sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Sugestão: Aquecedor Solar gera economia e ensina estudantes sobre o valor da energia

O tema energia renovável é muito discutido no contexto político e econômico. Diversas são os projetos e alternativas para diminuir o custo da geração e fontes de energia. Em Londrina, o professor de Química e Educação Ambiental do Colégio Olympia Tormenta, Márcio Adriano Medina, desenvolve, junto com alunos, na creche do Maria Cecília, um aquecedor solar feito com material reciclado. Para a construção do artefato são necessárias garrafas pet cristal, caixas de leite, tubos e conexões. Para captura da energia, os raios solares incidem no painel e causam o efeito estufa. A água, em constante circulação pelos tubos, aumenta a temperatura, podendo chegar a 60 graus. Mesmo no compartimento único, água quente e fria não se misturam. O mecanismo influencia nos custos da creche por diminuir o uso da eletricidade e também gera conforto. Mesmo com o tempo nublado, o aquecedor funciona e uma família de cinco pessoas economiza até R$50,00 por mês.

Professor Márcio: 91124471
- O que é preciso para ter acesso ao projeto?
- O custo e a manutenção são altos?
- Se quiser instalar na minha comunidade, o que devo fazer?
- Como é visto o retorno pelos alunos?

Geraldo Leão, aluno do curso de Técnico em Meio Ambiente, participa da elaboração do aquecedor. Para ele, o aprendizado técnico ajuda no conhecimento, mas a conscientização de que o aquecedor pode diminuir os custos, no fim do mês, é de grande valia.

Aluno Geraldo Leão: 99470158/33360169
- O que você aprendeu, não apenas na área técnica, mas quanto a sua criticidade e conscientização quanto às energias renováveis?
- isso pode ser levado a outros alunos?
Você faria um aquecedor em sua casa?


Na creche, as coordenadoras sabem que o aquecedor pode gerar mais conforto e economia. A entidade, que recebe muitas doações, pode dinamizar suas contas e economia, pelo sistema, além de poder levar conforto e melhores condições as crianças que atende.
Laura/Cida (coordenadoras): 99440169
- O que o aquecedor pode mudar?
- Isso é um exemplo a ser seguido por outras entidades? Por quê?

Sugestões de Pauta

Lei Municipal que institui o Serviço de Atendimento Emergencial no Terminal Urbano não está sendo cumprida

A Lei municipal 8660, de 19/12/2001, que autoriza o Executivo Municipal a instituir o serviço de Pronto Atendimento Emergencial no Terminal Urbano de Londrina não está sendo cumprida. Isso gera problemas aos usuários de transporte coletivo. Segundo Celso Melchiades, usuário do serviço e presidente da Força Comunitária de Londrina são em torno de 155.000 usuários que circulam diariamente pelo Terminal e são 40, o número de pessoas, que precisam de atendimento. Sônia Nery, da Secretaria de Saúde, confirma que a Lei Municipal não está sendo exercida e não existe nenhum projeto para instalação. Nery diz que à existência do SAMU (Serviço Atendimento Móvel de Urgência), supre as necessidades. Deve se levar em consideração que o artigo 5° informa que cabe a Autarquia do Serviço Municipal de Saúde a supervisão, avaliação e acompanhamento do serviço de Atendimento Emergencial. Carmem Marcelino, moradora da Zona Norte de Londrina é um exemplo de que a falta de atendimento pode prejudicar os usuários. Há dois meses, Carmem passou mal num ônibus e foi levada ao terminal. Ela pediu ajuda a um fiscal, mas nada foi feito. Após 30 minutos de espera e ser informada que não havia ambulâncias do SAMU a disposição, populares a levaram o PAM (Pronto Atendimento Médico). Cláudio dos Santos, do Conselho de Saúde, afirma que a Lei 8660 de 19/12/2001, obriga que os locais onde haja circulação expressiva, contenha estrutura para atendimento. “Na aprovação da lei, foi doado um desfibrilador ao Terminal. Porém não foi instalado o serviço”.

Fontes
- Sonia Nery (Secretaria de Saúde): 33761942
- Cláudio dos Santos (Conselho de Saúde): 30295095/33217993/99653225
- Carmem Marcelino (usuária): 33285124
- Celso Melchiades (Força Comunitária): 99150756

Obs: A pauta é polêmica e traz uma discussão a respeito da prestação de serviço em Londrina.

