1) - Publicado em 1860, 'Crime e Castigo' é a obra mais célebre de Dostoievski, onde Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado perambula por São Petersburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria - grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Raskolnikov angustiava-se no seu pequeno quarto, na verdade uma gaiola desbotada que o sufocava, onde pensava como um ser dotado de inteligência reconhecidamente superior, como a dele, estava reduzido àquela vida miserável, sem tostão e sem futuro enquanto que, naquela mesma cidade de São Petersburgo, a capital do império russo, à bem poucas quadras dali, uma velha usurária, chamada Aliona Ivanovna podia entregar-se livremente à exploração de desgraçados como ele. Porque não eliminar aquele ser parasitário, inútil, e utilizar-se do seu dinheiro para sair daquela situação apremiante, salvando também sua mãe e sua irmã, reduzidas ao opróbrio? Foi nestas circunstâncias terríveis que o jovem estudante desenvolveu sua doutrina do "direito ao crime", na qual todo aquele que se sente além das convenções tradicionais acerca do bem e do mal, que se percebe mais forte do que os demais homens, na verdade tem "direito a tudo", inclusive o direito de eliminar os que considera estorvo e prejudicial ao seu objetivo, pois o homem extraordinário deve, obediente às exigências do seu ideal, "ultrapassar certas barreiras tão longe quanto possível". A narrativa é ilustrada por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de pessoas que lutam para preservar a dignidade e que subsistem à margem da sociedade. Dostoievski retrata homens e mulheres rejeitados, sufocados e perdidos no mundo do século 19 onde são vítimas das diferenças sociais da Rússia daqueles anos. Exemplos como a prostituta Sônia e seu pai Marmelodov mostram que a Rússia e sua população estavam entregues a pobreza e a miséria.
A ligação de Raskolnikov com sua família era distante. Sua mãe, Pulkhieria Aleksandrovna, enviava-lhe dinheiro para custear as despesas com estudos. A irmã Dúnia, junto com a mãe foi a São Petersburgo para viver com Raskolnikov, pois Dúnia era noiva de Piotr Pietrovitch, uma pessoa bem mais velha que ela. No mais, o personagem era marcado por desavenças por ser contrário ao casamento da irmã. Outras ligações intimas do personagem era com o estudante Razumikhin, que sempre que podia o ajudava em seus estudos e principalmente financeiramente. O personagem era de poucos amigos e considerava solitário por não compartilhar com os costumes dos moradores de São Petersburgo. O desfecho é com Raskohnikov se entregando à polícia, após muita investigação e, na prisão é condenado há viver oito anos na Sibéria, onde Sônia aguarda sua liberdade. A mãe do personagem morre e sua irmã Dúnia se casa com Razumikhin.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
2 a) - Dostoievski tenta mostrar o indivíduo dentro de seu habitat sócio-histórico, onde a particularização do homem dentro do quadro da sociedade o descreve como um ser inquestionavelmente, brilhante, versátil, inteligente e imaginativo, embora a perversão o tornou sórdido. Dostoievski extravasa sua elaboração inconsciente e criatividade no feitio consciente, deliberado, de sua obra, onde o ímpeto da criação inconsciente do seu mundo psicológico. As contradições, os desencontros, as perturbações, aflorem de modo límpido, reconhecíveis. Está em trazer para a tona o outro lado da consciência, em revelar a complexidade terrível de nosso mundo interior. Sua trama cotidiana é refletida pelo discurso alucinado e veemência desordenada, fluxo contínuo de voz e fala sempre transbordante, além de trazer narração de vazios, reentrâncias e saliências. Raskolnikov se mostra no mundo em movimento pela sua angústia e desordenamento que não permite perspectivas. É um homem perturbado mentalmente e que tem de se haver com seu interior medíocre e insensato, reflexo talvez de um mundo exterior medíocre e insensato. Ele vive em São Petersburgo, lugar onde o abafamento e o mal cheiro causado pelo verão afetou de modo súbito e desagradável os já abalados nervos do jovem. Porfiri, afirma a Raskolnikov que toda a questão do artigo consiste em que todos os indivíduos estariam divididos em ordinários e extraordinários. Este pensamento é um dos componentes centrais do personagem. Bakhtin chama de limiar este limite, como um muro de pedras, podendo ser entendido como as leis da natureza, ou as conclusões das ciências naturais, ou a matemática, ou o racionalismo. De certo é que há um limite ao homem, e cabe-lhe parar diante desse limite e igualar-se ao resto da manada ou ultrapassá-lo, ainda que á custa de terríveis sacrifícios. Na obra encontramos duas afirmações capazes de suscitar diversos questionamentos, especialmente diante da violência que estamos vivenciando no cotidiano de nosso país. O autor diz que "Não é repelindo o homem que ele se corrige; e muito menos um rapaz. Com o rapaz novo é preciso o dobro da prudência". E prossegue, afirmando: "...o meio significa muito na criminalidade..." A afirmação surpreende pela sua atualidade, apesar de ter sido apresentada há muito tempo atrás.
