quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Roubaram o circo?

Sucesso nas décadas de 60 e 70, circo atraia centenas para ver suas atrações.



Foi nos anos 60 e 70 e muitos de nós nem havíamos nascido. O circo tinha palhaço, teatro, cantores e outras atrações. Era um meio de diversão para Jataizinho na época e um dos artistas foi Claudionor Stork. Ele cita que tudo começou numa brincadeira entre amigos. “Cercamos a rua com a lona improvisada e começamos a brincar. Participava, além de mim, o Dirceu Urbano e outros amigos. Aos poucos a brincadeira de rua começou a tomar corpo e no final tínhamos arquibancada, palco, picadeiro e sistema se som, faltando apenas a lona para cobrir o circo e sairmos pelo mundo”, recorda com saudades.
O circo se tornou famoso e entre as atrações estavam duplas e cantores sertanejos, como Lício e Lina, Jaci e Juciel, Adão e Noel, Vicente Luís e seus Cangaceiros, Tonil e Tonel, além de Paulista e Paulistinha. “Quando a atração era teatro e palhaços, não cobrávamos. A bilheteria era feita quando vinham cantores e artistas de fora. Na época, os espetáculos eram aos sábados e para arrecadar dinheiro, um palhaço ia com o pinico obter doações da plateia. Sobrevivíamos assim”, declara Claudionor.
Uma das curiosidades era o fato de não existir mulheres na trupe, obrigando-os a fazer tal personagem, por hora cômico ou dramático. “Eu, Pedro Carola, José Maria (conhecido por Gato Seco), Daniel Rodrigues do Prado e Luís Carlos Moraes, se alternavam nos personagens femininos. Também integravam o circo, Salvador da bicicletaria (padre), Denis Moreno (palhaço), além dos irmãos Antônio, Sebastião e Francisco Stork. “Escolhíamos uma música de sucesso, como da dupla JoséFortuna e Pitangueira e adaptávamosum drama ou comédia. “A lenda da valsa dos noivos”, “Jesus Cristo na casa do pobre”, “A morte de Lampião”, “O punhal da vingança”, “Pedro Malazartes” e “A morte de Joaquim Pinheiro” foram todas encenadas, sendo esta ultima, tendo o registro em fotografias. “Jesus Cristo na casa do pobre” conta a estória da família, onde a filha era aleijada. O pai só pensava em jogo e a filha não andava. Certo dia, quando o pai batia na família, surge Jesus Cristo e os chama. A criança não andava. Mesmo assim, pela fé, obteve forças e foi a seu encontro. O pai, um ateu, a principio não quis ir. Mas, por fim aceitou a Jesus Cristo”, relata.
Outro episódio foi quando marcaram uma apresentação no Limoeiro, em Londrina, com Vicente Luís e seus Cangaceiros. Seria um drama. “Como abriu um temporal eles não apareceram. No entanto o público começou a chegar vindo à cavalo, carroça e à pé. Improvisamos a apresentação e com o inesperado retorno financeiro, sobrevivemos cinco meses sem fazer apresentações, por conta das fortes chuvas da época”, declara.
Itinerante, o circo se apresentou na Água das Flores, Couro do Boi, Serra Leão, Assai e no Limoeiro, em Londrina. “Pretendíamos voltar para Jataizinho com o show de Mococa a Moraci. Faltava apenas a lona para sairmos mundo afora com o circo. Por conta das dificuldades de transporte na época, deixamos o circo em Londrina e voltamos para Jataizinho. Mas, quando voltamos com o caminhão para buscá-lo, ele foi roubado. Não havia mais nada duma estrutura para 300 pessoas sentadas, alto falantes, palco e picadeiro. Disseram que alguém levou o circo. Isto foi entre 1972 e 1973. Ainda tenho muitas saudades daquela época”, finaliza Claudionor.


Projeto #valorizandotalentos dá valor a talentos locais.


