A Câmara dos Vereadores Mirins de Ibiporã é um projeto que cria valores cívicos e morais aos estudantes, estimula o senso crítico e o debate sobre o que pode ser melhorado na cidade no que se relaciona a infra-estrutura. O projeto, que entra na sua 12ª Legislatura, tornou-se um exemplo sem igual em todo o Brasil e são diversos os estudantes, em Ibiporã, que postulam a função. O objetivo da Câmara Mirim é o encaminhamento de propostas relativas aos temas educação, saúde, assistência social, cultura, esporte, lazer, meio ambiente e outros de interesse do município.
E, foi no último dia 26, que foram nomeados para o mandato, que dura um ano e não dá direito à reeleição, estudantes de 10 escolas públicas e particulares da cidade, que estão na 7ª ou 8ª série do Ensino Médio. Na oportunidades estiveram presentes os vereadores Lávaro Furrier, Valdir Aparecido Paduano, João Correa dos Santos, Pedro Renato Rezende Bandeira, Daniel Sarábia, Paulo Sérgio da Silva, João Ferrari, João Toledo Coloniezi e Lourdes Aparecida da Silva Narciso. Participaram da posse o vice-prefeito João Odair Pelisson, que representou o prefeito Alberto Baccarim; o Juiz Eleitoral e demais representantes do Poder Judiciário, autoridades militares e religiosas.
O projeto, de caráter pedagógico, visa à cidadania, traz a situação da Câmara para os jovens e é um dos mais antigos do Paraná, surgindo em junho de 1997, através da Resolução 01/97, de autoria dos vereadores João Toledo Coloniezi e Lourdes Narciso, que na solenidade disse que a Câmara Mirim é um intercâmbio que visa à educação e amplia horizontes. Na opinião de Narciso, a Câmara Mirim propicia que a comunidade se envolva mais e passe a ver e avaliar as situações com o olhar mais apurado. “A Câmara Mirim possibilita que todos conheçam como funciona uma das esferas do poder, saibam o que acontece a nossa volta e criem medidas para melhorar a situação.” A vereadora finalizou com as seguintes palavras: “Queridos mirins, é aqui que tudo acontece. A Câmara é a casa do povo. A vocês, veteranos da 11ª Legislatura, deixo um abraço e o meu muito obrigado, por ter compartilhado com muitas coisas. Deixo uma mensagem muito importante: que vocês não parem nunca, que busquem sempre o conhecimento, sejam curiosos e bons alunos. É buscando que a gente consegue apreender mais. Assim faremos a diferença na nossa sociedade e uma caminhada de sucesso”, finaliza.
João Colonieze, um dos idealizadores do projeto, disse que após a discussão dos temas, a pauta vira Projeto de Lei encaminhado a Câmara dos Vereadores de Ibiporã para que se tome as devidas providências. A iniciativa, tanto dos vereadores, quanto dos alunos voluntários, ajuda em muito a administração da cidade ao trazer problemas da comunidade, por quem mora lá, além da representatividade, participação e sensibilidade dos vereadores-mirins. Coloniezi, que se reelegeu como vereador, agradeceu aos professores pelo incentivo, porque sem eles, a cidade não teria conseguido entrar na 12ª Legislatura desse projeto. Ele parabenizou aos pais dos alunos pelo apoio e força. “A juventude quer apoio para transformar essa realidade. Esta Casa está de portas abertas para a comunidade e que vocês estejam presentes e conheçam tudo que temos”, disse Coloniezi. Aos que deixam a Câmara Mirim, fica a experiência e a convicção de que aprenderem muito em seu exercício, deixando pais, familiares, autoridades e convidados orgulhosos por uma boa gestão e iniciativa.
Veja quem são os novos Vereadores Mirins de Ibiporã e qual a escola ou colégio que representam.
Colégio Estadual Antônio Iglesias
Titular: Guilherme Ribeiro dos Santos
Suplente: Larissa Suellem Armelim Morais
Escola Estadual Basílio de Lucca
Titular: Isadora Costa Morais
Suplente: Lucas Henrique Rodrigues de Souza
Colégio Educativa
Titular: Gabriel Gnann Belloni Vieira
Suplente: Isabella Aparecida Alves Abreu
Colégio Integrado Sônia Marcondes
Titular: Louise Ferreira Król
Suplente: Natália da Silva Sá
Colégio Estadual Jardim San Rafael
Titular: Ana Carolina Camargo Lima
Suplente: Ana Clara Barboni dos Santos
Colégio Estadual Olavo Bilac
Titular: Andressa Morais
Suplente: Murilo Paduan de Souza
Escola Santa Marta
Titular: Camila Mendonça Ferreira
Suplente: João Pedro Pacheco
Colégio Estadual Theothônio B. Vilela
Titular: Amanda Alves Pereira
Suplente: Neudo Guilherme de Faria
Colégio Estadual Ulysses Guimarães
Titular: Edgar de Barros
Suplente: Diego da Silva Ponciano
Colégio Estadual Unidade Pólo
Titular: Guiliane Biscalchim
Suplente: Leonardo Montagner Barco
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Rotatória muda o visual de Ibiporã
Ibiporã ganhou uma rotatória de grande importância para o desenvolvimento da cidade e a melhoria no fluxo de veículos. A obra, que foi entregue antes do Natal, conforme acordo estabelecido com os comerciantes, fica na esquina das ruas Santos Dumont, Paraná e Souza Naves. Para que não haja transtornos, o transito está sendo liberado de forma gradual e aos poucos será implantada a sinalização para que não haja problemas para comerciantes, motoristas e pedestres que trafegam pelas vias. A arquiteta Claudione Bruschi de Menezes, uma das autoras do projeto, disse que o objetivo da rotatória é melhorar o transito, pois os semáforos, que foram retirados, causavam atrasos por serem de quatro tempos. Ela afirma que o projeto prioriza o pedestre, que antes tinha poucas faixas e a sensação de insegurança. "No futuro podemos instalar cancelas para que se evite a travessia fora da faixa de pedestres", diz. Quanto aos transportes coletivos e de taxis, Claudione relata que será feito um novo ponto de taxi na Rua Engenheiro Beltrão e no local do antigo ponto de taxi, será construído um ponto de ônibus. Contorno engloba parte da praça.