2 b) - "Nina", de Heitor Dhalia, baseado em Crime e Castigo, tenta ao estilo pós-moderno criar uma narrativa própria para explicar como o homem, a partir da pobreza e da miséria, gera situações que podem terminar em desgraças. Nina, a personagem principal do filme, distingue os ordinários dos extraordinários, idéia presente no original. Mas o personagem do livro comete um crime para levar a cabo seus estudos. Crendo ser um extraordinário, matar é algo então justificável. Nina é uma é uma boçal que não honra o aluguel há meses, parecida com Raskolnikov, além de ser uma jovem que passa seus dias perambulando pelo submundo paulistano. Devastada por seu próprio jeito de encarar a vida, ela é humilhada por Eulália, dona do quarto que ela aluga. Fazendo tudo para manter seu emprego de garçonete e não perder suas referências, ela sofre sérias afrontas da proprietária, que viola sua correspondência, rouba o dinheiro que a mãe envia e ainda tranca a geladeira com medo de ter sua comida roubada pela moça. Em seu universo triste e particular, Nina desenha compulsivamente e parece não se ajustar ao cotidiano agitado da metrópole. Seu jeito introspectivo e tolerante quanto às maldades de Eulália muda quando a jovem é despejada. Apresentada ao novo morador da casa, ela toma uma atitude inesperada, que terá conseqüências arrasadoras para o restante de sua existência. Arrogante, se vê acima dos ordinários. Nina seria uma ordinária, e a premissa dostoievskniana não passa de um timbre. A trama consegue traduzir o olhar de Nina e traz ao mundo o distópico que faz de "Nina" necessariamente uma pessoa criminosa. Sua adesão à autocomiseração é covarde e jamais questiona a idéia da vilania da metrópole.
2 b) - "Nina", de Heitor Dhalia, baseado em Crime e Castigo, tenta ao estilo pós-moderno criar uma narrativa própria para explicar como o homem, a partir da pobreza e da miséria, gera situações que podem terminar em desgraças. Nina, a personagem principal do filme, distingue os ordinários dos extraordinários, idéia presente no original. Mas o personagem do livro comete um crime para levar a cabo seus estudos. Crendo ser um extraordinário, matar é algo então justificável. Nina é uma é uma boçal que não honra o aluguel há meses, parecida com Raskolnikov, além de ser uma jovem que passa seus dias perambulando pelo submundo paulistano. Devastada por seu próprio jeito de encarar a vida, ela é humilhada por Eulália, dona do quarto que ela aluga. Fazendo tudo para manter seu emprego de garçonete e não perder suas referências, ela sofre sérias afrontas da proprietária, que viola sua correspondência, rouba o dinheiro que a mãe envia e ainda tranca a geladeira com medo de ter sua comida roubada pela moça. Em seu universo triste e particular, Nina desenha compulsivamente e parece não se ajustar ao cotidiano agitado da metrópole. Seu jeito introspectivo e tolerante quanto às maldades de Eulália muda quando a jovem é despejada. Apresentada ao novo morador da casa, ela toma uma atitude inesperada, que terá conseqüências arrasadoras para o restante de sua existência. Arrogante, se vê acima dos ordinários. Nina seria uma ordinária, e a premissa dostoievskniana não passa de um timbre. A trama consegue traduzir o olhar de Nina e traz ao mundo o distópico que faz de "Nina" necessariamente uma pessoa criminosa. Sua adesão à autocomiseração é covarde e jamais questiona a idéia da vilania da metrópole.
3 a) - O Momento Histórico e as características do período foram muito semelhantes em quase toda a Europa. A desilusão com o fracasso dos ideais do liberalismo, a miséria das cidades e a crise da produção no campo, as más condições de vida da maioria da população, contrapostas aos privilégios da burguesia, implicam pela visão objetiva e desiludida da realidade. Naquela época a Rússia vivia uma das piores crises econômicas de toda a sua história. O atraso econômico e cultural do país e as péssimas condições de vida dos camponeses e operários serviram de estímulo para que os autores Realistas Russos, muito influenciados pelo Realismo do resto da Europa, utilizassem a literatura como forma de critica e instrumento de denúncia social. Dostoievski escreveu Crime e Castigo, como representação de um drama moral de grande profundidade psicológica. O autor que foi preso e condenado à morte foi anistiado em 1859 e passou a dedicar-se ao jornalismo.
