domingo, 22 de maio de 2016

Após formação de novos soldados, Jataizinho terá aumento de efetivo, ganhará equipe de motos e Patrulha Rural será ampliada.

Conforme o Sargento Fragati da Policia Militar, desde outubro a cidade esta mais segura. Isto se deu após Jataizinho ser incorporada ao 5º Batalhão, com sede em Londrina. Antes disto, o município pertencia ao 18º Batalhão de Assai. “A mudança propiciou apoio logístico do Choque, Rotam e Patrulha Rural de Londrina e Ibiporã, que fazem operações no intuito de obter maior sensação de segurança, além de baixar índices de criminalidade. Hoje, a maior preocupação da policia são os furtos”, relata.                                                           
Focado na segurança comunitária, Fragati diz que a redução na criminalidade nos últimos oito anos se deve a proximidade da policia com os moradores e comerciantes. Ele ressalta que em breve, para melhorar isto, será diminuída a carga horária dos policias, que passará de 24 para 12 horas. O sargento relata que a formação de novos soldados trará uma equipe de motos, o aumento de policias e da Patrulha Rural em Jataizinho.                                             


Fragati, que esteve na Câmara dos Vereadores para dar explicações sobre o funcionamento do 190, também abordou a questão dos assaltos a bancos e estouro de caixas eletrônicos, situação que não ocorre aqui devido o monitoramento por câmeras, que também coíbem outras situações de criminalidade. “As câmeras foram instaladas em diversos pontos. Elas monitoram e orientam as viaturas em tempo real. Isto é a tecnologia a favor da segurança publica”, finaliza. 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ação In.fluência traz esporte, cultura e lazer gratuitos para Ibiporã


A iniciativa da Ação In.fluência surgiu com o desejo de unir o trabalho profissional e comercial com o trabalho voluntário, pessoal e solidário de prevenção às drogas, levando à juventude um estilo de vida diferente que propõe o esporte como ferramenta para a radicalidade na própria vida.
Com isso, a Ação In.fluência quer, além de divulgar e incentivar a prática do skate, demonstrar que é possível ficar longe das drogas e encontrar o verdadeiro sentido da vida, através de experiências compartilhadas.
O skate, por sua vez, ê nosso aliado nesse projeto, por se tratar de um esporte muito praticado entre os jovens e que traz benefícios físicos, mentais, psicológicos e sociais, auxiliando o convívio sadio com o esporte e proporcionado oportunidades de crescimento, valorização da vida e auto estima por parte dos envolvidos.
A Ação In.fluência será dia 03 de julho, das 09 às 19 horas no Carecão de Ibiporã. A entrada é gratuita.

Tramitando na Câmara desde outubro, projeto que prevê aporte a folha de pagamento da APMI não é colocado em votação, podendo ocasionar uma greve em Cambé.(Folha de Cambé - 2013)