Perguntas:
Sonia:
- Porque o serviço não funciona no Terminal?
- O que pode ser feito para regulamentar? Falta verba ou estrutura física?
- E se o SAMU não tiver ambulâncias disponíveis, o que pode ser feito?

Celso:
- O que implica a não aplicação da lei?
- Há uma solução cabível?

Currículo - Marcelo Souto Severino

Solteiro, brasileiro, 28 anos
Rua Elpídio Alves, 251 – José Giordano
CEP 86082-490 – Londrina - PR.
Tel. residencial: (43) 33476424
Celular: (43) 91430402
E-mail: msseverino@bol.com.br

- Cargo Pretendido: Jornalista

- Resumo profissional: Sólida experiência na área jornalística, com atuação em empresas de médio e pequeno porte e destaque no mercado há mais de cinco anos. Capacidade na área de redação, pauta e edição; habilidade e competência no trato com as fontes e desenvolvimento de matérias e reportagens. Seis meses de experiência em São Paulo e especialização (não concluída) em Comunicação Popular e Comunitária.

- Experiência Profissional
J.F. Produtora de Jornais – 03/08 a 05/08 (30243492 ou 99418157 – Sidnei Gomes)
Cargo: Jornalista responsável pela elaboração do Jornal Zona Norte (veículo de comunicação direcionado e pautado com matérias da Zona Norte de Londrina). Além da função de jornalista, cabia o exercício de fotógrafo, editor, paute iro e revisor. O ZN tem periodicidade mensal

Easy System – 10/07 a 02/08 (Localizada em São Paulo) Cargo: Jornalista responsável pela elaboração de campanhas com intuito de promover sites e programas operacionais relacionados à área de Recursos Humanos e Gerenciamento de Empresas. Atualização diária de dois sites da Easy System (e-manager) e busca de material jornalístico e fotografias para alimentar os mesmos. Contato com clientes para que fornecimento de material direcionado.

Folha Norte de Londrina – 03/03 a 11/04 (33573050 – Arthur Boligian)
Cargo: Repórter e Fotógrafo. Na Folha Norte desenvolvi diversas matérias relacionadas a esporte local, além da atualização de tabelas e classificação de futebol amador.

- Formação acadêmica 2002 a 2005 – Comunicação Social (Jornalismo), na Universidade Estadual de Londrina
2007 – Especialização em Comunicação Popular e Comunitária (Não concluída).
- Informações adicionais:
Entre os anos de 2002 a 2003 exerci a função de operador de áudio na Rádio Brasil Sul, em Londrina. No período, tive a oportunidade de fazer reportagens sobre o treinamento do LEC e editar matérias policiais.
Em 2005, durante todo o ano, fiz diversas reportagens para o Boletim Notícia, órgão oficial de imprensa da Universidade Estadual de Londrina. As pautas, sempre vinculadas à universidade, variavam do cientificismo a pesquisas acadêmicas. -Em 2006 e 2007 fiz algumas matérias para a Rádio Cincão FM e na mesma época publiquei pela Portugal Telecom diversos contos e poesias. Tais publicações aprimoraram o processo de elaboração de texto, devido à participação em oficinas literárias.

- Referência: José Marques (Fotógrafo da UEL) - 33381467

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Eleições 2008 - Campanha do voto limpo e consciente

- Os candidatos têm como saber em quem votei?
A urna eletrônica é um meio seguro de votação. Nem mesmo os juízes ou técnicos da Justiça Eleitoral têm como saber em quem os eleitores votaram. Não acredite se algum candidato ou cabo eleitoral lhe disser que tem como saber em quem você votou. Isso é apenas uma forma de intimidação. O direito ao sigilo do voto é uma importante conquista – garantida pela Constituição – e permite que você exerça sua cidadania votando exclusivamente com base na sua consciência.

- Como é a urna eletrônica?
Ela é como um teclado de telefone com três teclas coloridas:
● BRANCO (cor branca) – para votar em branco;
● CORRIGE (cor laranja) – para corrigir e recomeçar em caso de erro;
● CONFIRMA (cor verde) – para confirmar o voto

As urnas eletrônicas são preparadas com cerca de uma semana de antecedência das eleições. Na ocasião, todos os dados constantes no meio de armazenamento interno são apagadas e carregadas as seguintes informações: uma cópia do sistema operacional, versão para a eleição, os aplicativos das eleições, tabelas de candidatos, municípios, zonas e dados dos eleitores de cada seção.