O narrador apresenta Ródion Ramanovich Raskolnikov e esclarece as condições psicológicas e sociais em que se encontra: vivendo na pobreza, num país que vivia as amarguras do sofrimento.
b) - “Crime e Castigo” se torna atual ao mostrar os aspectos que move a sociedade, como o dinheiro. A transposição no texto jornalístico e no filme da São Petersburgo do século 19 para a São Paulo de hoje não sofre muitas mudanças. Mesmo porque, apesar da diferença no tempo e na geografia, existe um ponto de contato fundamental entre as cidades: as duas são terras de contrastes. A São Petersburgo de “Crime e Castigo” (1866) era uma cidade com ricos palácios ocupados pelos poderosos locais, cercados por cortiços miseráveis onde se amontoavam bêbados, bandidos e prostitutas. Não é preciso detalhar muito a comparação para encontrar semelhanças com a São Paulo de hoje. Raskólnikov, o pequeno-burguês sem rumo que protagoniza “Crime e Castigo”, circula por casas, becos e tavernas fétidas da capital russa. Não seria difícil encontrar uma boa tradução visual desse universo na São Paulo de hoje. Nina é uma garota do interior que vive de bicos e não consegue pagar o aluguel, se move por apartamentos, lanchonetes e clubes que parecem saídos de uma revista de decoração. Raskólnikov planeja matar uma velha usurária não apenas porque precisa de dinheiro, mas também porque quer provar que é um ser excepcional, acima do bem e do mal, tal como César ou Napoleão, grandes assassinos absolvidos pela História. Para ele, seu ato de crueldade poderia ser justificado pela natureza vil da atividade da usurária e também pelo bem que poderia fazer à sua família com o dinheiro que roubaria. Depois do crime, porém, suas teorias são derrubadas pela culpa. Já a motivação de Nina para desejar a morte da senhora que lhe aluga um quarto está longe de ser metafísica. Ela parece querer assassinar sua senhoria porque esta lhe cobra com justiça o aluguel atrasado, porque é uma velha rabugenta e pão-dura. Há muitos motivos, mas nenhuma moral para os atos de Nina.
c) - As relações de autoridade apresentadas por Fiodor Dostoievski, tem como base o processo em que Porfiri Pietrovitch abre inquérito para solucionar o assassinato cometido por Raskolnikov. Porfiri expressa sua vontade e Raskolnikov se comporta de acordo com ela. Porém há uma qualidade especial: essa obediência de um lado ao outro se dá sem confrontos ou resistências, devido a crença na validade e na importância da vontade. Em outras palavras, acredita-se na legitimidade dessa vontade. A autoridade é, portanto, fruto de uma relação social de dominação legítima. A idéia de autoridade pode ser resumida como um poder fortemente estabelecido, legítimo e limitado. Com relação a família, se mostra presente nas personagens, todo mosaico possível de acepções do humano: os abismos interiores de desejo e culpa, os determinismos materiais e a tentativa de transcendê-los social e espiritualmente, as utopias políticas e religiosas, a fronteira tênue entre sanidade e demência, lucidez e possessão. Aquilo que os une, no entanto, é justamente o que os separa. A percepção do drama humano em sua totalidade fraturada, que se verifica em Dostoievski, aponta para falência. Outros aspectos mostram famílias desestruturadas, como a de Marmeladov e Sônia, que tem pouco dinheiro para viver e o que resta o pai gastava com bebidas. A família de Raskolnikov se mostra unida, apesar das dificuldades. Esta relação mostra que os russos estavam sofrendo pela pobreza. A solidariedade está presente em diversas passagens, como na qual Marmeladov morre e Raskolnikov dá dinheiro para Sônia poder comprar comida e ajudar no enterro. Não só o personagem principal, mas vários outros se mostram solidários naquele período. O oportunismo se mostra com o noivo de Dúnia, que queria aplicar um golpe na mesma e acusou Sônia de cometer um roubo. A saúde dos personagens do livro é muitas vezes citada. Os problemas causados pela bebida são o que mais aflige os personagens, além de mostrar um Raskolnikov atormentado por problemas mentais após ter matado a velha agiota. A agonia é muito mostrada, onde o personagem sofre alucinações e ter problemas alimentares causados pelo sofrimento e angústia. Por fim, as relações sociais estão presentes, sendo que o personagem principal se desentende com freqüência com outros personagens.
