Santos, conhecido como Tamarana. Segundo ele, após reivindicar na imprensa a solução do problema, o comerciante foi orientado pela gerente regional metropolitana da SANEPAR, Mara Lúcia Kalinowski, a desenvolver um abaixo assinado com a solicitação dos moradores.                                                   
O José Giordano foi entregue em 1996. Com 524 casas, foi construído em regime de mutirão, através do programa Morar Melhor, do governo estadual. Um dos melhores bairros de Londrina, o “Mutirão” carecia da benfeitoria. Segundo Tamarana, mais de 50% da obra já está concluída e 162 famílias já podem usufruir da rede de esgoto.A SANEPAR investe R$ 717.717,00 (setecentos e dezessete mil e setecentos e dezessete reais), onde a empresa Hidro Ambiental Saneamento e Obras foi à vencedora da licitação. O prazo para a execução são 180 dias e consta em contrato a execução de obra de ampliação do sistema de esgoto sanitário de Londrina, compreendendo a execução de rede coletora de esgotos e ligações prediais de esgotos, no José Giordano, com fornecimento total de materiais. “Isto é infraestrutura que melhora a saúde da população e valoriza os imóveis. Na cidade, há bairros mais antigos que não obtiveram tal beneficio. O que aconteceu aqui foi mobilização e iniciativa popular. Se não tivéssemos feito isto, esta obra não teria saído do papel”, afirma.                                                                                           
As mudanças e melhorias no “Mutirão”, aos poucos vão ganhando valor e se refletem na qualidade de vida dos moradores. Tamarana, que se tornou presidente da associação de bairro, mostra com orgulho o antigo eco ponto, que foi eliminado. “O eco ponto virou um lixão ao céu aberto e incomodava quem mora perto. Tinha de tudo: rato, barata, incêndios, mau cheiro e até desova de cadáver. A situação estava insuportável e fomos a CMTU, junto ao diretor operacional, Gilmar Domingues. Ele nos atendeu prontamente, retirando o eco ponto e o lixo acumulado”.                                                                                             
O lugar, que é um fundo de vale está sendo revitalizado com a construção de uma pista de skate, um campo de futebol, uma academia ao ar livre, além da horta comunitária, que já rende seus primeiros frutos. 

Casa da Sopa evangeliza e atende pessoas vulneráveis em Ibiporã



O NALMA, Núcleo Assistencial Alimentação Maior, popularmente conhecido como “Casa da Sopa”, existe oficialmente desde 22 de Junho de 1993 e funciona em um prédio de 250 metros quadrados, situado na Rua Pe. Vitoriano Valente, 2.331, ao lado da Fraternidade Espírita Mensageiros da Luz, sendo um órgão que complementa o trabalho de evangelização realizado na Fraternidade.
           Desde a sua fundação, o NALMA tem a função de atender famílias em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, da fragilização de vínculos familiares e sociabilidade visando suprir as necessidades básicas dos indivíduos menos favorecidos, tanto social como nutricional, e melhorar sua estima promovendo cursos de capacitação e desenvolvimento pessoal e profissional visando sua inclusão na sociedade e no mercado de trabalho.
           A Casa da Sopa tem todo seu quadro funcional formado por trabalhadores voluntários que dispõe de seu tempo para ajudar o próximo sem remuneração financeira alguma.

           
A Casa oferece almoços gratuitos a todos os necessitados, às segundas, quartas e sextas, chegando a atender mais de 1.000 pessoas por ano com a intenção de combater a fome e passar alguns preceitos básicos sobre higiene pessoal, além de capacitar os que a procuram para a inserção no mercado de trabalho através de vários cursos profissionalizantes desenvolvidos pelo próprio Núcleo e também com parceria da Prefeitura e do SENAI. Entre os cursos estão o de Corte e Costura, Panificação, Manicure, Pedicure, Cabeleireiro, Aulas de Violão, entre outros.
           O Núcleo se sustenta através de doações de alimentos e materiais para serem utilizados em suas diversas atividades, doações financeiras de pessoas solidárias com a causa da inclusão social e combate a pobreza, além de promover um Bazar de Roupas Usadas que são arrecadadas e vendidas em sua própria sede com todo dinheiro sendo convertido na compra de mantimentos.
           Como trabalho nunca falta e a caridade é lema fundamental da Doutrina Espírita, o Núcleo solicita a todos que possuam roupas em bom estado e não utilizem mais, que doem para o ajudar o Bazar e a Casa da Sopa, que necessita sempre de ajuda para poder desenvolver seu trabalho assim como precisa também de pessoas dispostas, voluntários que tenham tempo livre e queiram aproveitá–lo trabalhando em prol de uma causa nobre.
          A Casa está sempre aberta para a comunidade. Faça uma visita, conheça o trabalho, participe dos cursos, seja um voluntário e faça parte deste importante trabalho social.