- É possível que hackers mudem o resultado das eleições?
As urnas eletrônicas estão absolutamente seguras contra hackers, uma vez que não são conectadas em linha telefônica nem em rede de computadores. Durante a transmissão dos Boletins de Urna, os microcomputadores de transmissão são de propriedade exclusiva da Justiça Eleitoral e somente o Juiz tem a senha de acesso. Acessos externos à rede da Justiça Eleitoral são barrados por meio de FireWall. Todas as informações contidas na urna e utilizadas nas eleições estão assinadas para garantir a integridade e inviolabilidade. Outra garantia de que os resultados não podem ser alterados é a contagem dos votos feita pelos próprios partidos a partir da soma dos boletins emitidos por cada urna eletrônica.

- O que é ser um eleitor consciente?
O eleitor consciente, segundo o TSE, é aquele que analisa as propostas e conhece a história dos candidatos e partidos. Participa de organizações sociais ou comunitárias. Costuma ir às reuniões políticas, acompanha debates, apresenta propostas e sabe que, apesar dos problemas, a política é um instrumento de ação da sociedade. Os eleitores conscientes sabem que a política e os políticos, por vezes, não fazem por merecer o seu voto, mas sabem também que ser cidadão implica participar ativamente, repensando atitudes e, se necessário, alternando pessoas e partidos no poder.

- O que significa votar com liberdade e consciência?
Votar é um meio de participar, influir e assumir responsabilidades na vida política do país. Não basta votar por votar. É preciso votar com liberdade e consciência. Deve-se votar sabendo em quem se está votando e seguro de que o candidato é realmente o melhor para o progresso da cidade e o bem estar da população. Para saber sobre isso, deve procurar informar-se. Antes mesmo das eleições, procure rádios, televisões, jornais, revistas, sites da internet e folhetos. Tudo isso traz informações sobre as eleições e os candidatos. Convém ficar atento, ler e ouvir as informações, discutir o assunto com amigos e conhecidos, comparar os discursos dos candidatos, pensar no que eles dizem e no que dizem deles. A imprensa, por exemplo, traz muita informação sobre os políticos.

- Como devo escolher o meu candidato?
Fique atento às propostas apresentadas na campanha e ao comportamento do candidato. Os bons políticos são líderes autênticos e têm capacidade de reunir pessoas em torno de idéias e não de interesses pessoais. Por isso existe a propaganda política. Serve para você conhecer os candidatos e suas idéias.

- Qual o preço da venda de um voto?
Vender o voto é o mesmo que vender a consciência. Vender a consciência é vender a si mesmo. O direito de votar não tem preço. Um voto mal dado reflete na sociedade como um todo, e na vida da própria pessoa. São votos assim que levam pessoas corruptas e mal preparadas para cargos públicos. Depois não adianta reclamar da corrupção dos políticos como se o eleitor não fosse responsável por isto também.

- O que fazer com os presentes ou favores dos candidatos?
Recusá-los e denunciar o autor da oferta. O assistencialismo desmobiliza e atrapalha a organização popular. Portanto, o que os políticos dão como um presente “generoso” ou o serviço que oferecem podem ser uma forma de subornar a Consciência do eleitor. Além disso, as obras que os governantes fazem com o dinheiro público são uma obrigação e não um favor a ser retribuído com o voto. O eleitor deve julgar se a administração foi boa ou má, haja muitas ou poucas obras aparentes. E o voto é uma forma de expressar esse julgamento. Hoje, graças a lei, é possível tirar da disputa candidatos que apenas fizeram uma oferta a um só eleitor, mesmo que ela não tenha sido aceita. Isso foi afirmado pelo TSE num julgamento histórico que ficou conhecido com o “caso Caixa D’água”.

- Alguém pode obrigar um eleitor a votar em algum candidato?
Não. Ninguém pode forçar uma pessoa a votar em um candidato. Também é proibido comprar e vender votos. Isso é ilegal e deve ser denunciado à Justiça Eleitoral. O voto é livre e secreto. É, ao mesmo tempo, um direito e um dever. Não pode ser objeto de pressão nem de comércio. Em nenhuma hipótese permita que um candidato retenha o seu título de eleitor. Casos de intimidação de trabalhadores ou de servidores públicos, com ameaças de demissão, devem ser denunciados. O candidato envolvido pode ser afastado da disputa e até submetido a um processo criminal.