O projeto #valorizandotalentos incentiva jovens a participar de atividades esportivas e culturais, além de estar inserido no meio escolar. Os cursos oferecidos são dança, música e skate, além de palestras voltadas à prevenção e combate ao uso de drogas. “As ações são exemplos e referências positivas à juventude e criam valores. O mundo das drogas leva à morte e sofrimento”, afirma Júlio Conceição, coordenador do projeto. Em atividade há dois anos, o #valorizandotalentos realiza atividades no John Kennedy, Municipal e Centro de Eventos, neste último as quartas, das 9 às 11 horas e das 14 às 18 horas. São ministradas oficinas de jiu jitsu, skate, dança e slak line, este último desenvolve equilíbrio e coordenação motora. Elas não têmcusto aos participantes e as vagas são limitadas, além de receberapoio da prefeitura, Fundação Cultural, secretarias de Assistência Social e Esportes, empresários e comunidade em geral. Com 120 alunos, o objetivo é ampliar as atividades junto às escolas. “Ao ligarmos a TV, vemos violência e criminalidade. O projetorestaura vidas. É constante a vinda de mães se lamentaremdevido os filhos estarem envolvidos com atividades ilícitas ligadas às drogas e ao crime”, declara.
Além das atividades, recentemente o #valorizandotalentos ajudou o cantor KNP a lançar um CD de 14 faixas. O evento foi no Cine Teatro Padre José Zanelli e toda a renda arrecadada com a venda dos 500 exemplares, serão destinadas ao projeto. “É uma vertente que está dando certo”, finaliza Júlio Conceição.


Com mais de 120 especialistas, SAF Bom Pastor oferece planos de saúde a partir de R$19,70.


A história da SAF Bom Pastor seinicia em 1946, em Porecatu, onde Ângelo Zanoni e Laura Sanches Zanoni fundaram a Funerária Nossa Senhora Aparecida. Com o falecimento dos fundadores, a partir de 1995 a empresa é assumida por Osmar Camassano e muda o nome para Funerária Bom Pastor.
Com 71 anos de atividade, o SAF Bom Pastor diversificou e acompanha as transformações do mercado. O segredo é não apenas ofertar o plano funerário, mas planos de saúde e odontológicoa preços acessíveis e sem distinção. Hoje o plano SAF Bom Pastor agrega 120 especialistas, 28 especialidades, dentistas, exames laboratoriais e de imagem. Já o plano funerário oferece sepultamento, cremação, tanatopraxia, preparação de cadáver, auxílio capela e doença. “A cremação é mais viável que o sepultamento, pois preserva o meio ambiente e não contaminar o solo”, afirma Osmar.
Outro ramo que o SAF Bom Pastor atua é a reforma de túmulos e jazigos. Os preços variam e abrange túmulos simples, duplos e triplos, tendo o custo da reforma calculado por metro quadrado, além de ser revestido com o piso da melhor qualidade. “As famílias devem observar a qualidade ou estado do túmulo. Se estiverem em condições precárias, trincados, quebrados ou aparecendo os ossos, a prefeitura determina se está ou não abandonando, e o demarca com um X. A família é notificada e tem um prazo para consertar. Caso não faça, acontece a desapropriação e ele é vendido à outra família, a preços que variam de dois a quinze mil reais.Quanto aos ossos, eles ficam no ossuário, na entrada do cemitério”, diz. Outro diferencial do SAF Bom Pastor é a cápsula do tempo, um cilindro de acrílico com duração de 400 anos, onde se colocam unhas e cabelos, viabilizando futuros testes de DNA.
Quanto ao plano de saúde e funerário, ele tem o valor inicial de R$19,70. Cada complementoagrega valor a ele e a abrangência completa tem o valor de R$60,00 por mês, cobrindo toda a família.


Móveis planejados com qualidade você encontra na Exclusive Planejados.

Com a demanda da construção civil, os móveis planejados mostram que há inúmeras possiblidade de decoração. E, com mais de 30 anos de experiência, Wilson Alves de Oliveira, junto ao filho Lucas Almeida de Oliveira, abriram a Exclusive Planejados. Com mais de um ano de funcionamento, a loja fabrica móveis planejados para as áreas residencial e comercial.



