A China, comprova o turista, é um país sempre em obras e os chineses adoram ter algum pretexto para fazer mais obras e gastar parte de suas reservas trilionárias. Até 2008, o motivo principal foi a Olimpíada de Pequim. Agora, em Xangai, é a Expo 2010. Há prédios sendo levantados por todos os lados, embora já tenham sido construídos 3.500 edifícios com mais de 20 andares desde o início dos anos 90. Às margens do Rio Huangpu, todas as instalações portuárias estão sendo remodeladas. À noite, um passeio de barco pelo rio expõe uma majestosa fileira de arranha-céus iluminados e coloridos: é o Pudong, o principal centro financeiro-comercial chinês, um cenário de Blade Runner misturado com Las Vegas. Lá está o Shanghai World Financial Center, um dos maiores edifícios do mundo, com 101 andares e 493 metros de altura, desenhado por Kohn Pedersen Fox no formato de um abridor de garrafas e concluído em 2007. Lá está também a Oriental Pearl Tower, a conhecida "Torre de Televisão", uma construção de aspecto espacial com um restaurante giratório a 265 m de altura e que atrai 3 milhões de turistas por ano. E ainda o Maglev, o trem que levita a 430 km por hora.
Na Xangai pré-Expo 2010, as obras não param, 24 horas por dia, sete dias por semana. E esse é o ritmo de trabalho na construção civil em toda a China. O turista mexicano Geraldo Fuentes hospedou-se no Ásia International Hotel, em Guangzhou (Cantão), a maior cidade do país, com 32 milhões de habitantes. Numa suíte no 39 andar, esperava tranquilidade. Mas deparou-se com as marteladas da construção de outro arranha-céu em sua janela na madrugada.
Como que a desafiar a crise global, até cidades menores entram no frenesi das obras. Na estância turística de Guilin - pequena para os padrões chineses, porque tem 700 mil habitantes -, na região noroeste da China, não há um quarteirão sem restaurações nas ruas e calçadas. No aeroporto, em centenas de cartazes e painéis espalhados por toda a parte, o jogador Kaká vende pastilhas Golden para a garganta, produto de uma fábrica local.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Mas o espetáculo, ali, são o rio Li, que passa silenciosamente por uma zona de montanhas de calcário coberta de vegetação, e uma interminável caverna cheia de estalagmites e estalactites. No passeio noturno pelo rio será exibida aos turistas atrações divertidas e cruéis. A divertida são clones de uma dezena de pontes famosas do mundo, como a Golden Gate (São Francisco) e a Pont Neuf (Paris), todas iluminadas no estilo Vegas. E há também uma ponte inteiramente de cristal, a única do mundo, segundo os chineses. A face cruel surge num pequeno barco onde um chinês mantém cinco cormorões, uma espécie de pato, amarrados em uma corda. Certamente famintas, as aves são lançadas na água e voltam com um peixe entalado no pescoço. Elas tentam engolir a presa, mas não conseguem porque têm um laço apertado na base do pescoço que impede a passagem do peixe. Então, o chinês, num golpe rápido, espreme o pescoço da ave, que vomita o peixe em um cesto. Crueldade? Não, responde o guia. "No fim da pescaria, o pato ganha vários peixes".
Os chineses não parecem nada afetuosos com os animais. Debaixo de um calor de quase 40 graus, o mercado de Qingping, em Guangzhou (Cantão), no sul do país, expõe gaiolas com animais vivos para o abate, cachorros, gatos, macacos e tartarugas. Já foi pior. Havia muito mais animais vivos antes da gripe aviária que vitimou milhares de pessoas em 2002. Agora, em sacos, caixas, baldes e bacias há mais bichos secos, como cobras, escorpiões, sapos, morcegos, cavalos marinhos e muitos outros estranhos e irreconhecíveis para ocidentais. Esses animais secos são vendidos para fins medicinais, junto com uma enorme variedade de grãos, raízes, farelos e folhas.