Tramita na Câmara dos Vereadores, desde o fim de outubro, o projeto de Lei 64/2013, autorizando o Executivo a transferir a Associação deProteção à Maternidade e à Infância (APMI), o montante de R$ 1.800.000,00 (ummilhão e oitocentos mil reais). O valor será para complementar o pagamento de salários, referentes anovembro e dezembro, além da segunda parcela do 13º. De acordo com o mesmo, o aporte se faz necessário, tendo emvista ações desenvolvidas pela entidade, de caráter continuado. Além disso, os valores antes previstos, em agosto de 2012, mostraram-seinsuficientes para atender a demanda exigida, visto que despesas de manutenção, pessoal, encargos sociais, material de consumo e serviços de terceiros, são impossíveis de prever, por conta da alteração de preço no futuro.No entanto, por divergências politicas, o projeto não foi colocado em votação, comprometendo as atividades da APMI, que pode entrar em greve.
                A morosidade do legislativo, em especial do presidente da casa, o vereador Eliseu Vidotti, gerou revolta e manifestações dos funcionários da APMI, que lotaram a galeria da Câmara, na 40ª Sessão Ordinária, realizada no último dia 25. Tanto Eliseu Vidotti, como Conrado Scheller, contrários a colocação do projeto a votação, foram duramente criticados e vaiados pelos presentes, mostrando revolta e indignação contra os políticos.
Favorável à votação e aprovação do Projeto de Lei 64/2013, o vereador Júnior Félix, alega que o motivo pelo qual Eliseu Vidotti não colocou o projeto em votação, é devido o presidente do legislativo afirmar que não há certidões do Tribunal de Contas e prestação de contas da APMI. No entanto, Júnior Félix e a vereadora Estela Camata foram claros e apresentaram tais documentos em plenário, antes protocolados, evidenciando contradições nas palavras de Vidotti. “A verba para pagarmos os funcionários da APMI está no caixa. Caso não sevote o projeto, mais de 500 famílias de trabalhadores da APMI serão afetados”, afirma Júnior Félix. Ele ressaltou que os salários dos vereadores estão em dia e que, recentemente, tramitou e foi votado em quatro dias, na Câmara, aporte de recursos para a Santa Casa. “Tamanha urgência também deveser destinada a APMI”, declara.
Favorável à votação, a vereadora Estela Camata reafirmou a necessidade de urgência do projeto. “Conversei com alguns vereadores e citei que os funcionários da APMI não devem ser prejudicados por questões politicas. O projeto está aprovado no executivo e o dinheiro estádisponível. Falta apenas a aprovação da Câmara para efetuarmos o pagamento. Além disso, está certificado, pelo Tribunal de Contas, que a APMI estáregularizada para receber verbas públicas até 24 de dezembro. O vereador Eliseu Vidotti está ciente disto e dos motivos que levam a complementação da verba”, salienta a vereadora.
O vereador Rômulo Yanke também se mostrou favorável à votação do projeto de lei 64/2013 e ressaltou que a APMI está em dia com suas obrigações fiscais. “Não cabe aos funcionários pagarem por litígios e perseguições politicas que se instalaram em Cambé. O trabalho da APMI é relevante ao município e com esta atitude, seus funcionários não terão dignidade. O projeto deve ser votado, mesmo havendo votos favoráveis ou contrários a ele”, declara.
O também vereador Paulo Soares salientou o excelente trabalho da APMI e, caso o projeto não seja votado em caráter de urgência, ocorrerá uma injustiça em Cambé, pois os funcionários não estão pedindo favores, mas trabalham para receber salário. “Divergência politica não pode ser colocada à frente dos interesses da população”, afirma.
Mesmo a participação na Tribuna Livre e as manifestações em plenário, não sensibilizaram Eliseu Vidotti. Um exemplo foi a professora Franciele Teixeira, que atua na área pedagógica da APMI. “Estou chateada com a situação. Os entraves políticos devem ser resolvidos para que funcionários e usuários não sejam prejudicados. A situação pode se refletir na qualidade da educação aos alunos. Além disso, não viemos tumultuar a galeria, mas reivindicar direitos e o pagamento do salário,” lamentou.
            Indignados com a situação, trabalhadores da APMI afirmaram, a Folha de Cambé, a organização de uma greve, que afetará pais e alunos atendidos pela entidade, como declarou Silvio Adão. Ele mora no Novo Bandeirantes e sua filha estuda na creche da região. “Trabalho o dia todo e a única opção para deixar minha filha é a creche. Não tenho condições financeiras para pagar alguém. Caso haja uma greve, a culpa deve recair sobre o presidente da Câmara, o Eliseu Vidotti”, afirma.
            Osvaldo Ferreira da Silva, de 68 anos, também mora no Novo Bandeirantes e confirmou a informação que os funcionários estão organizando a greve. “Independente da questão politica, o pagamento é um direito. Caso não seja pago, o responsável é o vereador Eliseu Vidotti, que não colocou o projeto em votação. O trabalho da APMI é de fundamental importância para Cambé”, declara. Há oito anos como motorista da APMI, Osvaldo diz que a instituição atende mais de duas mil crianças e estima que diretamente e indiretamente, ela ajuda cerca de seis mil pessoas em Cambé.