Lucas Almeida, estudante de Design de Interiores, realiza e executa projetos utilizando o mais moderno, desde a concepção, em 3D, passando pela matéria prima, o MDF. Com catálogos na internet, o cliente também pode se deslocar a loja para encomendar projetos e fazer orçamentos.
Quanto aos itens mais procurados, em moveis planejados, Lucas cita que armários e cozinhas são muito vistos e devido a isto, a Exclusive Planejados faz produtos variados, com projetos simples ou elaborados, além de encomendas executados a partir de projetos de arquitetos e web design. “Feito o orçamento, damos o prazo de até 30 dias para entrega e montagem dos móveis”, afirma Lucas, que comercializa seus produtos nos estados do Paraná e São Paulo.
Com preços acessíveis, os moveis da Exclusive Planejadospodem ser pagos no cheque ou cartão, tudo parcelado. “Desde a casa simples a sofisticada, podem ter móveis planejados. Há uma estética diferenciada e padrão individual. Tendo cuidado, a durabilidade é grande e sua preservação consiste na limpeza com pano úmido e detergente”, finaliza.
A Exclusive Planejados fica na Rua Ronat Walter Sodré, 2136, no San Rafael, saída para Londrina. O telefone de contato é o 32587926 e o site da empresa, onde há mostruário virtual, pode ser acessado pelo www.exclusiveplanejados.com.br.


Participativo e atuante, Marcos da Ambulância não mede esforços para o bem estar dos ibiporãenses.

No último dia 26, o vereador Marcos da Ambulância esteve em Curitiba com o prefeito José Maria, e acompanhouno gabinete do deputado Nelson Justus a liberação de R$555 mil reais de recursos do Governo do Estado, que serão usados no recape asfáltico da Av. Senador Souza Naves até o conjunto Henrique Alves Pereira. A obra está prevista em R$701 mil reais e o município cobrirá os R$146 mil restantes.
Segundo o vereador as obras já se iniciaram e haverá melhorias no fluxo de trânsito, além do nivelamento das ruas com o mesmo produto aplicado nas rodovias e que tem duração maior. “Com o recape, se impede que detritos vão para as galerias pluviais e rios”, afirma.
Outra obra que terá inicio imediato, conforme o vereador, são melhorias no asfalto dos bairros Marajoara, do Lago, Éden e Beltrão, além da Rua Rafael Beloni. “Em breve será alargada a via que cruza a linha férrea, entre Rafael Beloni e Primavera, melhorando o fluxo para veículos e pedestres”, diz
Além do asfalto, recentemente Marcos da Ambulância trouxe para Ibiporã mais uma ambulância, que irá auxiliar o SAMU em casos de urgência e emergência. “Ela será usada como semi-uti, por conta dos aparelhos contidos nela. Com a inauguração da UPA, haverá necessidade de mais recursos”, declara.

Além desta ambulância, o vereador ressalta que em breve o município ira adquirir outra, para levar mais qualidade na área da saúde aos ibiporãenses.  

Para comemorar um ano de funcionamento, Alvorada Casa de Carnes faz uma grande promoção de carnes, além de oferecer variedades de frutas, verduras, mercearia, peixes, frios e laticínios.

Residindo em Ibiporã há dois anos, o casal Amilton Yuquishique Hara e Elza Tizuco Hayashi Hara, pais de Cristiane Sayuri Hara, se sentem confortáveis pela acolhida na cidade, algo demonstrado por fregueses e amigos da Casa de Carnes Alvorada.

Isto se concretiza a cada dia e os resultados se mostram agora, quando a Alvorada Casa de Carnes completa um ano de funcionamento em Ibiporã. Mantendo a clientela e se expandindo, a Alvorada Casa de Carnes oferece produtos de ótima qualidade, com açougue variado e toda linha de mercearia, carvão, massas diversas, peixes, hortifrutigranjeiros, laticínios e bebidas em geral. E, para comemorar esta data, o Amilton Hara já começou a promoção de carnes, com preços acessíveis. É possível encontrar alcatra, costela minga, ponta de peito, bisteca da copa, linguiça toscana e frango inteiro, a preços surpreendentes. Basta vir a loja para conferir.

Além da promoção de carnes, todas as sextas, sábados e domingos, há uma variedade em carnes assadas, como boi, porco, frango e peixes. E, para completar, bebidas em geral. Na 3ª, 5ª e sábado é dia de frutas e verduras fresquinhas.

O horário de atendimento é das 8hs às 20 horas de segunda a sábado e domingos e feriados o atendimento é das 8hs às 13 horas.Nas compras acima de R$ 40,00, a entrega é gratuita. A Alvorada Casa de Carnes está localizada na Avenida Santos Dumont, 945 e os telefones de contato são os 31581414 e 31581413.



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Uma vida. Várias histórias: Zé Mineiro ajudou a formar a região atuando como tropeiro e ceramista, além de deixar um legado histórico.


