terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A leitura, por Aldo Moraes


A palavra é elemento fundamental para a comunicação do ser humano. Um horizonte se abre quando ainda crianças aprendemos as primeiras sugestões de interação com nossos pais e familiares. Um universo de possibilidades ocorre quando vamos para a escola e entramos na magia de letras, frases e textos completos.
De todas as invenções humanas, a escrita é especial porque nos leva ao coração e à mente de outras pessoas e nos conecta com o passado e com nossos sentimentos. O livro, o jornal e a revista são extensões da imaginação humana e por isso são tão fascinantes em nossa vida diária.
Através da literatura, viajamos por países e terras distantes, enxergamos seres fantásticos e compreendemos melhor os fatos históricos que levaram a humanidade aos tempos de guerra e de paz.
A transmissão do conhecimento e daquilo que foi produzido por pensadores e artistas no passado se dá através dos livros. Por isso quem lê, desenvolve e amplia um leque maior e mais rico de vocabulário e claro, se comunica melhor com as diferenças que nosso mundo moderno apresenta.
O hábito da leitura pode ser estimulado e desenvolvido em qualquer idade, mas quando os pais e educadores apresentam a magia dos livros para as crianças, elas tomam gosto pela leitura e seguem pela vida adulta tendo o livro como companheiro.
O despertar da imaginação criativa, a compreensão de mundo e a facilidade de comunicação são estimuladas pela leitura durante toda a vida. Portanto, abrir este jornal pode ser uma fascinante aventura de conhecimento, cultura e lazer.



Atenção comerciante: A Bitt Informática disponibiliza software e impressora para emitir a Nota Paraná.


A Bitt Informática atende empresas, comércios, residências, faz automação comercial e dá suporte na implantação da Nota Paraná. A loja comercializa impressoras, notebooks, tabletes, desktops, celulares, produtos eletrônicos e faz manutenções. “Vendemos e instalamos computadores residenciais. Também construímos redes e comercializamos servidores”, afirma Vinicius Bittencourt (33). Formado em Economia e com licenciatura em Matemática, ele viu que a tecnologia lhe daria boas oportunidades. “Meu irmão (Renan Bittencourt) é Analista de Sistemas e sua mão de obra é muito qualificada. Juntamos economia com informática e isto dá resultados”, diz.                    
Há seis anos no mercado e com clientes em Jataizinho, Ibiporã e Londrina, a loja obtém um crescimento de 30% ao ano. Isto se deve a novos desafios, como entrar no ramo de impressão fotográfica de alta definição. “Atendemos 60% da empresas locais com manutenção de redes, impressoras e servidores. Os clientes variam entre frigoríficos, mercados, farmácias e lojas”, declara.                                                                                                                             
De olho no crescimento do mercado, ele afirma que já é obrigatória a emissão da Nota Paraná e todos os comércios serão obrigados a informar o CPF na nota fiscal. Para isto, deve haver computador, software e impressora térmica para gerenciar o sistema. “A contabilidade da empresa será mais organizada, pois o empresário saberá quanto vendeu, gastou e lucro obtido. Alguns contadores orientam os clientes a nos procurar para implantar o sistema e ensinar a usar o programa, uma vez que isto foge da área deles”, cita. Vinicius Bittencourt ressalta que o não cumprimento da Nota Paraná é passível de pena ao comerciante. “O consumidor terá um cadastro na Receita Estadual. Se ele exigir a nota e ela não for emitida, é possível fazer uma denuncia”, pontua. 
Mais informações sobre produtos diversos e a Nota Paraná podem ser obtidas no telefone 32593706. A Bitt Informática está na Monteiro Lobato, 669. 

Uma escritora genuiname jatainhense.

           

