sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
157 - Assalto a mão armada (Parte II)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
157 - Assalto a mão armada (Parte III)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
157 - Assalto a mão armada (Parte IV)
Continua...
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
157 - Assalto a mão armada (Parte V)
As batias do meu coração estavam tão aceleradas que se confundiam com o motor da moto. Trinta mil é uma boa grana! Antes de sair, rezei um pai-nosso e três ave-marias.O plano era o seguinte: Alexandre, que estava com a Ponto 40, entraria encapuzado para dar voz de assalto. Eu, que estava na moto, tinha que render o guarda, tomar o “canhão” e amarrá-lo num pilar.
Quando chegamos Alexandre caminhou mais ou menos cinqüenta metros em direção à mesa do gerente. Fiquei lá fora e deixei a moto pronta para sair. Depois segui em direção ao guarda para pedir informações. Parei na sua frente e comecei a conversar. Enquanto isso, na gerência, Alexandre perguntava pelo malote. O guarda percebeu a movimentação e antes que pudesse reagir dei-lhe dei uma rasteira e uma coronhada na sua cabeça. Ele caiu e implorou piedade. Com o vigilante rendido e Alexandre na mesa do gerente, tudo parecia certo. Só que um imprevisto aconteceu: ele não queria dar o malote e Alexandre deu tiro na sua mão. Fomos obrigados a correr por causa do barulho.
- Como você me dá uma dessas? Dar um tiro e sair fora sem nada?
Uma viatura nos perseguiu e tivemos que a atirar. Alexandre foi atingido no pescoço e caiu da moto. Não podia parar, então acelerei. Escondido, soube pela TV que Alexandre morreu com um tiro no pescoço e dois na cabeça. Provavelmente foi executado. Fiquei desolado e sem saber como agir. De madrugada, enquanto dormia, ouvi um ruído. Era tarde demais. A polícia me prendeu e as câmeras de TV me filmaram.
Hoje, dentro de uma cela na cadeia, conto esta história triste e me arrependo de tudo que fiz, desde o momento que comecei a roubar e a usar drogas. Sei que a minha mãe e a mãe de outros amigos que estão nesta cela sofrem pelos erros dos filhos. Se tivesse escutado seus conselhos e andado no caminho certo, provavelmente não estaria amargando essa vida dura. Sonho em sair daqui, constituir família, ter emprego honesto, enfim, um futuro decente. Apagar esse passado triste. Que bom seria se a maldade não tivesse invadido meu coração e eu fosse livre! Poderia sair na rua, ficar em frente de casa esperando a Lúcia passar, admirar seus lindos cabelos negros e até quem sabe lhe perguntar como foi seu dia, se está interessada em tomar um sorvete ou passear no parque, juntos e de mãos dadas.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
O homem e seu ninho
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Gafanhotos Blindados
Com formação recente, mas integrantes experientes a Gafanhotos Blindados é alusão a uma poesia do artista plástico londrinense Agenor Evangelista, que a batizou num bate-papo ao fim de tarde na praça em frente ao Teatro Ouro Verde, no calçadão de Londrina. A Gafanhotos Blindados tem Flávio Lira, 21, o Carioca, que mora em Londrina há menos de um ano, na guitarra; Tiago Nirvana, baixista de 27 anos e morador do Semiramis; a vocalista Vanusa Carvalho, 20, também do Semiramis e Diego Rodrigues, 18, baterista e morador do Parque das Indústrias.Segundo Tiago Nirvana, a banda surgiu após uma conversa com Flávio, no bar Potiguá. Flávio veio do Rio de Janeiro para Londrina depois de fazer muita musica no bairro de Guadalupe, na Cidade Maravilhosa. ”Na minha rua muita gente tocava violão. Aprendi só de olhar”, comenta Carioca. “Toquei na banda de garagem Descontrole, que adotava o estilo mais agressivo”. Com ensaios ao menos uma vez por semana, eles ainda não se apresentaram e esperam se entrosar para subir aos palcos. “A música é meu mundo. Gosto do cheiro do estúdio. Fiz muitas amizades em Londrina, logo no primeiro encontro houve empatia e simpatia entre todos ao mesmo tempo”, completa Carioca.