Segundo a arquiteta, para que o projeto da rotatória fosse executado sem maiores problemas, foi necessário a demolição de 1.206,42 m² entre a praça, ruas e sarjetas. Em relação ao contorno, que é uma mureta elevada e instransponível de 50 cm, este possui 290 metros lineares. Ela ressalta que partes da Praça Pio XXI transformaram-se em rua e num trecho da rotatória. "É uma inovação no ponto de vista arquitetônico. A rotatória dará mais agilidade ao trânsito e será criado um paisagismo que dará ares de modernidade ao centro de Ibiporã", afirma Claudione. Outro ponto citado, é que devido à agilidade promovida nas vias que compõe a rotatória, por causa do aumento no fluxo de veículos, no futuro serão desenvolvidos projetos para os cruzamentos dessas vias.
Segundo a arquiteta, para que o projeto da rotatória fosse executado sem maiores problemas, foi necessário a demolição de 1.206,42 m² entre a praça, ruas e sarjetas. Em relação ao contorno, que é uma mureta elevada e instransponível de 50 cm, este possui 290 metros lineares. Ela ressalta que partes da Praça Pio XXI transformaram-se em rua e num trecho da rotatória. "É uma inovação no ponto de vista arquitetônico. A rotatória dará mais agilidade ao trânsito e será criado um paisagismo que dará ares de modernidade ao centro de Ibiporã", afirma Claudione. Outro ponto citado, é que devido à agilidade promovida nas vias que compõe a rotatória, por causa do aumento no fluxo de veículos, no futuro serão desenvolvidos projetos para os cruzamentos dessas vias.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Lar Pe. Leone: mais de 50 anos de dedicação aos pobres
Na década de cinqüenta, um grupo liderado pelo vigário Leone Gervazo, notou que havia pobres, sem tetos, andarilhos e desamparados que perambulavam pelas ruas de Ibiporã. Pe. Leone, que tinha um carinho especial por essas pessoas, começou a atendê-las e a ajudá-las. Isso foi no ano de 1954. Com essa boa vontade, pensou-se em criar um asilo que pudesse abrigá-las. Assim nascia a 1ª Conferência Vicentina, integrante do núcleo São Vicente de Paulo, que tinha como membro o colonizador e loteador de terras Francisco Gutierrez Beltrão. Ele doou um terreno de oito mil e quatrocentos metros quadrados para a construção de casas de madeira para alojar idosos e andarilhos. Na época da construção, em 1º de maio de 1955, foram levantadas oito casas, sendo que uma está preservada até os dias atuais. Notando a sensibilidade do povo ibiporãense, Pe. Leone e os membros da conferência iniciaram campanhas para angariar fundos e expandir a construção. "O padre e os vicentinos iam as fazendas de café conversar com os fazendeiros. Havia doações em dinheiro e em café", recorda José de Carvalho, diretor do lar, que leva no nome a homenagem ao vigário. Com o esforço de toda a comunidade, em 1972 começava a construção da 1ª ala do asilo, que pôde atender a vinte pessoas. "Foi uma grande festa que reuniu centenas de participantes, autoridades e o Bispo de Londrina, Dom Geraldo Fernandes", diz Carvalho. Não se passaram muitos meses e logo em 1973, dava-se início a construção da 2ª ala, aumentando para 25, o número de vagas.
O trabalho, disponibilidade e a dedicação dos voluntários era tão grande, que chamou a atenção da Congregação Servas da Caridade, que se prestou a administrar o lar, em 1975, através de três irmãs que vieram da Itália. Hoje, o lar conta com três alas, refeitório, cozinha e capela. Ao todo são servidas seis refeições e o quadro funcional conta com vinte colaboradores na área administrativa, de serviços gerais e enfermagem. Carvalho relata que existe a participação de voluntários e que o Lar Pe. Leone sempre faz promoções em prol dos idosos desamparados. Os interessados em ajudar ou conhecer o lar, podem se dirigir a rua São Vicente de Paulo, 588, na Vila Semprebom ou ligar para o 32581400.
O trabalho, disponibilidade e a dedicação dos voluntários era tão grande, que chamou a atenção da Congregação Servas da Caridade, que se prestou a administrar o lar, em 1975, através de três irmãs que vieram da Itália. Hoje, o lar conta com três alas, refeitório, cozinha e capela. Ao todo são servidas seis refeições e o quadro funcional conta com vinte colaboradores na área administrativa, de serviços gerais e enfermagem. Carvalho relata que existe a participação de voluntários e que o Lar Pe. Leone sempre faz promoções em prol dos idosos desamparados. Os interessados em ajudar ou conhecer o lar, podem se dirigir a rua São Vicente de Paulo, 588, na Vila Semprebom ou ligar para o 32581400.
"Um dia quero encontrar meus filhos"
Apesar de ser um lar que abriga em sua maioria idosos desamparados pela família, alguns moradores exercem atividades lúdicas, feitas por voluntários, trabalham na cozinha ou na limpeza e manutenção do lar. A irmã Lina Dusi, diz que isso dá estima e melhora as condições de saúde e moral de quem está no abrigo. "Cada um tem uma história e precisa de carinho e atenção", diz a irmã. Esse é o caso de Leonilda Ferreira de Souza Dionísia, que tem 47 anos e morava com o esposo, que faleceu a pouco mais de uma ano. "Catávamos papel na rua e com a morte do meu companheiro fiquei abalada. Virei moradora de rua e sentia-me sozinha. Isso foi uma experiência ruim e psicologicamente traumática", recorda-se com tristeza. Internada por depressão abalada fisicamente, onde pesava pouco mais de trinta quilos, uma assistente social a encaminhou para o lar. Hoje, com 50 quilos e a saúde quase restabelecida, Leonilda se dedica as amizades e ao trabalho na limpeza, mostrando que gosta de ser útil e de ajudar onde puder. Com dois crucifixos adornados ao pescoço, ela reza todos os dias e só pede uma coisa a Deus: "Saio desta casa por apenas um motivo: visitar meus quatro filhos que moram em Mandaguari com minha sogra", diz emocionada.
"A vida religiosa não se realiza onde gosta, mas onde há necessidade"
A Congregação Servas da Caridade, que administra o lar desde 1975, conta com três irmãs. A irmã Lina Dusi é uma delas. Vinda da Itália no ano 2000, ela trabalhou na África, onde atendia em postos de saúde. "A nossa congregação está presente na Itália, Croácia, Brasil, Equador, Ruanda e Burundi", diz a irmã Lina. Ela lembra que a comunidade surgiu em 1836, quando uma epidemia de cólera, em Brecia, na Itália estava vitimando milhares de pessoas. Foi quando a jovem Paula de Rosa, começou a se dedicar a esta causa. Dada a assistência, acabou-se com a cólera e ela entrou num hospital civil, onde se formou a congregação que trata dos doentes. Seu trabalho foi reconhecido pela Igreja Católica e seus feitos a tornaram na Santa Maria Crucifixa di Rosa. Enfermeira por formação, irmã Lina diz que a congregação chegou ao Brasil em 1963 e que uma serva da caridade serve e dedica a vida aos doentes. "A vida religiosa não se realiza onde gosta, mas onde há necessidade. No convento a realização é espiritual", diz.
