quarta-feira, 8 de junho de 2011

O consciente

A consciência é uma qualidade da mente, que abranger qualificações como subjetividade, autoconsciência, sapiência e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. É um assunto muito pesquisado na filosofia da mente, psicologia, neurologia, e ciência cognitiva. Alguns filósofos dividem consciência em consciência fenomenal, que é a experiência propriamente dita e; consciência de acesso, que é o processamento das coisas que vivenciamos durante a experiência. Na psicanálise, consciência é uma qualidade psíquica que pertence à esfera da psique humana. Diz-se também que é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.

Função mental de perscrutar o mundo, a consciência é considerada a faculdade de segundo momento, onde ninguém pode ter consciência de alguma coisa (objeto, processo ou situação) no primeiro contato com essa coisa. No máximo, se pode referenciá-la com algum registro próximo, o que permite afirmar que a coisa é parecida com essa ou com aquela outra coisa, de domínio, sendo ela, provavelmente, a estrutura mais complexa que se pode imaginar atualmente.

Na obra “A mente humana”, a consciência é instanciada, tecnicamente, em sete camadas: do nível zero, factual (onde as coisas acontecem), até uma atividade ômega, dois pontos acima do nível que experimentamos hoje (consciência padrão); aquele estado conhecedor que conhece, e que seria alcançado apenas pelo ser humano.

António Damásio, em “O Mistério da consciência”, divide a consciência em dois tipos: consciência central e consciência ampliada. Inspirados na tese damasiana, entende-se que a faculdade em pauta é constituída com uma espécie de anatomia, que pode ser dividida, didaticamente, em três partes:

Dimensão fonte: onde as coisas acontecem de fato, o aqui agora;

Dimensão processual: amplitude de sistema que abriga expectativas, perspectivas, planos e qualquer registros mental em aberto;

Dimensão ampla: região de sistema que, sem ser um dispositivo de memória, alberga os conhecimentos e experiências que uma pessoa incorpora na existência.

Além da anatomia de constituição, listada acima, a consciência humana também guarda alguns estados:

Condições de consciência (vigília normal, vigília alterada e sono com sonhos), modos de consciência (passivo, ativo e ausente) e focos de consciência (central, periférico e distante).

Há outras definições de consciência, que remetem ao sentido moral, habilidades, capacidade, intuição ou julgamento do intelecto que distingue o certo do errado. Juízos morais desse tipo podem refletir valores ou normas sociais (princípios e regras). Entretanto, é valido afirmar que uma vez recusada a identificação do psiquismo com o consciente, restava a Freud investigar em que condições precisas o psiquismo vem a adquirir essa propriedade de ser consciente. A questão podia ser formulada então em dois terrenos. Seja um terreno reflexivo, numa determinação conceitual mais ou menos tributária da tradição; seja a partir do saber acumulado pela psicanálise. O primeiro desses pontos de vista é demonstrado na época da correspondência com Fliess, quando Freud recorre a Lipps. De fato, no tempo do “Projeto para uma psicologia científica”, Freud se distanciará de Lipps na medida em que falará de deslocamentos de energia psíquica ao longo de certas vias associativas e da persistência de traços quase indeléveis.

Considerando o consciente, pré-consciente e inconsciente, cuja significação não é mais puramente descritiva, vamos admitir que o pré-consciente esteja mais próximo do consciente que o inconsciente e, o latente ao pré-consciente. Do primeiro ponto de vista, “a consciência constitui a camada superficial do aparelho psíquico”. Em outras palavras, escreve Freud em “O eu e o isso”:

“Vemos na consciência uma função que atribuímos a um sistema que, do ponto de vista espacial, é o mais próximo do mundo externo. Essa proximidade espacial deve ser entendida não apenas no sentido funcional, mas também no sentido anatômico. Assim também nossas pesquisas devem, por sua vez, tomar como ponto de partida essas superfícies que correspondem às percepções”. A própria análise do “tornar-se consciente” tira partido dessa referência à percepção: “Eu já havia formulado em outro lugar a opinião de que a diferença real entre uma representação inconsciente e uma representação pré-consciente (idéia) consistiria em que a primeira se refere a materiais que permanecem desconhecidos, ao passo que a última (a pré-consciente) estaria associada a uma representação verbal. Esta será a primeira tentativa de caracterizar o inconsciente e o pré-consciente sem recorrer às suas relações com a consciência”.