Em novo endereço, Fish Tattoo agora oferece estética e maquiagem. Quem visitar o estúdio.

O Jonatha Barbosa, do Fish Tattoo, traz duas novidades para Ibiporã e região: o novo espaço amplo com estacionamento e serviços de estética, manicure, pedicure, estética, massagem, depilação e maquiagem para festas de debutantes e casamentos, formatura e demais situações. O trabalho é feito pela Taty Horsai.
Taty Horsai diz que a ideia não surgiu de hoje, pois ambos queriam trabalhar este conceito de estética e tatuagem há um certo tempo. “Estética, piercing e tatuagem valorizam o corpo através da arte. A tatuagem não tem idade”, cita. Ela ressalta que tem um público e a união dos trabalhos reforça a credibilidade junto à clientela. “O carro chefe é manicure e pedicure, onde atuo há dez anos. Uma tendência atual no ramo é a massagem e SPA para pés, que tira rachaduras e calosidade. Há clientes que vêem maquiagens nas revistas e televisão, trazendo o material para ser reproduzido. Outra peculiaridade são os homens que procuram a estética para ter boa aparência no rosto e nas mãos, mostrando que o homem mudou conceitos ao valorizar a beleza masculina”, declara.

O estúdio funciona na Rua 1º de Maio, 515 e aceita cartão de débito e credito. Conforme o valor, o serviço pode ser parcelado. Maiores informações podem ser obtidas nos telefones 32587161, 984267334 ou no 984140914. 

Fatos sobrenaturais e aparições tem rondado o Cemitério Jardim da Saudade, em Londrina, nos últimos dias

A vida de quem trabalha no cemitério se mistura a dor e tristeza das famílias que enterram seus mortos, tendo por muitas vezes que consolar e dar palavras de apoio numa época de grande sofrimento.                                                   
Assim acontece como pedreiro Luís Carlos Mariano, que há 18 anos trabalha no Cemitério Jardim da Saudade, localizado na Zona Norte de Londrina. “Em 1995 havia a frente de trabalho, que realizava diversas atividades para a prefeitura. Nos cemitérios tinha pedreiros, zeladores e coveiros. Eu fazia parte dela. Porém, com o fim da frente de trabalho, comecei a construir e revestir túmulos. Neste período de 18 anos e nos últimos dias, presenciei muitas atividades paranormais”, revela.                                   Surpreendentemente, ele diz que os fenômenos acontecem no fim da tarde, quando o cemitério está mais tranquilo e as pessoas de coração puro, crianças e animais tem maior percepção em relação aos acontecimentos. Um dos episódios foi em 2008, às cinco da tarde. “Escutei uma voz feminina chamando meu nome por três vezes. Ao olhar não vi ninguém. Aquilo me arrepiou, mas não tive medo. No cemitério estão enterradas pessoas boas e ruins e aqui há assombrações e almas que vagam e procuram uma luz ou caminho. No começo tinha medo, mas já me acostumei”, afirma.                                               
Apesar do fato distante, Luís diz que nos últimos dias, algumas assombrações e coisas estranhas rondam o cemitério. “Ao construir uma sepultura, tinha que colocar quatro lajes de 50 quilos cada em cima da mesma. É um trabalho difícil e havia dificuldade. Inesperadamente, surge um homem, de uns 40 anos, saudável e vestido com uma roupa azul clara que me ajudou. Porém, ao se virar para agradecer, ele não estava lá e vi um revoar de pássaros”, diz. Evangélico de igreja pentecostal, Luís acredita que na hora mais difícil do trabalho, um anjo lhe ajudou. Outro fato que o deixou assustado, foi quando uma loira, com os cabelos compridos soltos e um vestido branco longo, pediu uma informação a respeito da sepultura de uma criança com seis anos, morta há pouco tempo de maneira trágica. Ao não saber com exatidão, pediu que a moça, de olhos azuis, procurasse a portaria do cemitério, distante a seiscentos metros, para obter a informação. Ela agradeceu e, ao se abaixar por alguns instantes a loira já estava na portaria.
                                                            