Morando no lar, irmã Lina conta que elas são responsáveis pela gestão interna, além de outros trabalhos, como medicar, levar ao hospital e assistir os desamparados dia e noite. "Sinto-me como mãe dos doentes e as pessoas do lar se tornaram minha família." Questionada sobre o que leva ao abandono dos idosos, a serva da caridade afirma que muitos moradores do lar, principalmente os homens, saíram de casa, mas ao se tornaram idosos, já não são mais reconhecidos como membro da família. Esta situação o conduz a condição de andarilho. Outros moradores, que não são idosos, foram trazidos ao lar por bombeiros ou por pessoas que os encontraram em situações de risco.
Morando no lar, irmã Lina conta que elas são responsáveis pela gestão interna, além de outros trabalhos, como medicar, levar ao hospital e assistir os desamparados dia e noite. "Sinto-me como mãe dos doentes e as pessoas do lar se tornaram minha família." Questionada sobre o que leva ao abandono dos idosos, a serva da caridade afirma que muitos moradores do lar, principalmente os homens, saíram de casa, mas ao se tornaram idosos, já não são mais reconhecidos como membro da família. Esta situação o conduz a condição de andarilho. Outros moradores, que não são idosos, foram trazidos ao lar por bombeiros ou por pessoas que os encontraram em situações de risco.
Bem vindo Padre Vecchiato
O novo pároco afirma que o sacerdócio é uma vocação e que Ibiporã atende as necessidades dos pobres e doentes
A igreja matriz de Ibiporã ganhou um novo pároco há cerca de três semanas: o Padre João Carlos Vecchiato, que nasceu no dia 26/2/1943, em Veneza, na Itália.
Ligado ao Pontífice Instituto de Missões no Exterior (PIME), Vecchiato entrou no Seminário de Treviso aos doze anos. "Minha família era contrária devido o temor de que se tornasse um missionário e que nunca mais voltasse para casa. Porém, viram que este era meu caminho", recorda-se com emoção.
Três anos após a ordenação, que ocorreu em 1970, Vecchiato se encontrava no Amapá, onde trabalhou até 1995 com diversas comunidades amazônicas. Isso lhe trouxe conhecimento sobre a malária e a dengue, doenças comuns na região e que combateu nos hospitais. Com formação superior em Enfermagem, voltou para Itália, onde por cinco anos ficou inserido em comunidades vocacionais.
Após este período, o padre voltou para o Brasil e foi morar no Mato Grosso do Sul, em Porto Murtinho, cidade que faz divisa com o Paraguai. "Em Porto Murtinho, 80% da população é de origem paraguaia, vindos para o Brasil na década de 80, quando o Grande Chaco se esvaziou por causa das enchentes", diz. Próximo ao Pantanal, Vecchiato relata que Porto Murtinho tem uma realidade totalmente diferente do Paraná, pela escassa falta de infra-estrutura econômica, social e na área da saúde.
Pregador de que o sacerdócio é vocação, ele conta que Ibiporã é conhecida fora do Brasil, devido o PIME e pela sua prestação de serviço no atendimento aos mais pobres, doentes e idosos. "Aqui existe um povo acolhedor, de fé e ligados ao social", afirma o padre. Tamanha certeza existe na afirmação, que ele logo se maravilhou com a participação dos fiéis nos movimentos das pastorais, no dízimo e na catequese. "Em vários bairros há uma capela com catequese. O esforço da catequese para crianças, jovens e adultos abre horizontes e cria mentalidades que os levam a assumir responsabilidades à justiça social, onde todos somos filhos do mesmo pai, tornando-a um elo profundo e exigente", comenta. Contra preconceitos e a exclusão social, o pároco notou que em Ibiporã existe o incentivo e a sensibilidade política para a concessão pública de terrenos para a construção de empresas e, por conseqüência, a geração de empregos. "São grandes empreendimentos e alguns de caráter familiar. Nunca vi isso em outros municípios", exalta.
O padre, que nos recebeu lendo o livro que conta a história paroquial de Ibiporã, nos últimos quarenta anos, deixa a seguinte mensagem para as crianças: "Vivam felizes e alegres, aproveitando todas as ocasiões que a vida oferece para crescer sadias, felizes e boas de coração". Ele também convida a todos para um jantar beneficente, no dia 14 de fevereiro, em prol da reforma da Catedral de Bafatá, em Guiné Bissau. Já no dia 15, será inaugurado o Centro de Catequese da Igreja Matriz. Em ambas as oportunidades haverá a presença de Dom Pedro Zilli.
A igreja matriz de Ibiporã ganhou um novo pároco há cerca de três semanas: o Padre João Carlos Vecchiato, que nasceu no dia 26/2/1943, em Veneza, na Itália.
Ligado ao Pontífice Instituto de Missões no Exterior (PIME), Vecchiato entrou no Seminário de Treviso aos doze anos. "Minha família era contrária devido o temor de que se tornasse um missionário e que nunca mais voltasse para casa. Porém, viram que este era meu caminho", recorda-se com emoção.
Três anos após a ordenação, que ocorreu em 1970, Vecchiato se encontrava no Amapá, onde trabalhou até 1995 com diversas comunidades amazônicas. Isso lhe trouxe conhecimento sobre a malária e a dengue, doenças comuns na região e que combateu nos hospitais. Com formação superior em Enfermagem, voltou para Itália, onde por cinco anos ficou inserido em comunidades vocacionais.
Após este período, o padre voltou para o Brasil e foi morar no Mato Grosso do Sul, em Porto Murtinho, cidade que faz divisa com o Paraguai. "Em Porto Murtinho, 80% da população é de origem paraguaia, vindos para o Brasil na década de 80, quando o Grande Chaco se esvaziou por causa das enchentes", diz. Próximo ao Pantanal, Vecchiato relata que Porto Murtinho tem uma realidade totalmente diferente do Paraná, pela escassa falta de infra-estrutura econômica, social e na área da saúde.