O inconsciente

O inconsciente é um termo psicológico com dois significados distintos. Em um sentido amplo, genérico, é o conjunto dos processos mentais que se desenvolvem sem intervenção da consciência. O segundo significado, específico, provém da teoria psicanalítica e designa uma forma específica de como o inconsciente (em sentido amplo) funciona. Enquanto a maior parte dos pesquisadores empíricos está de acordo em admitir a existência de processos mentais inconscientes (ou seja, do inconsciente em sentido amplo), o modelo psicanalítico tem sido alvo de muitas críticas, sobretudo de pesquisadores da psicologia cognitiva. Para evitar a confusão entre os significados, alguns autores preferem utilizar o adjetivo "não-consciente" no primeiro significado, reservando o adjetivo "inconsciente" para o significado psicanalítico, que define um complexo psíquico (conjunto de fatos e processos psíquicos) de natureza praticamente insondável, misteriosa, obscura, de onde brotariam as paixões, o medo, a criatividade e a própria vida e morte.

O conceito de inconsciente de Carl Gustav Jung se contrapõe ao conceito de subconsciente ou pré-consciente de Freud. O pré-consciente seria o conjunto de processos psíquicos latentes, prontos a emergirem para se tornarem objetos da consciência. Assim, o subconsciente poderia ser explicado pelos conteúdos que fossem aptos a se tornarem conscientes (determinismo psíquico). Já o inconsciente seria uma esfera ainda mais profunda e insondável. Haveria níveis no inconsciente mesmo inatingíveis. O inconsciente não se confunde com o id. Este é em pequena parte consciente, enquanto o ego e o superego possuem porções inconscientes.

Outra definição de inconsciente remete ao termo utilizado na psicologia para descrever "qualquer tipo de conteúdo da mente existente ou operante fora da consciência". Apesar de ser um termo pouco usado na terminologia científica, é muito difundido na cultura popular, sendo utilizado para indicar, de maneira geral, todo o conteúdo da mente que não é acessível à consciência. Neste sentido mais amplo o inconsciente é a parte da mente não diretamente acessível ao indivíduo, mas alcançável através de técnicas diversas como a hipnose, a psicoterapia e mensagens subliminares.

O termo foi utilizado pela primeira vez pelo psiquiatra francês Pierre Janet, contemporâneo de Freud, para indicar os conteúdos da mente que se encontram em um nível inferior de consciência. Janet desenvolveu uma complexa teoria da mente, baseada nos conceitos de subconsciente e de dissociação, e foi o primeiro a propor que os conteúdos inconscientes dissociados, ou reprimidos, estejam na origem de alguns sintomas de tipo neurótico.

O sonho foi para Freud o caminho por excelência da descoberta do inconsciente. Os mecanismos (deslocamento, condensação, simbolismo) evidenciados no sonho em “A interpretação de sonhos” de 1900 e constitutivos do “processo primário” são reencontrados em outras formações do inconsciente (atos falhos, chistes, lapsos, etc.), equivalentes aos sintomas pela sua estrutura de compromisso e pela sua função de “realização de desejo”. O inconsciente freudiano é, em primeiro lugar, indissoluvelmente uma noção tópica e dinâmica, que brotou da experiência do tratamento. Este mostrou que o psiquismo não é redutível ao consciente e que certos “conteúdos” só se tornam acessíveis à consciência depois de superadas certas resistências.

