Com dificuldade para comprarem um terreno, construírem suas casa e pagarem as prestações, 20 famílias que vagavam pelas ruas em barracos de lona resolveram invadir uma propriedade que fazia parte dum sítio. O dono das terras foi indenizado pelo estado, o que tornou a invasão um sucesso, atraindo para lá outras pessoas que também não tinham para onde ir.
Romualdo, sua mãe e irmã foram seus primeiros moradores. De braço firme e forte, trabalhava como servente de pedreiro e gostava muito do que fazia. Orgulhava-se de ter construído, com as próprias mãos, a casa de dois quartos, sala conjugada com cozinha e banheiro, onde morava.
Sensato e do tipo que não mede esforços nem economiza força física nos serviços braçais, era bom em bater massa de concreto, carregar tijolos, quebrar pisos e parede. Quando aparecia uma oportunidade para ganhar dinheiro que lá estava ele com sua pá, marreta ou colher de pedreiro.
Hoje o Buraco Fundo — chamado assim por estar localizada em uma depressão próxima a um rio — tem mais de sete mil habitantes ou 1.200 famílias, distribuídas em casas de madeira, alvenaria, lona ou madeirite.
Os problemas desse lugar aumentaram na mesma proporção de seu crescimento. A favela, que abrigava miseráveis e desempregados, se transformou num local propício à criminalidade. O Buraco Fundo, habitada por famílias humildes, virou um caos devido aos assaltos, roubos e homicídios. Lá se parecia em muito com o inferno.
Romualdo tinha na memória o dia que um rapaz entrou na casa dum morador, desligou a TV, colocou-a debaixo do braço e saiu como se nada estivesse acontecendo. Os roubos eram feitos assim, à luz do dia. A lei era imposta pelo crime e pelo medo.
Lá era tão perigoso, que os caminhões que abasteciam o comércio dificilmente entravam no bairro. Os marginais ficavam escondidos esperando, por exemplo, pelos entregadores de leite. Depois da ação, não sobrava leite nem dinheiro. Para uma encomenda chegar a seu destino, a polícia precisava ser avisada do horário da entrega a fim de escoltar o caminhão.
No Buraco Fundo, as modalidades de crime não se restringiam a assaltos e furtos a casas e estabelecimentos comerciais. Havia também os que atacavam os coletivos. O estado de calamidade chegou a tal ponto que os ônibus pararam de entrar no Buraco Fundo e os seus moradores eram obrigados a caminhar mais de um quilômetro para embarcar.
Não suportando mais essa situação, a população se uniu para eliminar a violência. Organizaram-se secretamente e decidiram que a ética e a moral seriam os principais lemas na favela. Não tolerariam mais as infrações que tanto prejudicavam os que se sacrificavam para comprar seus bens. Por unanimidade, a assembléia decidiu puni-los com a expulsão. Caso não saíssem, suas casas seriam incendiadas com tudo dentro. Isso serviria para que os “pilantras” parassem de amedrontar os moradores e sentissem na pele o horror proporcionado por essas ações violentas. A punição era severa, porque o sofrimento imposto pelos bandidos não era pequeno. Assim, eles saberiam que um deslize ou escorregão poderia lhes custar caro. Seria mentira se falássemos que essas medidas radicais aconteceram da noite para o dia. O combate ao crime iniciou-se com a revolta da comunidade que denunciou e identificou os criminosos. Como resultado, muitos infratores se mudaram do Buraco Fundo ou foram presos. Assim, o cidadão, pai de família, podia ir trabalhar sossegado. Ele sabia que, ao voltar, encontraria tudo como deixou. Apesar da violência ter caído a quase zero, haviam aqueles que, expulsos, guardavam ódio da associação.
Quanto a Romualdo, este sonhava em ser engenheiro civil, daqueles que constroem prédios, mansões, armazéns e barracões. Sua vontade era imensa. Quando não estava nas assembléias ou se dedicando a alguma obra, aproveitava para ler tudo o que encontrava. Adorava matemática, português, história, geografia, literatura e, principalmente, Ciências Sociais. Seu engajamento na associação dos moradores mostrava o seu interesse pelos problemas sociais, como exclusão, fome, miséria, criminalidade, ou seja, pelos distúrbios causados pelo capitalismo.
Nas reuniões, sempre tinha uma opinião a dar quando o assunto era os problemas da comunidade. Parecia um professor ou um orador expondo suas idéias a uma interessada platéia. Um dos temas que mais abordava era a exclusão social. Ao ler os livros de sociologia que ganhou dum estudante, viu-se na situação retratada pelo autor: um ser excluído socialmente e, devido ao sistema capitalista, obrigado a ganhar pouco para que a inflação não aumentasse. Revoltava-se e os ataques ao capitalismo ficavam claros em seus discursos.
A platéia se envolvia logo com suas palavras, pois aqueles “personagens excluídos” eram eles e aquela situação, a sua realidade.
Para os que haviam morado na zona rural, Romualdo explicava de maneira inflamada que o capitalismo era o responsável por colocá-los à margem da sociedade e levá-los para as favelas.
— O modo de produção capitalista covardemente tirou o trabalhador do campo. Eles nos degradaram e mudaram nossos costumes. Muitos de nós fomos obrigados a trabalhar somente pela comida — discursava Romualdo.
Com a retórica de um político, emocionava seus ouvintes. Era só tocar na palavra capitalismo que os olhos dos que estavam na platéia brilhavam. Quando dizia que muitos morreram pela ambição e crueldade desse sistema, eles se transformavam. Sua inspiração era Marx.
— Devemos destruir quem vive à sombra do capitalismo para que o homem possa viver em harmonia.
Era assim em todas as assembléias. Ele tinha a convicção de que havia formas de melhorar as condições sociais dos miseráveis.
O Buraco Fundo deixou de ser um local perigoso. Agora, reinavam os debates e as discussões políticas.
Com o tempo, a violência quase desapareceu e o povo estava mais interessado em resolver outros problemas. Romualdo percebeu que deveria ser menos teórico e idealista e partir para a prática. Tinha que propor algo novo para aquela população pobre, mas feliz, que sofria com a miséria e tentava de todas as maneiras se enganar. O que fazer? Com os amigos, passou a pensar em soluções.
Ele sabia que, se houvesse escolas no bairro, elas ajudariam a resgatar os jovens. Eles se qualificariam e, no futuro, não estariam na fila dos desempregados ou mortos em alguma “quebrada”.
— É o que falta — deduzia.
Da mesma maneira que se organizaram para eliminar os problemas de furto, poderiam agora trazer educação, posto de saúde e creche à favela. Romualdo, que não largava a colher de pedreiro, discutia, nas obras, alternativas para mudar de uma vez por todas a cara do Buraco Fundo.
— Quem sabe, poderíamos começar mudando o nome do bairro.
Foi assim até a tarde daquele domingo sangrento.
Romualdo e dois amigos estavam no bar conversando sobre o sonho da escola, quando Santos, um marginal que teve a casa incendiada e nutria um ódio mortal por Romualdo, ficou sabendo, que o mesmo estava reunido com alguns de seus algozes. Não pensou duas vezes e com muita ira, carregou dois revólveres 38 e montou em sua moto para dar um desfecho na sua maldição. Encostou a mesma na calçada, chegou de mansinho e cumprimentou Romualdo que, surpreso, apenas o olhou com reprovação. Foi o que bastou. Aquela recepção negativa fustigou Santos. Ele imediatamente perguntou a Romualdo, porque ele lhe olhava daquela maneira.
- Já disse que não era para você aparecer aqui no Buraco Fundo. Você é um bandido maldito que teve como lição sua casa incendiada. – Disse Romualdo.
Apenas estas palavras serviram para que o ódio se transformasse em horror. Como num filme de wester, Santos sacou os dois revólveres e com uma arma em cada mão deu um tiro fulminante na cabeça dum amigo de Romualdo e com a outra arma, na mão esquerda, não teve dó nem piedade e acertou o pescoço do outro amigo de Romualdo. Os dois caíram no chão sem vida. Com o barulho ensurdecedor, Romualdo se assustou e tentou em vão salvar a sua vida correndo pela rua. Na sua cabeça, tinha a visão recente dos dois corpos ensangüentados caindo já sem vida alguma. Isso durou pouco. Santos, como um pistoleiro, de longe acertou as pernas de Romualdo, que já sem forças para correr, levou mais um tiro nas costas. Santos então se aproximou e olhou bem fundo nos olhos daquele que um dia foi seu algoz. Sabia que somente a vingança poderia lavar a sua honra e, fazia aquilo por não ter ganhado o perdão. Então, com a platéia toda a assistir aquele festival de horrores, Santos descarregou as duas armas, desferindo todos os tiros contra a irreconhecível face de Romualdo. Santos fez o sinal da cruz, benzendo-se para que o espírito de Romualdo não o atormentasse. Acabava ali o martírio de Romualdo
O sonho de Romualdo de transformar o Buraco Fundo num lugar com escola e sem violência, acabou-se num acerto de contas. Ele foi vítima dum sistema cruel onde prevalecia a lei do “dente por dente e olho por olho”.
A tristeza causada pela morte de Romualdo foi grande, mesmo assim, os moradores não se intimidaram. Os antigos companheiros sempre lembram do amigo idealista que sonhava em trazer a paz para a favela.
Hoje, Santos paga pelo crime bárbaro que cometeu e, no Buraco Fundo, a esperança não acabou. O lugar, que antes era conhecido pelo crime e pela violência, mudou até de nome, agora se chama Jardim Romualdo.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
A paciência é uma virtude.