Mas não é apenas a bondade que ronda o lugar. Muitos vão aos cemitérios para realizar mal ao próximo e os exemplos são muitos. Certo dia, Luís presenciou duas moças agachadas numa cova, mexendo na terra por uns dez minutos. Ao saírem, por curiosidade, o pedreiro foi verificar o que haviam feito. Ele constatou a terra revirada e lá haviam enterrado um pequeno caixão com a fotografia de outra mulher. Desconfiado dum feitiço, no mesmo instante retirou a fotografia e a levou na igreja, no intuito de quebrar a maldição. Além deste tipo de feitiço, é comum ver nos cemitérios sapo com a boca costurada com o nome de alguém lá dentro; o nome da pessoa amarrado ou acorrentado no cruzeiro; ou bonecos, que representam a pessoa, espetado com agulhas, tudo isso desejando o mal.                                                                                   
Apesar dos fatos sobrenaturais e feitiços, os cemitérios são bem frequentados no dia a dia. Os motivos são diversos, como visitas a um ente falecido; os que celebram cultos e novenas, este último sempre às segundas feiras, no Jardim da Saudade. Há também os que vão para meditar e refletir, devido à tranquilidade. Mas, com certeza, o local mais visitado dum cemitério é o cruzeiro, onde fiéis acendem velas para “iluminar” o caminho das almas, ou dar oferendas a santos e orixás. São inúmeras as oferendas, como dinheiro, cachaça, vinho, champanhe, cigarro, pipoca, velas, quadros, santos de gesso, balas e uma infinidade de objetos ligados à cultura que envolve as crenças e religiões. “É comum, ao passar próximo ao cruzeiro, achar dinheiro, porem não pego, foi oferecido a alguém. No entanto, vejo pessoas se apoderar das bebidas, do dinheiro e dos cigarros encontrados no local. Não faço isso. Acredito que ao pegar algo que está lá, pode trazer coisas ruins para a vida do sujeito”, afirma.

           
Apesar da mística e religiosidade do cemitério, Luís se recorda com tristeza da tragédia ocorrida há oito anos no Jardim da Saudade. “Fazia muito calor à tarde. Era em torno das 16 horas e formou-se repentinamente um temporal. Muitos se alojaram abaixo de uma mangueira, algo não recomendado na situação. Além disso, há uma particularidade que transforma os cemitérios em locais perigosos durante as chuvas: a existência de ferro e bronze nos túmulos, que atraem raios. Com o cortejo descendo e a tempestade caindo, uma enorme descarga elétrica tocou a mangueira, chegando ao chão. Com a energia gerada, muitos tombaram e ficaram paralisados. A tragédia vitimou duas mulheres: uma faleceu no momento e aoutra, uma jovem, morreu após dois meses internada no hospital. A marca do raio está ainda hoje na mangueira e também profundamente no asfalto”, finaliza. 

Surgido na década de 40, Estrela do Norte mantêm viva suas memórias


 A história de Ramon Louzado se entrelaça com o Estrela do Norte, time de futebol que marcou Ibiporã, ao ser o primeiro profissional da cidade. Segundo Ramon, o Estrela surgiu a partir da força de vontade de amigos, que compraram bolas e uniformes para montar a equipe. “Na época não havia o campo fechado, como é hoje. Em 1948 ganhamos perobas e o fechamos. Já na década de 50 estávamos inscritos na Federação Paranaense e na Confederação Brasileira de Futebol, a CBF.”, lembra. A veracidade da informação se confirma numa pesquisa dos arquivos da Federação Paranaense, de 1965, onde o Estrela do Norte figura inscrito no campeonato, disputando contra os times do Grêmio Maringá, Nacional de Rolândia, Londrina Futebol e Regatas, São Paulo de Londrina e União Bandeirantes.      