A vida de José de Oliveira Lima, o Zé Mineiro, se confunde com o desenvolvimento de Jataizinho e região. Nascido em 8/8/1918, em Capitólio, Minas Gerais, ele chegou a Ibiporã após seguir os passos da irmã e do cunhado, Izabel e Acácio Goulart. Residente em Jataizinho até 1/7/2002, quando faleceu aos 84 anos, viveu seus últimos dias na Rua Barão de Antonina, 832, no imóvel hoje habitado pelos filhos. Sua companheira, Conceição Alves de Lima, faleceu em 11/11/1994.
Zé Mineiro chegou à Ibiporã em 1938. Anos depois se casoucom Conceição e tiveram 13 filhos. Era o principio da colonização do Norte do Paraná. Aos 20 anos de idade morou onde hoje fica a rodoviária e trabalhou por dez anos na serraria “Lugô & Cia”, em companhia dos irmãos Figueira, Jotinha e Voltariano. Seu labor consistia no embarque de madeira nas gondolas na ferroviária.
Dez anos se passaram e Zé Mineiro mudou a atividade. Foi para Londrina, com Aquiles Pimpão, trabalhar na pecuária. Foram mais dez anos de trabalho e, com os parcos recursos, que não lhe permitia adquirir um lote de terras, começou a trabalhar como tropeiro e a fazer “rolos”. Em relatos familiares, Zé Mineiro dizia que “se havia um carreador, a gente entrava. Não ficou uma trilha na região por onde não passei”. Osmildo Lopes, conhecido como Português e genro de Zé Mineiro, lembra que quando chegavam animais pelo trem, o sogro ia lá fazer “rolo”. “O empenho era tamanho, que eram constantes as idas à Apucarana (fim da linha férrea na época) com a tropa de 60 burros e mulas, afim de engorda-los. Além dos equinos, Zé Mineiro criava e vendia porcos, os levando a região de São Jerônimo da Serra, numa propriedade sua em Terra Nova. Lá fazia “rolo” de carroças, animais e sítios”, lembra.
Com o árduo trabalho e cansado pelas viagens de tropeiro, Zé Mineiro botou fim as “peregrinações” e comprou cinco alqueires as margens do Tibagi, onde se situa o Jardim John Kennedy. Aos poucos ele aumentou a área da propriedade e chegou aos 20 alqueires, aproximando-se da denominada “jaqueira”.As terras, vendidas a Luiz Evangelista, anos depois foram recompradas pela família, que retomou as atividades de cerâmica, ramo no qual Zé Mineiro constitui quatro fábricas.
Foi no Jonh Kennedy que ele conheceu Conceição e criou os filhos Hélia Alves de Moraes, Célia Alves, Agnel José de Lima, Sinélia Maria de Lima, José Carlos de Lima, Mário Divino de Lima, Lucélia Aparecida de Lima Lopes, Noel Aparecido de Lima, Noélia Conceição de Lima, Manuel Antônio de Lima, Leone Mário de Lima, Maria José de Lima e Silvia Márcia de Lima.
         Em seus últimos dias de vida, ele viveu rodeado de filhos, netos e bisnetos, curtindo a velhice e orgulhoso de ter ajudado a desenvolver a região, ao transportar e vender animais para montaria e tração. Em sua sala, havia esculpido em madeira, um belo garanhão que o fazia recordar os tempos de tropeiro, das longas montarias e caminhadas.
         Osmildo Lopesconheceu o sogro na infância e é membro da família há mais de quarenta anos, pois é casado com Lucélia Aparecida de Lima Lopes. “O Zé Mineiro foi humilde. Mas isto não impediu que tivesse algumas propriedades. Em vida, chegou a ter 94 casas na Vila Frederico, bairro que ajudou a fundar, além de outras no Jonh Kennedy. Ele foi ligado a Igreja Católica e ajudou as famílias carentes, além de doar terrenos à igreja e a famílias”, cita.

         Com este legado, o pioneiro Zé Mineiro sintetiza a identidade cultural do norte paranaense, onde figura o tropeiro, o agricultor e o caipira, tudo expressado numa única pessoa. “Filhos, netos e bisnetos sentem orgulho do legado. Eles continuam a sua história e buscam, através do trabalho, desenvolver a região, seja na área rural, cerâmica (atividade na qual a família possui três fábricas), além de outras. No entanto, ainda falta seu reconhecimento público. Falta um projeto em sua homenagem, dando seu nome a uma rua, bairro ou escola”, finaliza o genro. 