Simão sai de sua casa na periferia para mais um dia a procura de emprego, ou até quem sabe um trabalho. Todo o dia lê anúncios de jornais, vai a agências de empregos, envia currículos para empresas e metalúrgicas. Às vezes é chamado para testes e entrevistas, porém nunca passa e volta triste para casa. Órfão de pai encontra seu irmão mais novo com gripe e sua mãe deitada na cama devido a um derrame que a paralisou. A única fonte de renda para sustentar a família vem dum salário mínimo da pensão do pai, que morreu devido a problemas cardiovasculares. Não tendo emprego, sem artifícios ou modos para arrumar dinheiro e comprar comida, idealiza alternativas no crime para garantir o sustento. Pensava em realizar assaltos, furtos ou traficar. Era pensamentos que devia afastar para seu sofrimento não aumentar ainda mais, fazendo-o perecer anos na cadeia, ou encerrar sua vida, sem que esteja presente para cuidar da mãe e do irmão. Infelizmente Simão não é o único adolescente propício a entrar na vida do crime para “arrumar uma moeda”. A realidade do crime e do desemprego é notada em vários lugares, principalmente nas camadas mais baixas e pobres da população. Os mais pobres são duramente maltratados, discriminados e marginalizados por quem se encontra em diferentes posições sociais ou topo da pirâmide social. Os mais pobres são reconhecidos como exercito de reserva, onde a parcela mais rica se aproveita pagando baixos salários e aplicando duras restrições trabalhistas aos que temem perder o emprego. É nesta sociedade que a burguesia aproveita para meter a mão no que é público, através de barganhas e acordos com políticos que se cria o ambiente propício ao crescimento do crime como forma de sustento e trabalho para quem é discriminado e marginalizado. Consciente que é um sujeito pobre e parte da camada explorada pela burguesia, Simão sabia que os mais ricos são vítimas freqüentes de seqüestros e tinham as residências assaltadas por marginais inconformados com a situação da roubalheira contra os mais pobres. Não sabia o que fazer. Por mais digno que fosse a vida honesta, se via tentado a cometer um crime de grandes proporções que aparecesse até no jornal. Seria ele, Simão, com venda no rosto, fuzil em baixo do braço. Daria entrevista exclusiva na Globo após o seqüestro da dondoca. Dava risadas de papo para o ar e imaginava a dondoca deitada no chão cheio de baratas e ratazanas, comendo sobra de marmitex com garfo de plástico. Logo tentava afastar essas idéias da cabeça e se arrependia lembrando que o crime não compensa. Pensava novamente em arrumar um emprego honesto, não ir para cadeia ou morrer em confronto com a policia.
Simão foi testemunha. Viu amigos morrerem seduzidos pelo crime. Na lembrança jovens que um dia foram crianças e brincavam com inocência na época da infância. Quando adolescentes, estampavam os jornais com noticias sangrentas de tiroteios, assassinatos, tráfico de drogas, seqüestros, crimes violentos e hediondos. Lembrava com saudades do Marquinhos Bala. Camarada que ia junto para escola que e jogava bola na quadra. Bala era um sujeito legal. Malandro como si só, atuava como atacante. Sonhava ser jogador de futebol, ganhar dinheiro e atuar na Seleção Brasileira como Pelé, Zico ou Maradona. Tinha papo com as garotas e catava todas. Numa dessa conheceu uma burguesinha, a Patrícia. Ambos tinham 15 anos e começaram a ficar juntos. Ele morava na periferia e ela, filha de empresários, morava num apartamento do centro. Era loira dos olhos azuis e caiu na conversa do Bala. A Patrícia gostava de ir aos points da cidade e aprendeu a fumar maconha, no parque central junto com alguns boys. Acabou levando o M. Bala com ela. No começo ele relutava, mais para não perder a mina, se envolveu com as drogas. O pior ainda estava por vir. Logo se tornou dependente e a mina largou dele, porque na sua concepção, ele não lhe daria futuro algum. Bala adquiriu o vicio e não tinha grana para comprar maconha. Começou a traficar. Num dia em que as coisas não estavam boas para ele, Bala, numa disputa por tráfico de drogas acertou três tiros num cara da quadrilha do Santana e acabou matando o sujeito. O Santana, que era o chefe da quadrilha, jurou o Bala de morte e queria de tudo qualquer jeito fazer um acerto de contas e matá-lo. Num domingo à tarde, uns caras desconhecidos foram até a biqueira do Bala para comprar fumo. O chamaram e disseram que moravam no centro e que lá estava “magro”. Sem despertar a desconfiança, os caras perguntaram se podia fumar ali na frente da sua casa. A resposta foi afirmativa, os caras começaram a fumar e conversar trivialidades. De repente, quando Bala estava de costas para a rua e entretido na conversa, passa uma moto e efetua vários disparos no Bala. Foram vários tiros que atravessaram sua mão e a atingiram de cheio seu rosto. Nada pode ser evitado. Bala morreu agonizando numa tarde de domingo fumando maconha no meio da rua. Alvejado por vários disparos de arma de fogo, não deixou nada para a família, apenas desgosto e decepção. Quanto à droga, levou dele o que tinha de mais importante: sua vida.
Toda vez que pensava em fazer algo de errado, Simão se lembrava da figura alegre do Bala, grande atacante do time de salão, que teve a vida abreviada pelo tráfico de drogas. Era bom, mas pobre. Um dia sonhou que podia ter um futuro promissor nos campos de futebol. Deixou-se levar pelas falsas e mentirosas ilusões burguesas. Bala retratava o exemplo prático de que os jovens que se envolvem com drogas morrem cedo e sua trajetória confirmou as estatísticas que são nas camadas mais pobres e nas pessoas menos favorecidos, que a criminalidade tem poder de crescimento rápido. A afirmação é tão verdadeira e cheia de verdades, que se cruzarmos dados do desemprego, com o da criminalidade, chegamos à conclusão que ela cresce cada vez mais nas zonas periféricas dos grandes centros, conforme a proporção do número de desempregados. Para ser ter uma noção de como é baixa a oferta de empregos, uma agência de empregos numa cidade Latino Americana, com quase meio milhão de habitantes, atende a média de 450 a 500 pessoas por dia a procura de emprego. No entanto, a média mensal de contratação não chega a 300. Isso representa que nem 5% dos desempregados consegue trabalho. Ao tomar consciência dessas informações, ficava desesperado. Achava isso injusto. Sabia que não era qualificado. Procurou um curso para não ficar o resto da vida desempregado. Lia cartazes, murais dos terminais de ônibus, ia às escolas profissionalizantes, mas sempre achava uma dificuldade. Até num dia que ia a pé, em busca de emprego e vê um cartaz com vagas para curso técnico de mecânica e eletrônica. Matriculou-se com esperanças de concluir o curso e arrumar uma vaga no tão disputado mercado de trabalho.
Foram seis longos meses de estudo diário, ao qual se dedicava. Aprendeu a soldar, consertar aparelhos eletrônicos, executar projetos e até o registro profissional no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. Seu esforço era tão grande, que ia a pé para o curso e dependia da comida servida na escola, que consistia em sopa, carne moída com polenta ou arroz com feijão e carne de soja. Não era algo de se reclamar. O alimento o nutria e lhe dava forças para estudar.
Com o canudo na mão, Simão procurava emprego, mas não conseguia. Ia de porta em porta, em metalúrgicas e fábricas em busca dum emprego. Tinha fé e antes de sair de casa, pensava consigo mesmo: é hoje que levo comida para casa. No entanto, junto com as esperanças, acabava o dinheiro que sua mãe ganhava para o sustento da família. Na sua cabeça turbilhões de idéias transformavam seus pensamentos. O que era ruim e afastou com o ingresso no curso, aos poucos voltava a sua mente, que agora era astuta e prodigiosa.
Num dia desses qualquer apareceu uma chance de ganhar dinheiro fácil. Voltava para casa após mais um dia exaustivo atrás de emprego, quando surge a sua frente dois amigos envolvidos no crime e especialistas na prática de furtos. Era o Dézinho e o Mama. Dézinho tinha a mesma idade de Simão e Mama era um ano mais velho. Estavam numa moto muito bonita que chamou a atenção de Simão. Sabiam que Simão fez curso de eletrônica e perguntaram se conhecia alarmes e coisas deste tipo. Mostrando interesse, Simão disse que sim.
- No curso me ensinaram a montar, desmontar, travar e destravar vários tipos de alarmes, inclusive os de residências e de carros. – Disse.
Satisfeitos, os bandidos perguntaram se ele gostou da moto. Ela era preta, tinha as rodas pintadas da mesma cor e algumas peças cromadas. Sem entender, ele diz que a moto era muito bonita. Dézinho pergunta se ele imaginava quanto valia a máquina. Falou que não fazia mínima idéia. Mama afirmou que foi comprada a vista por cinco mil e que se Simão quisesse, dava a moto para ele. Mas como? Imaginou. Mama sai da garupa e fala para Simão subir para darem uma voltinha. Simão colocou o capacete e subiu. Mama ficou esperando, Dézinho falou para Simão segurar e acelerou o máximo que pode. Pegou mais de 120 km/h. A adrenalina de Simão aumentava de acordo com a rotação do motor. Dézinho perguntou novamente para Simão se ele gostou da moto e queria ela de presente. Falou que sim. Mama disse que precisariam dum favor: desativar o alarme duma Pajero. A GrandCaravan valia mais de duzentos mil e seria vendida por cinqüenta mil no Paraguai. Dézinho falou para Simão subir na moto, pois iriam levá-lo para casa. Deveria pensar na proposta e de manhã passavam na sua casa para saber a resposta.