Pregador de que o sacerdócio é vocação, ele conta que Ibiporã é conhecida fora do Brasil, devido o PIME e pela sua prestação de serviço no atendimento aos mais pobres, doentes e idosos. "Aqui existe um povo acolhedor, de fé e ligados ao social", afirma o padre. Tamanha certeza existe na afirmação, que ele logo se maravilhou com a participação dos fiéis nos movimentos das pastorais, no dízimo e na catequese. "Em vários bairros há uma capela com catequese. O esforço da catequese para crianças, jovens e adultos abre horizontes e cria mentalidades que os levam a assumir responsabilidades à justiça social, onde todos somos filhos do mesmo pai, tornando-a um elo profundo e exigente", comenta. Contra preconceitos e a exclusão social, o pároco notou que em Ibiporã existe o incentivo e a sensibilidade política para a concessão pública de terrenos para a construção de empresas e, por conseqüência, a geração de empregos. "São grandes empreendimentos e alguns de caráter familiar. Nunca vi isso em outros municípios", exalta.
O padre, que nos recebeu lendo o livro que conta a história paroquial de Ibiporã, nos últimos quarenta anos, deixa a seguinte mensagem para as crianças: "Vivam felizes e alegres, aproveitando todas as ocasiões que a vida oferece para crescer sadias, felizes e boas de coração". Ele também convida a todos para um jantar beneficente, no dia 14 de fevereiro, em prol da reforma da Catedral de Bafatá, em Guiné Bissau. Já no dia 15, será inaugurado o Centro de Catequese da Igreja Matriz. Em ambas as oportunidades haverá a presença de Dom Pedro Zilli.
Após indefinição sobre a escolha do novo prefeito, presidente da Câmara dos Vereadores assume interinamente a Prefeitura de Londrina
Com o apoio dos deputados federais Alex Canziani e Luiz Carlos Hauly, do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida e do ex- prefeito Nedson Micheleti, o presidente da Câmara dos Vereadores, José Roque Neto, assumiu interinamente a Prefeitura de Londrina. Roque, que foi empossado no dia 1º, prometeu economizar na nomeação de cargos comissionados e que fundirá secretarias, que podem cair de 16 para até 50% do que existe hoje.
A posse selou a coalizão entre os partidos contrários a Antônio Belinati, que venceu as eleições, mas teve o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O resultado acabou com a esperança de um governo provisório até o julgamento final do Supremo Tribunal Federal, que ainda pode dar a Belinati o cargo de prefeito.
Durante a transmissão do cargo, Hauly, Canziani, Cheida e Nedson discursaram em nome do governo interino. Nos discursos, os quatro quase não conseguiram esconder a satisfação pelo controle político da prefeitura e por terem evitado, ainda que temporariamente, o retorno de Belinati. "No governo interino temos que ser unidos, independentemente da coloração partidária. Padre Roque, você vai dar o exemplo com iniciativas que não vão comprometer o orçamento da cidade. No fim, Londrina vai reconhecer como você administrou", discursou Canziani.
"Claro que os deputados fizeram um acordo. O único apelo é para que possamos nos unir. Ninguém merece uma cidade com tantos sobressaltos. A escolha representa os anseios de todos os londrinenses", disse Cheida. A escolha do novo prefeito, através da eleição da mesa diretora da Câmara, se estendeu até a madrugada. O deputado Hauly, que pode concorrer a um novo "terceiro turno", entendeu que isso é um mecanismo da democracia. "Os partidos que não foram contemplados têm de se preocupar com Londrina. A cidade não pode parar", disse.
Cercado pelos deputados, Roque se esforçou para demonstrar que não se deixará manipular pelas pretensões do grupo que o elegeu. "O Alex não me coagiu nem me obrigou a nada. Numa nova eleição, não vamos apoiar nem Barbosa nem Hauly. Podem ficar tranqüilos porque apenas quero beber dessa fonte de experiência. Estou começando agora e não posso ser ingênuo", afirmou. "É o governo interino do Padre Roque", frisou.
Em nome da coalizão, o prefeito interino divulgou o manifesto "Pacto Político por Londrina", que diz ser à base de concordância entre os partidos. "Política é conversa e diálogo. Queira ou não o ser humano é movido por interesses. Mas, os interesses aqui tinham que ser a missão de trabalhar pela cidade", desconversou, quando perguntado sobre a divisão do bolo de cargos na prefeitura e na Câmara. No documento do pacto, uma lista de medidas para a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, demonstra que o grupo "dará as cartas" nos dois poderes.
A previsão é de que o mandato de Padre Roque dure de três a seis meses, prazo necessário para a realização de novo segundo turno na eleição para prefeito em Londrina entre Luiz Carlos Hauly e Barbosa Neto.
Para quem não o conhece, Padre Roque foi eleito vereador com 2.708 votos, a maioria de católicos. Homônimo do ex-deputado estadual Padre Roque, do PT, ele é pouco conhecido da população em geral, mas ficou famoso entre os religiosos na última década ao lotar missas na cidade graças ao talento com o violão. Ele tem 48 anos e nasceu em Ibitinga, cidade do interior paulista com cerca de 50 mil habitantes. Mudou-se para Londrina em 1990 para estudar Teologia e foi ordenado padre em dezembro de 1995. Também é graduado em Filosofia.
Primeiramente, Roque foi padre na Catedral, onde instituiu a missa do meio dia, uma das mais procuradas pelos fiéis. Em 1997 tornou-se pároco da Igreja Santa Rita de Cássia, no Jardim Califórnia e começou a ganhar popularidade. "Priorizava ouvir as pessoas", justifica. Foi nesse período que adotou dois irmãos, um com oito e outro com cinco anos. Hoje o mais velho, Paulo, está com 18 anos e mora novamente com a mãe biológica. O mais novo, Gabriel, com 12 anos, está no seminário.
No ano de 2003 o prefeito interino foi ao Canadá, em uma missão para trabalhar em duas paróquias de comunidades açorianas e brasileiras. No Canadá, em outubro de 2004, pediu licença do sacerdócio e voltou para Londrina em 2005. "Quando achava que não estava bem como padre, pedi para sair. Após, surgiu à possibilidade de entrar na vida política. Quando pedi a licença, nem pensava nisso. A decisão de entrar na política foi para ajudar a cidade e isso nunca precisou tanto de ética", afirmou o Padre Roque, após tomar posse como prefeito.
Antes de ser candidato a vereador, ele ainda fazia pregações. "Fazia de tudo, só não celebrava missa", afirmou. Nesse período chegou a trabalhar em um supermercado e foi assessor do vereador Sidnei de Souza, que não foi reeleito.