O termo “inconsciente” havia sido utilizado antes de Freud para designar de forma global o não-consciente. Freud afasta-se da psicologia anterior, por uma apresentação metapsicológica, isto é, por uma descrição dos processos psíquicos em suas relações dinâmicas, tópicas e econômicas. Este é o ponto de vista tópico, que permite localizar o inconsciente. Uma tópica psíquica não tem nada a ver com a anatomia, refere-se a locais do aparelho psíquico. Este é “como um instrumento” composto de sistemas, ou instâncias, interdependentes. O aparelho psíquico é concebido sobre o modelo de um aparelho reflexo, do qual uma extremidade percebe os estímulos internos ou externos, encontrando sua resolução na outra extremidade, a motora. É entre esses dois pólos que se constitui a função de memória do aparelho, sob a forma de traços mnésicos deixados pela percepção que é conservado, mas sua associação, por exemplo, conforme a simultaneidade e semelhança. A mesma excitação encontra-se, portanto, fixada de forma diferente nas diversas camadas da memória. Como uma relação de exclusão liga as funções da memória e da percepção, é preciso admitir que nossas lembranças tornam-se logo inconscientes.

No artigo “O inconsciente” em 1915, Freud denomina-os “representante da pulsão”. Com efeito, a pulsão, na fronteira entre o somático e o psíquico, está aquém da oposição entre consciente e inconsciente; por um lado, nunca se pode tornar objeto da consciência e, por outro, só está presente no inconsciente pelos seus representantes, essencialmente o “representante-representação”.

Recalque

Quanto à teoria psicanalítica do recalque, Freud afirma que ela é um mecanismo defensiva fundamental do ego. Ele considerou o recalque como a reação normal do ego infantil, cuja capacidade integradora é muito limitada. O recalque consiste na exclusão dos impulsos e suas representações ideacionais do consciente. Ocorre sempre que um desejo, impulso, ou idéia, ao se tornar consciente, provoca um conflito insuportável, resultando em ansiedade. O recalque de um desejo, em contraste com sua rejeição consciente, é uma inibição num nível mais profundo da personalidade.

O fato de ser inconsciente poupa a personalidade consciente de um conflito penoso. A totalidade do ato transcorre fora do consciente. A rejeição é automática. Se assim não fosse, o conteúdo mental inaceitável não poderia permanecer inconsciente. É uma inibição reflexiva que segue os princípios dos reflexos condicionados. É evidente que tais inibições inconscientes pressupõem uma percepção inconsciente interna, que leva ao reflexo de inibição automático.

O recalque é sempre exagerado e envolve tendências que o ego consciente não rejeitaria, se elas se tornassem conscientes. Essa função inibitória, automática e excessivamente severa é uma das causas mais gerais das perturbações psiconeuróticas.

Muitos sintomas psiconeuróticos são resultados de tensões insuportáveis provocadas por um recalque exagerado. O estudo psicanalítico das neuroses e psicoses mostrou que as forças psicológicas recalcadas não deixam de existir. O ego deve tomar medidas defensivas contra elas, medidas que lhe esgotam os recursos dinâmicos e torna-o menos capaz de exercer sua função adaptadora de perceber a realidade externa. Perde, especialmente, a energia excedente que é a fonte das atividades criadoras, tanto sexuais como sociais.

No recalque ocorre uma supressão de parte da realidade, ou seja, o indivíduo “não vê” ou “não ouve” o que está acontecendo.

Exemplo: É muito comum quando um jovem executivo é contratado para uma organização antiga e tradicional, e os colegas de trabalho reagem inicialmente contra os impulsos do jovem funcionário, que sonha em fazer carreira na organização e tenta criar projetos para a melhoria da organização e é criticado pelos outros dizendo que já funciona tão bem assim e não precisa mudar.

Frustração

A frustração define-se como o estado daquele que esta submetido a uma situação insolúvel, se vê privado da satisfação de um desejo frustrado nas suas expectativas de recompensa ou bloqueado na sua ação. Assim, é conhecida como um sentimento que flui quando não consegue alcançar o objetivo que te propôs e pelo que lutou. Sente ansiedade, raiva, depressão, angústia, ira, sentimentos e pensamentos autodestrutivos para o sujeito.