Simão viu muita gente se envolver no crime, ganhar dinheiro e até morrer. Via sua mãe doente em casa, mas alegre com sua chegada. Perguntou ao filho o motivo da demora. Respondeu que fez uma entrevista de trabalho e demorou porque encontrou uns amigos e parou para conversar.
Aquela noite foi diferente. Sua mãe falou para se aproximar, queria um abraço do filho. Estava preocupada. Mal sabia que o filho planejava algo. Quanto a Simão, que tinha no rosto um certo grau de preocupação, logo escondeu a face pela escuridão da sala e entrou no quarto para repousar. Inquieto e seduzido pela proposta, rolou a noite na cama. Não dormia. Nos pensamentos se via com um capacete preto com labaredas de fogo e uma roupa toda negra acelerando a motocicleta tão desejada. Voltava à realidade e sabia que roubar não era certo e dava até cadeia. Não sabia se deixava se levar pela cobiça e ganância, atingindo seus objetivos, ou agia honestamente, mesmo que não conseguisse nada em troca. Eram dilemas que pensava e que podia sair arrependido, seja qual fosse à decisão tomada.
Amanheceu e Dézinho, numa moto e Mama em outra, buzinam. Dézinho pergunta o que decidiu. Olhando nos olhos do amigo disse que não ia porque sairia em busca de emprego. Mama falou para deixar de ser burro e andar logo. Mais uma vez negou e disse que isso podia era arriscado e levá-los a cadeia. Insistiram e ameaçaram. Com medo, entrou para casa e esperou irem embora.
Um pouco arrependido por não fazer a “correria”, mas aliviado por levar uma vida digna, Simão sai de sua casa na periferia para mais um dia a procura de emprego, ou quem sabe um trabalho. Como todos os dias, preparou alguns currículos e foi mais uma vez caminhando atrás de um emprego, talvez hoje desse certo, pensava. Andou bastante, mais de quinze quilômetros. Deixou currículos em fábricas, lojas, metalúrgicas, empresas, agências de empregos, supermercados, fábricas de roupas, estabelecimentos com anúncio em jornal, transportadoras e onde mais visse possibilidades de contrato. Chega em casa, dá um abraço na mãe e liga a TV. Para sua surpresa vê Mama e Dézinho algemados no distrito policial. Esboçando reação de espanto, soube que foram interceptados e presos numa Pajero furtada. Ao ver a cena dos dois algemas, um peso saiu das costas e teve consciência de que tudo que fez, ou não fez, lhe custaria muito caro: sua liberdade. Isso não tem preço e é impossível pagar. Sabia que mesmo a conquista de objetos mais caros do mundo, não valiam mais que a liberdade do homem.
O destino nos arma cada coisa, mas não por estar escrito, mas conforme somos, porque somos nós que fazemos o nosso destino. Simão jantou e foi dormir pensando como arrumar dinheiro para comprar carne. Acordou de manhã pela vizinha que foi avisar que uma metalúrgica na qual entregou currículo, estava contratando para inicio imediato, pessoas com curso de eletrônica para atuar na linha de exportação. Naquele momento Simão viu que o homem honesto que se esforça e persiste nos objetivos, sempre alcança o que busca. Descobriu que os que tem prudência e paciência, de alguma forma recebem uma recompensa.
Simão foi testemunha. Viu amigos morrerem seduzidos pelo crime. Na lembrança jovens que um dia foram crianças e brincavam com inocência na época da infância. Quando adolescentes, estampavam os jornais com noticias sangrentas de tiroteios, assassinatos, tráfico de drogas, seqüestros, crimes violentos e hediondos. Lembrava com saudades do Marquinhos Bala. Camarada que ia junto para escola que e jogava bola na quadra. Bala era um sujeito legal. Malandro como si só, atuava como atacante. Sonhava ser jogador de futebol, ganhar dinheiro e atuar na Seleção Brasileira como Pelé, Zico ou Maradona. Tinha papo com as garotas e catava todas. Numa dessa conheceu uma burguesinha, a Patrícia. Ambos tinham 15 anos e começaram a ficar juntos. Ele morava na periferia e ela, filha de empresários, morava num apartamento do centro. Era loira dos olhos azuis e caiu na conversa do Bala. A Patrícia gostava de ir aos points da cidade e aprendeu a fumar maconha, no parque central junto com alguns boys. Acabou levando o M. Bala com ela. No começo ele relutava, mais para não perder a mina, se envolveu com as drogas. O pior ainda estava por vir. Logo se tornou dependente e a mina largou dele, porque na sua concepção, ele não lhe daria futuro algum. Bala adquiriu o vicio e não tinha grana para comprar maconha. Começou a traficar. Num dia em que as coisas não estavam boas para ele, Bala, numa disputa por tráfico de drogas acertou três tiros num cara da quadrilha do Santana e acabou matando o sujeito. O Santana, que era o chefe da quadrilha, jurou o Bala de morte e queria de tudo qualquer jeito fazer um acerto de contas e matá-lo. Num domingo à tarde, uns caras desconhecidos foram até a biqueira do Bala para comprar fumo. O chamaram e disseram que moravam no centro e que lá estava “magro”. Sem despertar a desconfiança, os caras perguntaram se podia fumar ali na frente da sua casa. A resposta foi afirmativa, os caras começaram a fumar e conversar trivialidades. De repente, quando Bala estava de costas para a rua e entretido na conversa, passa uma moto e efetua vários disparos no Bala. Foram vários tiros que atravessaram sua mão e a atingiram de cheio seu rosto. Nada pode ser evitado. Bala morreu agonizando numa tarde de domingo fumando maconha no meio da rua. Alvejado por vários disparos de arma de fogo, não deixou nada para a família, apenas desgosto e decepção. Quanto à droga, levou dele o que tinha de mais importante: sua vida.
Toda vez que pensava em fazer algo de errado, Simão se lembrava da figura alegre do Bala, grande atacante do time de salão, que teve a vida abreviada pelo tráfico de drogas. Era bom, mas pobre. Um dia sonhou que podia ter um futuro promissor nos campos de futebol. Deixou-se levar pelas falsas e mentirosas ilusões burguesas. Bala retratava o exemplo prático de que os jovens que se envolvem com drogas morrem cedo e sua trajetória confirmou as estatísticas que são nas camadas mais pobres e nas pessoas menos favorecidos, que a criminalidade tem poder de crescimento rápido. A afirmação é tão verdadeira e cheia de verdades, que se cruzarmos dados do desemprego, com o da criminalidade, chegamos à conclusão que ela cresce cada vez mais nas zonas periféricas dos grandes centros, conforme a proporção do número de desempregados. Para ser ter uma noção de como é baixa a oferta de empregos, uma agência de empregos numa cidade Latino Americana, com quase meio milhão de habitantes, atende a média de 450 a 500 pessoas por dia a procura de emprego. No entanto, a média mensal de contratação não chega a 300. Isso representa que nem 5% dos desempregados consegue trabalho. Ao tomar consciência dessas informações, ficava desesperado. Achava isso injusto. Sabia que não era qualificado. Procurou um curso para não ficar o resto da vida desempregado. Lia cartazes, murais dos terminais de ônibus, ia às escolas profissionalizantes, mas sempre achava uma dificuldade. Até num dia que ia a pé, em busca de emprego e vê um cartaz com vagas para curso técnico de mecânica e eletrônica. Matriculou-se com esperanças de concluir o curso e arrumar uma vaga no tão disputado mercado de trabalho.
Foram seis longos meses de estudo diário, ao qual se dedicava. Aprendeu a soldar, consertar aparelhos eletrônicos, executar projetos e até o registro profissional no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. Seu esforço era tão grande, que ia a pé para o curso e dependia da comida servida na escola, que consistia em sopa, carne moída com polenta ou arroz com feijão e carne de soja. Não era algo de se reclamar. O alimento o nutria e lhe dava forças para estudar.
Com o canudo na mão, Simão procurava emprego, mas não conseguia. Ia de porta em porta, em metalúrgicas e fábricas em busca dum emprego. Tinha fé e antes de sair de casa, pensava consigo mesmo: é hoje que levo comida para casa. No entanto, junto com as esperanças, acabava o dinheiro que sua mãe ganhava para o sustento da família. Na sua cabeça turbilhões de idéias transformavam seus pensamentos. O que era ruim e afastou com o ingresso no curso, aos poucos voltava a sua mente, que agora era astuta e prodigiosa.
Num dia desses qualquer apareceu uma chance de ganhar dinheiro fácil. Voltava para casa após mais um dia exaustivo atrás de emprego, quando surge a sua frente dois amigos envolvidos no crime e especialistas na prática de furtos. Era o Dézinho e o Mama. Dézinho tinha a mesma idade de Simão e Mama era um ano mais velho. Estavam numa moto muito bonita que chamou a atenção de Simão. Sabiam que Simão fez curso de eletrônica e perguntaram se conhecia alarmes e coisas deste tipo. Mostrando interesse, Simão disse que sim.
- No curso me ensinaram a montar, desmontar, travar e destravar vários tipos de alarmes, inclusive os de residências e de carros. – Disse.