Os chineses não parecem nada afetuosos com os animais. Debaixo de um calor de quase 40 graus, o mercado de Qingping, em Guangzhou (Cantão), no sul do país, expõe gaiolas com animais vivos para o abate, cachorros, gatos, macacos e tartarugas. Já foi pior. Havia muito mais animais vivos antes da gripe aviária que vitimou milhares de pessoas em 2002. Agora, em sacos, caixas, baldes e bacias há mais bichos secos, como cobras, escorpiões, sapos, morcegos, cavalos marinhos e muitos outros estranhos e irreconhecíveis para ocidentais. Esses animais secos são vendidos para fins medicinais, junto com uma enorme variedade de grãos, raízes, farelos e folhas.
Sim, comem-se cachorros em Guangzhou, no sul da China. "Só no sul da China, não em todo o país", destaca o guia. Estima-se que sejam abatidos cerca de 15 milhões de cães por ano. E comem-se também escorpiões no espeto, que podem ser comprados vivos em Qingping, em tinas destampadas. Mas eles não sobem pelas paredes das tinas? Não. Eles ficam apenas em frenética movimentação, amontoados no fundo do tacho. Branquinhos, nem despertam nojo.
Não dá para ir à China sem visitar Xian, na região central, que foi capital do país ao longo de várias dinastias. Numa delas, em 246 aC, o imperador Qin Shi Huang ordenou a construção do exército de terracota, para que eles o protegessem depois de sua morte. Essas imagens de barro (alguns exemplares estiveram no MASP, em São Paulo), foram descobertas por agricultores de Xian em 1974. Desde então, os chineses desenterraram cerca de 8 mil delas, de homens e de cavalos, todos em tamanho natural, muitas em cacos que tiveram de ser recompostos. As estátuas são coloridas, mas, ao entrar em contato com a atmosfera, perdem a cor em pouco tempo. Por isso, os técnicos chineses pararam as escavações até que possam descobrir uma forma de manter as cores originais. Fizeram também dois enormes galpões para proteger a área.
Há coisas admiráveis na China, como os soldados de Xian, e outras nem tanto. Num dia, Pequim amanhece linda, banhada de sol. No outro, uma névoa amarela cobre toda a cidade o dia inteiro, a ponto de o sol parecer uma lua às 3 horas da tarde. Poluição? Não, apenas poeira vinda do deserto de Gobi, diz a guia. Surpreende também que as estatísticas indiquem uma população de 85% de ateus, mas que os prédios contemporâneos continuem sendo construídos sem o quarto andar por pura superstição em relação a número quatro, que significa morte. Os banheiros públicos assustam pela sujeira e pelo mau cheiro -- as mulheres reclamam porque não há vasos sanitários, apenas um buraco no chão. E muitos chineses continuam a cuspir sem receio nas ruas.
Para o leitor que conseguiu chegar até aqui, lá vai uma pitada de humor, uma quase-anedota contada por um guia chinês. "No ano 245 aC, o imperador Qin, o mesmo que mandou construir os guerreiros de Xian, enviou soldados a uma ilha do pacífico para buscar uma erva que teria o dom da imortalidade, uma obsessão do rei. Chegando à ilha, os soldados não encontraram a erva e, certos de que seriam executados se voltassem a Xian sem a encomenda do rei, decidiram permanecer naquele lugar inóspito. Essa ilha se chama hoje Japão." Está viva a rivalidade milenar entre chineses e japoneses.
Não dá para ir à China sem visitar Xian, na região central, que foi capital do país ao longo de várias dinastias. Numa delas, em 246 aC, o imperador Qin Shi Huang ordenou a construção do exército de terracota, para que eles o protegessem depois de sua morte. Essas imagens de barro (alguns exemplares estiveram no MASP, em São Paulo), foram descobertas por agricultores de Xian em 1974. Desde então, os chineses desenterraram cerca de 8 mil delas, de homens e de cavalos, todos em tamanho natural, muitas em cacos que tiveram de ser recompostos. As estátuas são coloridas, mas, ao entrar em contato com a atmosfera, perdem a cor em pouco tempo. Por isso, os técnicos chineses pararam as escavações até que possam descobrir uma forma de manter as cores originais. Fizeram também dois enormes galpões para proteger a área.
