terça-feira, 12 de agosto de 2008

Mexico III - Movimento Zapatista



México II



México

Apesar de discriminado, grafite tira jovens e adolescentes de situações de risco

O hip-hop, representação artística das periferias que surgiu na década de 70, no bairro do Bronks, em Nova York, é a junção de quatro elementos: break, que é a dança; o MC, Mestre de Cerimônias, que canta; DJ, que é a pessoa responsável por tocar as músicas; e pelo graffiti, que são as pinturas feitas a partir de spray.
Este último elemento, o grafite, segundo Tadeu Alberto Júnior, conhecido na cena hip-hop por Carão, é uma arte milenar, inspirada na pictografia, antigos desenhos feitos nas cavernas desde o principio da humanidade. No entanto, Carão diz que se antigamente eram usados materiais como a pedra, folhagens, madeira e ossos para fazer as imagens, hoje o spray substitui tudo isso, dando qualidade e agilidade aos trabalhos.
Trabalhando como arte-educador no projeto Pe. Leonardo Murialdo, que é mantido pela EPESMEL, Carão diz que não aprendeu o grafite sozinho. Com aptidão para desenhar, começou a desenvolver-se a partir de aulas em oficinas de grafitagem.
Ciente de que um arte-educador deve ser uma pessoa engajada e preocupada com as questões sociais, Carão aborda que o grafiteiro, da mesma forma que o MC, constrói seus trabalhos a partir do que acontece ao seu redor. “Não podemos ficar restritos somente à periferia, mas devemos abordar temas mais profundos, como política e sociedade”, diz.
O engajamento se faz necessário devido o grafite ser uma ramificação da pixação, ser marginalizado e visto como algo errado ou uma depredação. Porém, durante as aulas na EPESMEL, é criado, nos alunos, a consciência de que o grafite é uma arte que exprime a angústia e a luta dos oprimidos contra seus opressores. “Existe a busca pela transformação social do aluno, que muitas vezes pode estar em situação de risco, ou exposto à violência. O grafite é uma oportunidade para os que tem habilidades para desenhar, desenvolver técnicas e no futuro, expressar sua arte de outras formas, como na pintura de quadros e telas”, completa o arte-educador.
Apesar de não haver o retorno financeiro esperado, Carão diz que o reconhecimento do serviço prestado à comunidade, ao resgatar um adolescente do crime, é a maior gratificação que se pode receber.


Reconhecido pelo talento, Carão participou de vários encontros de grafiteiros

Além de dar aulas na EPESMEL, Carão e o amigo Hugo Fabiano Rocha, que também é arte-educador, já participaram de vários encontros de hip-hop e de grafitagem. Em um deles, o Encontro Paranaense de Graffiti, realizado em setembro de 2005, em Mandaguari, a dupla ganhou o primeiro lugar, onde a disputa, ou “batalha”, era fazer um desenho free-style (estilo livre), num tapume de madeiriti de 1,50x2,10. “Enquanto os MC cantavam, a gente fez um desenho em três tapumes”, conta Hugo.
Mas este não foi o único evento que participaram. Carão e Hugo participaram de mostras não competitivas em Londrina, São Bernardo do Campo e Curitiba, sendo que esta, em outubro de 2005, foi a de maior repercussão, pois havia grafiteiros de várias capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. “Neste evento, em Curitiba, éramos os únicos do interior e até tinha uns gringos vindos de Santiago, no Chile e de Los Angeles, dos Estados Unidos”, completa Hugo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Quando o sonho da casa própria é real

Famílias deixam fundo de vale para viver a realidade da casa própria.