Satisfeitos, os bandidos perguntaram se ele gostou da moto. Ela era preta, tinha as rodas pintadas da mesma cor e algumas peças cromadas. Sem entender, ele diz que a moto era muito bonita. Dézinho pergunta se ele imaginava quanto valia a máquina. Falou que não fazia mínima idéia. Mama afirmou que foi comprada a vista por cinco mil e que se Simão quisesse, dava a moto para ele. Mas como? Imaginou. Mama sai da garupa e fala para Simão subir para darem uma voltinha. Simão colocou o capacete e subiu. Mama ficou esperando, Dézinho falou para Simão segurar e acelerou o máximo que pode. Pegou mais de 120 km/h. A adrenalina de Simão aumentava de acordo com a rotação do motor. Dézinho perguntou novamente para Simão se ele gostou da moto e queria ela de presente. Falou que sim. Mama disse que precisariam dum favor: desativar o alarme duma Pajero. A GrandCaravan valia mais de duzentos mil e seria vendida por cinqüenta mil no Paraguai. Dézinho falou para Simão subir na moto, pois iriam levá-lo para casa. Deveria pensar na proposta e de manhã passavam na sua casa para saber a resposta.
Simão viu muita gente se envolver no crime, ganhar dinheiro e até morrer. Via sua mãe doente em casa, mas alegre com sua chegada. Perguntou ao filho o motivo da demora. Respondeu que fez uma entrevista de trabalho e demorou porque encontrou uns amigos e parou para conversar.
Aquela noite foi diferente. Sua mãe falou para se aproximar, queria um abraço do filho. Estava preocupada. Mal sabia que o filho planejava algo. Quanto a Simão, que tinha no rosto um certo grau de preocupação, logo escondeu a face pela escuridão da sala e entrou no quarto para repousar. Inquieto e seduzido pela proposta, rolou a noite na cama. Não dormia. Nos pensamentos se via com um capacete preto com labaredas de fogo e uma roupa toda negra acelerando a motocicleta tão desejada. Voltava à realidade e sabia que roubar não era certo e dava até cadeia. Não sabia se deixava se levar pela cobiça e ganância, atingindo seus objetivos, ou agia honestamente, mesmo que não conseguisse nada em troca. Eram dilemas que pensava e que podia sair arrependido, seja qual fosse à decisão tomada.
Amanheceu e Dézinho, numa moto e Mama em outra, buzinam. Dézinho pergunta o que decidiu. Olhando nos olhos do amigo disse que não ia porque sairia em busca de emprego. Mama falou para deixar de ser burro e andar logo. Mais uma vez negou e disse que isso podia era arriscado e levá-los a cadeia. Insistiram e ameaçaram. Com medo, entrou para casa e esperou irem embora.
Um pouco arrependido por não fazer a “correria”, mas aliviado por levar uma vida digna, Simão sai de sua casa na periferia para mais um dia a procura de emprego, ou quem sabe um trabalho. Como todos os dias, preparou alguns currículos e foi mais uma vez caminhando atrás de um emprego, talvez hoje desse certo, pensava. Andou bastante, mais de quinze quilômetros. Deixou currículos em fábricas, lojas, metalúrgicas, empresas, agências de empregos, supermercados, fábricas de roupas, estabelecimentos com anúncio em jornal, transportadoras e onde mais visse possibilidades de contrato. Chega em casa, dá um abraço na mãe e liga a TV. Para sua surpresa vê Mama e Dézinho algemados no distrito policial. Esboçando reação de espanto, soube que foram interceptados e presos numa Pajero furtada. Ao ver a cena dos dois algemas, um peso saiu das costas e teve consciência de que tudo que fez, ou não fez, lhe custaria muito caro: sua liberdade. Isso não tem preço e é impossível pagar. Sabia que mesmo a conquista de objetos mais caros do mundo, não valiam mais que a liberdade do homem.
O destino nos arma cada coisa, mas não por estar escrito, mas conforme somos, porque somos nós que fazemos o nosso destino. Simão jantou e foi dormir pensando como arrumar dinheiro para comprar carne. Acordou de manhã pela vizinha que foi avisar que uma metalúrgica na qual entregou currículo, estava contratando para inicio imediato, pessoas com curso de eletrônica para atuar na linha de exportação. Naquele momento Simão viu que o homem honesto que se esforça e persiste nos objetivos, sempre alcança o que busca. Descobriu que os que tem prudência e paciência, de alguma forma recebem uma recompensa.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Política
A cada quatro anos o Brasil vê a Copa, as Olimpíadas e a eleição.
Aí aparece o cara-de-pau, abraçando o povão.
Pede votos e aperta as mãos.
Come marmita, beija criança, anda até de busão.
Quem é ele?
É o político bonachão.
Fala muito, conta mentira, é gordo e até parece um porcão.
Roubou muito, aumentou impostos e é da turma do caixa dois e do mensalão.
Dorme no plenário, faz lobby pró-pedágio e até parentes contratou.
Diz que nepotismo não é ilegal e até é constitucional.
Faz aposentado ir para a fila da INSS, é malandro e gosta duma jogatina.
Contaram-me que ele está andando lado-a-lado com a corrupção.
Quando lhe falam a verdade, num quer nem saber.
Rola na lama e o chiqueiro é a sua grande praia.
Mentiroso, como si só, superfaturou a reforma da pracinha que custou mais de um milhão.
Pobre do povo que não percebe a roubalheira e até agradece pelo vale-miséria.
Mas é bom o porcão ficar esperto, porque deste ano ele não passa.
Avise-o que o Natal virá antecipadamente.
O povo vai acender o braseiro e como o porco está gordo, vai ter carne o ano inteiro.
Aí aparece o cara-de-pau, abraçando o povão.
Pede votos e aperta as mãos.
Come marmita, beija criança, anda até de busão.
Quem é ele?
É o político bonachão.
Fala muito, conta mentira, é gordo e até parece um porcão.
Roubou muito, aumentou impostos e é da turma do caixa dois e do mensalão.
Dorme no plenário, faz lobby pró-pedágio e até parentes contratou.
Diz que nepotismo não é ilegal e até é constitucional.
Faz aposentado ir para a fila da INSS, é malandro e gosta duma jogatina.
Contaram-me que ele está andando lado-a-lado com a corrupção.
Quando lhe falam a verdade, num quer nem saber.
Rola na lama e o chiqueiro é a sua grande praia.
Mentiroso, como si só, superfaturou a reforma da pracinha que custou mais de um milhão.
Pobre do povo que não percebe a roubalheira e até agradece pelo vale-miséria.
Mas é bom o porcão ficar esperto, porque deste ano ele não passa.
Avise-o que o Natal virá antecipadamente.
O povo vai acender o braseiro e como o porco está gordo, vai ter carne o ano inteiro.
Ong dos Skatistas de Londrina
A formação de uma Organização Não Governamental, a ONG, demanda tempo, dedicação, além de muitas vezes ser um trabalho não remunerado. Assim é a ONG dos Skatistas de Londrina, formada há nove anos e documentada em estatuto desde o dia 10 de julho de 2006.
O atual presidente da entidade, Claudemir de Oliveira, 23 anos, que mora no Ilha do Mel e pratica o esporte desde os 14 anos, diz que tudo começou no Maria Celina. “Havia muitas pessoas que nunca andaram de skate, mas que tinham vontade de praticar o esporte. Aliado a isso, havia a galera que já andou, mas que desejava voltar”. Com muito humor ele lembra que no inicio da ONG, existia apenas um skate, um corrimão e uma rampa para mais de vinte atletas. “A improvisação era total”.
Rogério Clayton de Souza, 22 anos e morador do Parigot III notou que a participação, mesmo com um skate, era maior a cada dia e com isso começaram a fazer outras rampas e obstáculos na rua. Isso trouxe mais membros para a ONG, que hoje tem em torno de 80 voluntários entre locutores, atletas, fotógrafos, montadores e carregadores de pistas. Clayton observa que o skate é uma atividade saudável e ajuda no raciocínio.
Outro membro da ONG dos Skatistas de Londrina é Majel Carlos Moreira, 22 anos e que mora no Maria Celina. Majel diz que a ONG faz diversas apresentações nas escolas, mercados e academias. “São feitas manobras e levamos palestras que abordam o skate contra as drogas, o skate contra a violência, além de outros temas relacionados à saúde, educação, religião, cultura e comportamento”.
A receptividade é tão boa, que eles se lembram dum evento no Patrimônio Espírito Santo, onde a platéia nunca tinha visto algo parecido. “Todos gostam porque as manobras envolvem adrenalina, agilidade, força, técnica, além da determinação”, diz Claudemir. Apesar do skate ser uma prática saudável, que contribui com a formação física e do caráter, os integrantes da ONG observam que há muito preconceito com o esporte. O mesmo é originário da falta de espaços urbanos, além de muitos acharem perigoso andar de skate nas vias públicas.
Aos interessados em conhecer o trabalho da ONG dos Skatistas de Londrina, pode entrar em contato pelo e-mail skatistasdelondrina@hotmail.com ou procurar no Orkut a comunidade Skatistas de Londrina. A ONG lembra que nos próximos dias 26 e 27 de julho, ajudará a organizar, em Apucarana, a I Etapa do Circuito Apucaranense de Skate. Maiores informações podem ser obtidas no telefone 99720381 com Jean Mutante.
O atual presidente da entidade, Claudemir de Oliveira, 23 anos, que mora no Ilha do Mel e pratica o esporte desde os 14 anos, diz que tudo começou no Maria Celina. “Havia muitas pessoas que nunca andaram de skate, mas que tinham vontade de praticar o esporte. Aliado a isso, havia a galera que já andou, mas que desejava voltar”. Com muito humor ele lembra que no inicio da ONG, existia apenas um skate, um corrimão e uma rampa para mais de vinte atletas. “A improvisação era total”.