            

IN.FLUÊNCIA inaugura loja voltada ao skatewear, com pista de miniramp.(Jornal Nossa Terra 2013)


A novidade para o verão de Ibiporã é a inauguração da IN.FLUÊNCIA, loja que traz novidades nunca vistas na cidade. Localizada na Avenida Santos Dumont, 584 (em frente ao SAMAE), são comercializadas roupas e acessórios para skate e long board, camisetas, bermudas, calças, bonés, mochilas e tênis com qualidade e preços acessíveis, tudo parcelado em três vezes no cartão de crédito. 
Recém-inaugurada, a IN.FLUÊNCIA, que tem Gerson Vila e Júlio Henrique como sócios, nasceu após uma conversa entre ambos, que viram o crescimento do skate e a necessidade de inovar com algo voltado ao segmento. “Para comprar skates, roupas e acessórios, era preciso ir a outras cidades. Isto demanda tempo e dinheiro. Por isso, abrimos a IN.FLUENCIA, com o diferencialdo miniramp, algo inédito. Outra novidade são os preços acessíveis, como os tênis. Muito resistentes e não restritos ao universo do skate, podem ser usados no dia a dia em situações extremas, como andar de moto. O exemplo são os da marca Urgh!, que são duráveis e tem preço inicial de R$109,00 (cento e nove reais)”, afirma Gerson.
Outra novidade são os long boards, fáceis de andar e que não escolhem sexo ou idade para a prática. “Todos praticam o long board. Desde quem possui mais de 50 anos, passando pelas adolescentes, que aderiram ao esporte”, declara Júlio.
Quanto ao miniramp, este foi pensado como o diferencial para atrair o publico. A pista, com oito metros e meio de comprimento por três metros e meio de largura, é ampla e está nos padrões internacionais. Projetada e construída por especialistas de Curitiba, fica no interior da loja e propicia ao cliente, após comprar seu produto, o teste imediato na pista. Com um metro de quarenta de altura, não é difícil de realizar manobras, já que é direcionada ao skatista iniciante.
Hudson Ruan da Silva, de 18 anos e morador do Afonso Sarábia, vê com bons olhos a inauguração da IN.FLUÊNCIA e do mini ramp, além do incentivo da prática esportiva. Já Franciane Rita Moura, de 32 anos e moradora do Jardim Éden, aprovou a IN.FLUÊNCIA e a pista, pois o filho de 12 anos, Breno Moura, era obrigado a ir para Londrina realizar a prática, algo agora possível em Ibiporã. “Ele vem na IN.FLUÊNCIA e passa o dia todo andando de skate. Aqui ele fica seguro. Posso confiar, tanto no Gerson como no Júlio. Sinto orgulho em ver meu filho dedicado àsatividades físicas, algo que todo jovem e adolescente devem fazer e que todas as mães querem a seus filhos”, declara Franciane.
Para Breno, que pratica o esporte há cerca de um ano, há somente benefícios. “Tenho asma e preciso de algo para manter a saúde. Assim, o skate se torna fundamental para meu bem estar”, afirma o adolescente, que certo dia viu seus amigos andando de skate e pediuque lhe ensinassem algumas manobras. 
Danilo Cestari dos Santos, que também estava na inauguração da loja, anda de skate há cinco meses, sendo o incentivo oriundo do pai e do irmão mais velho. “Disseram para eu tentar e arriscar algumas manobras”, diz.Com cinco meses de prática, Danilo não teve dificuldades para andar no miniramp.

Já Alisson Felipe da Silva, de 16 anos, que mora no Semprebom, anda de skate há três anos e afirma que o esporte sociabiliza, além das manobras estimularem a atividade física, fazer bem à saúde e o afastar de coisas ruins.
 