Há coisas admiráveis na China, como os soldados de Xian, e outras nem tanto. Num dia, Pequim amanhece linda, banhada de sol. No outro, uma névoa amarela cobre toda a cidade o dia inteiro, a ponto de o sol parecer uma lua às 3 horas da tarde. Poluição? Não, apenas poeira vinda do deserto de Gobi, diz a guia. Surpreende também que as estatísticas indiquem uma população de 85% de ateus, mas que os prédios contemporâneos continuem sendo construídos sem o quarto andar por pura superstição em relação a número quatro, que significa morte. Os banheiros públicos assustam pela sujeira e pelo mau cheiro -- as mulheres reclamam porque não há vasos sanitários, apenas um buraco no chão. E muitos chineses continuam a cuspir sem receio nas ruas.
Para o leitor que conseguiu chegar até aqui, lá vai uma pitada de humor, uma quase-anedota contada por um guia chinês. "No ano 245 aC, o imperador Qin, o mesmo que mandou construir os guerreiros de Xian, enviou soldados a uma ilha do pacífico para buscar uma erva que teria o dom da imortalidade, uma obsessão do rei. Chegando à ilha, os soldados não encontraram a erva e, certos de que seriam executados se voltassem a Xian sem a encomenda do rei, decidiram permanecer naquele lugar inóspito. Essa ilha se chama hoje Japão." Está viva a rivalidade milenar entre chineses e japoneses.
Manifesto em defesa do MST
Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais
As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.
Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.
Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.
Bloquear a reforma agrária
Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário é deslocado dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.
O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.
Concentração fundiária
A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.
Não violência
A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.
É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.
Contra a criminalização das lutas sociais
Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.
Assinam esse documento:
Eduardo Galeano - Uruguai
István Mészáros - Inglaterra
Ana Esther Ceceña - México
Boaventura de Souza Santos - Portugal
Daniel Bensaid - França
Isabel Monal - Cuba
Michael Lowy - França
Claudia Korol - Argentina
Carlos Juliá – Argentina
Miguel Urbano Rodrigues - Portugal
Marcelo Souto Severino - Brasil
Carlos Aguilar - Costa Rica
Ricardo Gimenez - Chile
Pedro Franco - República Dominicana
As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.
Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.
Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.
Bloquear a reforma agrária
Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário é deslocado dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.
O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.
Concentração fundiária
A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.
Não violência
A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.
É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.
Contra a criminalização das lutas sociais
Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.
Assinam esse documento:
Eduardo Galeano - Uruguai
István Mészáros - Inglaterra
Ana Esther Ceceña - México
Boaventura de Souza Santos - Portugal
Daniel Bensaid - França
Isabel Monal - Cuba
Michael Lowy - França
Claudia Korol - Argentina
Carlos Juliá – Argentina
Miguel Urbano Rodrigues - Portugal
Marcelo Souto Severino - Brasil
Carlos Aguilar - Costa Rica
Ricardo Gimenez - Chile
Pedro Franco - República Dominicana
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Para onde vão os humorísticos?
Um bom exercício para a compreensão de alguns aspectos das mazelas da TV brasileira hoje é imaginar como serão os programas de humor no dia em que o brasileiro deixar de achar graça no preconceito. São poucas as exceções – se elas realmente existem –, entre os humorísticos, de espaços que não sejam apelativos e não abusem do uso de piadas preconceituosas e abusivas, sejam de cunho racial, sexual ou social. O trocadilho, o duplo sentido, virou sinônimo de humor. O gênero que ajudou a construir e consolidar a televisão no país virou samba de uma nota só. Então, gays, pobres, negros ou caipiras são inestimáveis fontes desse tipo de conteúdo.
Em 2008, o programa Custe O Que Custar (CQC), da TV Bandeirantes, foi celebrado como uma alternativa no gênero humorísitico pela sofisticação do humor, conotação social e acidez na crítica política. Alguns de seus repórteres chegaram a ser barrados no Congresso Nacional pelos incômodos que suas perguntas causaram aos deputados e senadores da casa. Foi a boa notícia de 2008. Mas eis que, neste 2009, na segunda temporada da atração, o CQC mostra tendência a cair na vala comum, da repetição, da estereotipagem e da piada pronta, ainda que se revele bem acima do global Toma Lá Dá Cá, pior ainda neste seu segundo ano de exibição, antecipando sua saída da programação para breve.