A entidade “O Ylê Axé Òpó Omin I”, fundada em 17 de dezembro de 1988, teve grande influência para que diversas famílias que moravam no fundo de vale do Aquiles Stenghel, conquistassem o direito à casa própria. A entidade é fundamentada na cultura africana e tem sua origem espiritual na mesma. “Nossa missão partiu da vontade de fazer um trabalho social. Oferecemos almoço a crianças carentes”, diz Terezinha Pereira da Silva, 48, que mora no Maria Cecília e coordena a entidade que atende em torno de 221 famílias do Vale da Lua, Vale do Sol, Primavera e Jardim dos Campos. “O Ylê Axé Òpó Omin I” leva a cidadania aos mais carentes através de oficinas culturais e o combate a pobreza, oferecendo um ofício e trabalho aos interessados. Há palestras de combate a dengue, Lei Maria da Penha (que defende o direito das mulheres), cidadania e parceiras com a Universidade Estadual de Londrina, com a “Universidade sem fronteiras”.
Quanto à conquista das casas, Terezinha relembra como foi o processo de invasão do fundo de vale. “Muitas pessoas não tinham condições de pagar aluguel. Em 1995, várias famílias invadiram o fundo de vale e deram início ao Vale da Lua. Em 1997 começou o Vale do Sol”, diz. Na ocasião, os moradores corriam riscos com a água contaminada, enchentes e falta de energia elétrica. Foi implantada a ‘torneira comunitária’ e a ‘energia elétrica comunitária’. Apesar disso, alguns moradores obtiveram dificuldades em pagar a energia, pela falta de emprego. “A COPEL não quis instalar energia individual devido à invasão ser um terreno irregular”. Observando que as dificuldades somente aumentavam, a comunidade se organizou e no ano de 2002, após diversas assembléias e reuniões na Prefeitura e na COHAB tiveram como resposta a remoção das famílias. Em 2005 as primeiras casas começaram a ser entregues no Jardim Primavera.
Uma das beneficiadas é a doméstica Idelzuita Valéria de Souza, 45. “Tinha muitas dificuldades para arrumar emprego porque não tinha comprovante de residência”, diz. Sua vida mudou. Se antes morava num fundo de vale, hoje mora numa casa de 57m² com quintal de 200m². “Planto árvores frutíferas e diversas ervas. Assim como eu, quero que outros conquistem suas casas”, afirma Idelzuita, com orgulho.
Carlos Eduardo Afonso, presidente da COHAB, diz que ao todo serão entregues 257 casas até o inicio de novembro. 66 casas já estão ocupadas e são em torno de 70 operários, da região, que executam a obra.

domingo, 10 de agosto de 2008

Eles ainda são muito novos, mas aprendem na prática as funções de um legislador.

São os vereadores mirins de Ibiporã, que tem muita seriedade e respeito ao município.