Causas e processos frustrativos:

- Frustração por barreira: Um obstáculo nos impede de obter o objetivo;

- Frustração por incompatibilidade de dois objetivos positivos, onde temos a possibilidade de alcançar dois objetivos, mas não podemos porque são incompatíveis entre si;

- Frustração por conflito evitação-evitação, onde devemos evitar duas situações negativas. Costuma provocar fuga ou abandono;

- Frustração por conflito aproximação-evitação, onde nos encontramos indecisos ante uma situação que provoca resultados positivos e negativos em igual medida, o que nos produz ansiedade.

Conseqüências da frustração: Agressividade; regressão e comportamento infantil; tristeza e depressão; introversão.

Origem da frustração no trabalho: Eliminar arbitrariamente objetos desejáveis; impedir os indivíduos que completem um trabalho; induzir nos sujeitos sentimentos de fracasso e a desconfiança para suas próprias capacidades; refrear desde o exterior a expressão dos impulsos do indivíduo e a afirmação de sua própria personalidade; fomentar as discrepâncias entre os desejos e as possibilidades de satisfazê-los; implantar uma liderança insatisfatória.

Para evitar a frustração, deve-se identificar a origem (analisar a causa segundo os processos frustrativos); e buscar objetivos alternativos.

Elementos da personalidade e instancias psíquica

Freud procurou uma explicação à forma de operar do inconsciente, propondo uma estrutura particular. No primeiro tópico recorre à imagem do iceberg em que o consciente corresponde à parte visível, e o inconsciente corresponde à parte não visível, ou seja, a parte submersa do iceberg. De sua teoria ele estava preocupado em estudar o que levava à formação dos sintomas psicossomáticos (principalmente a histeria, por isso apenas os conceitos de inconsciente, pré-consciente e consciente eram suficientes). Quando sua preocupação se virou para a forma como se dava o processo da repressão, passou a adotar os conceitos de id, ego e superego.

O id representa os processos primitivos do pensamento e constitui, segundo Freud, o reservatório das pulsões. Dessa forma, toda energia envolvida na atividade humana seria advinda doid. Inicialmente, considerou que todas essas pulsões seriam ou de origem sexual, ou que atuariam no sentido de auto-preservação. Posteriormente, introduziu o conceito das pulsões de morte, que atuariam no sentido contrário ao das pulsões de agregação e preservação da vida. O id é responsável pelas demandas mais primitivas e perversas.

O ego, permanece entre o id e o superego, alternando nossas necessidades primitivas e nossas crenças éticas e morais. É a instância na que se inclui a consciência. Um eu saudável proporciona a habilidade para adaptar-se à realidade e interagir com o mundo exterior de uma maneira que seja cômoda para o id e o superego.

O superego, a parte que contra-age ao id, representa os pensamentos morais e éticos internalizados.

Freud estava especialmente interessado na dinâmica destas três partes da mente. Argumentou que essa relação é influenciada por fatores ou energias inatas, que chamou de pulsões. Descreveu duas pulsões antagônicas: Eros, uma pulsão sexual com tendência à preservação da vida, e Tanatos, a pulsão da morte, que levaria à segregação de tudo o que é vivo, à destruição. Ambas as pulsões não agem de forma isolada, estão sempre trabalhando em conjunto. Como no exemplo de se alimentar, embora haja pulsão de vida presente, afinal a finalidade de se alimentar é a manutenção da vida, existe também a pulsão de morte presente, pois é necessário que se destrua o alimento antes de ingeri-lo, e aí está presente um elemento agressivo, de segregação.

Atos falhos ou sintomáticos e o sonho

Os chamados atos sintomáticos são para Freud evidência da força e individualismo do inconsciente e sua manifestação é comum nas pessoas sadias. Mostram a luta do consciente com o subconsciente (conteúdo evocável) e o inconsciente (conteúdo não evocável). São os lapsus linguae, popularmente ditos "traição da memória", ou mesmo convicções enganosas e erros que podem ter conseqüências graves.