Em 2008, o programa Custe O Que Custar (CQC), da TV Bandeirantes, foi celebrado como uma alternativa no gênero humorísitico pela sofisticação do humor, conotação social e acidez na crítica política. Alguns de seus repórteres chegaram a ser barrados no Congresso Nacional pelos incômodos que suas perguntas causaram aos deputados e senadores da casa. Foi a boa notícia de 2008. Mas eis que, neste 2009, na segunda temporada da atração, o CQC mostra tendência a cair na vala comum, da repetição, da estereotipagem e da piada pronta, ainda que se revele bem acima do global Toma Lá Dá Cá, pior ainda neste seu segundo ano de exibição, antecipando sua saída da programação para breve.
Velhos estereótipos
Há uma vala comum que inclui o pior do humor no Brasil, onde despontam Zorra Total e Casseta e Planeta, ambos da Rede Globo, Pânico na TV, da RedeTV!, e A Praça é Nossa, do SBT. Por que estão eles entre os piores? Acima de tudo, devido à linguagem, tanto visual como verbal, que é sempre a mesma. As piadas se repetem e com isso o público ri cada vez menos. A oferta escassa de humorísticos e o círculo vicioso da pouca qualidade são fatores que têm perenizado no ar muitas das atrações referidas, sejam elas de nível constrangedor ou não. Depois, transparece que não é possível fazer humor sem ser apelativo. Usar palavras de baixo calão, quando não palavrões, virou algo natural, sem nenhum tipo de cuidado por parte dos roteiristas, editores e atores-apresentadores (estes últimos, em seus improvisos).
Mal humor (não confundir com mau humor) à parte, a xenofobia e a homofobia estão longe de ser um problema vencido no Brasil. Como o imaginário da população se constitui majoritariamente do que ela vê na tela, as perspectivas para que sejam vencidos estes problemas parecem deveras longe do alcance da população. É o reflexo de uma sociedade onde, recentemente, uma pesquisa apontou que 45% dos brasileiros reconhecem ter preconceito contra homossexuais. Igualmente é o sintoma de uma sociedade que precisa de cotas para negros na universidade para amenizar uma dívida histórica. Acima de tudo, expressa uma sociedade que ainda não sabe conviver com as diferenças, fenômeno no qual a TV tem grande parcela de responsabilidade, desfilando velhos estereótipos da civilização atrasada, como o negro marginal, o gay afeminado, o caipira ignorante e os padrões de beleza de sempre, só para citar alguns. É um problema midiático-social, pela produção viciada e pela recepção legitimadora dessa forma de fazer televisão.
Mal humor (não confundir com mau humor) à parte, a xenofobia e a homofobia estão longe de ser um problema vencido no Brasil. Como o imaginário da população se constitui majoritariamente do que ela vê na tela, as perspectivas para que sejam vencidos estes problemas parecem deveras longe do alcance da população. É o reflexo de uma sociedade onde, recentemente, uma pesquisa apontou que 45% dos brasileiros reconhecem ter preconceito contra homossexuais. Igualmente é o sintoma de uma sociedade que precisa de cotas para negros na universidade para amenizar uma dívida histórica. Acima de tudo, expressa uma sociedade que ainda não sabe conviver com as diferenças, fenômeno no qual a TV tem grande parcela de responsabilidade, desfilando velhos estereótipos da civilização atrasada, como o negro marginal, o gay afeminado, o caipira ignorante e os padrões de beleza de sempre, só para citar alguns. É um problema midiático-social, pela produção viciada e pela recepção legitimadora dessa forma de fazer televisão.
A TV e o capitalismo como religião
Reproduzido do Brasil de Fato, 1/9/2009, título original "Telecatch nos templos do capitalismo como religião"
O Ministério Público acusou dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) de aplicarem recursos oriundos das doações de fiéis na compra de bens registrados em nome desses mesmos dirigentes. A denúncia desencadeou mais uma "guerra santa" entre Rede Globo e Rede Record. Em 1995 vimos um primeiro capítulo dessa cruzada. Na ocasião, um pastor desferiu um pontapé numa estátua de Nossa Senhora da Aparecida. Foi a senha para a comoção nacional. As mesmas denúncias de desvios das contribuições dos fiéis circularam, os pastores choraram ao vivo e alegaram perseguição religiosa.