Muitos adolescentes que estão na faixa etária dos 14 a 15 anos, exercem atividades saudáveis como a prática de esportes, a dedicação aos estudos ou estabelecem relacionamentos pela internet. Em Ibiporã essa realidade não é diferente. Porém, existe um grupo de estudantes que estão preocupados não apenas com o bom rendimento escolar, mas também com as necessidades do município. Eles são os vereadores mirins, que formam um grupo de vinte pessoas que se reúnem uma vez por mês, na Câmara Municipal, para discutir e procurar das encaminhamento político aos problemas da cidade.
O mandato, que dura um ano e não dá direito à reeleição, conta com estudantes de 10 escolas públicas e particulares da cidade, que estão na 7ª ou 8ª série do Ensino Médio. Quanto à forma de escolha dos eleitos, ela é feita da seguinte maneira: Os alunos com as melhores notas são convidados a fazer uma redação com o tema “O que é ser um vereador”. Após a seleção do grupo mais qualificado, é feita uma eleição, onde os dois alunos mais votado tornam-se os representantes da escola no Legislativo Municipal. As reuniões, presididas a cada sessão por um vereador-mirim diferente, tem o caráter pedagógico, visa à cidadania e traz a situação da Câmara para os jovens. O projeto, que é um dos mais antigos do Paraná, está na sua 11ª Legislatura e surgiu em Junho de 2007, através da Resolução 01/97, de autoria dos vereadores João Toledo Coloniezi e Lourdes Narciso.
Nas reuniões, engana-se quem pensa que tudo não passam de brincadeira. No plenário, a coisa é séria. Em pauta, assuntos polêmicos relacionados ao município, como a falta de iluminação nos bairros, asfalto, melhorias nos hospitais e postos de saúde e principalmente temas ligados à infra-estrutura. Após a discussão, a pauta vira Projeto de Lei encaminhado a Câmara dos Vereadores de Ibiporã para que se tome as devidas providências. A iniciativa, tanto dos vereadores, quanto dos alunos voluntários, ajuda em muito a administração da cidade ao trazer problemas da comunidade, por quem mora lá, além da representatividade, participação e sensibilidade dos vereadores-mirins ser valorizada. Além do encaminhamento dos projetos de lei, tudo o que é discutido nas sessões fica arquivado e os alunos devem pesquisar a origem do nome da escola onde estuda. Na última sessão, foi apresentada a história de Antônio Iglesias, mesmo nome de uma escola.
Admiração dos amigos é o que não falta, diz o vereador-mirim Pedro Henrique dos Santos, aluno da Unidade Pólo, de 14 anos. “Aprendo muito e essa é uma boa experiência para minha vida. Sei como funcionam os ritos de uma sessão e muitos queriam estar no meu lugar”, relata Pedro. Pedro, como os outros adolescentes, de sua idade, está na faixa etária onde o ser humano começa a criar valores, a participar da sociedade e escolher o que pretende ser no futuro. A Câmara-Mirim desenvolve o senso crítico e traria, no futuro, pessoas mais capacitadas para a Gestão Pública, já que muitos que concorrem ao pleito, ao menos sabem o que faz um vereador.
Ao fim da Legislatura, a cada dois anos, os vereadores-mirins são levados a Curitiba para conhecer a estrutura administrativa estadual e as relações existentes entre as instâncias dos poderes Municipais, Estadual e Federal. Na capital são mostradas leis que amparam as reivindicações, para onde devem ser encaminhadas, códigos de postura, leis orgânicas e a Constituição. Isso são ferramentas que ensinam na prática o que pode amparar as necessidades. Assim aconteceu com Jonathan Vinícius Rossato, que estuda no 3º ano da Unidade Pólo e mora no Jardim Pinheiro. Ele aprendeu muito na Câmara, em 2004, e hoje aos 17 anos é professor de informática. “Aprendi em termos de política e exerço minha cidadania quando preciso do Poder Público para buscar meus direitos e melhorias para Ibiporã.” Consciente do papel que exerceu, dá um recado aos futuros vereadores-mirins: “As próximas gestões tem que ser levadas a sério, dando continuidade ao projeto e acatando os projetos de lei de iniciativa popular”, frisa o professor.
Se questionados quanto à política atual, os vereadores-mirins, em unanimidade respondem que todos devem ter senso crítico aguçado e acompanhar noticiários de TV, ler jornais e revistas que tratem do tema. “Os políticos devem cumprir as promessas de campanha, diminuir a desigualdade social e ter uma visão voltada aos mais pobres”, diz Laressa Evelyn Buachak, aluna da 8ª série do Colégio Olavo Bilac. Aos 14 anos, Laressa é a presidente da Câmara e na redação que a selecionou, escreveu que iria fazer valer o direito dos cidadãos e melhorar a sociedade, mesmo sendo uma adolescente. “Tem valores que melhoram a cidade com projetos pequenos, mas que chegam as instâncias do poder. A sociedade deveria observar que não existe apenas políticos corruptos. Há os de boa índole e coerentes”, diz Laressa, que finaliza com a seguinte frase: “Esse projeto dá voz aos pequenos que pensam grande”.

O período das reuniões variam. A próxima está marcada para 13 de agosto, às 17 horas, na Câmara Municipal.

sábado, 9 de agosto de 2008

Artista plástico uruguaio revela em suas obras o universo do realismo-fantástico


    Radicado há mais de 30 anos no Brasil, Ariel Freire conta com muitos quadros no exterior Quando o artista plástico Ariel Freire, 63 anos, morador do Maria Celina (Londrina), saiu de Flórida, uma pequena cidade no sul do Uruguai, para visitar uma pessoa que morava em Londrina, não imaginava que hoje ela seria sua esposa. Ele se recorda, que chegou à cidade em 1986 e não conhecia ninguém. Como já pintava, colocava seus quadros no Calçadão do centro, até que um dia, o artista plástico Agenor Evangelista viu suas obras e o convidou para expor em mostras de Arte Zumbi dos Palmares. Autodidata e com quadros em diversos catálogos, Ariel produziu nestes últimos mais de 30 anos, em torno de 350 quadros, que estão espalhados no Brasil, Suécia, Uruguai, Argentina e Cuba. As obras, que expressam o realismo fantástico, foram feitas a partir do lápis de cor, grafite, tinta olho e pastel de terra sobre telas e cartolina. Com vocação para a pintura, na infância, fazia figuras de casas, barquinhos e copiava outros desenhos. Porém, o estilo surgiu quando Ariel se enveredou por diversas leituras sobre a América Latina, ufologia e por ter morado dois anos em Córdoba e Mendoza, na Argentina. “Nesses locais, existem edificações incas que estão encobertas pela mata, como algumas pirâmides na selva Amazônica”. Identificando-se com as raízes latino americanas, o artista plástico diz que as lendas que retratam a vida pré-colombiana, como o popol-vuh, escritos indígenas dos maias que descrevem a criação do mundo e as três fases da evolução do homem (barro, madeira e carne e osso), lhe inspiram e constituem várias obras de outros artistas latino americanos, como livros e quadros. Contrário ao neoliberalismo e a globalização, pois “não tem conceitos éticos, mas comerciais que massificam a cultura e tiram a sensibilidade do homem, que não mais se comove diante das fatalidade que se tornam banais”. Ariel diz que a busca pela nossa origem é algo intocável e que muito deve ser aprendido, através da leitura e apreciação de quadros e livros. Além das paisagens, o uruguaio faz retratos e divulga suas obras através de exposições, amostras no calçadão, feiras e eventos ao qual é convidado. Com o conceito arte-pintura-cultura, ele projeta, no futuro, fazer uma pequena exposição com a temática da Zona Norte e expô-los, aqui mesmo na região. “A Região Norte ter vida própria e várias coisas positivas, pois aqui fixei minhas raízes”.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Notas sobre as eleições municipais.