Rogério Clayton de Souza, 22 anos e morador do Parigot III notou que a participação, mesmo com um skate, era maior a cada dia e com isso começaram a fazer outras rampas e obstáculos na rua. Isso trouxe mais membros para a ONG, que hoje tem em torno de 80 voluntários entre locutores, atletas, fotógrafos, montadores e carregadores de pistas. Clayton observa que o skate é uma atividade saudável e ajuda no raciocínio.
Outro membro da ONG dos Skatistas de Londrina é Majel Carlos Moreira, 22 anos e que mora no Maria Celina. Majel diz que a ONG faz diversas apresentações nas escolas, mercados e academias. “São feitas manobras e levamos palestras que abordam o skate contra as drogas, o skate contra a violência, além de outros temas relacionados à saúde, educação, religião, cultura e comportamento”.
A receptividade é tão boa, que eles se lembram dum evento no Patrimônio Espírito Santo, onde a platéia nunca tinha visto algo parecido. “Todos gostam porque as manobras envolvem adrenalina, agilidade, força, técnica, além da determinação”, diz Claudemir. Apesar do skate ser uma prática saudável, que contribui com a formação física e do caráter, os integrantes da ONG observam que há muito preconceito com o esporte. O mesmo é originário da falta de espaços urbanos, além de muitos acharem perigoso andar de skate nas vias públicas.
Aos interessados em conhecer o trabalho da ONG dos Skatistas de Londrina, pode entrar em contato pelo e-mail skatistasdelondrina@hotmail.com ou procurar no Orkut a comunidade Skatistas de Londrina. A ONG lembra que nos próximos dias 26 e 27 de julho, ajudará a organizar, em Apucarana, a I Etapa do Circuito Apucaranense de Skate. Maiores informações podem ser obtidas no telefone 99720381 com Jean Mutante.
domingo, 6 de julho de 2008
MotoCicleta
Carlinhos ia todos os dias com sua moto trabalhar
Passava pelas ruas apressado. Não podia parar
O que valia era à roda do tempo e da fortuna. Não podia vacilar
Era rápido. Não tinha buraco de rua nem tempo para esperar
Mano, que correria. O cara ali quase conseguiu se espatifar
Carlinhos falava: nesse mundo não dá para vacilar
Meu, fica olhando. O cara correndo ali vai se arrebentar
Não deu outra, todos pararam para contemplar
O cara andando. O ônibus chegando. Tudo pronto. Cena espetacular
Foi mais um, não deu tempo para o cara brecar
Mais um na rua, corpo estendido. Lá vem o rabecão buscar
Carlinhos em sua moto, falava que nesse mundo não dá para vacilar
Vou maneirar, andar na moral, nada pode me afetar
A vida é louca, o sistema é bruto. Mano, nessa vida não se pode vacilar
Carlinhos sabia, bastava um olhar
Vou prestar mais atenção, tenho que esperar
Mas um dia para trabalhar
Lá estava Carlinhos. Seu pensamento não podia vagar
Corria demais. Dava 100, 120, 130. O radar não vai me pegar
Sua moto parecia turbinada, se tivesse asas iria decolar
Quem sabe voar
Na estrada era um às. Naquele dia só pensava em acelerar
Carlinhos corria, cortava o ar
Era esperto, sabia pilotar
E mesmo assim, sabia que não podia vacilar
Mas que pena, também não podia derrapar
Sua moto começou a encurvar
Lá foi Carlinhos, vendo sua moto se espatifar
Em seu último respiro, pensou: não podia vacilar
Passava pelas ruas apressado. Não podia parar
O que valia era à roda do tempo e da fortuna. Não podia vacilar
Era rápido. Não tinha buraco de rua nem tempo para esperar
Mano, que correria. O cara ali quase conseguiu se espatifar
Carlinhos falava: nesse mundo não dá para vacilar
Meu, fica olhando. O cara correndo ali vai se arrebentar
Não deu outra, todos pararam para contemplar
O cara andando. O ônibus chegando. Tudo pronto. Cena espetacular
Foi mais um, não deu tempo para o cara brecar
Mais um na rua, corpo estendido. Lá vem o rabecão buscar
Carlinhos em sua moto, falava que nesse mundo não dá para vacilar
Vou maneirar, andar na moral, nada pode me afetar
A vida é louca, o sistema é bruto. Mano, nessa vida não se pode vacilar
Carlinhos sabia, bastava um olhar
Vou prestar mais atenção, tenho que esperar
Mas um dia para trabalhar
Lá estava Carlinhos. Seu pensamento não podia vagar
Corria demais. Dava 100, 120, 130. O radar não vai me pegar
Sua moto parecia turbinada, se tivesse asas iria decolar
Quem sabe voar
Na estrada era um às. Naquele dia só pensava em acelerar
Carlinhos corria, cortava o ar
Era esperto, sabia pilotar
E mesmo assim, sabia que não podia vacilar
Mas que pena, também não podia derrapar
Sua moto começou a encurvar
Lá foi Carlinhos, vendo sua moto se espatifar
Em seu último respiro, pensou: não podia vacilar
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Festa em Ibiporã na convenção que escolheu José Maria e Sandra Moya para disputar a prefeitura
A convenção em Ibiporã, que indicou José Maria como candidato a prefeitura de Ibiporã e Sandra Moya, ao cargo de vice na coligação PMDB/PT/PHS/PSOL/PSC/PTN/PCdoB/PRTB foi uma festa popular que reuniu mais de quinhentas pessoas no Cine-Teatro Padre Zanelli no último dia 29. Entre os presentes, a participação de associações de moradores, políticos, sindicalistas, lideranças de vários setores, professores das escolas públicas, alunos e autoridades de Ibiporã e região, como a ex-reitora da Universidade Estadual de Londrina e atual secretária de Ciência e Tecnologia, Lygia Puppato; o deputado federal André Vargas; o secretário estadual da Saúde, Gilberto Martin; o prefeito de Sabaúdia, Almir dos Santos; a coordenadora da Região Metropolitana de Londrina, Elza Correa; e presidentes dos partidos que compõe a coligação. Compareceram ao auditório o vereador londrinense, Gláudio de Lima, representando o ministro do Planejamento Paulo Bernardo e candidatos a vereadores.
Na convenção, Lygia Puppato ressaltou a responsabilidade de governar e o que isso representa a população. A secretária afirmou que as campanhas políticas devem ser feitas com ética e respeito. “Isso fará uma Ibiporã mais humana”, finaliza.
O vereador João Coloniezi, atual presidente do PMDB, diz que o eleitor deve votar conscientemente. “Temos que conhecer em quem votamos para que não haja corrupção. Se ela existir, temos que ser implacáveis no combate”, ressalta.
O deputado federal André Vargas falou que a aliança PMDB/PT tem total apoio do Governo Federal. Ele e o ministro Paulo Bernardo serão os padrinhos da futura administração, junto com o Governo Lula. “Essa é a aliança para a vitória. José Maria já fez como prefeito e Sandra Moya como Secretária de Cultura. Ibiporã vai pra frente com trabalho e competência”, diz. Vargas lembra do empenho feito por José Maria para que fossem destinados recursos estaduais e federais para obras em Ibiporã. O deputado finaliza exaltando a mulher, que tem papel fundamental nos meios políticos, citando o exemplo de Sandra Moya.
Elza Correa, coordenadora da Região Metropolitana, lembrou o período em que foi deputada junto com José Maria. “Defendemos os interesses dos cidadãos com ética e responsabilidade numa época de muita corrupção”. Elza cita que José Maria tem muitas virtudes, onde todos os reconhecem pela sua lisura e credibilidade. Outro ponto, segundo a coordenadora, é que a experiência de José Maria será muito importante para a futura administração.
Irene Ferreira, irmã de José Maria participou da convenção e contou um pouco de sua história e que desde cedo conheceu a responsabilidade. Na trajetória, revelou que aos 12 anos José Maria saiu de casa e foi para Uraí estudar e trabalhar, sendo que a mudança, em 1966, para Ibiporã lhe trouxeram melhores oportunidades. “É impossível que meu irmão não conheça as angústias de um trabalhador. A humildade e o respeito o transformaram num terreno fértil para o exercício da política”, afirmou Irene.
Sandra Moya candidata à vice, disse que a responsabilidade para o cargo é grande, mas que tudo será superado pelo trabalho. De família pioneira, aprova a experiência de José Maria e deseja aprender com o ex-prefeito e ex-deputado. Sandra quer colaborar para o desenvolvimento, além da cidade ter talentos a serem descobertos e valorizados. “Os projetos que serão implantados devem contar com a participação popular”. Sendo a 1ª mulher de Ibiporã a se candidatar à vice-prefeitura, Sandra ressalta que tanto o ministro Paulo Bernardo e o deputado André Vargas, estão com as “portas abertas” para Ibiporã em Brasília.