Outro músico da Gafanhotos Blindados é Diego Rodrigues. Para ele, tudo começou cedo, logo aos 13 anos, quando escutou Basket Case do GreenDay. “A bateria se destaca muito nessa música”. Porém, o que chama atenção foi sua entrada inusitada para a banda. “Conversava com o Tiago a respeito de música e percebemos o mesmo gosto. Cada um estava com seu instrumento e decidimos, naquele momento, entrar num estúdio. Afinamos os instrumentos e começamos a tocar. Essa parceria já dura mais de um ano”, lembra Diego, ao lado da única mulher do grupo, Vanusa Carvalho. Com passagem por algumas bandas de garagem, muitas vezes o público a chama de Pitty, porque ela interpreta algumas canções da cantora de rock que faz muito sucesso entre os adolescentes. “Com doze anos tocava violão e meu pai sempre gostou. É diferente uma mulher fazer isso”, diz.
“Nosso som busca a critica social e alerta a sociedade contra as desigualdades. O que vemos, fazemos como historia de vida”. Essas são as palavras de Tiago da Silva Moreira, conhecido como Tiago Nirvana e que passou por diversas bandas, como a Garage 38, Nirvana Cover, The Back Three e Crau. Tiago toca desde os 16 anos. “Tinha um mini-sistem quebrado e o troquei por um baixo Magnus vermelho. Nele tirei minha primeira musica: Polly, do Nirvana”, recorda-se. “Cresci ouvindo músicas de Roberto Carlos, Alice Copper, Beatles, Creedance e ABBA. Meu pai ainda tem todos esses vinis guardados em casa”. Com influências do grunge, ele tem o seguinte pensamento: “Você tem que ter atitude. Não pode existir medo de expressar o que pensa e sente, já que na vida nunca pode existir preconceitos”.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Pedras Ruivas e seu Rock Intenso
Com músicas próprias, abordam fatos sociais e filosóficos sobre a vida, amores e coisas afins. Quanto as apresentações, foram muitas. “Em 2002 tocamos no Rock das Mangueiras para mais de 300 pessoas, mas nosso período mais intenso foi em 2004, quando tocávamos quase todos os fins-de-semana no MPB Bar”, recorda Ruivo.
Das vinte músicas do grupo, “Segunda Pagina”, versão de “Jornais”, de Nenhum de Nós, é a que mais faz sucesso. A banda se orgulha de ter participado de programas na Universidade FM e na Cincão FM, onde cantaram ao vivo.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Never Land - Terra do Nunca
Num estilo comedido e voltado ao comercial, está a NeverLand. Formada em 2004 por Bruno Sanches, guitarra; Ronalt Sanches, baixo; Robson Mancini, bateria e; Jefferson Melão, vocal, eles tocam músicas covers que possuem grande recepção do público. Conhecidos na região, se apresentam em festas de adolescentes até em inusitados casamentos. Bruno, 19 e morador do Luis de Sá afirma que influenciado por amigos, escutou seu primeiro rock há cinco anos. Foi a música “Come as you are”, da banda grunge norte-americana Nirvana. Apesar do gosto pela bateria, tornou-se guitarrista a partir das aulas de violão. “Sou primo do Ronalt e quando vim de São Paulo, ia a todos os ensaios, até que um integrante saiu e entrei em seu lugar”.domingo, 23 de dezembro de 2007
Fora do Tempo - HardCore Agressivo
A musicalidade na Região Norte de Londrina é diversificada e há várias bandas que tocam músicas próprias. Com o hardcore agressivo, letras de vanguarda engajadas na crítica social, a Fora do Tempo é independente e prefere não se rotular. O grupo é composto por César Galvão, 24, vocal; Tiago Ravache, 21, guitarra; Alessandro Pereira, 23, baixo; Tiago Scarelli, 22, guitarra e; Andrey Hudson, baterista de apenas 14 anos. O nome Fora do Tempo surgiu posteriormente. No inicio chamava-se Fratura, algo que lembra uma queda. “O nome deu-se porque cada integrante gostava de um estilo musical. Nos ensaios, sempre havia um músico que não era afinado com os outros e a música ficava fora do tempo”, diz Scarelli, pioneiro na banda e morador do Aquiles. Para não haver divergências, todos dizem que gostam de rock. “Ele uma ‘árvore’ com várias vertentes”, completa Andrey.
