quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Aspectos da formação da cultura local - Por Aldo Moraes

Em tempos de iPOD, redes sociais e caça a Pokémon virtual, a força da expressão cultural das cidades reflete sua formação e a capacidade criativa do povo. O Paraná, por exemplo, é destaque nacional por sua culinária, seus poetas, romancistas e músicos que retratam a paisagem das cidades e festas típicas. Em nossa região, observamos forte tendência em integrar aspectos de religiosidade, expressões indígenas e a ligação da comida com hábitos culturais. É o caso de Ibiporã, cujo nome vem do tupi e remete a terra bonita.     A beleza da arte, arquitetura e o apego ao patrimônio se conectam ao mundo religioso através de igrejas e capelas, o que inclusive gerou o projeto Circuito das Capelas. Isso faz com que fé, cultura e festa estejam juntas no cotidiano da cidade, traduzidas em eventos como as festas juninas e a Rota do Café ou em obras da mais alta importância histórica e cultural, como em Henrique Aragão.                                                                                                                         
Segundo o Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena (de Clóvis Chiaradia), Cambé tem origem nos idiomas kaingang e tupi guarani. Os registros arqueológicos citam a presença de indígenas nos anos 30, juntamente com europeus, japoneses, paulistas e nordestinos.                                              
A encenação teatral da Paixão de Cristo é um acontecimento que leva milhares de pessoas às ruas e junto com a Festa das Nações, mostra a força dos eventos sintonizados com a fé e a cultura do povo.  São festas que juntam culinária, religiosidade, artesanato, música e aspectos folclóricos da Europa, dos indígenas e dos negros naturalmente assimilados pela miscigenação brasileira.                                                                                                                                            
Londrina recebeu grande contribuição de paulistas, baianos, mineiros e ingleses (de onde vem o nome da cidade) e aconteceu para o Brasil como a Terra do Eldorado através do café. Ao longo dos anos, o café se infiltrou na arte, economia e cotidiano da região, dimensionando seu auge em romances, poemas, peças de teatro, documentários e em nomes de logradouros públicos. Londrina teve grande agitação popular em festas, carnavais, procissões religiosas, vida noturna e universitária. Isso trouxe forte impacto em toda a região e também no surgimento de festivais culturais e de nomes nacionais como Arrigo Barnabé (música), Domingos Pellegrini (literatura) e Márcio Américo (humor).                                                                                                                               
O fortalecimento de uma cultura própria e do enraizamento de costumes populares advindos da formação e da fusão dos povos pioneiros tornam a região norte do Paraná um grande celeiro de idéias e soluções criativas para nossos desafios. Sua conexão com a tecnologia e o mundo moderno não anulam seus aspectos regionais, ao contrário, tem a capacidade de ampliar sua estética e história. Isso é exemplo cultural e histórico para o Paraná e para o Brasil!