- Como denunciar caso isso aconteça?
Se o eleitor receber qualquer tipo de pressão (ameaça, chantagem, coação) ou se alguém lhe oferecer dinheiro, emprego, qualquer tipo de benefício em troca do voto, deve-se reunir provas contra quem tentou fazer isso. Gravações, fotografias, testemunhas, originais e cópias de papéis comprometedores, mensagens de e-mail, fotos, tudo isso pode ajudar a provar que determinado eleitor foi vítima de crime eleitoral. Deve-se procurar o Juiz Eleitoral e apresentar a denúncia. O Juiz tem como tomar providências para punir os responsáveis por qualquer irregularidade nas eleições.

- É seguro denunciar?
Se você tem provas de que alguém praticou um ato de ameaça ou corrupção nas eleições, ou sabe onde essas provas podem ser obtidas, leve-as ao conhecimento da Justiça Eleitoral. Mesmo que o candidato não seja punido por alguma razão, você não correrá nenhum risco de ser acusado de haver formulado uma acusação leviana. Denúncia sem prova alguma não tem valor para a Justiça Eleitoral, mas você não precisa tê-la em mãos se souber onde ela pode ser obtida. O eleitor é o primeiro a promover a justiça nas eleições. Se ele se recusar a vender o voto, se não aceitar pressões, se denunciar irregularidades à Justiça, os candidatos corruptos vão parar de cometer fraudes eleitorais ou podem até deixar a política.

- Como se faz uma denúncia ao juiz eleitoral?
É preciso dispor de provas ou saber indicar a forma como elas podem ser obtidas. Diante disso, escreva a denúncia de qualquer forma (pode ser até à mão) e a entregue no Cartório Eleitoral da sua cidade. Em Ibiporã, ele está situado no Fórum. Você precisará assinar a denúncia. Se isso o fizer se sentir mais seguro, convide outras pessoas a assiná-la junto com você. O eleitor é o primei

- Como identifico um ato de corrupção?
A corrupção se manifesta de vaias formas, por exemplo:
Compra de Votos: Oferta ou doação de qualquer coisa ao eleitor – como dinheiro, presentes, material de construção, emprego, serviços médicos ou de advogados – em troca de seu voto. A simples oferta já é motivo para que o candidato seja cassado.
Uso eleitoral da Máquina Pública: utilização do dinheiro público para pagamento de despesas de campanha, ou de prédios, equipamentos, carros oficiais e outros bens públicos por candidatos.
Boca de urna: tentativa de influenciar o voto do eleitor no dia das eleições, com a distribuição de folhetos do candidato, entrega de brindes, uso de carros de som e realização de comícios.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

- O uso de ferramentas de comunicação para fins políticos (democracia digital) traz a tona tensões sociais -

Em 2000, o Estado do Arizona, nos EUA, engajou-se na votação on-line. Era a eleição no partido democrata e houve a participação e patrocínio da Electron.com, uma empresa de internet sem fins lucrativos. O sucesso da votação foi tal, que 86.907 democratas votaram. Em contrapartida, as primárias de 1992 e 1996, tiveram 36.072 e 12.844 eleitores. Destes, 46.028 votos foram on-line;

Questiona-se, devido à exclusão digital, se votos de grupos específicos, como hispânicos e indígenas, foram diluídos no Universo Geral e se a maior participação foi resultado da tecnologia ou da mobilização dos eleitores pela novidade do processo;

O voto on-line facilita o exercício político dos que tem acesso. Mas, quando se analisa o acesso de grupos, é obvio que muitos não tiveram oportunidades de participar do processo. Isso demonstra a falta de representação e desigualdades em termos de oportunidades de participação nos processos políticos. Além da distribuição desigual da internet diluir votos de grupos minoritários;

A solução das dificuldades está no investimento para o acesso a web por iniciativas públicas e privadas, para implantação do serviço nas escolas, bibliotecas e associações comunitárias. Assim, as camadas excluídas terão acesso e aprendizagem a respeito das novas tecnologias.