           O mundo moderno e as invenções nos trazem facilidades, além de deixar a vida mais cômoda. Porém, como fica a relação pessoal? Para não deixar os “laços” se perderem e resgatar estórias e casos antigos, a escritora Edith Maciel Cordeiro, começou a desenvolver uma série de livros que retoma a tradição da oralidade.
            Aos 75 anos ela já publicou os livros “Luz do Amanhecer” e “Esplêndida Conquista”, além de ter outros na “gaveta”. Ambos são baseados em histórias de amigos e familiares, conservando fatos e estórias ouvidas dos pais, avós e tias, todos falecidos. “Tive a infância generosa. Pude brincar em rios e subir em árvores. Após as brincadeiras sentávamos em volta da minha avó e ela contava belas estórias com fundo moral, além de resgatar valores tradicionais da família. Todas foram transmitidas de forma oral por seus antepassados e isto foi em Uraí, na região da Água do Macaco, atrás de belas montanhas”, relata.
Além das estórias, a avó de Edith a ensinava a bordar, costurar e desenhar. Nestas oportunidadesse comemorava o Dia do Professor em sala de aula e, os trabalhos feitos durante o ano eram apresentados. “São valores simples, mas que diferenciam a educação. É uma pena que as novas tecnologiastiraram muito o lado humano que havia no homem, em especial nas crianças, que não vivem como antigamente. No passado as brincadeiras eram a tabuada, além de várias outras. A geração atual fica em casa mexendo no celular, computador ou televisão. Isto representa a perda no desenvolvimento da imaginação”, afirma.
            Edith recebe incentivos da editora para comercializar seus livros, tanto que se tornoufigura constante nos eventos do SESI em Curitiba. No entanto ainda lhe falta uma assessoria para ajudar na venda e divulgação do seu trabalho. Com a idade avançada, mas em plena saúde, ela vive rodeada de cães, gatos e galinhas. Apesar do apreço aos animais, ela dedica cerca de duas horas por dia a literatura.
            Entre os projetos de Edith Cordeiro, está um livro que fala da cidade, além de outro com abordagem a religião, o bom viver, costumes e ética no cotidiano. “Algo para refletir sobre a vida”, diz. Contatos com a escritora podem ser feitos pelo telefone 32592831.


“O renascer da águia”

            “A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie, chegando a viver setenta anos. Para chegar a esta idade, aos quarenta anos ela tem de tomar uma séria e difícil decisão. Nesta idade ela está com as unhas compridas e flexíveis e não consegue mais agarrar suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva, dificultando a caça e apontando para o peito. As asas envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, torna o voar mais difícil. Só há duas alternativas: morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar aproximadamente 150 dias.
            Este processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar este lugar, a águia começa a bater o bico contra a pedra até conseguir arrancá-lo. Após, espera nascer um novo bico com qual vai depois arrancar suas unhas. Quando estas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Só então sai para o famoso vôo de renovação, para viver por mais trinta anos. Use as ferramentas que tem à mão. Aproveite as oportunidades.”

Mistérios e assombrações: Pescadores descobrem estátuas diabólicas no Tibagi.



Este fato aconteceu em 1980, aterrorizou os moradores de Jataizinho e foi notícia em jornal. O ocorrido se deu quando os pescadores Adolfo Pinto e Gonçalo Geremias, ao pescarem madrugada adentro, retiraram das águas, dum local chamado “paredão”, estátuas de um casal de diabos.
            Admirados com o achado, eles levaram as estátuas para serem fotografadas no Foto Santo Antônio. Elas foram deixadas lá, em exposição, por algum tempo. Mas, em seguida retiradas pelo proprietário do estabelecimento, que estava sendo atrapalhado no seu trabalho pelo grande fluxo de curiosos que se dirigiam ao local.
            A noticia da descoberta espalhou-se rapidamente e este foi o assunto comentado por vários dias. A partir dai, surgiram interpretações sobre o significado das estatuetas. Os supersticiosos acreditavam piamente ser um aviso do céu sobre catástrofes diabólicas que poderiam se abater sobre a cidade num futuro próximo; os otimistas ridicularizaram o achado, dizendo que não devia haver preocupação sobre as atividades ocultas dos demônios, pois estes já haviam sido descobertos e encontravam-se em lugar seguro e inativos.
As estátuas.
            Medindo pouco mais de um palmo de altura (elas podem ser comparadas a estatura humana, conforme uma foto da épocatirada junto aos pescadores), as estatuetas do casal diabólico são fundidas em ferro e davam a impressão de serem confeccionadas recentemente, pois não foram vitimas da ação corrosiva das águas.
            Com as características da imagem tradicional do diabo – tridente, chifres e rabo – as estatuetas despertou em quem as viu, a sensação de se deparam frontalmente com o próprio demônio, tal a impressão que elas causam, sobretudo pelo brilho misterioso dos olhos, emitido pelo reflexo do vidro vermelho.