A primeira questão que nos assalta é fruto da perplexidade. Como a sociedade brasileira permitiu que as organizações Globo e Universal, desmesuradas até nos nomes, penetrassem tão profundamente na nossa vida cotidiana?
A segunda indagação, mais complexa e ligada à primeira, tenta entender o que move, ou comove essa multidão, plugada nessa espécie de universo paralelo que, em ambos os casos, assume uma dimensão religiosa, sagrada, elegendo entidades beatificadas pela audiência global de um lado, ou atraindo incautos para as "correntes dos empresários" de outro?
Embora ambos os conglomerados atuem no mesmo mercado da capitalização dos corpos, das almas e do imaginário, existem diferenças importantes nos dispositivos de captura, que talvez ajudem a explicar as recentes cenas de telecatch (luta livre) entre as redes – o último round envolveu a compra do histórico documentário Muito Além do Cidadão Kane (1993) de Simon Hartog pela emissora do bispo Edir Macedo.
A Globo sempre preferiu utilizar uma espécie de anulação das diferença culturais, através de um arsenal estético homogêneo, compacto, plastificado, auto-referente, marcado por uma língua única.
Já os pentecostais e neo-pentecostais, investiram em outra abordagem. Na São Paulo do início dos anos 1980, os migrantes que chegavam de ônibus no antigo terminal rodoviário do Glicério eram recebidos por obreiros da "Igreja Pentecostal Deus é Amor", cujo público alvo era (e ainda é) composto pelas classes C e D.
O voluntário da igreja fazia uma abordagem meticulosa e milhares de recém-chegados eram cooptados, até pela falta de perspectivas mais alentadoras. Em seu templo principal na Baixada do Glicério, que hoje assumiu proporções épicas, havia um painel luminoso que piscava o nome das emissoras de rádio que transmitiam ao vivo as homilias do pastor Davi Miranda, fundador da igreja (que conta hoje com 520 templos, só na cidade de São Paulo).
Guardadas as devidas proporções, foi o que aconteceu com as demais igrejas neo-pentecostais, que diversificariam seus públicos e ampliariam a estrutura deste "franchising da fé", sempre através da mesma prática da ocupação dos vazios existenciais, das carências crônicas e aproveitando a imensa falta de espaços públicos para a socialização básica.
Entretanto, a partir do surgimento da Igreja Universal, passamos para um outro patamar. Seus empresários perceberam para onde o vento do espírito do capitalismo estava soprando. Enquanto a Globo insistia em rituais como o "show da vida", os neo-pentecostais jogavam pesado no "show da fé".
O Ministério Público acusou dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) de aplicarem recursos oriundos das doações de fiéis na compra de bens registrados em nome desses mesmos dirigentes. A denúncia desencadeou mais uma "guerra santa" entre Rede Globo e Rede Record. Em 1995 vimos um primeiro capítulo dessa cruzada. Na ocasião, um pastor desferiu um pontapé numa estátua de Nossa Senhora da Aparecida. Foi a senha para a comoção nacional. As mesmas denúncias de desvios das contribuições dos fiéis circularam, os pastores choraram ao vivo e alegaram perseguição religiosa.
A primeira questão que nos assalta é fruto da perplexidade. Como a sociedade brasileira permitiu que as organizações Globo e Universal, desmesuradas até nos nomes, penetrassem tão profundamente na nossa vida cotidiana?
A segunda indagação, mais complexa e ligada à primeira, tenta entender o que move, ou comove essa multidão, plugada nessa espécie de universo paralelo que, em ambos os casos, assume uma dimensão religiosa, sagrada, elegendo entidades beatificadas pela audiência global de um lado, ou atraindo incautos para as "correntes dos empresários" de outro?
Embora ambos os conglomerados atuem no mesmo mercado da capitalização dos corpos, das almas e do imaginário, existem diferenças importantes nos dispositivos de captura, que talvez ajudem a explicar as recentes cenas de telecatch (luta livre) entre as redes – o último round envolveu a compra do histórico documentário Muito Além do Cidadão Kane (1993) de Simon Hartog pela emissora do bispo Edir Macedo.
A Globo sempre preferiu utilizar uma espécie de anulação das diferença culturais, através de um arsenal estético homogêneo, compacto, plastificado, auto-referente, marcado por uma língua única.