A arte como expressão dos movimentos sociais e populares


Considerado um artista popular devido à inserção em diversos movimentos, Agenor Evangelista (61) nasceu em um cortiço na Vila Portuguesa de Londrina e viu na arte o caminho da inserção social. Com o trabalho reconhecido internacionalmente, ele cita que em 1977, Henrique Aragão, que faleceu em agosto deste ano, lhe incentivou, além de ensinar algumas técnicas.                                                                                               
Criador da “Mostra de Artes Zumbi dos Palmares”, que ocorre na “Semana da Consciência Negra”, ele relata que a exposição surgiu em meados de 1986, quando foi convidado por Idalto José de Almeida, integrante do Grupo de Consciência Negra. Atualmente a “Mostra Zumbi dos Palmares” está na 30ª edição e é a única local com enfoque no movimento negro, além de abrir espaço a novos artistas e para artistas conceituados do Brasil e de países como Japão, Cuba, Portugal, Finlândia, Alemanha e demais localidades.                       
Nas artes plásticas há cerca de 40 anos, ele recorda que entre 2003 a 2016, desenvolveu quadros pequenos e populares, do tamanho de uma carta, o qual já produziu cerca de dez mil. Já os trabalhos maiores, de 50 cm x 70 cm, foram em torno de três mil, onde retrata cenas suburbanas como a mulher que lava roupa, os trabalhadores conversando no bar ou crianças brincando com pipa e bola de gude. “São imagens que visualizo no cotidiano, onde uso cores primárias na composição dos quadros”, diz Agenor Evangelista, que em 2001 e 2007 teve vários trabalhos publicados nos cartões telefônicos da Sercomtel, onde destacou o negro, a Escola de Samba Zumbi dos Palmares e a região do Cinco Conjuntos.                                                                                                             
Com trabalhos comercializados na Franca, Japão, Suíça, Estados Unidos, Argélia, Uruguai e em Portugal, no Museu de Guimarães, cidade co-irmã de Londrina, ele cita que há no acervo da Folha de Londrina um trabalho de 1987, quando ao expor no Londrina Country Club, João Milanez e Valmor Macarini, que administravam a empresa na época, encomendaram um painel sobre a história da imprensa e do jornal.                                                         
Influenciado pelo impressionismo francês, por Di Cavalcanti e Cândido Portinari, que pintavam as mulatas e a boêmia, Agenor Evangelista pode ser considerado um memorialista paranaense por mostrar a periferia e as pessoas que vivem lá. “É fundamental a preservação da memória. O artista deve é uma ferramenta de transformação que forma e informa a sociedade, além de interagir com outras artes, como a dança e a literatura”, pontua. 

Luarte Artesanato disponibiliza itens para segmentos variados.


A professora de Artes Rosângela Aparecida Bergamin da Luz (50) é formada há 26 anos e leciona no Colégio Teotônio Brandão Vilela. Ela produz artesanato há mais de 9 anos. Suas peças são expostas e comercializadas no Centro de Artesanato, nas redes sociais e escolas. Na produção constam itens em MDF (caixas decoradas, porta-jóias, caixa de giz escolar e quadros), pachtwork (bolsas e tapetes) feitos com retalhos, bordados e peças desenvolvidas com produtos reciclados, mostrando uma arte engajada e com responsabilidade ambiental através da sustentabilidade. “Aplico a reciclagem com os alunos da rede pública com garrafas de vidro decoradas que servem de presente”.                                                                                                                       
Além de Ibiporã, sua arte chega a localidades como Maringá, Curitiba e São Paulo através da internet. “Acredito na valorização do artesanato. Meus trabalhos estão no Centro de Artesanato e na Rota do Café. Isto gera renda aos envolvidos e torna Ibiporã um pólo de artesanato que valoriza o ser humano e agrega valores”, ressalta. Rosângela Aparecida diz que há uma grande valorização da arte e dos artistas locais, como Henrique Aragão, que sempre recebeu muito bem a todos, além do envolvimento da Secretaria de Cultura, que traz coisas boas ao município.                                                                        
Os produtos, decorativos e únicos, são feitos por encomenda. Em especial é disponibilizada uma coleção de apagadores comercializados nas escolas. “Exerço a criatividade e o retorno é satisfatório. Antes de fazer o trabalho observo o perfil do cliente para fazer algo personalizado”, cita. Maiores informações podem ser obtidas na página Luarte Artesanato no facebook, ou pelos telefones 32581929 e 99338863. As compram são parceladas no cartão de crédito. 

Barreirão é beneficiado com a extensão da rede de água em dois quilômetros.

A comunidade rural do Barreirão foi beneficiada com a extensão e implantação de dois quilômetros de rede de água. O vereador Marcos da Ambulância foi um dos legisladores que lutou para a agilização do processo junto a Prefeitura e Samae. O serviço, de grande valia a comunidade, atenderá sítios e chácaras da região. “É uma reivindicação antiga e tanto a comunidade, quanto a Câmara dos Vereadores agradecem ao Cláudio Buzeti do Samae, quanto a Administração Municipal pela obra”, pontua Marcos da Ambulância. 