O sonho: Foi em 1901, com a publicação de “A Interpretação dos Sonhos”, que Freud deu um caráter científico à matéria. Naquele polêmico livro, Freud aproveita o que já havia sido publicado anteriormente e faz investidas completamente novas, definindo o conteúdo do sonho como “realização dos desejos”. Para o pai da psicanálise, no enredo onírico há o sentido manifesto (a fachada) e o sentido latente (o significado), este último realmente importante. A fachada seria um despiste do superego (o censor da psique, que escolhe o que se torna consciente ou não dos conteúdos inconscientes), enquanto o sentido latente, por meio da interpretação simbólica, revelaria o desejo do sonhador por trás dos aparentes absurdos da narrativa. Os sonhos seriam uma demonstração da realidade do inconsciente. Sendo estudados corretamente pode-se descrever, ou melhor, conhecer o momento psicológico do indivíduo.

Fazendo uma analogia, poderíamos pensar numa espécie de "fotografia" do inconsciente naquele momento. Por isso, o sonho sempre demonstra aspectos da vida emocional. Os sonhos têm uma linguagem própria. Pensemos no seguinte exemplo: Ao ver duas pessoas estrangeiras que falam um idioma que não é do nosso conhecimento, nunca diríamos que elas não sabem falar. Na verdade, o problema é que não conhecemos aquela língua (sua estrutura e gramática). O mesmo acontece com os sonhos. Sua linguagem são os símbolos. Para entender seus variados conteúdos, temos que estudar os símbolos. Utilizando-se do conceito de "complexos" e do estudo dos sonhos e de desenhos. Sabe-se que existem muitos tipos diferentes de sonhos e muitos os estudam, tentando entendê-los e dividindo-os em grupos, como por exemplo:

Sonhos criativos: Pessoas que tem sonhos criativos representam seus sonhos através da pintura ou mesmo através de livros.

Sonhos lúcidos: A pessoa está sonhando, sabe que está sonhando e conseguem controlar o que está acontecendo como se estivessem direcionando um filme. Essas pessoas conseguem se encontrar com outras pessoas pelos seus sonhos e depois quando acordam, descobrem que a pessoa com quem sonharam tiveram o mesmo sonho com as mesmas pessoas e as mesmas coisas.

Pesadelos: Sonhar com monstros, fantasmas significa que você está com medo e alguma coisa na vida real e que precisa ser confrontado. Os pesadelos são considerados de ordem fisiológica, a partir do momento que o metabolismo é acelerado, como o exemplo da digestão. Se você sonhou que você está preso em algum lugar, isso significa que você está preso a uma situação na vida real.

Sonhos previsíveis: São sonhos em que a pessoa que está sonhando alega que certos eventos irão acontecer no futuro.

Sonhos repetitivos: Se você sonha com a mesma coisa mais de uma vez, isso quer dizer que alguma coisa está te preocupando na vida real.

Sonhos sensuais: Todos nós sonhamos sobre sexualidade, especialmente quando estamos passando pela fas e da puberdade. É perfeitamente natural sonharmos com esse tipo de coisa em qualquer estágio de nossas vidas.

Mecanismos de defesa

Mecanismos de defesa são processos subconscientes que permitem à mente encontrar uma solução para conflitos não resolvidos ao nível da consciência. A psicanálise supõe a existência de forças mentais que se opõem umas às outras e que batalham entre si. Freud utilizou a expressão pela primeira vez no seu "As neuroses e psicoses de defesa", de 1894. Os mecanismos de defesa mais importante são:

Repressão: é afastar ou recalcar da consciência um afeto, uma idéia ou apelo do instinto. Um acontecimento que por algum motivo envergonha uma pessoa pode ser completamente esquecido e se tornar não evocável.

Defesa de reação: consiste em ostentar um procedimento e externar sentimentos ambos opostos aos impulsos verdadeiros, quando estes são inconfessáveis. Um pai que é pouco amado recebe do filho uma atenção por vezes exagerada para que este convença a si mesmo de que é um bom filho.

Projeção: Consiste em atribuir ao outro um desejo próprio, ou atribuir a alguém, algo que justifique a própria ação. O estudante cria o hábito de colar nas provas dizendo, para se justificar, que os outros colam ainda mais que ele.

Regressão: é o retorno a atitudes passadas que provaram ser seguras e gratificantes, e às quais a pessoa busca voltar para fugir de um presente angustiante. Devaneios e memórias que se tornam recorrentes, repetitivas. Aplica-se também ao regresso a fases anteriores da sexualidade.