3) – Tema a): O sofrimento da juventude sem dinheiro que tem que ir a Universidade: A associação com Raskolnikov, que vivia em São Petersburgo é próxima; b) O alcoolismo: Marmeladov era constantemente visto bêbado, problema que desestruturou sua família; c) Latrocínio: Raskolnikov matou a agiota para roubar, mostrando um ato de latrocínio.
Do texto: Sofrimento da jovem: a velha escravizava Nina, fato que a levou a cometer o homicídio; A cidade grande e suas contradições: Nina veio do interior para São Paulo, onde não conseguiu se estabelecer e teve que desenvolver trabalhos não convencionais. c) A prostituição: Nina, para sobreviver é obrigada a se prostituir.
O narrador apresenta Ródion Ramanovich Raskolnikov e esclarece as condições psicológicas e sociais em que se encontra: vivendo na pobreza, num país que vivia as amarguras do sofrimento.
b) - “Crime e Castigo” se torna atual ao mostrar os aspectos que move a sociedade, como o dinheiro. A transposição no texto jornalístico e no filme da São Petersburgo do século 19 para a São Paulo de hoje não sofre muitas mudanças. Mesmo porque, apesar da diferença no tempo e na geografia, existe um ponto de contato fundamental entre as cidades: as duas são terras de contrastes. A São Petersburgo de “Crime e Castigo” (1866) era uma cidade com ricos palácios ocupados pelos poderosos locais, cercados por cortiços miseráveis onde se amontoavam bêbados, bandidos e prostitutas. Não é preciso detalhar muito a comparação para encontrar semelhanças com a São Paulo de hoje. Raskólnikov, o pequeno-burguês sem rumo que protagoniza “Crime e Castigo”, circula por casas, becos e tavernas fétidas da capital russa. Não seria difícil encontrar uma boa tradução visual desse universo na São Paulo de hoje. Nina é uma garota do interior que vive de bicos e não consegue pagar o aluguel, se move por apartamentos, lanchonetes e clubes que parecem saídos de uma revista de decoração. Raskólnikov planeja matar uma velha usurária não apenas porque precisa de dinheiro, mas também porque quer provar que é um ser excepcional, acima do bem e do mal, tal como César ou Napoleão, grandes assassinos absolvidos pela História. Para ele, seu ato de crueldade poderia ser justificado pela natureza vil da atividade da usurária e também pelo bem que poderia fazer à sua família com o dinheiro que roubaria. Depois do crime, porém, suas teorias são derrubadas pela culpa. Já a motivação de Nina para desejar a morte da senhora que lhe aluga um quarto está longe de ser metafísica. Ela parece querer assassinar sua senhoria porque esta lhe cobra com justiça o aluguel atrasado, porque é uma velha rabugenta e pão-dura. Há muitos motivos, mas nenhuma moral para os atos de Nina.
c) - As relações de autoridade apresentadas por Fiodor Dostoievski, tem como base o processo em que Porfiri Pietrovitch abre inquérito para solucionar o assassinato cometido por Raskolnikov. Porfiri expressa sua vontade e Raskolnikov se comporta de acordo com ela. Porém há uma qualidade especial: essa obediência de um lado ao outro se dá sem confrontos ou resistências, devido a crença na validade e na importância da vontade. Em outras palavras, acredita-se na legitimidade dessa vontade. A autoridade é, portanto, fruto de uma relação social de dominação legítima. A idéia de autoridade pode ser resumida como um poder fortemente estabelecido, legítimo e limitado. Com relação a família, se mostra presente nas personagens, todo mosaico possível de acepções do humano: os abismos interiores de desejo e culpa, os determinismos materiais e a tentativa de transcendê-los social e espiritualmente, as utopias políticas e religiosas, a fronteira tênue entre sanidade e demência, lucidez e possessão. Aquilo que os une, no entanto, é justamente o que os separa. A percepção do drama humano em sua totalidade fraturada, que se verifica em Dostoievski, aponta para falência. Outros aspectos mostram famílias desestruturadas, como a de Marmeladov e Sônia, que tem pouco dinheiro para viver e o que resta o pai gastava com bebidas. A família de Raskolnikov se mostra unida, apesar das dificuldades. Esta relação mostra que os russos estavam sofrendo pela pobreza. A solidariedade está presente em diversas passagens, como na qual Marmeladov morre e Raskolnikov dá dinheiro para Sônia poder comprar comida e ajudar no enterro. Não só o personagem principal, mas vários outros se mostram solidários naquele período. O oportunismo se mostra com o noivo de Dúnia, que queria aplicar um golpe na mesma e acusou Sônia de cometer um roubo. A saúde dos personagens do livro é muitas vezes citada. Os problemas causados pela bebida são o que mais aflige os personagens, além de mostrar um Raskolnikov atormentado por problemas mentais após ter matado a velha agiota. A agonia é muito mostrada, onde o personagem sofre alucinações e ter problemas alimentares causados pelo sofrimento e angústia. Por fim, as relações sociais estão presentes, sendo que o personagem principal se desentende com freqüência com outros personagens.