Finalizando 2015, Secretaria de Obras faz um balanço positivo dos trabalhos em Ibiporã.


O ano de 2015 foi muito positivo para ibiporã e principalmente para a Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Obras e Viação, que tem a frente o engenheiro Alexandre Casagrande. Segundo o mesmo, após uma reunião administrativa com o prefeito José Maria, a vice-prefeita Sandra Moya e todo o secretariado, houve unanimidade que a Secretaria de Planejamento e de Obras cumpriram os objetivos traçados para o ano feitos pelo Executivo Municipal. Um exemplo é a área de educação, onde houve reforma, ampliação e construção de escolas e centros de educação infantil. Outro saldo positivo foi na iluminação pública, assumida pelo municipio.                                                           
Na saúde, Alexandre Casagrande ressalta a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que teve mais de 40 mil atendimentos; a reforma e ampliação do Posto Central, que praticamente dobrou a capacidade e; a reforma de todas as unidades básicas de saúde. Na área de esportes foram diversas obras, como a quadra no Jardim Pérola e a cobertura da quadra no Afonso Sarábia. Outra demanda atendida pelo município foi a limpeza das galerias de águas pluviais, onde se contratou um caminhão hidrojato para desobstruir bueiros, redes e galerias. “Em fevereiro de 2016 retomaremos a desobstrução e limpeza dos bueiros. É importante citar que muitos bueiros estão sedimentados por restos de materiais de construção civil, pedra, areia, entulho, folhas e reciclados. Isto é decorrente de quem usa a rua ou a calçada como “canteiro de obras” ou varre o lixo para o bueiro. A prefeitura faz o trabalho dela, mas a quantidade de entulho e folhas é enorme, uma vez que há milhares de construções no município. A população deve ter consciência que existe a reciclagem e todos devem destinar corretamente o lixo”, declara.                       

O Secretário de Obras ressalta que o grande projeto de 2015 foi a mudança e readequação viária, que recebeu inúmeros elogios, organizou e disciplinou o trânsito. “Em 2016 será implantada a fiscalização da ocupação de vagas, principalmente as destinadas a idosos e deficientes físicos. Serão quatro agentes e até o fim do ano a expectativa é aumentar para dez funcionários. Com o sistema binário, de sentido único, as ruas tem melhor fluxo e vagas de estacionamento nos dois lados. A princípio houve críticas, mas é necessário se adaptar. O maior exemplo é Londrina, que há anos tem as ruas centrais binárias. Ibiporã tinha o trânsito de 50 anos atrás, mas a construção das rotatórias mudou isto”, diz. Alexandre Casagrande ressalta que as rotatórias são o diferencial desta administração, sendo que está em execução nas ruas José Bonifácio com a Avenida Paraná, uma nova rotatória. “Por ser uma confluência de pouco espaço, foi preciso adaptar e também preservar uma árvore que existe no meio da praça. A rotatória é oval e atende ao trânsito pela funcionalidade, uma vez que os técnicos e engenheiros da prefeitura são especialistas em trânsito”, afirma.                                                                          

Ainda seguindo a linha viária, Alexandre Casagrande declarou que o município tem em caixa mais de seis milhões de reais destinados a urbanização e para atender diversas localidades, como por exemplo, a duplicação de trechos da Avenida Ibraim Prudente da Silva, transformando a via num anel viário. “Estamos na fase de desapropriações e as obras beneficiarão os bairros Lourenço Bacarin, Jardim Municipal, Vila Esperança, Vila Verde, Jamil Sacca, Miguel Petri, Engenho de Ferro, Pedro Baise e Jardim Casagrande. A região será valorizada através da urbanização, desenvolvimento e mobilidade urbana”, pontua.  

Ideal para decorar salas e varandas, móveis rústicos estão disponíveis na Casa do Artesanato de Ibiporã.

Decoração é algo muito importante na casa de qualquer pessoa. Cada um tem gostos e opções diferentes, sendo que uma tendência atual são os móveis rústicos. “Eles promovem ao ambiente harmonia e trazem personalidade porque são artesanais”, declara Maurílio José Ferreira (47), que usa bambu gigante, taquara e Cana da Índia na produção de cama, mesa, sofá, cadeira, rack, aparador, cabideiro, banco, estante, banqueta, colher, porta vaso e demais objetos. “O bambu, além de ser mais leve, se bem cuidado pode durar mais de 40 anos, uma vez que o segredo da durabilidade é o tratamento com maçarico e verniz, além de evitar a umidade”, diz.                         