Fonte: Folha de Londrina de 16/1/1980. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Centenário do samba, por Aldo Moraes

“O samba é alegria, falando coisas da gente
Se você anda tristonho, no samba fica contente “...
(Paulinho da Viola)



Em 2016 se inicia as comemorações em torno do centenário do samba, tendo como ponto de partida a gravação de “Pelo Telefone”, composição de Donga e Mauro de Almeida. Os primeiros sambas tinham o ritmo acelerado, influência do maxixe e as letras falavam do cotidiano urbano com humor e leveza. A primeira fase do samba tem na Bahia e Rio de Janeiro os principais criadores e a figura da Tia Ciata se destaca por agregar talentos em sua casa e proteger os músicos da ação policial, já que o violão e a música popular eram vistos como atividade de vagabundo no início do século XX. A essência musical do samba é tão cheia de possibilidades que logo surgiram subgêneros: samba-choro, batucada, samba-canção, partido-alto, pagode e bossa nova.                
Os anos de ouro do rádio viram surgir compositores essenciais para a história da música brasileira e que solidificaram a forma do samba: Noel Rosa, Ary Barroso, Dorival Caymmi e Lupicínio Rodrigues por exemplo. Um carioca, um mineiro, o baiano e o gaúcho para mostrar que já se fazia samba em todo o país e que as temáticas iam da filosofia ao amor perdido, cantar as glórias do Brasil e o mar infinito do Nordeste.                                                                                  
Profundamente enraizado no cotidiano brasileiro, o samba absorveu a melodia da modinha portuguesa e a poesia dos trovadores urbanos contribuindo para a formação do que se conhece hoje por MPB. Conta a lenda que na preparação de um LP, um produtor perguntou a Elis Regina o que era aquela mistura de estilos e ritmos que ela cantava e porque ia misturar samba com bolero. Elis respondeu que o samba era um elo e que isso se chamava MPB. A partir daí, a música nacional se inseriu na multiplicidade de cores e ritmos que conhecemos...                                                                                                       
A Bossa Nova levou sua versão de samba para o mundo e até hoje é cantada e admirada em capitais culturais como Londres, Nova Iorque e Tóquio. O samba foi se atualizando e se fundindo com o rock e o funk.                                             
Durante a ditadura, sambas antológicos foram escritos relatando de maneira cifrada e metafórica o que acontecia no Brasil. É o caso de “Apesar de Você” (Chico Buarque), “Comportamento Geral” (Gonzaguinha) e “O bêbado e o equilibrista” (João Bosco/Aldir Blanc). O complexo de ritmos de que se constitui a MPB, no qual o samba está inserido, também deu grande espaço a mulher: Aracy de Almeida, Elizeth Cardoso, Alcione, Beth Carvalho, Clara Nunes, Elza Soares, Dona Ivone Lara e Clementina de Jesus, que foi empregada doméstica e descoberta cantora aos 60 anos de idade.                                
O samba também deu espaço a poetas populares que nasceram em favelas e morros cariocas como Cartola, Zé Ketti, Martinho da Vila e Nelson Cavaquinho. Em nossa região, o londrinense Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção (que saiu de Cambé para o mundo) escreveram sambas com a estética urbana das grandes cidades e a poesia concreta.                                                      
As novas gerações conhecem mais o pagode romântico e o samba bem humorado de Zeca Pagodinho e Dudu Nobre. Mas, este gênero que representa o Brasil é essencial para conhecer nossa história política e social nos últimos 100 anos. Do período Vargas a Nova República; do feminismo a poesia moderna; do urbanismo desorganizado das cidades ao resgate dos nossos sonhos e esperanças, tudo passa pelo samba!

“O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor
“O grande poder transformador” (Caetano Veloso)


Inscrições para o Campeonato Amador de Futebol de Ibiporã vão até 12 de fevereiro.