Indicadores da exclusão: Linhas divisórias que perduram

A renda é a linha divisória que separa os que têm tecnologia e os que não têm. Estudo mostra que até 2005 pelo menos a metade de todos os domicílios com renda inferior a 15 mil dólares permanecerão desconectados.
Desnível educacional define a exclusão social. 64% das pessoas com o ensino superior completo têm acesso à Internet, enquanto apenas 12% das pessoas com segundo grau completo acessam a rede.

Ocupação – Os que trabalham com o conhecimento estão sempre conectados no serviço ou em casa. Apenas 18% dos empregados com salários mais baixos usam Internet no serviço.

Raça e etnia – Em comparação com as residências de afro-americanos e hispânicos, as residências de brancos estão on-line numa proporção 60% maior. Os índios norte-americanos não têm chances de se conectar à rede.
A exclusão digital deve ser analisada como problema regional e local.

OBSTÁCULOS PARA PROVER O ACESSO À INTERNET NAS COMUNIDADES
Custo do serviço – Maioria das pesquisas revela que os custos continuam a ser o principal obstáculo que impede as pessoas de se conectar à internet. Cidadãos acima de 55 anos não desejam estar conectados, embora tenham computador em casa. Falta marketing das empresas de Tecnologia da Informação (TI) e conscientização para mudar essa situação.

A falta de conteúdos de relevância cultural mínima na web é motivo de preocupação.
Segurança – 85% dos norte-americanos apontam como problema muito grave a possibilidade de estranhos perigosos entrarem em contato com seus filhos pela rede; 84% se preocupam com a pornografia; 73% com a facilidade de descobrir-se uma receita para construir uma bomba.

A exclusão digital é um efeito colateral, produto que tende a reforçar as desigualdades já existentes produzidas pela economia política neoliberal.

domingo, 17 de agosto de 2008

Vergonha: População de Ibiporã está revoltada com as obras inacabadas da Praça Pio XII e do Terminal Urbano de Ônibus.

É só chegar o período eleitoral para que as obras comecem a pipocar pela cidade. Não que a construção e reforma de bens públicos e de uso comum são negativas, mas o que implica, é a época na qual são executadas. Em Ibiporã temos dois exemplos de construções que estão totalmente paralisadas e que popularmente são conhecidas por “elefante branco”.
A primeira, que não traz impactos negativos para a cidade, é a construção do Terminal Urbano, que há muitos meses não se vê nenhum funcionário se dedicando à obra. Outro “elefante branco” que está causando transtorno, sujeira e caos, justamente no centro da cidade, é a reforma da Praça Pio XII. Segundo comerciantes da região e freqüentadores do local, há mais de três semanas que não se vê ninguém na execução do projeto.
Ronei Weber, 18 anos, mora no San Rafael e trabalha no centro. Para ele e muitos outros comerciários, a reforma, que deveria ser planejada e executada antes do período eleitoral, está causando prejuízos ao comércio e atrapalhando quem gosta de andar pela Avenida Paraná. “Quando as pessoas vêem ao centro para fazer suas compras, encontram uma paisagem desolada. O cliente se afasta e vai para outro local. Além disso, muitos se reuniam no horário de almoço para conversar. Não temos um local para descansar. Além disso, com o estado atual a segurança da praça piorou muito”, lamenta Ronei com a desvalorização do comércio.
Antônio Cardoso, de 60 anos, trabalha há 21 anos no local como vendedor. Morador do centro, para ele não é o momento de mexer na Pio XII devido o período das eleições, a época de chuvas e da cidade ter outras prioridades mais urgentes ligadas à saúde e educação. “A praça estava boa. Se havia necessidade da obra, porque somente agora, na época da eleição? Isso me deixa desconfiado quanto às intenções”, diz. Revoltado com a situação, que diminuiu em muito o movimento do seu comércio, devido à poeira e o barro, Cardoso afirma que não é único a reclamar. “O correto seria a poda e erradicação de árvores condenadas. Mas muitas, sem necessidade, foram arrancadas. Acabou a sombra e os bancos, que fazem parte da história de Ibiporã, foram retirados e destruídos”, diz. Presente todos os dias no local, Cardoso revelou que há mais de três semanas não se vê ninguém trabalhando na execução das obras.
Mesmo com a obra, o repositor Luciano Costa de Souza, 26 anos, do Santa Paula, acredita que falta algo essencial: a reforma e ampliação dos banheiros. “A praça é um dos cartões postais de Ibiporã. Imagine quando vir alguém de fora para nos visitar e encontrar o banheiro todo sujo. É uma vergonha para todos”, finaliza.