Bom de bola, Benedito Fernandes um dia sonhou em ser jogador profissional.(Folha de Jataizinho nov/14)

Bom de bola, Benedito Fernandes um dia sonhou em ser jogador profissional.
Naturais de Jataizinho, os irmãos gêmeos Benedito Fernandes Pereirae João Fernandes Pereira, de 78 anos, nasceram em 1935, quando a cidade se chamava Jatay. “Aos 12 anos trabalhávamos na Olaria Domingos Diana, engraxando prensa e desbarbando telha. Desde aquela época me chamam de Bilé”, recorda Benedito, que após trabalhar na olaria, ajudou os irmãos Mario Inoe e Massami Inoe, como balconista no bar da rodoviária, localizado na atual Praça Frei Timóteo e o irmão na venda de secos e molhados. “Em meados dos anos 60, Jataizinho era bem menor e a única diversão era o futebol”, destaca.
          Prestes há completar 79 anos, Bilé recorda que aos domingos todos iam ao campo de futebol. E ele, como era um bom jogador, teve a oportunidade de jogar nas categorias amador, aspirante e juvenil do extinto Jatay Futebol de Regatas. “Jogamos até o fim do Jatay de Regatas e quase fomos profissionais. O antigo campo de futebol ficava nas imediações da hoje Rua Carmela Dutra e entre os jogadores, treinados pelo Domingão, estavam o Evilásio Rangel Cordeiro, Zé Silvério, Pancho, Cateto, Xôxo, Orídio, Dirceu Lopes, Fagá, Fiso Giavarina, além do médico José Maria Pinto”, afirma.
          Com partidas que não se restringiam apenas a Jataizinho, o time ia num caminhão, para Cornélio Procópio, Assai, Cambé, Rolândia, Fazenda Cachoeira, Londrina, Urai, São Sebastião da Amoreira, Rancho Alegre e outras localidades que não recorda mais. “Os jogos mais emocionantes eram contra o Estrela de Ibiporã e o São Paulo de Londrina, onde dificilmente perdíamos. Teve um jogo contra o São Paulo de Londrina, que emprestamos quatro profissionais de Cornélio Procópio. Ganhamos e eles queriam brigar devido o placar de 5 x 2, onde marquei um gol, atuando como meia direita. As partidas contra o Estrela e o Cruzeiro, de Ibiporã, também eram disputadas e, os jogos aos domingos, levavam muitas famílias ao campo”, afirma. Com satisfação de ter vivido esta época, Bilé recorda que o melhor jogador de Jataizinho foi o Pancho, que antes de vir para cidade, atuou como profissional, junto com o irmão, conhecido por Cateto.
Quase chegando a ser profissional, Benedito Fernandes foi trabalhar em Santa Bárbara do Oeste. Como morava próximo ao campo, não demorou a compor o time local. Por lá, enfrentou adversários como a Ferroviária de Araraquara. Porém, uma queda de bicicleta acabou com o sonho.
          De volta a Jataizinho, Benedito Fernandes vive com o irmão João Fernandes Pereira e a irmã Lázara Fernandes Pereira, de 74 anos. Já a mãe, Regina Matias de Arruda, faleceu há pouco tempo, aos 103 anos.“Ainda tenho muitas saudades dela. Mesmo aos 103 anos, ela não adoeceu. Aos poucos enfraqueceu por negar a se alimentar. Tamanha era sua participação na igreja, que seu aniversário de 100 anos foi comemorado pelo Apostolado, um grupo de oração da igreja católica”, afirma Lázara.
          Aposentado do futebol, Benedito resolveu contar um segredo: quando times de fora vinham a Jataizinho, ele e o irmão João, por serem gêmeos, alternavam, jogando um no primeiro tempo e o outro no segundo, trocando as camisas no vestiário. Como são gêmeos idênticos, os adversários jamais desconfiaram. “Isto foi em diversos jogos e não havia quem provasse a armação. Quem deu a ideia foi o Pancho, o Dorival Ribeiro”, finaliza.