Estão abertas as inscrições para o Campeonato Amador de Futebol na categoria livre para atletas acima de 18 anos. Segundo Claudio Gozzo, da Secretaria Municipal de Esportes, a competição reúne mais de 16 equipes e é muito disputado. As inscrições vão até 12 de fevereiro e para efetivá-las é preciso comparecer a secretaria (localizada na Rua João Barreto, 505, Jardim Pérola). Este ano as equipes devem apresentar a documentação que comprove o vinculo dos jogadores com o município e cada time pode convidar até quatro atletas de outras cidades. Haverá a confecção de carteirinhas e os jogos serão nos campos do Estrela e na Boa Esperança. Quanto à premiação, ela consiste em troféus e medalhas. “O Campeonato Amador de Futebol de Ibiporã é bem organizado, além de ser um dos melhores da região, integrando jogadores e propiciando esporte e lazer a milhares de pessoas”, declara.                                   
Cláudio Gozzo ressalta que além do Campeonato Amador de Futebol o município oferece outras opções na área de esporte, como o “Projeto Movimento”, que acontece nas escolas e atende crianças de oito a doze anos em diversos bairros. “São vinte estagiários ministrando aulas de futsal, handebol, xadrez, basquete e outras modalidades. O projeto atende cerca de mil alunos durante o ano, com inicio das atividades em fevereiro e finalizando em novembro. Todos os participantes ganham medalhas”, diz.                           
Outras atividades desenvolvidas são os Campeonatos de Futsal e o de Futebol Suíço, que reúnem cerca de 30 a 40 equipes cada e é dividido em 1ª e 2ª divisão. A Secretaria de Esportes também é responsável pela preparação dos atletas que competem nos Jogos da Juventude, organiza os Jogos dos Servidores, a Prova Pedestre Adriana de Sousa no Dia 1º de Maio e a Volta Ciclística do Guarani, que está na 4ª edição e reúne mais de 400 competidores.                     Mais informações a respeito das atividades esportivas e sobre o Campeonato Amador de Futebol podem ser obtidos no telefone 31780204.





Após grande quantidade de chuvas nesta semana, Defesa Civil foi acionada para ajudar a população.

Nesta semana, Ibiporã e algumas cidades do Norte do Paraná foram seriamente atingidas pelas chuvas. Carlos Alberto Caprera, coordenador da Defesa Civil do município afirma que o volume foi grande e diversas foram as ações, onde de imediato se disponibilizou locais para abrigar pessoas. Ele ressalta que não houve a necessidade devido os desabrigados permanecerem em casa de parentes, além de ser feita uma campanha com a Assistência Social quanto à atenção de recursos para ajudar as famílias. “Foi encaminhado para Curitiba um relatório e as famílias afetadas receberão ajuda”, cita.                        
O coordenador da Defesa Civil cita que diversos pontos foram afetados, como o Terra Bonita, onde um muro de arrimo rompeu-se e danificou alguns imóveis. Engenheiros da prefeitura estão avaliando as condições de moradia. Quanto ao abastecimento de água, a captação de água do Samae foi afetada, elevando o nível do rio e afetando os motores. Mesmo com a atemporalidade, imediatamente, após o nível da água cair, a operação voltou à normalidade. Quanto às galerias pluviais, devido às obstruções, em alguns locais o asfalto e calçadas cederam. “A Prefeitura fará um levantamento onde há bueiros entupidos para limpa-los. É importante a população destinar corretamente o lixo através da reciclagem e observar as recomendações quanto à construção, como por exemplo, o uso de caixa para fazer concreto”, cita.                                        
Na área rural, devido às estradas serem de terra, houve maior dificuldade, uma vez que o maquinário da prefeitura trabalhou intensamente na área urbana. Com a melhora do tempo, na quinta-feira foi realizada a limpeza nas estradas. “Há uma força tarefa de voluntários e funcionários da Prefeitura que trabalham arduamente para que tudo volte à normalidade”, afirma.                             
Quanto ao Rio Tibagi, que havia grande preocupação devido a correnteza poder ultrapassar a ponte. Carlos Alberto Caprera diz que foram realizados monitoramentos em diversos locais do rio para verificar a situação. A ação conjunta envolveu além da Prefeitura, a Policia Federal, Corpo de Bombeiros. “Na 3ª feira houve interdição da ponte na BR 369. Em casos como este, o município tem um plano de contingência através da Defesa Civil. Num prazo curto são usados meios para socorrer as pessoas, seja por barcos ou outros recursos, como maquinário e mão de obra”, pontua.

SAMAE realiza interligação para reforçar abastecimento.


O SAMAE de ibiporã realizou a obra de interligação de água nos seguintes locais: Beltrão Park, Eldorado, Pinheiro, vilas Eliane e Ribeiro. O trabalho foi realizado com pessoal e material da Autarquia aproveitando a travessia por baixo da linha férrea realizada pelos proprietários do residencial Beltrão Park. A tomada de água foi realizada na Avenida Santos Dumont em rede de 200 milímetros, já existente, de onde foi estendida uma rede de 150 mm até a linha férrea                                                                                               
Segundo o Coordenador de Redes de Água, Marcos Roberto Pereira, o SAMAE fez o serviço aproveitando a tubulação que foi assentada de 150 para 110 milímetros margeando a linha para fazer a junção com a Rua Lions Clube. No total foram 239,30 metros de tubulação assentados além da colocação de um registro de manutenção, um “T” para derivação e uma tomada de água para medir a pressão caso seja necessário.                                                                                             
O Diretor Presidente do SAMAE Claudio Buzeti, diz que o trabalho reforçou o abastecimento de vários bairros da região que sofriam problemas como a baixa pressão e falta de água. Para confirmar a melhoria, a Autarquia tem feito medição de pressão na rede e acompanhamento em algumas residências. “Após a conclusão do serviço não tivemos mais reclamações, mostrando que o trabalho aumentou o volume de água para melhor atender a população residente nos conjuntos. 