A posse selou a coalizão entre os partidos contrários a Antônio Belinati, que venceu as eleições, mas teve o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O resultado acabou com a esperança de um governo provisório até o julgamento final do Supremo Tribunal Federal, que ainda pode dar a Belinati o cargo de prefeito.
Durante a transmissão do cargo, Hauly, Canziani, Cheida e Nedson discursaram em nome do governo interino. Nos discursos, os quatro quase não conseguiram esconder a satisfação pelo controle político da prefeitura e por terem evitado, ainda que temporariamente, o retorno de Belinati. "No governo interino temos que ser unidos, independentemente da coloração partidária. Padre Roque, você vai dar o exemplo com iniciativas que não vão comprometer o orçamento da cidade. No fim, Londrina vai reconhecer como você administrou", discursou Canziani.
"Claro que os deputados fizeram um acordo. O único apelo é para que possamos nos unir. Ninguém merece uma cidade com tantos sobressaltos. A escolha representa os anseios de todos os londrinenses", disse Cheida. A escolha do novo prefeito, através da eleição da mesa diretora da Câmara, se estendeu até a madrugada. O deputado Hauly, que pode concorrer a um novo "terceiro turno", entendeu que isso é um mecanismo da democracia. "Os partidos que não foram contemplados têm de se preocupar com Londrina. A cidade não pode parar", disse.
Cercado pelos deputados, Roque se esforçou para demonstrar que não se deixará manipular pelas pretensões do grupo que o elegeu. "O Alex não me coagiu nem me obrigou a nada. Numa nova eleição, não vamos apoiar nem Barbosa nem Hauly. Podem ficar tranqüilos porque apenas quero beber dessa fonte de experiência. Estou começando agora e não posso ser ingênuo", afirmou. "É o governo interino do Padre Roque", frisou.
Em nome da coalizão, o prefeito interino divulgou o manifesto "Pacto Político por Londrina", que diz ser à base de concordância entre os partidos. "Política é conversa e diálogo. Queira ou não o ser humano é movido por interesses. Mas, os interesses aqui tinham que ser a missão de trabalhar pela cidade", desconversou, quando perguntado sobre a divisão do bolo de cargos na prefeitura e na Câmara. No documento do pacto, uma lista de medidas para a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, demonstra que o grupo "dará as cartas" nos dois poderes.
A previsão é de que o mandato de Padre Roque dure de três a seis meses, prazo necessário para a realização de novo segundo turno na eleição para prefeito em Londrina entre Luiz Carlos Hauly e Barbosa Neto.
Para quem não o conhece, Padre Roque foi eleito vereador com 2.708 votos, a maioria de católicos. Homônimo do ex-deputado estadual Padre Roque, do PT, ele é pouco conhecido da população em geral, mas ficou famoso entre os religiosos na última década ao lotar missas na cidade graças ao talento com o violão. Ele tem 48 anos e nasceu em Ibitinga, cidade do interior paulista com cerca de 50 mil habitantes. Mudou-se para Londrina em 1990 para estudar Teologia e foi ordenado padre em dezembro de 1995. Também é graduado em Filosofia.
Primeiramente, Roque foi padre na Catedral, onde instituiu a missa do meio dia, uma das mais procuradas pelos fiéis. Em 1997 tornou-se pároco da Igreja Santa Rita de Cássia, no Jardim Califórnia e começou a ganhar popularidade. "Priorizava ouvir as pessoas", justifica. Foi nesse período que adotou dois irmãos, um com oito e outro com cinco anos. Hoje o mais velho, Paulo, está com 18 anos e mora novamente com a mãe biológica. O mais novo, Gabriel, com 12 anos, está no seminário.
No ano de 2003 o prefeito interino foi ao Canadá, em uma missão para trabalhar em duas paróquias de comunidades açorianas e brasileiras. No Canadá, em outubro de 2004, pediu licença do sacerdócio e voltou para Londrina em 2005. "Quando achava que não estava bem como padre, pedi para sair. Após, surgiu à possibilidade de entrar na vida política. Quando pedi a licença, nem pensava nisso. A decisão de entrar na política foi para ajudar a cidade e isso nunca precisou tanto de ética", afirmou o Padre Roque, após tomar posse como prefeito.
Antes de ser candidato a vereador, ele ainda fazia pregações. "Fazia de tudo, só não celebrava missa", afirmou. Nesse período chegou a trabalhar em um supermercado e foi assessor do vereador Sidnei de Souza, que não foi reeleito.
Sandra Moya assume Secretaria de Cultura tendo por objetivo intensificar parceiras e intercâmbios
A vice-prefeita, Sandra Moya, assumiu a pasta da Secretaria de Cultura. Não é de hoje que Sandra se dedica à área cultural. Ela atuou como professora de dança, coordenou e fundou a Escola de Ballet da Fundação Cultural na gestão do José Maria e também foi Secretária de Cultura na gestão anterior. Além da secretaria, Sandra Moya vai trabalhar no executivo, elaborando projetos junto às secretarias, em busca de recursos para o município. Quanto a Cultura, em entrevista ao Nossa Terra, Sandra diz que estará intensificando ainda mais as relações com outras entidades culturais a exemplo do Bolshoi, com parcerias e intercâmbios para oferecer aos alunos e artistas de Ibiporã novos horizontes e até mesmo a profissionalização na área artística. Atualmente a secretaria recebe apoio da Universidade Estadual de Londrina e de outras instituições de ensino superior.
A Secretaria de Cultura, junto com a Fundação Cultural, que tem a frente o arquiteto Júlio Dutra, estarão fomentado e ampliando projetos em bairros, com oficinas, cursos e projetos para todos os cantos do município. Segundo Dutra, o período de 2005 a 2008 foi importante, pois “através do Governo Federal consegui-se reformar todo o espaço, ampliou-se o atendimento e organizou-se a casa”. Agora o investimento poderá ser maior nos projetos, com o atendimento a um coeficiente maior de alunos. O Complexo Cultural que abrigará a Secretaria de Cultura e Turismo será inaugurado em breve e o antigo prédio da Fundação Cultural dará lugar ao Centro de Artesanato e ao Espaço Memória, que cuida com carinho da história e dos relatos de pioneiros de Ibiporã.
Segundo o diretor e a secretária, quando José Maria foi prefeito, a cultura teve uma atenção especial, pois foi ele que implantou a Fundação Cultural e deu condições de bom funcionamento ao espaço. “José Maria implantou o projeto Museu ao Ar Livre, que hoje possui obras de arte em espaços públicos.