Em Ibiporã: Segundo o Cartório Eleitoral, nesse ano não haverá alteração no número de cadeira no Legislativo. Ao todo são nove vagas, de acordo com a quantidade de eleitores cadastrados, que em Ibiporã é exatamente 34.409, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para quem não sabe, o Cartório Eleitoral cuida do Título de Eleitor, Registro de Candidaturas e prepara a eleição. Os funcionários do Cartório passam por treinamentos e disseram que as urnas eletrônicas já chegaram a Ibiporã. Ao todo são 98 locais de votação e a cidade possui 110 urnas, caso ocorra algum imprevisto.

No inicio de agosto começam a ser notificados os mesários que trabalharam no dia da eleição. Os cargos consistem em: Presidente, 1º e 2º mesário, 1º e 2º secretário. O treinamento, que será no Tribunal do Júri do Fórum, é de um dia.


"Dê uma aula de Cidadania nestas eleições. Seja mesário voluntário."

Com esse slogan, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e Assembléia Legislativa convidam todos os paranaenses aptos a se candidatar voluntariamente para trabalhar como mesário no dia da eleição. Um mesário recepciona e orienta os eleitores, coordena trabalhos da mesa receptora de votos e colabora com a realização das eleições. As inscrições podem ser feitas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), pela internet, no site http://www.tre-pr.gov.br/ ou procurar o Cartório Eleitoral em Ibiporã, que fica na Avenida dos Estudantes, 351, com o Título de Eleitor em mãos. Ele funciona de segunda a sexta, das 8hs30min às 11 horas e das 13 às 17 horas. Como estamos no período eleitoral, o cartório funcionará aos sábados e domingos, das 13 às 17 horas.
Os voluntários ganham dois dias de folga por dia de convocação, vale alimentação no dia do pleito e aos estudantes universitários são vinte horas extracurriculares. Em caso de empate no Concurso Público, é critério de desempate, caso haja previsão em edital.
Vamos lá participe e exerça o papel da cidadania. Ser mesário voluntário significa saber que um país cresce com o seu povo e que cada cidadão deve fazer parte no processo democrático. Além disso, ele dá condições para que os eleitores possam exercer a cidadania, garantindo a transparência do processo democrático.


Fiquem em alerta!

Na data da eleição poderá ser feita apenas a "manifestação silenciosa", onde o eleitor poderá ir com a camiseta do seu candidato votar. O agrupamento de pessoas com camisetas de candidatos, a distribuição de santinhos e carros de som estão proibidos. Se houver flagrante, a pessoa será encaminhada a um local fechado e liberada ao fim da votação. Se houver agravante, a pessoa sofrerá processo penal.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Bolsistas do ProUni terão oportunidade de fazer estágio na CEF

O Ministério da Educação assinou convênio com a Caixa Econômica Federal para oferta de estágio em suas unidades administrativas aos bolsistas do ProUni. Podem concorrer às vagas todos os bolsistas que estejam com matrícula ativa, cursando a partir do 3º semestre para os cursos com duração de três anos, e a partir do 5º semestre para os cursos com duração de quatro ou cinco anos.
Os interessados devem se cadastrar nos CIEE (Centro de Integração Escola-Empresa) ou pela internet. Após se cadastrar, o bolsista deve aguardar o chamado para uma entrevista junto à CEF. Em Londrina, o CIEE funciona na rua Belo Horizonte, 677. O telefone é 33228775 ou 33224226.