Rancho do Tio Gordo traz a Ibiporã mais uma opção de marmitex e restaurante.


O Rancho do Tio Gordo traz a Ibiporã mais uma opção de marmitex e restaurante através do micro empreendedor Rodney Romero Brás (57), no ramo há seis meses. “As entregas são a domicilio ou com retirada no local, que também funciona um restaurante”, afirma Rodney, que há 25 anos atua com festas e eventos e também fabrica churrasqueiras. A empresa, de origem familiar, resolveu ampliar o leque de negócios e vende diariamente cerca de oitenta refeições. “Quero aumentar a clientela, buscar parcerias e convênios com empresas. Ao ter credibilidade haverá mais abertura de mercado”, diz.
Com o cardápio disponibilizado no facebook (Rancho do Tio Gordo), Rodney Romero tem uma cozinha industrial e ressalta que a comida pronta, numa época em que as pessoas têm pouco tempo para cozinhar, é uma opção rápida e de baixo custo. Em breve ele criará um dia especial para vender carne assada e aos domingos servirá churrasco. Tudo isto objetiva variar o cardápio.
Os pedidos podem ser feitos pela internet ou no telefone 32587869. O Rancho do Tio Gordo está na Rua João Barreto, 203. Quanto a valores, a mini sai por R$10, a média por R$11 e a grande vendida a R$13. O comerciante aceita cartões de crédito e débito

Agropecuária Hoshino traz rações, concentrado de engorda e crescimento, além de variedade em itens de pesca.


A Agropecuária Hoshino funciona desde agosto e oferece rações para cães, gatos, coelhos, pássaros e demais espécies, além de milho e quirela para galinhas e porcos. A loja também vende sementes de milho para cultivo. Segundo Sara Hoshino, a família é composta pelos irmãos Cláudio e Silvio e os pais Laura e Carlos.                                                                                             
Outra variedade oferecida são itens de pesca, como anzol, linhas, varas, molinete, carretilha, chumbada, bóias comuns e de arremesso, sinos, farolete, ceva e iscas artificiais. Mesmo com produtos importados do Japão, a Agropecuária Hoshino segue a linha popular com preços acessíveis. “A parte de pesca inova devido o potencial do Rio Tibagi. Os artigos são exclusivos e vão da pesca esportiva do lambari no Tibagi a peixes maiores no mar. É um mercado novo em Jataizinho, que deve expandir o ramo”, diz Silvo Hoshino.       Na linha de rações, outra novidade é o concentrado de crescimento e engorda, destinado a frangos e suínos. Eles são misturados com outras rações ou milho, dando peso e altura mais rápida aos animais. O custo é baixo e desde criadores domésticos a granjeiros podem usar.                                                           
Para a linha pet, a Agropecuária Hoshino vende roupas para cães e gatos, além de casas, cama e comedouro. São itens personalizados em MDF e feitos sob encomenda. “Se recomenda dar rações para os animais devido à comida humana ter sal. A ração pet é balanceada e evita a pressão alta”, cita.              A Agropecuária Hoshino está na Barão de Antonina, próxima a Benjamim Giavarina, no telefone 96338915. Compras de maior valor são entregues. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Milton Rsom7 cria em sua residência 28 espécies de pássaros.