Substituição. O inconsciente, em suas duas formas, está impedido de manifestar-se diretamente à consciência, mas consegue fazê-lo indiretamente. A maneira mais eficaz para essa manifestação é a substituição, isto é, o inconsciente oferece à consciência um substituto aceitável por ela e por meio do qual ela pode satisfazer o Id ou o Superego. Os substitutos são imagens (representações analógicas dos objetos do desejo) e formam o imaginário psíquico que, ao ocultar e dissimular o verdadeiro desejo, o satisfaz indiretamente por meio de objetos substitutos (a chupeta e o dedo, para o seio materno; tintas e pintura ou argila e escultura para as fezes, uma pessoa amada no lugar do pai ou da mãe, de acordo com as fases da sexualidade).

Lapsos e atos falhos: Além dos substitutos reais, o imaginário inconsciente também oferece outros substitutos, os mais freqüentes sendo os sonhos, os lapsos e os atos falhos. Neles, realizamos desejos inconscientes. São a satisfação imaginária do desejo. Alguém sonha, por exemplo, que sobe uma escada, está num naufrágio ou num incêndio. Na realidade, sonhou com uma relação sexual proibida. Alguém quer dizer uma palavra, esquece-a ou se engana, comete um lapso e diz uma outra que o surpreende, pois nada terá a ver com aquela que queria dizer: realizou um desejo proibido.

Sublimação: A Ética pede a renúncia às gratificações puramente instintuais por outras em conformidade com valores racionais transcendentes. A sublimação consiste a adoção de um comportamento ou de um interesse que possa enobrecer comportamentos que são instintivos de raiz. Um homem pode encontrar uma válvula para seus impulsos agressivos tornando-se um lutador campeão, um jogador de futebol ou até mesmo um cirurgião. Para Freud as obras de arte, as ciências, a religião, a Filosofia, as técnicas e as invenções, as instituições sociais e as ações políticas, a literatura e as obras teatrais são sublimações, ou modos de substituição do desejo oculto de seus autores e esta é a razão de existirem os artistas, os místicos, os pensadores, os escritores, cientistas, os líderes políticos, etc.

Transferência: Freud afirmou que a ligação emocional que o paciente desenvolvia em relação ao analista representava a transferência do relacionamento que aquele havia tido com seus pais e que inconscientemente projetava no terapeuta. O impasse que existiu nessa relação infantil criava impasses na terapia, de modo que a solução da transferência era o ponto chave para o sucesso do método terapêutico. Embora Freud demorasse a considerar a questão inversa, a da atratividade do paciente sobre o terapeuta, esse problema se manifestou tão cedo quanto ainda ao tempo das experiências de Breuer, que teria se deixado afetar sentimentalmente por sua principal paciente, Bertha Pappenhei.

Os mecanismos de defesa são aprendidos na família ou no meio social externo a que vivemos e somos expostos. Quando esses mecanismos conseguem controlar as tensões, nenhum sintoma se desenvolve, apesar de que o efeito possa ser limitador das potencialidades do Ego, e empobrecedor da vida instintual. Mas se falham em eliminar as tensões e se o material reprimido retorna à consciência, o Ego é forçado a multiplicar e intensificar seu esforço defensivo e exagerar o seu uso. É nestes casos que a loucura e os sintomas neuróticos são formados. Para a psicanálise, as psicoses significam um severa falência do sistema defensivo, caracterizada também por uma preponderância de mecanismos primitivos. A diferença entre o estado neurótico e o psicótico seria, portanto, quantitativa, e não qualitativa.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Jason Statham - Sou fã deste cara

Jason Michael Statham, nasceu no dia 12 de setembro de 1967, em Londres. É um ator e lutador de artes marciais britânico, mais conhecido por seus papéis nos filmes de Guy Ritchie: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, Revolver e Snatch - Porcos e Diamantes. Statham já apareceu como coadjuvante em diversos filmes norte-americanos, como Uma Saída de Mestre e Os Mercenários, bem como em papeis principais nos filmes Carga Explosiva, Adrenalina, Efeito Dominó, Rogue - O Assassino (onde contracenou com Jet Li) e Corrida Mortal. Statham normalmente não utiliza dublês para fazer cenas de luta. O fato de que seus cafajestes anormais são mais do que criveis, são reais. Preferindo escolher para o elenco autenticidade ao invés de currículo, Ritchie pinça muitos de seus atores em figuras cults reais e crápulas do submundo londrino. O ator Jason Statham está entre os melhores deles.