sábado, 16 de agosto de 2008

PMDB Jovem convida a todos que desejam participar, conhecer e debater política

O engajamento dá á juventude maior consciência e criticidade quanto à realidade social que o cerca. As formas de participação política são diversas e podem ser representadas na escola, associação de moradores, movimentos populares, estudantis, no seu condomínio ou em debates e discussões baseadas em fatos. E é a juventude que representa mais de 40% dos votos que tem o dever de se informar para formar opiniões.
Em Ibiporã o PMDB Jovem é uma das entidades que exerce esse papel cívico. O grupo, que compreende em torno de 250 pessoas entre 16 aos 35 anos, nasceu com a intenção de incutir debates políticos, sociais, promover eventos e criar projetos públicos voltados ao jovem, ao esporte, à educação e ao emprego. “O PMDB Jovem tem membros do movimento estudantil, hip hop, skatistas e pessoas da sociedade civil em geral”, diz Thiago Eik Mendes Paloco, 21 anos e acadêmico de Direito. Sem vínculos às esferas do Poder Público, a entidade sobrevive de eventos e mantém um fundo, no qual, por exemplo, pôde comprar ovos de chocolate para doar a crianças de Ibiporã na última Páscoa.
Rafael Santana, 22 anos, é do movimento estudantil e relata que o mesmo tem grande força e representatividade dentro do PMDB Jovem. “Existem cidades que possuem Secretaria de Juventude, como Foz do Iguaçu. O órgão ajuda gestores públicos a criar planos de governo voltados ao segmento”, conclui. Segundo Rafael, muitos jovens são despolitizados e votam em candidatos despreparados e que não tem compromisso sério com a cidade. “São poucos o que se ligam na política”, completa. Acadêmico de Direito, Rafael lembra que infelizmente a culpa não é do jovem, mas de uma mídia que não contribui para a formação do caráter crítico do cidadão. Para que haja mudança, é preciso criar fóruns, debates e trazer à cidade personalidades influentes para estimular a critica através de palestras e oficinas.
Jair Soares de Oliveira, 18 anos, estuda no ensino médio do Teotônio Vilela e lamenta que a cultura política do brasileiro dê prioridade a corrupção e elege políticos que “compram” votos pela contratação de cabos-eleitorais. “Perde-se quatro com isso”, lamenta.
Segundo Thiago, o PMDB Jovem precisa de mais pessoas participando e trazendo proposta e projetos. “A juventude precisa de trabalho, ter uma profissão e fazer aquilo que gosta. Temos um pensamento diferenciado e o envolvimento partidário leva ao esclarecimento político”. No período de seis anos, no qual atua na entidade, aprendeu muito, conheceu diversas pessoas e criou novas concepções que o ajudaram a se tornar um cidadão.
Aos interessados em conhecer o trabalho do PMDB Jovem, ele está de portas abertas a todos. Para participar ou se filiar, o interessado deve procurar o gabinete de qualquer um dos vereadores do PMDB com o título de eleitor, CPF e RG.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Câmara aprova projeto que amplia licença-maternidade para 180 dias

Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou há pouco projeto de lei que amplia, em caráter facultativo, a licença-maternidade de 120 para 180 dias. Para fazer com que o benefício atinja o maior número possível de trabalhadoras, a proposta garante incentivo fiscal ao empregador que conceder mais dois meses de licença para suas trabalhadoras.

A proposta, de autoria da senadora Patricia Sabóia (PDT-CE), agora vai à sanção presidencial, já que foi aprovada também no Senado. O projeto cria o Programa Empresa Cidadã, por meio do qual empresas privadas poderão, voluntariamente, conceder licença maternidade de 180 dias. Em compensação, elas terão o direito de descontar no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica o valor integral dos salários pagos à trabalhadora pelos dois meses a mais que ela ficar cuidando do filho recém-nascido.

De acordo com o projeto, a prorrogação da licença também será garantida, na mesma proporção, à empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança. A empregada de empresa que aderir ao Programa Empresa Cidadã tem direito a requerer a prorrogação até o final do primeiro mês após o parto.