                                     
Apesar do esforço e pioneirismo de Ramon Louzada, as coisas não eram fáceis. “Ibiporã possuía cerca de dez mil habitantes e tínhamos pouca verba para tocar o time. O improviso se via na escalação, onde ora o mesmo jogador atuava como goleiro ou centroavante”, cita.                                                            
Fã do São Paulo Futebol Clube, time que inspirou a camisa e as cores do Estrela, antes de iniciar nos campeonatos da federação paranaense, era comum os jogos nas “fazendas”, onde em cima de caminhões eles iam ao Patrimônio Regina, Sertanópolis, Cambe e Londrina, além das disputas de torneios. 
                                                                                                                               
Saudosista e esperançoso pela volta de um time e das alegrias passadas, Ramon lembra que o trabalho como caminhoneiro, ainda nos anos 50, não permitiu mais a sua participação nos jogos e aos poucos o time foi acabando. Ele ainda sonha em ver a volta dum time que abrigava mais de mil torcedores em seu estádio.





Após manifestações, transporte metropolitano tem redução de R$0,10 (Publicado em junho de 2013 no jornal Nossa Terra de Ibiporã)

O movimento popular, que pede a redução da tarifa de transporte coletivo, já surtiu efeitos na região metropolitana. Houve a redução de R$ 0,10, passando de R$2,80 para R$ 2,70. “A concessão para operar o transporte coletivo, na região metropolitana, vem do DER (Departamento de Estradas e Rodagens), e, chegou até nós, uma circular determinado a redução. Caso a medida fosse desacatada, poderíamos ser multados ou perder a concessão”, afirma o gerente de tráfego da TIL (Transportes Intermunicipais de Londrina), Adalberto Lopes. Segundo ele, a redução deu-se pela isenção das alíquotas do PIS e Cofins. E, há previsão de mais uma redução no valor.                                               
Além da redução, Adalberto Lopes lembra que recentemente Ibiporã adotou o sistema de bilhetagem eletrônica, possibilitando a integração no transporte coletivo. “A integração é feita em qualquer ponto e a medida não visa prejudicar o usuário, mas sim agilizar o embarque e desembarque. Outro ponto é a inibição aos assaltos, uma média de quatro a cinco por dia. Com a medida damos segurança aos funcionários”, ressalta.                              
Quanto a possíveis reclamações, sobre a mudança, Adalberto Lopes diz que o cartão eletrônica é comum nas grandes cidades e a população deve se adequar e se beneficiar da integração, que é de uma hora. “O usuário, nas proximidades do terminal e em outros pontos, pode comprar cartões com um crédito ou carregar o que possui”, afirma.                                                                      
Questionado sobre a possibilidade da integração do transporte metropolitano com os coletivos de Londrina, o gerente de tráfego da TIL foi enfático: “A empresa não participa dos debates, mas acata as decisões do estado e das prefeituras, responsáveis sobre a implantação do sistema. Caso o DER determine a integração, devemos obedecer suas ordens”, ressalta.                                 
Quanto às dúvidas sobre a bilhetagem eletrônicas, Adalberto diz que elas podem ser sanadas junto aos funcionários da empresa, lembrando que em todos os terminais (Ibiporã, Londrina e Cambé) existem funcionários da TIL vendendo cartões. Além disso, a empresa procura novos parceiros para venda do cartão pré – pago. Qualquer interessado pode ligar no 9624-3504 ou 8444-0118 e falar com o Marcos Gomes.

Publicado em junho de 2013 no jornal Nossa Terra de Ibiporã

Hugo Furrier propõe projeto para revitalização do fundo de vale Água do Tucano, situado no Estoril e Morada do Sol.

            O vereador do Partido Verde, Hugo Furrier, foi recentemente a Curitiba e atendendo pedido do gabinete da deputada federal Rosane Ferreira (PV/PR), solicitou a revitalização do fundo de vale Água do Tucano. Segundo Furrier, o projeto foi elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento, com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. “A intenção da deputada é propor uma emenda parlamentar ao Orçamento da União de 2014 para que recursos federais sejam liberados. É importante salientar que até o projeto ser executado há um longo caminho, como a aprovação da emenda pelos demais deputados, a liberação dos recursos por parte do governo federal e a análise dos órgãos ligados ao meio ambiente. Vamos nos esforçar ao máximo para que a revitalização do fundo de vale seja realizada", afirmou o vereador.                       
Além da visita a Curitiba, vale destacar que na Câmara de Ibiporã, Hugo Furrier, sugeriu e indicou ao executivo, o nome do pioneiro Luiz Carlos Librais, para a denominação de ruas, avenidas, praças, logradouros e conjuntos residenciais e; também o estudo para instalação de relógios eletrônicos digitais de tempo, temperatura, qualidade do ar e outras informações institucionais em pontos estratégicos. “O objetivo é manter os cidadãos informados, além da criação de espaços para publicidade, a exemplo de outros municípios”, salienta.