Muitos talentos que despontam em nível internacional foram oportunizados na gestão de José Maria”, diz Sandra.
Dutra contou que Ibiporã terá um grande complexo cultural com estrutura invejável para muitas cidades. “No mesmo espaço haverá teatro, escola de música, de dança, de teatro, atelier livre de arte, a Secretaria de Cultura e Turismo, o Centro de Artesanato, Espaço Memória, a Casa de Artes e a Biblioteca Municipal. A proximidade da praça e da suntuosa Igreja acrescenta e oferece novos horizontes para a cultura do município. Ibiporã é privilegiada e tida como exemplo para outras cidades pelo seu intenso trabalho cultural", salienta o arquiteto. A secretária de Cultura e vice-prefeita Sandra Moya, afirma que as portas da cultura estão abertas a todos através de cursos, oficinas, atividades e eventos. A responsabilidade é ainda maior como vice-prefeita. A cada dia a cultura estará descobrindo, resgatando e apoiando talentos de Ibiporã. “Assim faremos um trabalho integrado junto a outras secretarias”, finaliza.
A Secretaria de Cultura, junto com a Fundação Cultural, que tem a frente o arquiteto Júlio Dutra, estarão fomentado e ampliando projetos em bairros, com oficinas, cursos e projetos para todos os cantos do município. Segundo Dutra, o período de 2005 a 2008 foi importante, pois “através do Governo Federal consegui-se reformar todo o espaço, ampliou-se o atendimento e organizou-se a casa”. Agora o investimento poderá ser maior nos projetos, com o atendimento a um coeficiente maior de alunos. O Complexo Cultural que abrigará a Secretaria de Cultura e Turismo será inaugurado em breve e o antigo prédio da Fundação Cultural dará lugar ao Centro de Artesanato e ao Espaço Memória, que cuida com carinho da história e dos relatos de pioneiros de Ibiporã.
Segundo o diretor e a secretária, quando José Maria foi prefeito, a cultura teve uma atenção especial, pois foi ele que implantou a Fundação Cultural e deu condições de bom funcionamento ao espaço. “José Maria implantou o projeto Museu ao Ar Livre, que hoje possui obras de arte em espaços públicos.
Muitos talentos que despontam em nível internacional foram oportunizados na gestão de José Maria”, diz Sandra.
Dutra contou que Ibiporã terá um grande complexo cultural com estrutura invejável para muitas cidades. “No mesmo espaço haverá teatro, escola de música, de dança, de teatro, atelier livre de arte, a Secretaria de Cultura e Turismo, o Centro de Artesanato, Espaço Memória, a Casa de Artes e a Biblioteca Municipal. A proximidade da praça e da suntuosa Igreja acrescenta e oferece novos horizontes para a cultura do município. Ibiporã é privilegiada e tida como exemplo para outras cidades pelo seu intenso trabalho cultural", salienta o arquiteto. A secretária de Cultura e vice-prefeita Sandra Moya, afirma que as portas da cultura estão abertas a todos através de cursos, oficinas, atividades e eventos. A responsabilidade é ainda maior como vice-prefeita. A cada dia a cultura estará descobrindo, resgatando e apoiando talentos de Ibiporã. “Assim faremos um trabalho integrado junto a outras secretarias”, finaliza.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Caos total - Sem infraestrutura adequada, moradores do Terra Bonita estão isolados de Ibiporã
A falta de infra-estrutura adequada está causando transtornos aos moradores do Jardim Terra Bonita. As ruas, todas esburacadas, estão com a rede de esgoto entupida, sem meio fio e a varrição não é feita há meses. Segundo Adenildo Martins dos Santos, morador do bairro, o revestimento do asfalto é precário. “A cobertura não tem mais de três centímetros”, lamenta. Ele se revolta a cada dia que passa ao ver o asfalto se desmanchando.
Os prejuízos já podem ser contabilizados. Devido às irregularidades, vários moradores reclamam que os carros não conseguem entrar no bairro ou tiveram por diversas vezes peças, como amortecedores, quebrados. “Fomos diversas vezes a prefeitura, mas não há um senso comum. A mesma alega que a responsabilidade não é dela, mas sim da Construtora Vectra, que vendeu os terrenos com inclusão de asfalto, que infelizmente é precário e deficiente”, diz Adenildo.
Desapontados com a situação, os moradores relatam que foram diversas as operações “tapa-buraco”. Mas, a resistência é tão fraca, que uma chuva forte ou mesmo o passar das semanas deteriora as ruas e faz com que a situação retorne com maior gravidade. “A rede de esgoto tinha que ser limpa e a falta de ônibus é um agravante. Temos que subir até a Avenida dos Estudantes e esperar quase uma hora. Os ônibus não entram aqui devido a fragilidade do asfalto”, diz Sonia de Andrade, que mora no Terra Bonita. Sonia alerta que, devido à situação, muitos proprietários de terreno perderam o investimento, que tem preços entre doze a quinze mil reais e com prestações que variam de R$200,00 a R$250,00. Outra reclamação é que os bueiros abertos podem causar uma tragédia se uma criança cair ou for arrastada pela enxurrada. Sonia alerta que os moradores devem contribuir com a limpeza do bairro, não jogando lixo e dejetos na rua e nos terrenos vazios.
Testemunha de muitos acidentes, principalmente com motoqueiros, que se tornam vítimas fáceis dos buracos, Antonio Jacinto relata que é fácil um carro derrapar nas pedras soltas da rua e atingir pedestres. “Estamos afastados da cidade e a infra-estrutura é precária. Não temos sequer um mercado, um posto de saúde ou centro comunitário”.
Procurada para esclarecimentos, a Vectra afirmou que não tem mais nenhuma responsabilidade sobre o Terra Bonita e que cabe a prefeitura a tomada das decisões, como o recapeamento do asfalto, já que a construtora destinou verbas para o recape. Quanto ao atual secretário de obras, Gilmar, ele afirmou que na época da execução do Terra Bonita, não havia fiscalização e que a responsabilidade pela infra-estrutura é da construtora.
Os prejuízos já podem ser contabilizados. Devido às irregularidades, vários moradores reclamam que os carros não conseguem entrar no bairro ou tiveram por diversas vezes peças, como amortecedores, quebrados. “Fomos diversas vezes a prefeitura, mas não há um senso comum. A mesma alega que a responsabilidade não é dela, mas sim da Construtora Vectra, que vendeu os terrenos com inclusão de asfalto, que infelizmente é precário e deficiente”, diz Adenildo.