Por fim, José Maria encerrou a convenção. Em suas palavras agradeceu a presença de todos, o apoio dos companheiros, a indicação a candidatura e ponderou que a família é base dos valores morais. José Maria falou que a coligação do PMDB foi fundamental para essa caminhada. Sem promessas de campanha, devido o clima de confraternização e amizade que havia, o candidato se pautou pelos valores morais e pelo resgate daquilo que a cidade carece. O exemplo está na saúde que precisa de médicos, dentistas e oftalmologistas. Ele relatou que uma moradora do Jardim San Rafael lhe disse, que na época em que sua mãe estava grávida e ele era o prefeito, havia pré e pós-natal às gestantes. Hoje esse serviço não funciona a contento. José Maria ressalta que em hipótese alguma a educação pode ser esquecida. “Povo educado tem saúde. Trabalho e desenvolvimento também são importantes. Precisamos de um novo parque industrial que desenvolva o município, de grandes avenidas que abram a cidade, qualificar os jovens para tenham empregos de melhor qualidade.”
Focado no futuro, o candidato do PMDB falou que em breve será inaugura a Universidade Federal Tecnológica bem perto de nós e Ibiporã precisa aproveitar essa oportunidade se estruturando para atender a demanda com transporte e vias. Outros pontos foram o aumento da receita, a terceira idade e a necessidade da criação de escolas em tempo integral para que haja boa formação aos alunos de Ibiporã. “Assim, a criança será retirada da rua e encaminhada às escolas”.
Durante a convenção, foram apresentados vídeos com a trajetória da cidade e depoimentos a respeito dos candidatos. Num desses vídeos foi contada história de Ibiporã e dos pioneiros que desbravaram a mata acreditando no progresso.
Na convenção, Lygia Puppato ressaltou a responsabilidade de governar e o que isso representa a população. A secretária afirmou que as campanhas políticas devem ser feitas com ética e respeito. “Isso fará uma Ibiporã mais humana”, finaliza.
O vereador João Coloniezi, atual presidente do PMDB, diz que o eleitor deve votar conscientemente. “Temos que conhecer em quem votamos para que não haja corrupção. Se ela existir, temos que ser implacáveis no combate”, ressalta.
O deputado federal André Vargas falou que a aliança PMDB/PT tem total apoio do Governo Federal. Ele e o ministro Paulo Bernardo serão os padrinhos da futura administração, junto com o Governo Lula. “Essa é a aliança para a vitória. José Maria já fez como prefeito e Sandra Moya como Secretária de Cultura. Ibiporã vai pra frente com trabalho e competência”, diz. Vargas lembra do empenho feito por José Maria para que fossem destinados recursos estaduais e federais para obras em Ibiporã. O deputado finaliza exaltando a mulher, que tem papel fundamental nos meios políticos, citando o exemplo de Sandra Moya.
Elza Correa, coordenadora da Região Metropolitana, lembrou o período em que foi deputada junto com José Maria. “Defendemos os interesses dos cidadãos com ética e responsabilidade numa época de muita corrupção”. Elza cita que José Maria tem muitas virtudes, onde todos os reconhecem pela sua lisura e credibilidade. Outro ponto, segundo a coordenadora, é que a experiência de José Maria será muito importante para a futura administração.
Irene Ferreira, irmã de José Maria participou da convenção e contou um pouco de sua história e que desde cedo conheceu a responsabilidade. Na trajetória, revelou que aos 12 anos José Maria saiu de casa e foi para Uraí estudar e trabalhar, sendo que a mudança, em 1966, para Ibiporã lhe trouxeram melhores oportunidades. “É impossível que meu irmão não conheça as angústias de um trabalhador. A humildade e o respeito o transformaram num terreno fértil para o exercício da política”, afirmou Irene.
Sandra Moya candidata à vice, disse que a responsabilidade para o cargo é grande, mas que tudo será superado pelo trabalho. De família pioneira, aprova a experiência de José Maria e deseja aprender com o ex-prefeito e ex-deputado. Sandra quer colaborar para o desenvolvimento, além da cidade ter talentos a serem descobertos e valorizados. “Os projetos que serão implantados devem contar com a participação popular”. Sendo a 1ª mulher de Ibiporã a se candidatar à vice-prefeitura, Sandra ressalta que tanto o ministro Paulo Bernardo e o deputado André Vargas, estão com as “portas abertas” para Ibiporã em Brasília.
Por fim, José Maria encerrou a convenção. Em suas palavras agradeceu a presença de todos, o apoio dos companheiros, a indicação a candidatura e ponderou que a família é base dos valores morais. José Maria falou que a coligação do PMDB foi fundamental para essa caminhada. Sem promessas de campanha, devido o clima de confraternização e amizade que havia, o candidato se pautou pelos valores morais e pelo resgate daquilo que a cidade carece. O exemplo está na saúde que precisa de médicos, dentistas e oftalmologistas. Ele relatou que uma moradora do Jardim San Rafael lhe disse, que na época em que sua mãe estava grávida e ele era o prefeito, havia pré e pós-natal às gestantes. Hoje esse serviço não funciona a contento. José Maria ressalta que em hipótese alguma a educação pode ser esquecida. “Povo educado tem saúde. Trabalho e desenvolvimento também são importantes. Precisamos de um novo parque industrial que desenvolva o município, de grandes avenidas que abram a cidade, qualificar os jovens para tenham empregos de melhor qualidade.”
Focado no futuro, o candidato do PMDB falou que em breve será inaugura a Universidade Federal Tecnológica bem perto de nós e Ibiporã precisa aproveitar essa oportunidade se estruturando para atender a demanda com transporte e vias. Outros pontos foram o aumento da receita, a terceira idade e a necessidade da criação de escolas em tempo integral para que haja boa formação aos alunos de Ibiporã. “Assim, a criança será retirada da rua e encaminhada às escolas”.
Durante a convenção, foram apresentados vídeos com a trajetória da cidade e depoimentos a respeito dos candidatos. Num desses vídeos foi contada história de Ibiporã e dos pioneiros que desbravaram a mata acreditando no progresso.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Oração da Pedra Cristalina


"Minha Pedra Cristalina, que no mar fostes achada, entre o Cálice Bento e a Hóstia Consagrada. Treme a terra, mas não treme. Nosso Senhor Jesus Cristo no altar sagrado.
Tremem, porém, os corações dos meus inimigos e dos que me desejam o mal. Eu te benzo em cruz e não tú a mim, entre o Sol, a Lua, as Estrelas e as três pessoas distintas da Santíssima Trindade.
Meu Deus! Na travessia avistei meus inimigos.
Meu Deus! Eles não me farão mal, pois com o manto da Virgem sou coberto e com o sangue de meu Senhor Jesus Cristo sou protegido. Eles tentarão me atingir, mas não atingirão. Suas setas de maldade se desfarão como o sal na água.
Se tentarem me cortar, não conseguirão. Suas lâminas se dissolverão aos raios do Sol. Se tentarem me amarrar, os nós se desatarão por si. Se me acorrentarem, os elos se quebrarão pelo poder de Deus. Se me trancarem, as portas da prisão ruirão para me dar passagem. Sem ser visto, passarei por entre meus inimigos, como passou, no dia da ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo por entre os guardas do sepulcro.
Salvo fui, salvo sou, salvo sempre serei. Contra mim nada valerá. Contra os meus ninguém se levantará. E para proteger meu lar, com a chave do sacrário eu o fecharei."
Após rezar esta oração, rezar também três Pai Nosso, três Ave Maria e três Glória ao Pai.
*Quando Lampião foi morto em 1938, em Angicos (SE), essa oração foi encontrada em seus pertences. Isso ilustra a religiosidade do cangaceiro e a necessidade de ser protegido contra os males terrenos sobrenaturais, fechando seu corpo.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Projeto de Pesquisa em Comunicação Popular e Comunitária
1 – Apresentação: As rádios comunitárias nasceram com o sentido de dar voz às camadas populares e desfavorecidas. A participação cria condições para que a representatividade seja exercida. Seus membros expressam opiniões, defendem pontos de vistas e buscam forças políticas junto ao poder público.
Uma rádio comunitária é a soma de todas as vozes de uma comunidade, expressa através de uma entidade sem fins lucrativos, com programação plural e gestão coletiva. Chama-se comunitária, dentro do conceito de área geográfica e pela comunidade que reside na mesma área.
Devido à participação efetiva da comunidade, as rádios comunitárias se diferem em muito das comercias. Seus fins e objetivos são justificados não no lucro, mas no desenvolvimento local, no resgate da cultura e na construção da cidadania. São instrumentos de democratização da comunicação e da sociedade, multiplicadora de vozes, organiza a vida comunitária, social, política, cultural. Dinamiza a economia local e, sobretudo valoriza a estima de comunidades e povos esquecidos pelo Estado. Suprem deficiências de emissoras comerciais, já que essas não falam diretamente à comunidade e não estão no dia-a-dia local.
Grande parte da programação das rádios comunitárias é dedicada aos assuntos locais, informação, serviço, lazer, manifestações culturais, folclóricas e tudo mais que contribua para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condição social. Respeitam valores éticos e sociais da pessoa e da família e dão oportunidades à manifestação de diferentes opiniões sobre diversos assuntos.
De grande alcance, especialmente entre as populações de menor poder aquisitivo, elas são excelentes prestadoras de serviço e formadoras de opinião. Porém, a legislação brasileira para concessão de rádio é envolta em polêmicas e muitas vezes levam casos relacionados à transmissão de emissoras não-comerciais à polícia. Ela considera crime o não cumprimento das normas sobre instalação, programação, administração e transmissão de rádio comunitária. A punição vai duma advertência, multa ou perda da autorização.
A Rádio Cincão FM, objeto de estudo, surge em 1997 com um transmissor, um microfone e uma mesa de som. Sintonizada em 87,9 MHz, possui um site on-line, uma torre que alcança boa parte da região Norte de Londrina, sendo uma das conquistas da comunidade. Seu processo de habilitação começou quando um grupo de pessoas reuniu-se para colocar a teoria na prática.