Simpósio Afro Brasileirocomemorou o Dia da Consciência Negra e expôs questões pertinentes, como violência, liberdade de expressão cultural e religiosa. (Publicado em Nov 13 - Jornal Nossa Terra)

Com um público formador de opinião, o Afrorã, através do Simpósio Afro Brasileiro realizado no último dia 24 no Colégio Olavo Bilac, foi um sucesso de público e debateu questões pertinentes relacionadas ao negro, como religião, cultura e combate a violência. O simpósioteve exposição de trabalhos pedagógicos, artísticos, roupas africanas e afro-brasileiras, oficinas pedagógicas, danças afro, capoeira, ritmos de tambores e máscaras africanas de cerâmica. Houve mesa redonda, com exposição e explanação dos temas Juventude negra e movimentos sociais; Direitos Humanos e políticas públicas; Religiões de Matriz Africana no Brasil e; A capoeira e suas estratégias de libertação.
            Segundo o vereador Marcos da Ambulância, um dos organizadores do evento, o debate da Consciência Negra desenvolve o senso crítico, pois os alunos participam com perguntas e questionamentos, além de aprender uma cultura, algo diferenciado na formação. “Os estudantes do ensino médio são formadores de opinião. Ao debater cultura, religião e violência contra o negro, abrimos sua cabeça para analisarem o mundo de forma diferente. O negro é um ser humano igual a qualquer outro, mas é discriminado devido à cor da pele. Várias escolas fazem trabalhos baseados no assunto, onde trazem a tona problemas, que posteriormente contribuem para o mecanismo de entendimento sobre a questão racial”, relata. O vereador encaminhou um projeto de lei para o evento se repetir e ressalta que violência e racismo contra negros podem ser denunciados junto a seu gabinete.
            Uma das participantes da mesa redonda foi a vereadora de Londrina, Elza Correia. Incisiva em suas palavras, ela abordou a violência e os homicídios contra a população negra e afirmou que sem politicas públicas, não haverá garantia de Direitos Humanos. “O Brasil não respeita os Direitos Humanos, pois convivermos com dados vergonhosos. Somos um dos países mais violentos e nascer negro é uma situação de risco”. A vereadora citou que a desigualdade contra o negro é latente principalmente no mercado de trabalho, onde 44 % dos jovens estão na informalidade, enquanto o percentual atingecerca de 31, 3% dos jovens trabalhadores brancos.
Outro participante foi o geógrafo e chefe de gabinete da vereadora Elza Correia.Ele afirma que o dia da Consciência Negra é fundamental, concretizando como data comemorativa e de reflexão. “A Consciência Negra festeja o dia da morte do principal guerreiro afro brasileiro, Zumbi dos Palmares. É fundamental que todos voltem os olhos aos negros, pois eles compõem a população do país através da miscigenação, a qual nos orgulhamos. Assim, faremos valer o direito de todos os povos, quebrando preconceitos e paradigmas”, relata o chefe de gabinete.
Atuante na capoeira e nos movimentos sociais e culturais, Vanderlei Pires participou da mesa redonda e observa que o Afrorã é a construção da crítica e valorização relacionadas aos direitos dos negros. “O simpósio foi realizado num local onde há formadores de opinião. Em breve haverá resultados, pois os participantes observarão diversas situações de maneira diferente, além de haver maior entendimento sobre as questões dos negros, principalmente nas escolas”. Há trinta anos no movimento negro, ele diz que a capoeira emana do povo e tem vida, onde se desenvolve a comunicação corporal e transforma o ser.
            Uma das idealizadoras do evento e responsável pela confecção das máscaras de cerâmica, a artista plástica Maria Aparecida dos Santos atua na Fundação Cultural como ceramista. Ela cursou Educação Artística e aprendeu o ofício na graduação. “Nas religiões africanas, como o Candomblé, o barro e a cerâmica são representados pelo Orixá Nanã. Na história, a cerâmica foi usada para guardar alimentos ou como arte decorativa”. Quanto ao evento, inédito na cidade, ele representa uma luta, pois como educadora ela observa, em sala de aula, discriminação e intolerância religiosa. “O negro esconde e não manifesta sua cultura e religião. Quando falei com o vereador Marcos da Ambulância, disse que o evento deveria ser numa escola, pois a educação é a base da sociedade igualitária”, diz.