Atualmente Cambé possui cerca de 300 criadores de pássaros que se reúnem para torneios de canto. Um deles é o técnico de som José Hamilton Alexandre (60), o popular Milton Rsom7. Em sua casa há um viveiro e gaiolas que abrigam 28 espécies como bico de pimenta, sabiá coleira, sabiá vermelho, trinca ferro, bigodinho, sanhaço, canário, tico-tico, caboclinho, trinca ferro de Macapá, cardeal, patativa chorona, patativa verdadeira, corrupião e azulão. Há também os mais raros como o caboclinho do nordeste, trinca ferro cinza e o gaturamo, este último originário de mata virgem.                                                                    
Desde a infância, quando morava no campo, ele gostava de pássaros mas não sabia como criar. Vindo para a área urbana viu mais dificuldades e, para ir de acordo com a lei, fez um viveiro na Rua Riacho Fundo, no Jardim Alvorada, onde morava. “Mudei para um apartamento e os pássaros ficaram no imóvel. Ia duas vezes por dia tratá-los”, recorda. Com o tempo ele alugou o apartamento e construiu uma casa, um viveiro e o pomar com manga, café, canelinha, banana, abacate e pitanga, frutas que alimentam os pássaros. O viveiro possui cascata e piscina para as aves se banharem. Ali, os pássaros silvestres se adaptaram para criar, pois espécies como tico-tico, sabiá, cardeal e azulão não se reproduzem em gaiolas. Apesar de não as comercializar, ele cita que os preços são variados, como o cardeal, que pode valer dois mil reais, sendo isto atribuído a raridade, beleza e canto. “Se o pássaro vence um torneio, seu valor ultrapassa 150 mil reais”, declara.                                                    
Com freqüência os criadores se reúnem para treinar o canto das aves ou realizar torneios. “Aos domingos pessoas de Cambé, Londrina, Rolândia e Arapongas vão a minha casa e temos a Associação dos Pássaros de Cambé, que ajuda na documentação”, diz. Cadastrado no IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) há doze anos, ele ressalta que para carregar as aves é preciso ter a Guia de Transporte emitida pelos institutos. 

Em 35 anos de rádio, Hermínio Barbosa viveu da rádio novela a rádio web.


Desde a infância o radialista Hermínio Barbosa (58) tem vocação para as comunicações. Nascido em Florestópolis, até os 14 anos viveu nas áreas rurais de Cambé e Rolândia, onde improvisava com um caixote e latas de extrato de tomate (como microfone) uma “rádio comunitária” e se divertia com outras crianças. Ele se inspirava nos programadores do coronel Matias e Venâncio e apreciava o sertanejo de raiz. Aos 15 anos mudou-se para o Santo Amaro e apresentava aos fins de semana, por alto-falantes, a quermesse da igreja católica no bairro e no Jardim Shangri-lá. “Era locutor, lia correio elegante e apresentava músicas. Fiz isto por cinco anos, quando a capela do Santo Amaro era de madeira. Nas quermesses havia leilão, bingo e frango assado. Era o entretenimento na época. Muitos iam para namorar e de lá saíram vários casamentos”, recorda.                                                                                                      
Com o trabalho reconhecido, em 1979, através de José Anacleto, que também é apaixonado por rádio, ele foi apresentado a Wenceslau Martins. Ele vivia em Ibiporã e apresentava aos domingos na rádio Auri Verde de Londrina o programa “Onde canta os maiorais”. Assim Hermínio Barbosa dava seus primeiros passos como radialista lendo cartas, comerciais e falando a hora. Quando Wenceslau Martins não ia ao programa, a responsabilidade ficava por sua conta. “Atuei um ano na Auri Verde, que funcionava na Rua São Paulo próximo a Vantajosa. Com a ida do Wenceslau Martins para a Rádio Marajoara de Ibiporã assumi o programa ‘As preferidas do ouvinte’ e tocava sucessos de Roberto Carlos, Vanusa, Odair José, Moacir Franco e sertanejos. O programa ia ao ar das nove ao meio dia e recebia centenas de cartas vindas de outras cidades. Em 1981 a Folha de Londrina destacou o programa e publicou uma matéria de página inteira”, recorda.                                                                                           