A “nova rádio”, que funcionava em fase de testes, foi um sucesso e rendeu muitos comentários. Na época, não havia a Lei das Rádios Comunitárias. Mesmo assim, os idealizadores foram ousados ao pleitear uma liminar na Justiça e colocar a rádio no ar. Porém, a liminar foi negada e continuaram a operar. Isso causou um grande estrondo na sociedade e logo a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicação) a lacrou, apreendeu instrumentos e acusou os idealizadores de exercerem ilegalmente a rádio difusão.
Para a regulamentação, foi preciso à compra dum transmissor, toca CDs, microfones, computadores e antena. Após uma laboriosa etapa jurídica e burocrática em Brasília, em 2005, a Cincão FM recebeu autorização do Ministério das Comunicações para iniciar suas atividades legais.
Interligada 24hs a internet, deixa o ouvinte atualizado com as últimas notícias. Seu objetivo é manter a programação, aumentar a audiência e acima de tudo tornar-se a caixa de ressonância da população da Zona Norte de Londrina.
Ela tornou-se uma ONG que preza pela democracia. É um canal aberto de comunicação a todos que queiram reivindicar reclamar, informar e exercer a cidadania. Tendo conhecimento que a democracia se constrói pela participação popular, a Cincão FM é protagonista e agente dessa luta, diferenciando-se de outras rádios.
Uma rádio comunitária é a soma de todas as vozes de uma comunidade, expressa através de uma entidade sem fins lucrativos, com programação plural e gestão coletiva. Chama-se comunitária, dentro do conceito de área geográfica e pela comunidade que reside na mesma área.
Devido à participação efetiva da comunidade, as rádios comunitárias se diferem em muito das comercias. Seus fins e objetivos são justificados não no lucro, mas no desenvolvimento local, no resgate da cultura e na construção da cidadania. São instrumentos de democratização da comunicação e da sociedade, multiplicadora de vozes, organiza a vida comunitária, social, política, cultural. Dinamiza a economia local e, sobretudo valoriza a estima de comunidades e povos esquecidos pelo Estado. Suprem deficiências de emissoras comerciais, já que essas não falam diretamente à comunidade e não estão no dia-a-dia local.
Grande parte da programação das rádios comunitárias é dedicada aos assuntos locais, informação, serviço, lazer, manifestações culturais, folclóricas e tudo mais que contribua para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condição social. Respeitam valores éticos e sociais da pessoa e da família e dão oportunidades à manifestação de diferentes opiniões sobre diversos assuntos.
De grande alcance, especialmente entre as populações de menor poder aquisitivo, elas são excelentes prestadoras de serviço e formadoras de opinião. Porém, a legislação brasileira para concessão de rádio é envolta em polêmicas e muitas vezes levam casos relacionados à transmissão de emissoras não-comerciais à polícia. Ela considera crime o não cumprimento das normas sobre instalação, programação, administração e transmissão de rádio comunitária. A punição vai duma advertência, multa ou perda da autorização.
A Rádio Cincão FM, objeto de estudo, surge em 1997 com um transmissor, um microfone e uma mesa de som. Sintonizada em 87,9 MHz, possui um site on-line, uma torre que alcança boa parte da região Norte de Londrina, sendo uma das conquistas da comunidade. Seu processo de habilitação começou quando um grupo de pessoas reuniu-se para colocar a teoria na prática.
A “nova rádio”, que funcionava em fase de testes, foi um sucesso e rendeu muitos comentários. Na época, não havia a Lei das Rádios Comunitárias. Mesmo assim, os idealizadores foram ousados ao pleitear uma liminar na Justiça e colocar a rádio no ar. Porém, a liminar foi negada e continuaram a operar. Isso causou um grande estrondo na sociedade e logo a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicação) a lacrou, apreendeu instrumentos e acusou os idealizadores de exercerem ilegalmente a rádio difusão.
Para a regulamentação, foi preciso à compra dum transmissor, toca CDs, microfones, computadores e antena. Após uma laboriosa etapa jurídica e burocrática em Brasília, em 2005, a Cincão FM recebeu autorização do Ministério das Comunicações para iniciar suas atividades legais.
Interligada 24hs a internet, deixa o ouvinte atualizado com as últimas notícias. Seu objetivo é manter a programação, aumentar a audiência e acima de tudo tornar-se a caixa de ressonância da população da Zona Norte de Londrina.
Ela tornou-se uma ONG que preza pela democracia. É um canal aberto de comunicação a todos que queiram reivindicar reclamar, informar e exercer a cidadania. Tendo conhecimento que a democracia se constrói pela participação popular, a Cincão FM é protagonista e agente dessa luta, diferenciando-se de outras rádios.
Projeto de Pesquisa em Comunicação Popular e Comunitária - Parte II
2 – Justificativa: A justificativa se encontra na necessidade da participação popular no processo emancipatório de comunicação. As rádios comunitárias são instrumentos legais e democráticos de participação e colocam representantes populares em contato com diversos receptores. Devido à aceitabilidade do veículo e grande penetração social, são catalisadoras de necessidades para que reivindicações sejam colocadas em pauta, discutidas junto à sociedade e gestores políticos.
Existe escassez de estudos sobre o tema. A operação das rádios comunitárias é algo recente no Brasil e são poucos referências que abordam, explanam e dão exemplos. Difundida em diversas regiões, em específico nas mais populares, tornam-se ponto de referência quando se aborda a democracia pela participação popular e dá espaço ao exercício crítico de contestação para os desfavorecidos. Diferente das emissoras comerciais, o canal, ao estar próximo e fazer parte do cotidiano comunitário, compreende as necessidades locais e busca alternativas para solucionar eventuais problemas e conflitos que envolvam não apenas o todo coletivo, mas indivíduos que não encontram espaços públicos para solucionar suas necessidades.
Além da participação, o estudo abordará como as novas tecnologias diferem a Cincão FM. Transmitida via internet, seu alcance é maior, via web. Isso dá credibilidade e contribui para o aumento de ouvintes.
A pesquisa busca subsídios que comprovem as rádios comunitárias como ferramentas modernas e de cunho popular, instrumentos de participação e representatividade de camadas menos favorecidas. Agentes diretas no processo democrático da conquista e manutenção de direitos coletivos e individuais, onde são poucos os espaços para discussão e atenção as necessidades populares.
3 - Quadro teórico de referência: Por abordar o exercício da participação pela rádio comunitário, são três, as obras de referência. A de maior importância é de Cicília Maria Krohling Peruzzo: “Comunicação nos Movimentos Populares – A participação na construção da cidadania”. Peruzzo ressalta a importância da comunicação popular e a contextualiza em nossa dinâmica social. A obra aborda conceitos de: povo; popular; como os meios dão ferramentas para participação e representatividade; antagonismos presentes na luta de classes entre povo e elite e veículos massivos e populares. Outros fatores, como conquista de espaços; articulação política e cultura; e reelaboração de valores e formação das identidades são tratados. “Comunicação nos Movimentos Populares – A participação na construção da cidadania” aborda as rádios comunitárias como possibilidade de participação democrática, livre, sem fins lucrativos, ou ligados a poderes e exercida pela gestão coletiva.
Outra referência está em Marshall Mcluhan. Em “Os meios de comunicação como extensão do homem”, Mcluhan aborda o rádio como “o tambor tribal que produz a extensão do sistema nervoso do homem e que o envolve com profundidade”. Para Mcluhan, o rádio se opõe diretamente a cultura visual, onde o receptor tem que fazer as devidas leituras para interpretar as mensagens. Com o rádio o indivíduo, que tem menor conhecimento letrado e faz parte das camadas mais pobres e desfavorecidas, encontra um canal direto de recepção.
Mcluhan afirma que o rádio é o “sistema nervoso da informação” que dissemina notícias e liga pessoas às outras. Diferente de outros meios de comunicação possui o tempo a seu favor ao estender o diálogo. Isso aproxima as pessoas do rádio: o convívio direto e a direção objetiva ao público.
Por fim, Dalmo de Abreu Dallari em “O que é participação política”, nos dá artifícios e argumentos sobre participação. Quando se aborda o direito de participação, traz-se a tona que a cidadania se constrói por essa via. A Declaração Universal dos Direitos Humanos considera a participação política um direito fundamental de todos os indivíduos. Diz, entre outras coisas, que “todo ser humano tem o direito de tomar parte no governo de seu país e que a vontade do povo será à base da autoridade do governo”.
A história da humanidade revela a existência de uma luta constante para que o maior número possível de pessoas participe das decisões políticas. Cabe as rádios comunitárias o papel aglutinador de forças aos menos favorecidos para saírem fortalecidos no embate que envolve diversos interesses. Essa árdua conquista amplia a participação e elimina muitas diferenças sociais e políticas.
Existe escassez de estudos sobre o tema. A operação das rádios comunitárias é algo recente no Brasil e são poucos referências que abordam, explanam e dão exemplos. Difundida em diversas regiões, em específico nas mais populares, tornam-se ponto de referência quando se aborda a democracia pela participação popular e dá espaço ao exercício crítico de contestação para os desfavorecidos. Diferente das emissoras comerciais, o canal, ao estar próximo e fazer parte do cotidiano comunitário, compreende as necessidades locais e busca alternativas para solucionar eventuais problemas e conflitos que envolvam não apenas o todo coletivo, mas indivíduos que não encontram espaços públicos para solucionar suas necessidades.