            Por fim, quem encerrou o Simpósio Afro Brasileiro foi o professor de capoeira Robson Arantes. Natural do Rio de Janeiro e morando em Londrina, ele afirma que Ibiporã tem diversas referências do movimento negro, além da participação dos alunos do Colégio Olavo Bilac ter sido enorme. “A escola é à base da educação. Aqui se quebra paradigmas que julga as religiões negras com preconceito”. Aos 36 anos, ele faz capoeira desde os oito anos e frequenta o Candomblé desde os 15 anos, onde conheceu em aprofundado a cultura afro brasileira. “Devido o processo histórico o negro foi colocado numa situação inferior. Ele foi trazido à força e escravizado. A inferiorização da sua cultura está no processo de barbárie a qual o submeteram. Mas, recentemente houve conquistas e leis, como as que valorizam a cultura negra nas escolas. Porém ainda existem radicais que oprimem os movimentos negros, seja matando pessoas ou apedrejando terreiros de Candomblé, ao consideram a religião como algo demoníaco”, finaliza. 

Lideranças do Novo Bandeirantes, em Cambé, solicitam benfeitorias para o bairro.


O engajamento transforma o meio social através da participação. Assim acontece no Novo Bandeirantes, onde recentemente três lideranças populares e comunitárias se reuniram a fim de propor ações efetivas ao executivo no intuito de melhorar o bairro. Estas lideranças são o presidente da Associação de Moradores, Silvio Adão; Osvaldo Ferreira (Cabeção), que já foi presidente e; Rogério Custódio, que mora há quatro anos na região. “Foi encaminhado um ofício e um abaixo assinado com mais de 250 assinaturas ao executivo municipal, solicitando a revitalização da praça na Rua Rocha Pombo, um local de lazer para as famílias. No pedido consta a implantação de academia ao ar livre, parque infantil, bancos, rampa para deficientes e corrimão nas escadas. O pedido foi bem aceito e conforme a prefeitura, em breve serão tomadas as devidas providências”, diz Silvio.                                                                                              
Aos 44 anos, nascido e criado na região, ele observa que nos últimos anos houve um grande crescimento do bairro e a estrutura acompanhou a demanda através da construção de creche, posto de saúde, escola e colégio. Mesmo assim, como presidente da Associação de Moradores, ele cita que há necessidade da elaboração de projetos que fortaleçam a comunidade e tire jovens e adolescentes das ruas. “As lideranças comunitárias lutam pelo bairro, que possui cerca de oito mil habitantes. Hoje, graças à articulação política, recebemos bastante ajuda do executivo municipal. Mas ainda cabe a população se engajar para ter um diálogo transparente com os políticos, no intuito de obter mais conquistas”, declara.                                                                                   
Foi o exemplo da academia ao ar livre do Jardim Morumbi que motivou Rogério Custódio a sugerir ao Silvio Adão a implantação do modelo no Novo Bandeirantes, uma vez que o local é um atrativo para idosos e crianças terem mais saúde e qualidade de vida. Além disso, ele solicitou a administração municipal o recape de algumas ruas do bairro e a troca de pontos do ônibus antigos em mal estado. Engajado nas questões populares, Custódio ressalta que seus filhos são bem atendidos pelo município, onde estudam de manhã e a tarde participam de projetos ligados aos esportes, artes e informática. “A população deve participar e lutar pelas causas populares no intuito de melhorar as condições do bairro. Isto é cívico e contribui nas transformações”, diz.           
O presidente da associação de moradores, Silvio Adão, reacende o debate e afirma que a comunidade também deve apresentar projetos. Além disso, após a difusão da internet a população está mais consciente e acompanha atentamente o que ocorre no meio político. “A sociedade está midiatizada e reconhece o valor de quem trabalha. Sempre participo da Tribuna Livre na Câmara dos Vereadores e acredito que a região do Novo Bandeirantes pode se desenvolver ainda mais, além de nestas eleições eleger mais de um vereador para representá-la”, afirma.                                                                                         
Ex-presidente do bairro e uma das lideranças que sempre buscam melhorias, Osvaldo Ferreira, o popular Cabeção, vislumbra inúmeros projetos, como por exemplo, a construção de um restaurante popular. “A Associação de Moradores tem muitos projetos, como pontos de ônibus na Rua Barão do Cerro Azul com proteção nos dias de frio, sol e chuva. Em breve encaminharemos um oficio para a prefeitura e vamos cobrar as empresas de ônibus, uma vez que ali circulam as linhas 307, 314, Ana Elisa e Silvino. Há vários modelos a serem copiados e a população deve coibir o vandalismo. O povo de Cambé merece isto”, afirma Osvaldo Cabeção, que teve um papel histórico ao liderar e representar junto ao DER, numa parceria com o Ministério Público, a mudança do projeto de travessia na PR 445, hoje uma passarela nivelada com a rua. 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Nova geração teatral surge em Cambé através do apoio da FUNCAC.