Desapontados com a situação, os moradores relatam que foram diversas as operações “tapa-buraco”. Mas, a resistência é tão fraca, que uma chuva forte ou mesmo o passar das semanas deteriora as ruas e faz com que a situação retorne com maior gravidade. “A rede de esgoto tinha que ser limpa e a falta de ônibus é um agravante. Temos que subir até a Avenida dos Estudantes e esperar quase uma hora. Os ônibus não entram aqui devido a fragilidade do asfalto”, diz Sonia de Andrade, que mora no Terra Bonita. Sonia alerta que, devido à situação, muitos proprietários de terreno perderam o investimento, que tem preços entre doze a quinze mil reais e com prestações que variam de R$200,00 a R$250,00. Outra reclamação é que os bueiros abertos podem causar uma tragédia se uma criança cair ou for arrastada pela enxurrada. Sonia alerta que os moradores devem contribuir com a limpeza do bairro, não jogando lixo e dejetos na rua e nos terrenos vazios.
Testemunha de muitos acidentes, principalmente com motoqueiros, que se tornam vítimas fáceis dos buracos, Antonio Jacinto relata que é fácil um carro derrapar nas pedras soltas da rua e atingir pedestres. “Estamos afastados da cidade e a infra-estrutura é precária. Não temos sequer um mercado, um posto de saúde ou centro comunitário”.
Procurada para esclarecimentos, a Vectra afirmou que não tem mais nenhuma responsabilidade sobre o Terra Bonita e que cabe a prefeitura a tomada das decisões, como o recapeamento do asfalto, já que a construtora destinou verbas para o recape. Quanto ao atual secretário de obras, Gilmar, ele afirmou que na época da execução do Terra Bonita, não havia fiscalização e que a responsabilidade pela infra-estrutura é da construtora.
Com as galerias do Pe. Zanelli lotadas, Ibiporã festeja a volta de José Maria a Prefeitura
Cerimônia de transmissão de cargo contou com a eleição para a Presidência da Câmara dos Vereadores.
Ibiporã escreveu mais uma página de sua história no último dia 1º de janeiro, no Teatro Municipal Pe. José Zanelli, com a transmissão de cargo para o prefeito eleito José Maria Ferreira e a eleição da mesa diretora na Câmara dos Vereadores para o biênio 2009/2010.
A cerimônia, que se iniciou com a eleição da mesa diretora, foi presidida pelo vereador Antônio Prado e contou com os vereadores Edvaldo Rodrigues Silva, Antonio Carlos Cobo Pires, João Odair Pelisson, Daniel Sarábia, João Toledo Coloniezi, Maria Romano Bianco Moreto, Carlos Gilberto Pauleti e Maricélia Soares de Sá. Fizeram-se presentes o ex-prefeito Alberto Baccarim, o Sargento Pimenta (2ª Companhia da Policia Militar) e o pároco de Ibiporã, Pe. João Carlos Vecchiato, que abençoou o município, agradeceu a hospitalidade e exaltou as palavras “Paz e Trabalho”, inscritas na bandeira de Ibiporã.
Após a apresentação, os vereadores ficaram em pé e com o braço estendido, fazendo o juramento pelo progresso e o bem estar do povo. Encerrada a solenidade, foi eleita a nova mesa diretora para a 15ª gestão, formada pela chapa Unidos por Ibiporã e composta por João Odair Pelisson (presidência), Daniel Sarábia (vice), Antonio Carlos Cobo Pires (1º secretário) e Edvaldo Rodrigues Silva (2º secretário).
Na oportunidade, Pelisson, que entra no 4º mandato como vereador, pediu apoio aos vereadores e dos munícipes, para que haja uma boa gestão. “Teremos harmonia com o prefeito José Maria e votaremos conforme as necessidades do povo, sem que haja oposição”, disse o novo presidente da Câmara.
Encerrada a cerimônia que escolheu a diretoria da Câmara, foram convocados os vereadores Daniel Sarábia, Edvaldo Rodrigues Silva e João Toledo Coloniezi para acompanhar José Maria Ferreira e Sandra Moya, prefeito e vice-prefeita, para que subissem ao palco, onde também receberam inúmeras exaltações e manifestações de apoio, como palmas e acenos. Conforme o protocolo, José Maria e Sandra Moya fizeram o juramento ao município e registrou-se um momento histórico: a assinatura do livro de posse, que perdura desde a fundação do município.
Feito o juramento e assinado a página 39 do livro, os vereadores se pronunciaram, ressaltando que Ibiporã deve manter a unidade política para que ela possa prosperar e que a responsabilidade de quem assume um cargo público é muito grande.
Na oportunidade, o ex-prefeito Alberto Baccarim se pronunciou agradecendo a Ibiporã pela oportunidade e afirmando que é uma obrigação entregar a prestação de contas. “Muitas obras não puderam ser inauguradas. Cabe ao meu sucessor (José Maria) a continuidade do meu trabalho. Agradeço ao José Maria pelas emendas aprovadas em Curitiba e Brasília, que vieram favorecer a cidade, que saltou da 81ª posição, para a 41ª no ranking das cidades paranaenses.
Por fim, chegou a vez de José Maria se pronunciar. Ele, que recebeu as chaves do Gabinete, o boletim de caixa e o balanço patrimonial, disse que a posse é um processo democrático que legitima as eleições. “Agradeço o trabalho da Câmara dos Vereadores e lembro o ano de 1976, quando comecei minha carreira política. O Legislativo é mais importante que o Executivo e o Judiciário, pois é lá que se criam as leis”, disse.
Desejando um trabalho harmonioso entre os Três Poderes para que haja benefícios a população, José Maria agradeceu o trabalho da Justiça Eleitoral para que “fosse seguido o caminho da retidão, onde houvesse fraqueza”.
Quem também se pronunciou, foi a vice prefeita Sandra Moya, que saudou as mulheres presentes e lembrou que ali se iniciava uma caminhada com determinação e certeza que as necessidades do povo devem ser atendidas através do plano de governo. “Vamos assegurar a população para que os recursos sejam revertidos em prol do munícipe. Arte, educação e esporte para a formação das crianças. Sou a primeira mulher a atuar no Executivo, mas lembro a todos que tenho a sensibilidade da mãe e da dona de casa”, finaliza Sandra.
José Maria encerrou seu discurso, mostrando-se preocupado com o futuro, mas lembrando que ali se começa uma nova vida. “A partir desta data, faremos uma administração transparente, voltada a população e baseada nas propostas de campanha”, disse o prefeito.