Ex-competidor de saltos ornamentais olímpico, ex-modelo e vendedor do mercado negro, Statham começou a atuar em comerciais e em ‘teatro de rua’ – um eufemismo para enrolar turistas na Rua Oxford de Londres. Criado em Syndenham, Londres, ele era o segundo filho de um cantor de boate e uma cabeleireira que virou bailarina. Embora Statham tivesse um background familiar para ir direto para o mundo do entretenimento, ele obteve sucesso nos saltos ornamentais. Foi um membro da delegação britânica nas Olimpíadas de 1988. Esteve nas Olimpíadas de Seul, Coréia, e permaneceu no time nacional por 10 anos. No final da década de 90 um agente especializado em atletas colocou Statham em uma campanha de roupas pela Europa, da marca French Connection. Isso o levou para o comercial do jeans Levi's e um inicio da carreira de modelo. Statham também conseguiu uma fama local vendendo jóias roubadas e perfumes falsos em uma maleta. Assim, quando o proprietário da marca French Connection se tornou um dos maiores investidores do filme Lock, Stock, and Two Smoking Barrels, ele naturalmente apresentou-o a Ritchie.

Intrigado com o passado de Statham e impressionado por seu trabalho como modelo, Ritchie o convidou para um teste para um papel no filme. O diretor desafiou Statham a personificar um vendedor ilegal de ruas e o convenceu a vender uma peça de imitação de uma jóia de outro. Statham foi tão persuasivo que Ritchie comprou quatro jóias. Quando o diretor tentou devolver sua compra sem valor – dizendo que o ouro era aço - Statham foi tão graciosamente inflexível que Ritchie o contratou no ato.

O teste não ortodoxo resultou na estréia nas telas de Statham como Bacon, um dos quatro personanges principais de Lock, Stock, and Two Smoking Barrels, envolvido em um esquema ‘fique-rico-rapidamente' para pagar um debito de jogo. Bacon dava a disciplina das ruas, coias que os outros três personagens não tinham, e um senso de humildade crucial para o filme. Na comédia sobre crimes seguinte do diretor, Snatch, Ritchie recontratou Statham para o papel de Turkish. Com seu currículo amador, mas respeitável, Statham é atraente, urbano, imaculado e esperto o suficiente para encantar, até mesmo com sua falta de habilidade criminal. O papel começou como uma parte coadjuvante pequena diante de um elenco estelar, mas acabou se expandindo durante as filmagens. Quando Snatch estreou Statham estava com dois papeis, o de narrador e o chefe de anti-heróis.

Mas não foi a obra de Guy Ritchie que deu a performance de sucesso para Statham, em 2000. Foi quando fez sua estréia no cinema americano, no papel de um traficante, no filme Turn It Up. Em 2001 acabou filmando o sci-fi thriller de John Carpenter, Ghosts of Mars, e entrou para o elenco do filme de Jet Li, The One. Tem formação em artes marciais especialmente em Kickboxing que o possibilita executar varias de suas cenas de luta.

Funcionário do mês

Quem já se deparou, no ambiente de trabalho, com aquele sujeito que não se preocupa em cumprir as metas, sempre chega atrasado, não dá importância para a carreira e há anos ocupa o mesmo cargo? Este é o caso de Zach Bradley (Dane Cook), um funcionário que ganha pouco, mas se diverte bastante como pacoteiro. Ele é funcionário do Super Clube, um grande armazém de vendas, onde os empregados lutam para obter a distinção de “Funcionário do Mês”, prêmio que lhes traz o benefício de ter a sua foto na parede da sala de funcionários. Para Zack, promoções e sucesso fazem parte do currículo de gente irritante como o mauricinho e caixa de supermercado Vince Downey (Dax Sheppard), que conseguiu afirmar-se como chefe de caixa e ganhou 17 vezes consecutivas o reconhecimento de "funcionário do mês".