Vereador Marcos da Ambulância solicita a implantação de pontos de ônibus e pavimentação asfáltica.

Foi solicitado pelo gabinete do vereador Marcos da Ambulância, junto à secretaria de obras, a implantação de pontos de ônibus no Afonso Sarábia e Pedro Morelli e a pavimentação asfáltica, na Avenida Santos Dumont, nº 21. Segundo o vereador “o primeiro pedido se deve ao fato dos moradores da região terem reivindicado, pois os bairros não possuem pontos para a parada de ônibus, atrapalhando assim os cidadãos que necessitam deste serviço, em especial de crianças que vão à escola utilizando circular. O segundo pedido se faz necessário, pois em frente ao número indicado, existem falhas no asfalto”, finaliza.
               

Vereador Lafayette Forin pede sinalização viária.

Entre as sugestões e indicações do vereador Lafayette Forin, destaca-se as que visam à aplicação de sinalização viária. Duas solicitações recentes a secretaria de obras, remetem a colocação de redutor de velocidade e placas indicativas, a pedido da comunidade, na Rua Laudelino Ferraz de Campos, no Azaléias II. “A população reivindica como medida protetiva de segurança. Há relatos de que motoristas passam em alta velocidade no local, colocando em risco pedestres e crianças que usam a via para travessias. Outro foco é oferecer fluidez no deslocamento de veículos e transeuntes”. Além do Azaléia II, foi solicitado pelo gabinete do vereador, a colocação de redutor de velocidade e placas indicativas no Conjunto José Pires de Godoy, onde moradores relatam que há motoristas transitando em alta velocidade.                           
Vale ressaltar que nos últimos dias, o gabinete do vereador Lafayette Forin recebeu lideranças de bairros e que entre as solicitações constam a verificação do escoamento de água da Rua Candido Martins Bandeira, no Bom Pastor, que, devido às fortes chuvas, teve o problema agravado. “A população pediu, de forma emergencial, a tomada das devidas providencias, com o intuito de evitar transtornos e danos aos moradores e a escola Mario de Menezes, que sofre com as infiltrações e danos decorrentes do escoamento da água”, afirma.                                                                                                                                Outra solicitação foi a retomada do trator aos moradores do Taquara do Reino, para firmar uma parceria que assegure melhores condições na manutenção e preparação do terreno para cultivo e plantio de culturas agrícolas, mantendo a subsistência e propiciando geração de renda às famílias

Publicado em junho de 2013 no jornal Nossa Terra de Ibiporã

Foi protocolado junto ao executivo municipal o Projeto de Lei 002 de autoria do vereador Marcos da Ambulância, que torna obrigatório a fixação de uma lista contendo todos os medicamentos que o cidadão pode receber de forma gratuita pela rede pública, UBS, hospitais públicos, além dos sites da prefeitura e da secretaria de saúde. O projeto de lei recebeu o parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação e nas próximas semanas irá a plenário.                                                                                                                      
Conforme o vereador, a justificativa se baseia no fato da saúde encontrar-se entre os bens intangíveis mais preciosos do ser humano, “digna de receber a tutela protetiva estatal, porque se consubstancia em característica indissociável do direito à vida. Dessa forma, a atenção à Saúde constitui um direito de todo cidadão e um dever do Estado, devendo estar plenamente integrada às políticas públicas governamentais”, afirma.

O vereador reafirma seu compromisso com a população ao afirmar que “deve o Poder Público, através das diversas esferas governamentais, proporcionarem à população, meios idôneos e eficazes para que tenha acesso a diagnóstico e prevenção de doenças, assistência clínica e hospitalar quando necessária, além de facilitar a obtenção de medicamentos e tratamentos adequados”, diz.                                                                                                                           
De forma sintética, Marcos da Ambulância ressalta que esta iniciativa visa à disponibilização de forma acessível de todos os medicamentos que o Poder Público oferece, democratizando assim a informação e o acesso a estes medicamentos. “Objetivamente, quando o cidadão chegar a uma Unidade de Saúde, poderá já saber de prontidão se o medicamento que precisa, pode ser adquirido de gratuitamente ou não, e caso tenha este direito, poderá requerer o mesmo, democratizando ainda mais este acesso. Na mesma esteira, para possibilitar ainda mais a divulgação destas informações, prescrevemos que seja obrigatório que a mesma lista, se encontre no site oficial da Prefeitura e no site da Secretaria Municipal de Saúde de nossa cidade”, finaliza o vereador.