            Atuante quanto ao encaminhamento das ações, o vereador Marcos da Ambulância ressalta que obras relacionadas a saneamento e abastecimento de água são fundamentais para o desenvolvimento do município e representam melhores indicadores nas condições de vida.

A atuação do vereador Junior Felix na área pública não é recente. No segundo mandato como vereador (2009-2012 e 2013-2016), ele é servidor público municipal há mais de vinte anos, já atuou na Secretaria do Trabalho, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e na Secretaria Municipal de Governo. Presidente da Câmara de Vereadores entre 2009 a 2010, também é formado em Processamento de Dados. Com um mandato atuante e sendo líder do Prefeito na Câmara, ele diz que 2015 foi um ano produtivo no Legislativo, onde se debateu projetos em prol da coletividade. “Foram assuntos que envolvem saúde, educação, trânsito e a mudança de zoneamento para receber novas empresas geradoras de empregos para a nossa população e incentivar as já existentes, dando a Cambé um grande crescimento”, diz.                                          
Junior Félix também citou a excelente atuação do Presidente da Câmara, o vereador Paulo Soares, que age democraticamente e discute os projetos para que todos os vereadores os analisem de forma ampla. Um exemplo foi o que aconteceu no fim do ano, quando se colocou em pauta trinta projetos que demandaram longas sessões. “O Paulo Soares fez uma grande economia na Câmara e os valores foram revertidos ao município. Quando presidente tive a mesma clareza e vontade, resultando também numa das maiores economias já feitas pelo Legislativo Municipal”, ressalta.                                   
Com visão de futuro, o vereador diz que a mudança de zoneamento de algumas localidades é fundamental para a industrialização, tornando Cambé um modelo em todo país. A Secretaria de Planejamento, junto com a Comissão Municipal de Desenvolvimento Urbano, avalia as mudanças. No ano passado foram encaminhados projetos para a instalação de empresas e comércios em locais estratégicos e de acordo com a lei. “Com esta política pública muitas empresas serão atraídas, dando mais vigor à crescente área industrial e incrementando impostos como o ICMS e o ISS. A PR 445 teve a expansão do zoneamento próximo a Sandoz. Nas imediações está se desenvolvendo um pólo automobilístico com a instalação da Mercedes, Volvo e John Deere-Horizon, além de outros segmentos como a Don Mario e a AESA, que futuramente se instalará na região. O resultado é visto na geração de empregos e gastos no município e comércio”, cita Félix.                                                 
Com maior participação de impostos, Cambé tem investido muito em saúde e educação. Isso é visualizado nos Centros de Educação Infantil. A Prefeitura, em parceria com o Estado e a União, nos últimos sete anos construiu sete creches. Para a manutenção de cada uma é preciso em torno de 120 mil reais por mês. Atualmente está em construção uma creche no Campos Verdes e em processo de licitação mais uma no Conjunto Habitacional Antônio Euthymio Casaroto.
Quanto ao funcionalismo público, o vereador citou que eles foram valorizados, pois não tiveram perdas e os salários foram corrigidos de acordo com a inflação, sendo tudo conforme a determinação dos sindicatos das categorias. Devido a correção do PCCS (Plano de carreira, cargos e salários), mais de 1800 servidores tiveram aumento real.                                                             
Para 2016 ele cita o trabalho forte em diversos setores e o otimismo para a execução de muitos trabalhos, como por exemplo, a troca da iluminação na BR 369, que irá do pontilhão da PR 445 até as imediações da Balanças Açores, na saída para Rolândia; o reforço da iluminação em trechos da PR 445; construção de creches; recape e melhoria da malha asfaltica através da usina de asfalto adquirida pelo município; o Terminal Urbano que se inicia em meados de março; a reforma da Praça Getulio Vargas; a revitalização do Calçadão e da área central bem como melhorias nas estradas rurais.                               
O vereador Junior Félix se coloca a disposição dos munícipes em relação à sugestão de projetos e demais assuntos. “A Câmara de Vereadores, antes da sessão, disponibiliza a Tribuna Livre, onde o cidadão expõe idéias e cobra soluções para as diversas demandas. A cobrança é necessária para identificar o problema e encaminhar a solução”, pontua o vereador Junior Félix que pretende trabalhar intensamente neste ano de 2016 ouvindo a comunidade. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Frei Timóteo: o fundador de Jataizinho.