O mais experiente é César Galvão, que mora no Jardim dos Alpes e passou por diversas bandas, entre elas a Surface, onde tocou guitarra. Galvão ouviu muito Ramones, Dead Fish, Dance of Days e é autor das letras e arranjos. “São diversos os estilos e influências que resultaram em baladas a sons progressivos. Algumas julgo confessionais, ao mesmo tempo subjetivas e com múltiplos sentidos. Ao todo, possuímos sete composições e a de maior destaque é “Ilusões”, que aborda a vontade de ficar com uma pessoa”.
Outro integrante da Fora do Tempo é Tiago Ravache, que vive no João Paz e é professor de violão. Com influências de Offspring e músicas clássicas, acha errônea a discriminação de alguns estilos. “Quando se define que existe uma tribo, é porque há divisão”. Apesar da técnica, ele entrou na banda inusitadamente. “Havia um show marcado para o sábado e estavam sem guitarrista. Isso era quarta-feira. Fui convidado, ensaiei e no sábado subi ao palco”, relembra. Guitarrista há seis anos, aprendeu muito através de Mozart e Beethoven. “Eles expressam sentimentos e emoções”. Quem toca baixo, guitarra e violão é Alessandro Pereira, morador do Luis de Sá. “Conheci o César em 1998, quando andávamos de skate e em pistas de madeirite na Saul. Nessa época escutava muitas bandas e sempre tive o gosto eclético”. Como Ravache, ouve Vivaldi, Bach, Mozart e ao mesmo tempo CPM 22. “A música clássica é mais formal. Mas há transições. Música é algo muito aberto”, recordando-se que pegou num violão muito cedo. “Era um Tonante com cordas de aço, do meu avô, que tocava na Folia de Reis. A Folia é tradição e cultura popular relacionada ao violeiro caipira”, diz. Scarelli, do Aquiles e Andrey, do Luis de Sá tem a mesma opinião. Ambos sabem que a banda tem um futuro promissor, pois tocam em escolas e ensaiam todos os sábados. Scarelli completa: “Falta, em Londrina, mais espaços públicos e privados para as bandas mostrarem seus trabalhos. Em compensação, as novas tecnologias, como o celular, mp4 e a internet, possibilitam que mais pessoas conheçam nosso trabalho”.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Dark Flames - Guerreiros que vão a batalha
Horda é um termo que significa guerreiros que vão à batalha e Dark Flames, segundo o guitarrista Murmur, significa “fogo e o lado escuro da mente, que são dois símbolos do Black Metal”. A formação original da Dark Flames deu-se no ano 2000, por Murmur (guitarra), Beemoo (bateria), Mammon (guitarra), Ukobach (baixo) e Behemoth (vocais). Ficaram até 2004. Em 2002, lançaram a demo “O iluminar da morte”. Na introdução, “O Guarani” de Carlos Gomes. “Isso é um símbolo do nacionalismo e as músicas são cantadas em português”, diz Murmur. Na trajetória, consta à saída do vocalista e do baixista, mas os remanescentes mantiveram a chama da banda acesa por mais dois anos, quando por motivos pessoais, Beemoo e Mammon não puderam mais dividir o palco com a Dark Flames. Durante dois anos buscaram novos membros e no ano de 2005, o horda deu uma nova guinada na sonoridade com a entrada de dois novos guerreiros: Lord Fúria (vocal) e Daemon Hael (teclados). Em 2006 entra Tormentor (baixo), e em 2007 Obscure Abaddon (bateria). Todos os integrantes são moradores da Zona Norte. O pseudônimo e a pintura do rosto são práticas comuns do Black Metal, referência a “guerreiros que vão à batalha”.