Trabalho de graduação rende obra inédita e resgate da obra de Henrique Aragão

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Após dois anos de intenso trabalho, foi recentemente publicado o livro “Henrique Aragão – Esculturas Públicas”, resultado da monografia na Escola de Belas Artes, em Curitiba, da artista plástica e mestre em Antropologia Social, Isabela Catucci. A obra, o primeiro resgate histórico do seu trabalho, reúne fotos, textos de autores, poemas e cronologia, tem o objetivo de apresentar um panorama da produção de Aragão, onde ele descreve o processo orgânico criativo de suas obras, “um trabalho que não advêm da inspiração”, segundo o mesmo.                                                                                                       
Além do livro, foi publicada a cartilha pedagógica “Um voo sobre a arte de Henrique de Aragão”. Direcionada ao público infanto-juvenil, a cartilha escrita por Benedita de Fátima Ribeiro, Isabelle Catucci e Terezinha Sueli Pelisson, tem ilustrações e design gráfico de Olavo Tenório e está sendo distribuída em todas as escolas paranaenses. “Se não trabalharmos com as crianças iremos perder o futuro. O que se vê hoje são crianças atrás das drogas e do crack, numa sociedade que perdeu os valores e é focada no consumismo”, afirma.                                                                                           
Erradicado em Ibiporã e reconhecido mundialmente, Aragão (já falecido) se mostra contente com a repercussão de seu trabalho e principalmente com a internet dar a possibilidade de maior visibilidade. “Com mais de 80 anos, recebo em casa, todas as semanas, jornalistas de vários lugares que desejam falar sobre meu trabalho, contribuindo para a formação artística e cultural”, disse o artista plástico antes de falecer. .                                                                
Além do livro e da cartilha, também foi montada uma exposição fotográfica com algumas de suas obras, a qual já passou por Curitiba, Londrina, Ibiporã e na Biblioteca Pública de São Paulo.

            Sobre Henrique Aragão
         Nascido em Campina Grande, na Paraíba, em 1932, iniciou sua formação artística em Recife, onde participou de 1951 a 1959, do Salão de Artes Plásticas do Museu de Pernambuco. Em 1960, viajou à Europa, frequentando ateliês, igrejas e catedrais na Itália. Lá, participou de cursos livres de artes, enquanto trabalhava para um jornal religioso. Expôs pinturas abstratas em Thiene, Sicília, Cervínia e Zermatt, Itália e Suíça.
            Quando retornou a São Paulo, pintou painéis para um banco em 1961. Entre 1961 e 1964, iniciou a produção de arte sacra, com encomendas de obras e ornamentos para capelas e igrejas de São Paulo, Recife e Rio de Janeiro. A convite do bispo Dom Alberti, decora a Igreja de Apucarana e através do apoio de políticos e amigos, a partir de 1965, iniciou a fundação, em Ibiporã, da Casa de Artes e Ofícios Paulo IV, assumindo a direção em 1969.                 
Na Casa de Artes mantém ateliê, galeria de arte, iniciando um movimento cultural, com cursos de artes, enquanto produz esculturas para o Norte do Paraná, distribuídas em espaços públicos, igrejas e acervos privados.                
Ensinou sua técnica vitral em Ulm na Alemanha; em 2007, participou como palestrante em encontros de artistas na Lapa e; em 2010, realizou palestras na Itália. Nesta trajetória, fez diversas exposições individuais e coletivas, participando como Conselheiro de Cultura, jurado de salões de arte e recebeu a comenda “Paxe Labor” por seu trabalho artístico. Sua produção de arte tornou-se relevante no contexto nacional, sendo reconhecido como artista representante da região norte do Paraná.
            Instalou, desde a década de 1970, diversas obras em espaços públicos. Dentre as esculturas representativas, pode-se citar o “Movimento ao Desbravador”, de 1970 em Maringá; o monumento “O Passageiro, de 1989 em Londrina” e diversas obras instaladas no Museu de Esculturas ao Ar Livre de Ibiporã, desde 1990.
            Henrique Aragão morreu aos 84 anos, em 25 de agosto de 2015.