Porém tudo muda quando Zack, o preguiçoso mais popular entre os colegas e que nunca sido “Funcionário do Mês” nem desejando ser, conhece Amy (Jéssica Simpson), a nova caixa que só namora “Funcionários do Mês” e que fora transferida para a loja. Zack e Vince competem pela sua atenção e, enquanto Vince a impressiona com as suas capacidades, Zack apercebe-se que a única coisa a fazer é ser eleito “Funcionário do Mês”.

De olhos no corpo estonteante de Amy, a nova funcionária, e na oportunidade de mudar de vida, Zack resolve partir para tudo ou nada e muda completamente sua rotina de trabalho ao se tornar caixa. Com a competição acirrada entre Zack e Vince lança-se um concurso interno e o caixa que fizer mais pontos leva para casa um carrão zero quilômetro, além do prestígio. Essa divertida pendenga terá lances curiosos que farão a platéia rachar de rir.

Titulo Original: Employee of the Month.
Título Traduzido: Funcionário do Mês.
Gênero: Comédia.
Duração: 103 min.
Diretor: Greg Coolidge.
Elenco: Dane Cook, Jéssica Simpson, Dax Shepard, Andy Dick, Tim Bagley.
Ano de Lançamento: 2006.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Programa de Apoio a Família ajuda cerca de 190 famílias ibiporãenses.

“Os programas sociais são determinantes na melhora e desenvolvimento da estimula ao proporcionar ao cidadão, através da capacitação e geração de renda, melhores condições sociais”. Esta afirmação parte da assistente social Carla Adriana Sabino Sanches, ao citar o PAIF (Programa de Apoio a Família), que atende cerca de 190 famílias na cidade e que tem como objetivo, acabar com a pobreza.

Hoje, o PAIF de Ibiporã propicia cursos de MDF, que consiste na confecção de caixas, enfeites e utensílios domésticos, comercializados no salão da prefeitura ou eventos. O valor arrecadado é dividido entre o grupo. “Para fazer parte do PAIF deve-se procurar o CRAS e estar de acordo com alguns critérios ligados à renda per capita de até R$140,00; filhos matriculados e freqüentando a escola; carteira de vacinação em dia e; gestantes fazer o pré-natal. São condicionalidades que envolvem a saúde e a educação”, ressalta Carla Adriana. Segundo a assistente social, o ideal seria que não houvesse o problema da renda. Mas, se a dificuldade existe, os programas sociais são válidos porque ajudam e auxiliam famílias que não tem como gerar o sustento.

Além dos cursos, são doadas em torno de 190 cestas básicas com mantimentos como arroz, feijão, macarrão, óleo, sal, farinha de mandioca, fubá, extrato de tomate, além de biscoito e bolacha para as crianças.

Em Ibiporã também funciona o Sistema Único de Assistência Social, que desenvolve a proteção básica social a população, através de serviços gratuitos de auxilio emergencial, como a retirada de documentos; 2ª via de registro de nascimento; fotos para todos os tipos de documentos; isenção na taxa para a retirada do CPF; auxilio passagem; passe; funerário; programa Leite das Crianças, que no município atende mais de 900 crianças e com pontos de entrega no San Rafael, Escola Fco. Beltrão, CAIC, Jardim Kennedy e Taquara do Reino. Ao todo, são sete litros por semana e a família deve ter a renda per capita de até R$ 240,00 e a condicionalidade da saúde para acabar com a desnutrição infantil. Para isso, as crianças são pesadas e existe o controle através de relatórios. Outros benefícios prestados são a isenção do IPTU e as visitas domiciliares, para identificar possíveis problemas e se dê à solução. “Assistência Social é uma questão pública que cabe ao Estado proporcionar condições ao cidadão com serviços, projetos e programas. Além de criar condições e oportunidades”, finaliza Carla Adriana.