domingo, 3 de agosto de 2008

Transtorno: Moradores e comerciantes da Saul Elkind reclamam do estado de conservação da via

Os serviços de esgoto, coleta de lixo e pavimentação não atendem a demanda da ZN. A população está descontente e pede solução imediata.
Os buracos no asfalto da Saul Elkind são motivos para reclamações de moradores e comerciantes da ZN. Domingos Alves de Almeida, 76, mora na Saul desde 1977 e afirma que o problema não está presente apenas na avenida, mas em toda a cidade. “Não adianta recapear. Quando chove a enxurrada leva os pedriscos e os buracos voltam, piores ainda”, diz o aposentado. Não é apenas o estado da via que preocupa os moradores. Motoristas e motociclistas são afetados diretamente. “Os buracos são terríveis. Estragam o alinhamento e o balanceamento dos carros”, diz o taxista José Nunes dos Santos, 53, que mora no Sebastião de Melo. Segundo o cabo Heraldo, da 4ª Companhia do Batalhão da Policia Militar, os buracos causam problemas de risco público. “Uma ocorrência, que envolve acidente, pode envolver até seis viaturas”. O cabo afirma que a insatisfação da população é vista quando procuram a Companhia para resolver problemas de sinalização. O resultado direto, desta falta de conservação, se vê presente em algumas residências. Edilson Ramos, 42, mora na Rua Garça Real, no Violin. Em meados de novembro de 2007, Edilson e sua família perderam todos os móveis após uma grande enxurrada que destruiu um muro e a dependência que ficava nos fundos de sua casa. “Foi acionada a Prefeitura, os Bombeiros e a Defesa Civil. Mas nada de concreto foi resolvido. Quem está no Poder Público é muito frio e não analisa as questões do povo com sensibilidade”, diz revoltado o morador que tem uma filha de dois anos e diariamente convive com ratazanas e cobras oriundas de uma fossa em seu quintal. “Tenho medo da dengue”, confessa Edilson. O ZN verificou que a família, na última conta de água, de R$92,14, paga R$38,56 de esgoto. “Pagamos impostos, mas não há nenhuma providencia do poder público”, diz Edilson. Quem trafega na Saul, esquina com a Rua Avinhado, percebe que não há calçamento adequado no local. Segundo o comerciante Paulo Barros, é comum, pedestres escorregarem nessa esquina, torcer o pé e se machucarem. “Estamos mal representados”, diz Paulo, que também critica a coleta de lixo, que ocorre a cada dois dias. Paulo diz que isso prejudica a paisagem, gera odores ruins e o acúmulo de cachorros que rasgam os sacos de lixo. “A cada dia que passa a região da Saul Elkind se fortalece comercialmente. Porém, os recursos de infra-estrutura não são aplicados de forma correta para atender a demanda”, completa. Procurado em seu escritório, o atual secretário de Obras, Aloysio de Freitas, disse que, em relação ao asfalto, o que pode ser feito, como medida paliativa, é o cidadão ligar para o setor de obras e solicitar a pavimentação da via afetada. “Temos três equipes e 45 homens para atender a cidade”. O telefone de contato é 33724194. Quanto ao serviço da SANEPAR, que fora executado de forma irregular, a assessora de imprensa da Companhia, Carina Paccola, afirma que, quando a SANEPAR não cumpre o prazo da reconstrução das calçadas, os moradores devem ligar para o 115. A redação do ZN fez esse contato e ficou mais de cinco esperando para ser atendida. Após isso, foi informado que o usuário deve ter em mãos o número da matricula e o prazo de solução é de 1 a 10 dias úteis. No caso da coleta seletiva, Valdir Roberto, fiscal da CMTU, diz que os moradores e comerciantes da Saul devem se reunir e requerer, junto à companhia, um pedido para coleta diária. “Deve existir um documento que explique a situação. Um representante da comunidade deve ser destacado e protocolar um pedido na CMTU, com diversas assinaturas. O prazo de análise pode chegar até trinta dias úteis”. Conforme o fiscal é gerado um protocolo e o pedido é analisado pelo diretor da área, onde será deferido ou indeferido. “Provas materiais como fotografias de lixo, agilizam o processo”, completa.