Com a venda da rádio ele ficou longe dos microfones e em 1985 voltou a atividade na Rádio Cruzeiro AM, do Grupo Folha de Londrina. De 2ª a domingo, das oito e meia a meia noite apresentava o programa “Canto da Terra”, onde ouvintes pediam ao vivo músicas sertanejas. “Entrevistei João Paulo e Daniel, Zezé de Camargo e Luciano, César e Paulinho, Teodoro e Sampaio, João Mineiro e Marciano, Ataíde e Alexandre, Cristian e Ralf, Alan e Aladin, entre outros que estavam em inicio de carreira”, diz. Após dois anos foi para a Rádio Norte (antiga Rádio Clube) e também apresentava aos domingos na Rádio Londrina o programa “Voz do Paraná”, em meados de 1987. Após mais um período longe dos microfones, em 1997 foi para a Rádio Cidade (Jovem Pan de Cambé) e apresentava duas edições do “Jefferson Radar”, patrocinado pela empresa de ônibus Radar e que priorizava o sertanejo de raiz. Em 2013 foi para a Rádio Terra Nativa e apresentou o programa “Terra Sertaneja”, das 5 as 7 da manhã de 2ª a 6ª e aos sábados das 17 as 20 horas, além de atuar na Rádio Manchete (Londrina) e Cambé FM. Longe do rádio devido a compromissos profissionais, esporadicamente participa da programação na Rádio Terra Nativa                                                                       
Nestes 35 anos Hermínio Barbosa viveu muitas histórias, indo da rádio novela a rádio web. “O rádio faz parte da nossa vida. Muitos acordam sintonizados. No trajeto do trabalho e no trabalho ouvem rádio. Ele informa, faz companhia a dona de casa e dá voz a população ao ser dinâmico. Se engana quem afirma que ele vai acabar, pois é parte da cultura e do cotidiano”, recorda Hermínio, que nesta jornada fez amigos e guarda cartas de ouvintes com homenagens e lembranças. Outra recordação são as viagens e shows que fez junto com artistas, bandas e alguns com o radialista Siqueira Martins. Por onde passavam eram recebidos com festa. “Os ouvintes e a programação das rádios eram mais românticas. Com a modernidade e a dinâmica da internet perdemos isto. Hoje não é usual enviar cartas, mas sim e-mails”, pontua.

Aos 87 anos, Francisco Martins de Souza é pioneiro na fabricação de carroças.


Os mais jovens talvez não recordem. Os mais velhos guardam saudosismo e ainda existem muitas circulando por ai. São as carroças tracionadas por cavalos e burros, que Francisco Martins de Souza (87) ao longo de 60 anos construiu centenas.                                                                                  
Nascido em Ubá (MG), ele veio para Jacarezinho e conheceu a esposa Anaudi Soares de Souza (já falecida), com quem viveu por 64 anos e tiveram quatro filhos, oito netos e sete bisnetos. Vindo para a área rural de Ibiporã, especificamente para a Fazenda do Inglês na Água das Abóboras, em 1952 mudou-se com a família para a área urbana e começou se trabalhar de saqueiro nos antigos armazéns de café e cereais, além de lidar com sua maior paixão: carroças. “Por anos transportei mercadorias diversas e paralelamente construía carroças. Era a época áurea do café e embarquei muitos trens com o “ouro verde” e cereais como milho e feijão”, recorda.

Desde 1961 “carroceando”, além de embarcar trens ele fez carretos variados, como lenha e mudança. Ele apenas largou a sacaria por achar desconfortável carregar sacos de café com aproximadamente 60 quilos. “Estou no ramo porque gosto e me identifico com o trabalho de carroceiro”, recorda Francisco Martins de Souza, que está na atividade e já teve marcenaria em diversos endereços, como em frente à atual rodoviária, onde era uma criação de porcos e também onde funciona a Restauradora de Móveis Torquato. 

831 votos foi a diferença entre Dirceu Urbano e Vilsinho Quirino nas eleições municipais de Jataizinho.