Já os pentecostais e neo-pentecostais, investiram em outra abordagem. Na São Paulo do início dos anos 1980, os migrantes que chegavam de ônibus no antigo terminal rodoviário do Glicério eram recebidos por obreiros da "Igreja Pentecostal Deus é Amor", cujo público alvo era (e ainda é) composto pelas classes C e D.
O voluntário da igreja fazia uma abordagem meticulosa e milhares de recém-chegados eram cooptados, até pela falta de perspectivas mais alentadoras. Em seu templo principal na Baixada do Glicério, que hoje assumiu proporções épicas, havia um painel luminoso que piscava o nome das emissoras de rádio que transmitiam ao vivo as homilias do pastor Davi Miranda, fundador da igreja (que conta hoje com 520 templos, só na cidade de São Paulo).
Guardadas as devidas proporções, foi o que aconteceu com as demais igrejas neo-pentecostais, que diversificariam seus públicos e ampliariam a estrutura deste "franchising da fé", sempre através da mesma prática da ocupação dos vazios existenciais, das carências crônicas e aproveitando a imensa falta de espaços públicos para a socialização básica.
Entretanto, a partir do surgimento da Igreja Universal, passamos para um outro patamar. Seus empresários perceberam para onde o vento do espírito do capitalismo estava soprando. Enquanto a Globo insistia em rituais como o "show da vida", os neo-pentecostais jogavam pesado no "show da fé".
Eu vi um Brasil na TV
Os modelos global e universal foram responsáveis, em fases diferentes, pela introdução no Brasil do capitalismo enquanto valor de exposição. Além do valor de uso e do valor de troca, a briga entre os gigantes evidencia entre nós este terceiro elemento típico da sociedade da informação e do espetáculo, o valor de exposição, sem o qual é impossível entender o arrastão que o sistema comunicacional monopolista operou no país.
Enquanto a Globo fisgava o espectador pelo seu "padrão de qualidade", a partir do qual a ascensão social era um valor mostrado sempre indiretamente através das novelas, a Universal/Record capturava o fiel/telespectador pelo dispositivo imediato do culto ao dinheiro, sem intermediários e sem rodeios. Em ambos os casos convergimos para o que Walter Benjamin chamou de capitalismo como fenômeno essencialmente religioso.
A Rede Globo representou a fase de acumulação primitiva do capital de exposição, principalmente nos anos 1970 e 1980. O filme Bye Bye Brasil (1979), de Cacá Diegues, mostrou muito bem como a televisão operou essa integração nacional, deslocando o país para uma dimensão paralela da realidade. Só que a partir dos 1990, quando o modelo das grandes redes de televisão começou a se desarticular, inclusive pelo impacto da internet, entram em cena os magnatas neo-pentecostais tupiniquins, complicando ainda mais as intenções de manutenção da hegemonia global.
Walter Benjamin dizia que "o capitalismo é uma religião puramente cultural. Nada nele tem significado que não esteja em relação imediata com o culto, já que ele não tem dogma específico nem teologia". É exatamente nesse sentido que se configuraram as pretensões comunciacionais da IURD, estabelecendo entre nós a fase de consolidação do capitalismo como religião.
Enquanto a Globo fisgava o espectador pelo seu "padrão de qualidade", a partir do qual a ascensão social era um valor mostrado sempre indiretamente através das novelas, a Universal/Record capturava o fiel/telespectador pelo dispositivo imediato do culto ao dinheiro, sem intermediários e sem rodeios. Em ambos os casos convergimos para o que Walter Benjamin chamou de capitalismo como fenômeno essencialmente religioso.
A Rede Globo representou a fase de acumulação primitiva do capital de exposição, principalmente nos anos 1970 e 1980. O filme Bye Bye Brasil (1979), de Cacá Diegues, mostrou muito bem como a televisão operou essa integração nacional, deslocando o país para uma dimensão paralela da realidade. Só que a partir dos 1990, quando o modelo das grandes redes de televisão começou a se desarticular, inclusive pelo impacto da internet, entram em cena os magnatas neo-pentecostais tupiniquins, complicando ainda mais as intenções de manutenção da hegemonia global.