A deputada Rita Camata (PMDB-ES), uma das parlamentares que mais lutou pela aprovação do projeto, disse que a ampliação da licença-maternidade é de grande significado para as mulheres e para as crianças, que vão poder ficar mais tempo ao lado da mãe. "É uma grande conquista para as mulheres e para os bebês".

Fonte: Agência Brasil

Sobre duas rodas: A bicicleta é o meio de transporte mais popular que existe.


Criada em 1818, ela é fonte de renda, diversão e saúde

A primeira bicicleta foi inventada em 1818 na Inglaterra pelo alemão Barão Karl Von Drais, onde duas rodas eram ligadas por uma peça de madeira e o ciclista impulsionava-se apoiando os pés no chão. No Brasil a invenção chegou em 1898 e se tornou uma prática muito popular.
Alessandro Silva Garcia é quem diz. Com uma bicicletaria na Avenida Saul Elkind, Alessandro é mecânico de bicicleta há 10 anos. Hoje com 22 anos, ele se lembra quando aos 12 anos pediu para aprender o ofício a partir de consertos de aros e remendo de pneu. A partir daí pegou prática e experiência numa montadora de Curitiba e montou uma sala na Saul Elkind. Alessandro diz que o ofício é conhecido por mecânico de bicicleta e consiste em consertos em geral e acessórios, desde o remendo até a montagem completa da bike, sendo os mais solicitados a centragem do aro e regulagem dos freios. Alessandro diz que a maioria dos clientes é da Zona Norte e que entre os consertos, que chegam aos 70 por semana, vão desde a cross até a popular Barra Circular e que com a chegada do verão a procura pela bicicleta é maior, inclusive para quem vai trabalhar. Dentro da bicicletaria Alessandro é auxiliado por Vander Eduardo Schitkoski, 19 anos, que aprendeu a profissão há um ano e nove meses, sendo compensadora e humilde. Apesar do pouco tempo, sua dedicação é tanta, que ele disse que o primeiro projeto de bicicleta foi feito pelo francês Mede de Sivrac, em 1790, era o celerífero, que em latim significa transporte rápido.
Outra pessoa que trabalha com bicicletas é Ailton José Francisco, de 34 anos, da Bike União. Com uma oficina no Jardim dos Estados há quatro anos, seu trabalho não consiste somente em consertos, mas se ramificou para a borracharia e motopeças. Com o trabalho em família, trabalhando junto com a esposa Claúdia, 29, e o irmão Gilvan Mendes, 28 anos, que diz que a profissão é o seu ganha pão e que a conhece desde criança. Ailton, que antes era caminhoneiro, começou com uma pequena porta, como quem não queria nada, diz que hoje o trabalho é a principal fonte de renda.
A esposa de Ailton, Cláudia Francisco, ajuda a família fazendo vários serviços, como um remendo ou na regulagem e troca de freio. Ela afirma que que já fabricaram a bicicleta dupla e a motorizada, sendo que a dupla foi para uma pessoa de Rolândia que tinha problemas de saúde e não conseguia andar sozinho. A pessoa foi a loja, escolheu as peças, personalizou a pintura. No mesmo dia que a bicicleta ficou pronta ele foi para Rolândia pedalando junto a um amigo. Com muita saída de bicicletas novas e usadas, outra especialidade de Ailton é a fabricação de bicicletas motorizadas a partir de quadro comum, mas com motor de mobilete ou walk machine.
No Cincão, uma das bicicletarias mais conhecidas é a do Professor, apelido carinhoso ganho por José Roberto Gomes, 50 anos, professor de Educação Física até 1994. Mas antes disso, em 1991, José montou uma bicicletaria no Aquiles Stenguel para ajudar os filhos e complementar a renda. Muito preocupado com a saúde proporcionada a partir da prática do esporte, Professor aprendeu a mecânica de bicicletas a partir da curiosidade. Como seu pai tinha um mercado, era ele quem consertava as cargueiras quando havia algum defeito, tanto que no seu estoque atual é possível encontrar uma velha cargueira. Outro fato que marcou o professor, foi quando em sua juventude, morava em Faxinal e viu uma bicicleta feita com quadro de madeira compensada. Hoje com serviços de montagens, manutenção e reforma, e com a maioria da clietela formada por operários, ele acredita que o exercício da profissão está difícil. Apesar disso não desanima e coloca e engenhosidade em prática. Tanto que a encomenda da bicicleta dupla, que é feita a partir de dois quadros de Barra Circular é comum para ele.
Pensando na qualidade de trabalho, ele afirma que a diferença do preço nas peças é muito grande, entretanto é essa diferença que determina a qualidade. Perguntado sobre a vedete das bicicletas, Professor disse que quem ganha disparado é a Barra Circular, seguida de perto pela freestyle. Entre as fábricas mais conhecias estão a Caloi e a Monark, porém com a tercerizaram da linha de montagem, essas marcas desapareceram do mercado. Entretanto, ele diz que a tecnologia está tao avançada, que as melhores bicicletas são todas feitas de fibra de carbono.