Nas ultimas eleições foi eleito para prefeito Dirceu Urbano (PSC), com 4329 votos (55.31%). Já Vilsinho Quirino (PDT) teve 3498 votos (44.69%). Nas 28 seções foram 161 votos brancos e 374 nulos. Em relação aos vereadores, os nove primeiros foram eleitos da seguinte maneira:
Alex Faria (PRB) com 424 votos (5.64%)                                                               
Jorginho (PPS) com 402 (5.35%)                                                                                
Toninho Brandão (PTC) com 374 votos (4.98%)                                                         
Tizil Encanador (PSC) com 362 (4.82%)                                                                            
Dim Dim (PV) com 353 votos (4.70%)                                                                    
Laércio Quitéria (PR) com 347 votos (4.62%)                                                           
Adir Leite (PC do B) com 308 votos (4.10%)                                                                      Gordo (PDT) com 268 votos (3.57%)
Bidu
Já os outros candidatos obtiveram a seguinte votação:

Soninha Enfermeira (PSDB) com 323 votos (4.30%)                                                  
Helio Carmen (PSC) 4.06% - 305 
Clóvinho (PSC) 3.58:% - 269
Marcinho (PP) 3.47% - 261
Cintia (PR) 3.35% - 252
Igor Sabará (PTC) 3.23% - 243
Anderson Silva (PRB) 2.83% - 213
Marquinhos Batera (PTC) 2.49% - 187
Emerson Anacleto (PTC) 2.35% - 177

            Após o pleito, a população cria expectativas em relação aos novos governantes, alem de existir as demandas naturais relacionadas à saúde, transporte, educação, emprego e demais aspectos. Cabe aos políticos distinguir e atender demandas que favoreçam a todos. Em busca de algumas destas demandas, a Folha de Jataizinho ouviu a opinião publica.

            A eleitora Marlei Almeida afirma que a política deve ser feita com honestidade e sem “jogo sujo”. Ela viu que nestas eleições, não apenas Jataizinho, mas outras cidades tiveram a mudança de pensamento voltada para a renovação das Câmaras dos Vereadores e das Prefeituras. Sem muito “traquejo” na política, Marlei ressaltou que durante a campanha aderiu a sugestões para contribuir e beneficiar o município em diversos aspectos, como mais investimento em saúde na contratação de especialistas em diversas áreas, além de mais atenção no transporte público e setores como educação, moradia, e transporte público.

Laís Regina (20) mora no centro e espera que os próximos governantes trabalhem para acabar com as diversas carências no município. Em sua opinião a população sofre ao se deslocar diariamente a Londrina e Ibiporã para trabalhar, estudar e até para comprar determinados produtos. “Isto é uma necessidade primordial para melhorar o município”, pontua Laís, que hoje está desempregada.

Douglas Rodrigues (31) é autônomo e mora no Conjunto Antônio José Vieira. Ele espera que os políticos eleitos atraiam indústrias e empregos à cidade, uma vez que em sua opinião, o deslocamento a Londrina e Ibiporã, diariamente, gera custos, além do risco de acidentes.

Daiane da Silva (29) mora na Vila Frederico e atua como domestica. Para ela os políticos devem investir em saúde através da oferta de mais remédios e médicos nos postos, como pediatra e clinico geral. Grávida de cinco meses, ela faz pré natal na unidade de saúde. Quanto ao emprego, ela atua em Londrina e declara que sua maior dificuldade é enfrentar o ônibus lotado, algo ruim.

Alexandre Santos (36) é gari na prefeitura. Sua esperança é que os próximos gestores melhorem condições de trabalho, benefícios e salários dos funcionários públicos. “O atual prefeito ajudou em diversos aspectos, no entanto é preciso avançar e outros aspectos e também em alguns aspectos na cidade, como por exemplo, a infra estrutura nos postos de saúde”, afirma.

O ex-prefeito Humberto Chamilete espera que o próximo prefeito cumpra as promessas de campanha e que também assuma o compromisso junto à população. “A cidade não pode ficar parada no tempo como está hoje. A população não suporta viver com esta situação e deseja o progresso imediato e mudanças que tragam resultados. Os novos vereadores devem ser conscientes e cobrar do prefeito ações e projetos para melhorar a vida do cidadão”, pontua.