Walter Benjamin dizia que "o capitalismo é uma religião puramente cultural. Nada nele tem significado que não esteja em relação imediata com o culto, já que ele não tem dogma específico nem teologia". É exatamente nesse sentido que se configuraram as pretensões comunciacionais da IURD, estabelecendo entre nós a fase de consolidação do capitalismo como religião.
Um modelo próprio
Ainda que o modelo do tele-evangelismo estadunidense tenha servido de inspiração inicial, o que se implantou por aqui não foi o estilo da ética protestante e o espírito capitalista, mas um modelo próprio, muito mais avançado e arrojado, que hoje é exportado para o mundo inteiro. Antes nos vangloriávamos de saber que a novela Escrava Isaura fora dublada em chinês. Agora temos o kit Universal completo para exportação, composto de templos neoclássicos, que já vêm com seus respectivos pastores expulsadores de demônios.
No Brasil, mais do que em qualquer outro lugar do mundo, esta fase do capitalismo como religião encontrou na televisão a sua dimensão, digamos, mais literal. E o arrastão continuou, porque o valor de exposição do capitalismo como religião opera por um mecanismo perverso de separação. Subtrai coisas, lugares, pessoas, culturas, valores, hábitos ao uso comum e as transfere para uma esfera separada, a da pura exposição (espetáculo).
Enquanto a Globo continua tentando se desvencilhar do passado, sem no entanto mudar a ética e a estética do seu discurso visual, a Universal, apesar de clonar o modelo de jornalismo e a teledramaturgia da Globo, já entendeu que entramos numa era do consumidor-produtor. A própria emissora da igreja, a TV Record, foi comprada com o dinheiro dos fiéis. São eles mesmos que atuam em muitos programas, principalmente através dos testemunhos, e assim a roda da fortuna gira, tendo como matéria-prima os próprios telespectadores, capital humano que mantém a estrutura funcionando.
No livro A Igreja Universal e seus demônios, o antropólogo Ronaldo de Andrade conclui, em relação à Universal, "que a debilidade dos vínculos com uma tradição religiosa e a simplicidade do discurso garantiram-lhe maior aderência a um mundo em mudança. Enquanto o catolicismo debatia-se teologicamente sobre como realizar uma missa pela televisão, a Igreja Universal, valendo-se cada vez mais da linguagem televisiva, penetrou nas casas, transmitindo, via satélite, suas mensagens, curas e bênçãos. Sustentando exorcismos e milagres sobre uma estrutura comercial eficiente, a Igreja Universal dilui noções como o arcaico e o moderno".
Talvez seja doloroso, mas é necessário constatar que, neste contexto, a Globo é a modernidade e a Universal é a pós-modernidade do capitalismo como religião.
No Brasil, mais do que em qualquer outro lugar do mundo, esta fase do capitalismo como religião encontrou na televisão a sua dimensão, digamos, mais literal. E o arrastão continuou, porque o valor de exposição do capitalismo como religião opera por um mecanismo perverso de separação. Subtrai coisas, lugares, pessoas, culturas, valores, hábitos ao uso comum e as transfere para uma esfera separada, a da pura exposição (espetáculo).
Enquanto a Globo continua tentando se desvencilhar do passado, sem no entanto mudar a ética e a estética do seu discurso visual, a Universal, apesar de clonar o modelo de jornalismo e a teledramaturgia da Globo, já entendeu que entramos numa era do consumidor-produtor. A própria emissora da igreja, a TV Record, foi comprada com o dinheiro dos fiéis. São eles mesmos que atuam em muitos programas, principalmente através dos testemunhos, e assim a roda da fortuna gira, tendo como matéria-prima os próprios telespectadores, capital humano que mantém a estrutura funcionando.
No livro A Igreja Universal e seus demônios, o antropólogo Ronaldo de Andrade conclui, em relação à Universal, "que a debilidade dos vínculos com uma tradição religiosa e a simplicidade do discurso garantiram-lhe maior aderência a um mundo em mudança. Enquanto o catolicismo debatia-se teologicamente sobre como realizar uma missa pela televisão, a Igreja Universal, valendo-se cada vez mais da linguagem televisiva, penetrou nas casas, transmitindo, via satélite, suas mensagens, curas e bênçãos. Sustentando exorcismos e milagres sobre uma estrutura comercial eficiente, a Igreja Universal dilui noções como o arcaico e o moderno".