Os últimos anos tem sido de grande efervescência e realizações para o teatro em Cambé em eventos que tem chegado a várias cidades da região. Esta mobilização em torno de jovens talentos tem sido possível graças a uma produtiva parceria da Funcac (Fundação Cultural de Cambé) com o ator, diretor, dramaturgo e poeta Valdir Rodrigues, além do notável empenho e interesse de Márcio Berguin Martin e José Anésio Montini em prestigiar a cultura da cidade através de oficinas gratuitas para crianças e jovens.                                   
Valdir Rodrigues é poeta desde os anos 90, tem um livro publicado e outro para ser lançado ainda este ano; realiza recitais e performances de poesia em eventos e abertura de shows (como fez na Expo Londrina em 2005) e colabora com blogs no Brasil e Europa. Ele é criador do neo-romantismo literário e escreve peças modernas e de curta duração no estilo chamado de Nova Dramaturgia. Rodrigues morou alguns anos em Portugal e tem um intercâmbio permanente com artistas europeus (como o escritor José Bivar). Por aqueles mares, Valdir escreveu textos para grupos teatrais; atuou e se apresentou com o monólogo “Quando eu morrer, quem vai chorar por mim?” no III Festival Internacional do Algarve (2008). Em Londrina ele coordena o Núcleo Teatral do “Batuque na caixa”, projeto que também tem parceria com a Funcac nas oficinas de literatura realizadas na Praça CEU e com grandes resultados em 2015. 
Seu trabalho de formação de atores em Cambé vai além da arte de atuar, pois Valdir Rodrigues dá acesso ao seu conhecimento literário e a outras funções que permeiam o espaço cênico como iluminação, direção e sonoplastia. Por isso, talentos como Anna Bacinello, Maria Eduarda Trevisan e Dayane Bueno já colaboram nas montagens da turma.                                                  
Nestes últimos anos, montagens infanto-juvenis como “Ninguém tem mais medo de monstros”; “Malas a Estibordo” e “A mulher que pensava ser esperta” foram apresentadas ao público de Cambé e região em locais fechados e praças públicas, sempre com apoio da Funcac. Para o público adulto, Rodrigues encenou “Quando eu morrer, quem vai chorar por mim?” com a trilha sonora inédita de Aldo Moraes e direção de Anna Bacinello. Este ano, ele também dirigiu “A Paixão de Cristo” em Cambé.      
                                                            
Este trabalho de formação, com amplo acesso a cultura e cidadania promovido pela Prefeitura de Cambé e Funcac é um exemplo a ser seguido, pois permite um futuro melhor para as novas gerações e a garantia de um dos maiores patrimônios que uma cidade pode ter: preservação de sua memória através da cultura e educação cidadã!

Rede Borsato e Azulini inaugura posto de combustíveis na Luiz Carlos Zani.