Além da participação, o estudo abordará como as novas tecnologias diferem a Cincão FM. Transmitida via internet, seu alcance é maior, via web. Isso dá credibilidade e contribui para o aumento de ouvintes.
A pesquisa busca subsídios que comprovem as rádios comunitárias como ferramentas modernas e de cunho popular, instrumentos de participação e representatividade de camadas menos favorecidas. Agentes diretas no processo democrático da conquista e manutenção de direitos coletivos e individuais, onde são poucos os espaços para discussão e atenção as necessidades populares.
3 - Quadro teórico de referência: Por abordar o exercício da participação pela rádio comunitário, são três, as obras de referência. A de maior importância é de Cicília Maria Krohling Peruzzo: “Comunicação nos Movimentos Populares – A participação na construção da cidadania”. Peruzzo ressalta a importância da comunicação popular e a contextualiza em nossa dinâmica social. A obra aborda conceitos de: povo; popular; como os meios dão ferramentas para participação e representatividade; antagonismos presentes na luta de classes entre povo e elite e veículos massivos e populares. Outros fatores, como conquista de espaços; articulação política e cultura; e reelaboração de valores e formação das identidades são tratados. “Comunicação nos Movimentos Populares – A participação na construção da cidadania” aborda as rádios comunitárias como possibilidade de participação democrática, livre, sem fins lucrativos, ou ligados a poderes e exercida pela gestão coletiva.
Outra referência está em Marshall Mcluhan. Em “Os meios de comunicação como extensão do homem”, Mcluhan aborda o rádio como “o tambor tribal que produz a extensão do sistema nervoso do homem e que o envolve com profundidade”. Para Mcluhan, o rádio se opõe diretamente a cultura visual, onde o receptor tem que fazer as devidas leituras para interpretar as mensagens. Com o rádio o indivíduo, que tem menor conhecimento letrado e faz parte das camadas mais pobres e desfavorecidas, encontra um canal direto de recepção.
Mcluhan afirma que o rádio é o “sistema nervoso da informação” que dissemina notícias e liga pessoas às outras. Diferente de outros meios de comunicação possui o tempo a seu favor ao estender o diálogo. Isso aproxima as pessoas do rádio: o convívio direto e a direção objetiva ao público.
Por fim, Dalmo de Abreu Dallari em “O que é participação política”, nos dá artifícios e argumentos sobre participação. Quando se aborda o direito de participação, traz-se a tona que a cidadania se constrói por essa via. A Declaração Universal dos Direitos Humanos considera a participação política um direito fundamental de todos os indivíduos. Diz, entre outras coisas, que “todo ser humano tem o direito de tomar parte no governo de seu país e que a vontade do povo será à base da autoridade do governo”.
A história da humanidade revela a existência de uma luta constante para que o maior número possível de pessoas participe das decisões políticas. Cabe as rádios comunitárias o papel aglutinador de forças aos menos favorecidos para saírem fortalecidos no embate que envolve diversos interesses. Essa árdua conquista amplia a participação e elimina muitas diferenças sociais e políticas.
Projeto de Pesquisa em Comunicação Popular e Comunitária - Fim
4 – Tema: A participação popular nas rádios comunitárias. Estudo de caso da Cincão FM.
5 - Objetivos gerais: Produzir referências sobre rádio comunitária e participação popular na construção da cidadania. O tema cidadania é muito abordado, mas pela comunicação e o exercício, são poucos recorrentes. A Cincão FM é um canal da comunidade da Zona Norte de Londrina. Pretende-se observar e descrever a participação e seus resultados. Hoje, interesses populares não recebem a devida atenção. Cabe a ela, a função organizacional que supre dificuldades e dá voz aos desfavorecidos. As rádios interagem com o ouvinte e a realimentação é visível quando há retorno da participação por estúdio, telefone ou internet.
A pesquisa leva em consideração a educação proporcionada pela rádio e o desenvolvimento do senso crítico dos emissores e receptores. A aplicação desses conceitos é baseada nas disciplinas da especialização em Comunicação Popular e Comunitária.
6 - Objetivos específicos: Apontar que a participação e os direitos populares estão enfraquecidos devido o poder da grande mídia. Existem focos de resistência e canais onde a população se comunica, expressam idéias e reivindica melhorias. A inserção do meio de comunicação, na Zona Norte de Londrina, muda e constrói a criticidade. A massificação da grande imprensa é tal, que acontecimentos que nos desfavorecem são aceitos passivamente, sem questionamentos. É a falta de representatividade que atrapalha a formação da cidadania.
7 – Problema: Qual é o valor da rádio comunitária na comunicação popular e comunitária?
8 – Hipótese central: As formas de comunicação disseminam-se. Criam-se oportunidades aos que precisam de melhorias, sejam estruturais, sociais ou políticas. As rádios comunitárias são ferramentas que dão acesso e “voz” as comunidades. Como essa participação é exercida e aonde são vistos os resultados?
9 – Metodologia: Baseada na bibliografia relacionada, referências teóricas para debate e exposição. Outras maneiras são pelos exemplos, experiência e vivência na rádio, capturas de informações, entrevistas e relatos que comprovem a participação popular. As fontes serão gravações e análises de programas com maior audiência e participação.
10 - Referências Bibliográficas:
- PERUZZO, Cicília M.K. Comunicação nos movimentos populares - A participação nas construção da cidadania. Rio de Janeiro. Petrópolis: Vozes, 1998.
- TEIXEIRA, João Gabriel Lima Cruz. A construção da Cidadania. Brasília. UNB, 1996
- COVRE, Maria de Lourdes Manzini. O que é cidadania? São Paulo. Brasiliense, 1997;
- DALLAN, Dalmo de Abreu. O que é participação política. São Paulo. Abril Cultural. Brasiliense, 1984;
- DENO, Pedro. Participação é conquista: Noções de participação social participativa. São Paulo. Cortez, 2001;
- LOPEZ, Maria Immacolata V. O rádio dos pobres – Comunicação de massa, ideologia e marginalidade social. São Paulo, Loyola, 1998;
- MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensão do homem. 4 ed. São Paulo. Cultrix, 1964;
- THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995;
MEDITSCH, Eduardo. O rádio na era da informação – Teoria e técnica do novo radiojornalismo. Florianópolis. Insular – Editora da UFSC, 2001.
5 - Objetivos gerais: Produzir referências sobre rádio comunitária e participação popular na construção da cidadania. O tema cidadania é muito abordado, mas pela comunicação e o exercício, são poucos recorrentes. A Cincão FM é um canal da comunidade da Zona Norte de Londrina. Pretende-se observar e descrever a participação e seus resultados. Hoje, interesses populares não recebem a devida atenção. Cabe a ela, a função organizacional que supre dificuldades e dá voz aos desfavorecidos. As rádios interagem com o ouvinte e a realimentação é visível quando há retorno da participação por estúdio, telefone ou internet.
A pesquisa leva em consideração a educação proporcionada pela rádio e o desenvolvimento do senso crítico dos emissores e receptores. A aplicação desses conceitos é baseada nas disciplinas da especialização em Comunicação Popular e Comunitária.
6 - Objetivos específicos: Apontar que a participação e os direitos populares estão enfraquecidos devido o poder da grande mídia. Existem focos de resistência e canais onde a população se comunica, expressam idéias e reivindica melhorias. A inserção do meio de comunicação, na Zona Norte de Londrina, muda e constrói a criticidade. A massificação da grande imprensa é tal, que acontecimentos que nos desfavorecem são aceitos passivamente, sem questionamentos. É a falta de representatividade que atrapalha a formação da cidadania.
7 – Problema: Qual é o valor da rádio comunitária na comunicação popular e comunitária?
8 – Hipótese central: As formas de comunicação disseminam-se. Criam-se oportunidades aos que precisam de melhorias, sejam estruturais, sociais ou políticas. As rádios comunitárias são ferramentas que dão acesso e “voz” as comunidades. Como essa participação é exercida e aonde são vistos os resultados?
9 – Metodologia: Baseada na bibliografia relacionada, referências teóricas para debate e exposição. Outras maneiras são pelos exemplos, experiência e vivência na rádio, capturas de informações, entrevistas e relatos que comprovem a participação popular. As fontes serão gravações e análises de programas com maior audiência e participação.
10 - Referências Bibliográficas:
- PERUZZO, Cicília M.K. Comunicação nos movimentos populares - A participação nas construção da cidadania. Rio de Janeiro. Petrópolis: Vozes, 1998.
- TEIXEIRA, João Gabriel Lima Cruz. A construção da Cidadania. Brasília. UNB, 1996
- COVRE, Maria de Lourdes Manzini. O que é cidadania? São Paulo. Brasiliense, 1997;
- DALLAN, Dalmo de Abreu. O que é participação política. São Paulo. Abril Cultural. Brasiliense, 1984;
- DENO, Pedro. Participação é conquista: Noções de participação social participativa. São Paulo. Cortez, 2001;
- LOPEZ, Maria Immacolata V. O rádio dos pobres – Comunicação de massa, ideologia e marginalidade social. São Paulo, Loyola, 1998;
- MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensão do homem. 4 ed. São Paulo. Cultrix, 1964;
- THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995;
MEDITSCH, Eduardo. O rádio na era da informação – Teoria e técnica do novo radiojornalismo. Florianópolis. Insular – Editora da UFSC, 2001.
Assinar:
Postagens (Atom)