Talvez seja doloroso, mas é necessário constatar que, neste contexto, a Globo é a modernidade e a Universal é a pós-modernidade do capitalismo como religião.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Vivi Xavier reclama o abandono da quadra de esportes
A quadra, sede de finais emocionantes de futsal, acumula lixo e entulho.
Para quem acompanha o futsal amador da região norte, sabe que no Vivi Xavier existe uma quadra, que aos fins de semana e durante as noites ficavam lotadas de espectadores para acompanhar os torneios e campeonatos, das mais variadas categorias. No entanto, devido à falta de iluminação, já não é mais possível acompanhar as rodadas noturnas. Outro fato lamentável é que o lixo e entulho tomaram conta das imediações da quadra.
A denúncia, encaminhada pelos moradores ao Cincão Notícias, foi constatada e tal situação é vergonhosa, devido o local ser ponto de encontro, lazer e esporte de uma região populosa.
De acordo com vizinhos das imediações da quadra, o lixo é oriundo dos próprios moradores, que cortam galhos de árvores e despejam ali. Outra fonte de sujeira, segundo os mesmos, é a reforma da Escola Municipal Ignez Andreazza. “A prefeitura, há cerca de 30 dias, limpou parcialmente o terreno, mas nada adiantou, pois é visível o acumulo de lixo, propenso a disseminação de insetos e doenças”, lamentam os moradores.
Como agravante, a reforma e reestruturação da quadra poliesportiva não foi concluída integralmente, faltando calçamento e sendo extraviada a antiga iluminação.
Para maiores esclarecimentos, foi procurada a Secretaria de Obras para tentar uma solução. De acordo com José Eduardo Soncin, caso haja insatisfação quanto a reforma e higienização da quadra, cabe aos moradores pleitearem junto aos órgãos públicos uma solução. Quanto a luminária, o mesmo afirmou que ela ficou com a associação de moradores. Porém, ao serem questionados, os mesmos desconheciam tais informações.
Com fim de chegar a uma solução, o próprio Cincão Notícias tomou as devidas providencias e protocolou junto a Câmara dos Vereadores, um pedido para limpeza, capina, roçagem e calcamento da quadra, além da verificação e instalação dos antigos refletores.
Para quem acompanha o futsal amador da região norte, sabe que no Vivi Xavier existe uma quadra, que aos fins de semana e durante as noites ficavam lotadas de espectadores para acompanhar os torneios e campeonatos, das mais variadas categorias. No entanto, devido à falta de iluminação, já não é mais possível acompanhar as rodadas noturnas. Outro fato lamentável é que o lixo e entulho tomaram conta das imediações da quadra.
A denúncia, encaminhada pelos moradores ao Cincão Notícias, foi constatada e tal situação é vergonhosa, devido o local ser ponto de encontro, lazer e esporte de uma região populosa.
De acordo com vizinhos das imediações da quadra, o lixo é oriundo dos próprios moradores, que cortam galhos de árvores e despejam ali. Outra fonte de sujeira, segundo os mesmos, é a reforma da Escola Municipal Ignez Andreazza. “A prefeitura, há cerca de 30 dias, limpou parcialmente o terreno, mas nada adiantou, pois é visível o acumulo de lixo, propenso a disseminação de insetos e doenças”, lamentam os moradores.
Como agravante, a reforma e reestruturação da quadra poliesportiva não foi concluída integralmente, faltando calçamento e sendo extraviada a antiga iluminação.
Para maiores esclarecimentos, foi procurada a Secretaria de Obras para tentar uma solução. De acordo com José Eduardo Soncin, caso haja insatisfação quanto a reforma e higienização da quadra, cabe aos moradores pleitearem junto aos órgãos públicos uma solução. Quanto a luminária, o mesmo afirmou que ela ficou com a associação de moradores. Porém, ao serem questionados, os mesmos desconheciam tais informações.
Com fim de chegar a uma solução, o próprio Cincão Notícias tomou as devidas providencias e protocolou junto a Câmara dos Vereadores, um pedido para limpeza, capina, roçagem e calcamento da quadra, além da verificação e instalação dos antigos refletores.
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