     Ibiporã e região ganharam uma nova opção de combustíveis a baixo custo e também uma loja de conveniência. Trata-se do Posto Castelo Branco, inaugurado no inicio de mês e que funciona onde era o Posto Petroxim, na Avenida Luiz Carlos Zani. Segundo a gerente, Jaqueline de Almeida, o espaço possui troca de óleo, amplo estacionamento, box para troca de óleo, banheiros, calibrador e loja de conveniência com produtos diversos, como refrigerantes, cervejas, sorvetes, carvão, gelo e outras mercadorias.     


     Funcionando das seis às 22 horas e aos domingos das sete as 20hs30min, o Posto Castelo Branco possui total segurança e aceita os cartões Cooper Card, Master e Visa. “A Rede Borsato e Azulini é de Londrina, onde têm postos na Saul Elkind, Jardim Piza, Faria Lima, Santo Amaro (Cambé) e também na cidade de Califórnia. O Posto Castelo consolida a sétima loja do grupo, uma empresa familiar que investiu muito dinheiro em Ibiporã ao ver uma oportunidade de expandir os negócios”, pontua a gerente. 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Público em movimento, por Aldo Moraes para o Jornal Nossa Terra de Ibiporã


No início dos anos 90, quando adentrei as salas do Centro de Estudos Supletivos em Londrina, conheci professores maravilhosos e pude compartilhar idéias próprias sobre música e literatura. Era um período de grande confusão política no Brasil e de muitas carências tecnológicas e econômicas. Mas a cultura vivia uma grande efervescência com a abertura democrática.                                   
Muita coisa mudou desde então e hoje vivemos a agitação da internet e das redes sociais em que o público interage com artistas e personalidades e também muitas vezes é convidado a colaborar com trechos de músicas, livros e filmes. A rede também é o canal onde se testa a popularidade do que vai ser depois apresentado no palco, na TV, teatro e no cinema.                                                 
A grande sacada dos tempos atuais é que o público passou a interagir com a solução e mudança de rumos em grande parte das obras culturais e do entretenimento. Um grupo de maracatu pernambucano pode ser visto numa rua em Nova Iorque ou o show de um grupo de rap americano pode ser projetado no interior do Paraná, tudo pela internet e em tempo real. Ou seja, as fronteiras da língua e dos hábitos culturais diminuíram profundamente.                                               
Mesmo um movimento de massa como uma telenovela que mobiliza milhões de pessoas, o público muda os rumos de personagens e de núcleos inteiros quando por algum motivo se desinteressa ou não concorda moralmente. Isso era impensável em décadas atrás.                                                                     
Escritores consagrados continuam na solidão do escritório criando versos e personagens imortalizados na memória afetiva do público, mas buscam experiências como a auto-colaboração pela internet.  Nesse contexto, os leitores ajudam com frases e idéias que são juntadas e participam do todo em um romance ou livro de contos.                                                                                       
Na música, orquestras européias lançam uma introdução instrumental em busca de continuidade que vem de musicistas de todas as partes do planeta. Tudo on line, através das chamadas “obras abertas”, que são finalizadas quando o sistema eletrônico se fecha e todos conferem o que vai rolar. Caetano Veloso experimentou o formato de incluir sugestões do ouvinte no CD “Zii e Zie”. As surpresas são parte do processo e o público é parte integrante em tudo.   
                                                                                                                     
Plataformas como youtube, facebook, blogs e instagram são verdadeiros veículos de comunicação ilimitados com todo tipo de assunto, onde por vezes o público interage com o artista ou utiliza o espaço para avaliar e criticar obras e produtos culturais. O espaço de experimentação chegou a bibliotecas, museus e palcos em várias partes do mundo. Se for moda ou um intervalo entre algo que ainda surgirá, temos de esperar para avaliar.                                                               
O sucesso ou fracasso momentâneo acontece todos os dias, mas como no passado todo trabalho que tem base sólida permanece e continua influenciando gerações. O que vai surgir daqui prá frente é algo que não temos domínio, mas com certeza aquelas professoras de coração e mente aberta que me receberam há 25 anos tem grande influencia na maneira espontânea com que recebo as novas tecnologias.
                                                                  
Obrigado Professoras Marilza, Lídia, Natasha e Divanir Cyrino!