Melhor do que o ônibus, a bicicleta

Benedito Sebastião da Silva, nos seus 56 anos de idade, diz que a vida toda andou de bicicleta. Morador do Jardim Paraty, ele usa a Barra Circular Monobloco Olé 70 para ir a todos os lugares. A bicicleta, segundo Benedito, foi criada em comemoração ao Rei Pelé, que ajudou a Seleção Brasileira na conquista do Tri em 1970, no México, tem aro 28 e o freio é com varão de ferro. A mesma, que segundo ele só viu tres iguais em Londrina, carrega uma cópia da Taça Jules Rimet pintada próximo ao banco e tem mais de 34 anos.
A saúde do aposentado é tanta, que duas vezes por semana vai a Cambé, numa média de 45 minutos: “compensa mais ir de bicicleta porque demora menos e não custa nada, além de no calor eu colocar um chapéu na cabeça e ir encontrar os amigos”.

Cuidado, a atenção é essencial, diz Vágner

Morador do Vivi Xavier, Vágner Miguel dos Santos, 14 anos, possui uma JNA, que a utiliza para serviços domésticos e principalmente para se divertir com os amigos. Sua prática mais comum é ir ao Centro ou ao Igapó nos finais de semana. Apesar da distancia, ele acredita que o cuidado e o respeito ao transito é essencial, além da necessidade de ser feita em Londrina ciclovias e o motorista ter consciencia de que o bicicleteiro deve ter espaço na rua.

De Londrina a São Bernardo do Campo em cima da bike

Quando o letrista Boanerges Pereira da Silva, de 48 anos, começou a andar de bicicleta por diversão, não imaginaria que a prática o levaria tão longe. Morador da rua Cegonha, no Violin, Boanerges começou a andar de bicicleta por turismo, depois com o aumento das distancias a prática se tornou um esporte. A 1ª vez que saiu de bicicleta foi aos 18 anos, quando foi a Bela Vista do Paraíso, para visitar alguns amigos. Os fatos são tantos, que ele se lembra, como se fosse hoje, quando aos 21 anos foi a São Jerônimo da Serra, na casa duma ex-namorada. Ele saiu de Londrina às 4 horas, chegou em São Jerônimo ás 10h30, até que chegou em Londrina às 22h30. Nestas aventuras sobre duas rodas, Boanerges já foi a Telêmaco Borba, Castro e Tomazina, porém a viagem que o mais marcou foi em 1995, quando foi a São Bernardo do Campo, no ABCD Paulista. Difícil e demorada, ele a planejou com antecedência. A viagem durou quatro dias e meio, ficando por lá durante cinco dias.
Com uma placa na traseira, identificando-o que era de Londrina e a preocupação de segurança com farol, pisca e retrovisor, era comum as pessoas o pararem-no na estrada e perguntar se estava pagando promessa, ele todo sorridente dizia que não, mas sim que estava praticando um esporte. Entre Londrina e São Bernardo, o caminho era repleto de paisagens como montanhas, rios e florestas.
Com a viagem interrompida pela chuva, Boanerges ficou tres dias em Sorocaba devido a chuva, entretanto, quando chegou na casa de seus parentes em São Bernardo, eles não o reconheceram. Primeiro ele chegou no portão e bateu palma, seu irmão foi ao seu encontro e não o reconheceu, então Boanerges tirou o óculos e o capacete a aí sim seu irmao lhe deu um abraço e disse: “você é maluco mesmo”.