Mostrando apreço especial ao Legislativo e agradecendo a todos que estiveram nas ruas e nas praças fazendo campanha, José Maria relatou que após a eleição, sua luta foi em prol da busca de recursos e que sua forma de governar será orgânica e com a maximização dos recursos. “Caráter não se constrói em noventa dias. O homem público deve ter caráter e consciência pelos próximos quatro anos. Isso garante respeito em quem confiou nele. A expressão Paz e Trabalho mostra a convicção da história neste momento, além da fraternidade, concórdia, firmeza e coerência”, disse.
Por fim, o prefeito reafirmou o compromisso com Ibiporã em trabalhar pelo desenvolvimento e lembrou que o servidor público deve ser valorizado como profissional, no aspecto legal e principalmente em sua carreira. “Cabe a ele o bom atendimento ao público. Onde as portas estiveram abertas a todos, fazendo valer a unidade e a eficiência. Ele cumpre o papel do homem público, que é o de melhor conduzir a sociedade”.
Ibiporã escreveu mais uma página de sua história no último dia 1º de janeiro, no Teatro Municipal Pe. José Zanelli, com a transmissão de cargo para o prefeito eleito José Maria Ferreira e a eleição da mesa diretora na Câmara dos Vereadores para o biênio 2009/2010.
A cerimônia, que se iniciou com a eleição da mesa diretora, foi presidida pelo vereador Antônio Prado e contou com os vereadores Edvaldo Rodrigues Silva, Antonio Carlos Cobo Pires, João Odair Pelisson, Daniel Sarábia, João Toledo Coloniezi, Maria Romano Bianco Moreto, Carlos Gilberto Pauleti e Maricélia Soares de Sá. Fizeram-se presentes o ex-prefeito Alberto Baccarim, o Sargento Pimenta (2ª Companhia da Policia Militar) e o pároco de Ibiporã, Pe. João Carlos Vecchiato, que abençoou o município, agradeceu a hospitalidade e exaltou as palavras “Paz e Trabalho”, inscritas na bandeira de Ibiporã.
Após a apresentação, os vereadores ficaram em pé e com o braço estendido, fazendo o juramento pelo progresso e o bem estar do povo. Encerrada a solenidade, foi eleita a nova mesa diretora para a 15ª gestão, formada pela chapa Unidos por Ibiporã e composta por João Odair Pelisson (presidência), Daniel Sarábia (vice), Antonio Carlos Cobo Pires (1º secretário) e Edvaldo Rodrigues Silva (2º secretário).
Na oportunidade, Pelisson, que entra no 4º mandato como vereador, pediu apoio aos vereadores e dos munícipes, para que haja uma boa gestão. “Teremos harmonia com o prefeito José Maria e votaremos conforme as necessidades do povo, sem que haja oposição”, disse o novo presidente da Câmara.
Encerrada a cerimônia que escolheu a diretoria da Câmara, foram convocados os vereadores Daniel Sarábia, Edvaldo Rodrigues Silva e João Toledo Coloniezi para acompanhar José Maria Ferreira e Sandra Moya, prefeito e vice-prefeita, para que subissem ao palco, onde também receberam inúmeras exaltações e manifestações de apoio, como palmas e acenos. Conforme o protocolo, José Maria e Sandra Moya fizeram o juramento ao município e registrou-se um momento histórico: a assinatura do livro de posse, que perdura desde a fundação do município.
Feito o juramento e assinado a página 39 do livro, os vereadores se pronunciaram, ressaltando que Ibiporã deve manter a unidade política para que ela possa prosperar e que a responsabilidade de quem assume um cargo público é muito grande.
Na oportunidade, o ex-prefeito Alberto Baccarim se pronunciou agradecendo a Ibiporã pela oportunidade e afirmando que é uma obrigação entregar a prestação de contas. “Muitas obras não puderam ser inauguradas. Cabe ao meu sucessor (José Maria) a continuidade do meu trabalho. Agradeço ao José Maria pelas emendas aprovadas em Curitiba e Brasília, que vieram favorecer a cidade, que saltou da 81ª posição, para a 41ª no ranking das cidades paranaenses.
Por fim, chegou a vez de José Maria se pronunciar. Ele, que recebeu as chaves do Gabinete, o boletim de caixa e o balanço patrimonial, disse que a posse é um processo democrático que legitima as eleições. “Agradeço o trabalho da Câmara dos Vereadores e lembro o ano de 1976, quando comecei minha carreira política. O Legislativo é mais importante que o Executivo e o Judiciário, pois é lá que se criam as leis”, disse.
Desejando um trabalho harmonioso entre os Três Poderes para que haja benefícios a população, José Maria agradeceu o trabalho da Justiça Eleitoral para que “fosse seguido o caminho da retidão, onde houvesse fraqueza”.
Quem também se pronunciou, foi a vice prefeita Sandra Moya, que saudou as mulheres presentes e lembrou que ali se iniciava uma caminhada com determinação e certeza que as necessidades do povo devem ser atendidas através do plano de governo. “Vamos assegurar a população para que os recursos sejam revertidos em prol do munícipe. Arte, educação e esporte para a formação das crianças. Sou a primeira mulher a atuar no Executivo, mas lembro a todos que tenho a sensibilidade da mãe e da dona de casa”, finaliza Sandra.
José Maria encerrou seu discurso, mostrando-se preocupado com o futuro, mas lembrando que ali se começa uma nova vida. “A partir desta data, faremos uma administração transparente, voltada a população e baseada nas propostas de campanha”, disse o prefeito.
Mostrando apreço especial ao Legislativo e agradecendo a todos que estiveram nas ruas e nas praças fazendo campanha, José Maria relatou que após a eleição, sua luta foi em prol da busca de recursos e que sua forma de governar será orgânica e com a maximização dos recursos. “Caráter não se constrói em noventa dias. O homem público deve ter caráter e consciência pelos próximos quatro anos. Isso garante respeito em quem confiou nele. A expressão Paz e Trabalho mostra a convicção da história neste momento, além da fraternidade, concórdia, firmeza e coerência”, disse.
Por fim, o prefeito reafirmou o compromisso com Ibiporã em trabalhar pelo desenvolvimento e lembrou que o servidor público deve ser valorizado como profissional, no aspecto legal e principalmente em sua carreira. “Cabe a ele o bom atendimento ao público. Onde as portas estiveram abertas a todos, fazendo valer a unidade e a eficiência. Ele cumpre o papel do homem público, que é o de melhor conduzir a sociedade”.
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