Jataizinho pode se considerar uma das cidades mais antigas do país. Localizada no norte do Paraná e banhada pelo Rio Tibagi, ela tem na sua história a lendária figura de Frei Timóteo, um de seus fundadores.

Devido as constantes ameaças de invasão pela Argentina, Paraguai e Uruguai, D. Pedro II assina o decreto imperial em 1851 para a criação da Primeira Colônia Militar do Império no Porto Arroio Jatai. O estabelecimento do aldeamento indígena era preciso devida a existência de nativos que representavam ameaças. Estabelecer o contato pacífico com essas sociedades beneficiaria o povoamento branco, com intuitos de resguardo de fronteiras e da colonização do interior paranaense.

Frei Timóteo chegou à Jataizinho em 1854 e foi o responsável pelo aldeamento. Ele viveu em meio à mata virgem e entre os nativos de várias famílias até 1895, quando faleceu.

Sua história foi transmitida às gerações por meio da oralidade e o mito foi registrado através da escrita para não se perder. Da época que viveu às margens do Tibagi, na tentativa de “educar” e pacificar os índios, se passaram muitos anos, mas a história do homem que viveu nesses recantos permaneceatravés do tempo.

Contam os antigos moradores, o que em parte ficou registrado na história através dos relatos do próprio Frei Timóteo, em cartas escritas aos superiores religiosos da Igreja e administrativos do Império, nas quais faz referência a tarefa de civilização, quase impossível, dos bravios Kaingángs. Esses índios eram muito arredios. Destruíam lavouras, saqueavam tulhas repletas de alimentos produzidos pelos índios Kayioá, escravos e colonos do Aldeamento São Pedro de Alcântara. Os Kaingángs agiam dessa maneira para manifestar repúdio. Rebelavam-se contra a ação dos brancos nas terras que não lhes pertenciam desde o descobrimento do Brasil. Na tentativa de contatos pacíficos com os Kaingángs (kaing= mato ang= gente), há um relato da estratégia utilizada pelo Frei para conseguir em partes, seu objetivo: a aproximação pacífica dos nativos. Certa vez, os Kaingángs chegaram às proximidades do Aldeamento e o pavor tomou conta do local. Eram uma constante ameaça ao “processo civilizador”. Fizeram o Frei refém e prenderam-no em uma tulha durante o dia e, em cânticos de guerra comemoravam a ação vencedora, pois capturaram o diretor do aldeamento. O Frei, temeroso, achando que seria seu fim, conseguiu fugir e se escondeu na mata. Viu que atearam fogo ao local onde ficou preso, iluminando a escuridão da mata e assombrando os bichos. No dia seguinte, pela manhã e sem que ninguém percebesse sua presença, foi ao local onde restavam as cinzas e deitou-se, cobrindo-se totalmente com elas ainda quentes de uma maneira que não percebessem seu corpo e sua respiração. Frei Timóteo sabia que essa era uma das poucas tentativas de contato que lhe restava. Aguardou imóvel os índios e ao perceber a aproximação, levantou-se e se impôs de maneira firme e quase que prateado, reluzente pelas cinzas impregnadas em seu corpo e vestes, iluminados pelos raios do sol. Transcendente, seguiu deixando marcas de cinzas em seus passos sobre a terra, em meio aos nativos, pregando a palavra do Cristo Vivo e “ressuscitado” como o Pai.Os nativos ficaram pasmados pelo fato do Frei permanecer com vida após o fogo ter destruído tudo. A partir disso, passaram a respeitá-lo e a crer no Deus Cristão tão poderoso que poderia tornar alguém imortal.


Quanto à realidade desse fato cabe uma indagação, mas resta a evidência do mito que permanece na memória da coletividade, em sua ação real na história do Brasil como o gigante catequético do rio Tibagi que tinha sob sua jurisdição os aldeamentos da Província do Paraná e São Paulo. Um homem pragmático no passado que continua atravessando as barreiras do tempo através de seus relatos e na memória das pessoas, em um busto de bronze com olhos zelosos voltados à Igreja Matriz de Jataizinho, na praça que leva seu nome.