Usando o material há mais de 16 anos, o trabalho de Maurílio foi descoberto em Londrina, quando participou de algumas feiras e pôde sobreviver com a atividade. Hoje, atuando como servidor na Prefeitura, aos fins de semana e durante a noite se dedica ao trabalho artesanal. Além do bambu, ele usa fibra, junco sintético, parafuso e madeira. “Ao invés de grampear a conexão das peças, uso madeira parafusada e encapada com fibra para dar maior durabilidade. O trabalho é complexo e artesanal, onde vou às propriedades rurais colher o bambu com um facão”, ressalta.                                              

Com móveis expostos em diversas feiras, seu trabalho é conhecido em diversas localidades e há muitas lojas, chácaras e sítios em Londrina, Cambé, Ibiporã, Maringá e cidades da Bahia e do Rio Grande do Sul que usam seu trabalho como peça decorativa. “Tenho muitas encomendas de sofá, que custa em média trezentos reais e ornamentam escritórios, salas de espera em consultórios, casas e varandas”, relata.                                                                                   
Interessados em conhecer os móveis rústicos do Maurílio José Ferreira, podem se dirigir a Casa do Artesanato de Ibiporã, na Av. Pedro II, 368 e com telefone de contato pelo 3178-0215 ou 3178-0216. Ali é possível encontrar em exposição e para venda peças menores como porta vaso, cabideiro, luminária, mesa de centro, colheres e demais objetos. Ou então ligar no telefone 9979-6066 ou 84159424, falando diretamente com o artesão.


A arte como expressão dos movimentos sociais e populares.

Considerado um artista popular devido à inserção em diversos movimentos, Agenor Evangelista (61) nasceu em um cortiço na Vila Portuguesa de Londrina e viu na arte o caminho da inserção social. Com o trabalho reconhecido internacionalmente, ele cita que em 1977, Henrique Aragão, que faleceu em agosto deste ano, lhe incentivou, além de ensinar algumas técnicas.                                                                                                                     
Criador da “Mostra de Artes Zumbi dos Palmares”, que ocorre na “Semana da Consciência Negra”, ele relata que a exposição surgiu em meados de 1986, quando foi convidado por Idalto José de Almeida, integrante do Grupo de Consciência Negra. Atualmente a “Mostra Zumbi dos Palmares” está na 30ª edição e é a única local com enfoque no movimento negro, além de abrir espaço a novos artistas e para artistas conceituados do Brasil e de países como Japão, Cuba, Portugal, Finlândia, Alemanha e demais localidades.                       

Nas artes plásticas há cerca de 40 anos, ele recorda que entre 2003 a 2015, desenvolveu quadros pequenos e populares, do tamanho de uma carta, o qual já produziu cerca de dez mil. Já os trabalhos maiores, de 50 cm x 70 cm, foram em torno de três mil, onde retrata cenas suburbanas como a mulher que lava roupa, os trabalhadores conversando no bar ou crianças brincando com pipa e bola de gude. “São imagens que visualizo no cotidiano, onde uso cores primárias na composição dos quadros”, diz Agenor Evangelista, que em 2001 e 2007 teve vários trabalhos publicados nos cartões telefônicos da Sercomtel, onde destacou o negro, a Escola de Samba Zumbi dos Palmares e a região do Cinco Conjuntos.                                                                                                             

Com trabalhos comercializados na Franca, Japão, Suíça, Estados Unidos, Argélia, Uruguai e em Portugal, no Museu de Guimarães, cidade co-irmã de Londrina, ele cita que há no acervo da Folha de Londrina um trabalho de 1987, quando ao expor no Londrina Country Club, João Milanez e Valmor Macarini, que administravam a empresa na época, encomendaram um painel sobre a história da imprensa e do jornal.                                                         
Influenciado pelo impressionismo francês, por Di Cavalcanti e Cândido Portinari, que pintavam as mulatas e a boêmia, Agenor Evangelista pode ser considerado um memorialista paranaense por mostrar a periferia e as pessoas que vivem lá. “É fundamental a preservação da memória. O artista deve é uma ferramenta de transformação que forma e informa a sociedade, além de interagir com outras artes, como a dança e a literatura”, pontua.