3) – Tema a): O sofrimento da juventude sem dinheiro que tem que ir a Universidade: A associação com Raskolnikov, que vivia em São Petersburgo é próxima; b) O alcoolismo: Marmeladov era constantemente visto bêbado, problema que desestruturou sua família; c) Latrocínio: Raskolnikov matou a agiota para roubar, mostrando um ato de latrocínio.
Do texto: Sofrimento da jovem: a velha escravizava Nina, fato que a levou a cometer o homicídio; A cidade grande e suas contradições: Nina veio do interior para São Paulo, onde não conseguiu se estabelecer e teve que desenvolver trabalhos não convencionais. c) A prostituição: Nina, para sobreviver é obrigada a se prostituir.
Texto: Glória e desdita de um dono de butique, de Roberto Pompeu de Toledo
Publicado pela Revista Veja de 6 de julho de 2005
O texto de Roberto Pompeu de Toledo, publicado pela Revista Veja, sobre o atual contexto político brasileiro e as tribulações vividas pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, narra de forma coesiva e coerente, sobre uma parte da vida, história e episódios recentes de Dirceu. Entretanto, as palavras de Toledo dão ao escândalo o caráter de “pastelão“. Toledo é coerente e coesivo não só quanto a questão política, mas também ao explicar a “crise de identidade” vivida por Dirceu. A coerência se torna evidente quando o autor usa a linearidade para narrar o momento da renuncia, passando pela entrega do ministério a sua sucessora e chegando a época em Dirceu viveu na clandestinidade. Sem abstrações, ele narra um período real, sendo de forma coerente e coesa, para que o leitor não se perca, pensando que pode ser algo falso, mas sim, o fruto de pesquisas e leituras, que dão mais relevância ao leitor. Foi nesta época, segundo Toledo, que o ex-ministro, que hoje é alvo de várias denúncias na CPMI dos Correios, adotou o pseudônimo de Carlos Henrique Gouveia de Melo e se tornou proprietário de uma loja de roupas masculinas.
O texto em si não carrega nada de imaginário ou fantástico, mas é repleto de situações e afirmações que nos levam a um sentido real vivido pelo personagem José Dirceu. Fato concreto que é possível de ser encontrado no decorrer do ensaio. Além disso, o nosso conhecimento de mundo nos possibilita a interpretação dos acontecimentos a partir do momento em conhecemos algo ligado a nossa cultura, que obviamente seria a perseguição política ao qual José Dirceu foi submetido. Hoje o contexto histórico e político do Brasil, remonta uma crise política sem precedentes, ao qual o PT, José Dirceu e o publicitário Marcos Valério, sujeito ao qual Toledo cita no final do texto, estão no centro dos holofotes da mídia. Outro ponto observado é quanto aos conectivos de ligação sintática e as seqüências lingüísticas com total lógica. Todas as sentenças tem sentido próprio e são objetivas quanto a seu caráter. A forma lingüística apresentada por Toledo, dissertação e narração, são cercados por sentido unitário e global, mantendo sempre a seqüência das idéias. A afirmação e aceitação disto é tão clara, que podemos usar como exemplo uma parte do texto, que diz o seguinte: “Da biografia do ex-chefe da Casa Civil, caso alguém não se lembre, consta um período de quatro anos em que viveu clandestinamente na pequena Cruzeiro do Oeste, no Paraná. Fazia-se passar por um empresário sem nenhum interesse pela política, tanto que, quando o viam com um jornal na mão, estava sempre aberto na página de esportes”. Este trecho têm sentido próprio, sem obstruções ou falta de conectivos as palavras. Há entendimento do texto para seus leitores e usuários, pois a comunicação presente não é difícil de ser interpretada, que no caso seria José Dirceu se passando por empresário no Paraná.
Quanto a coesão, há situações que evidenciam sua prova. A estrutura linear possibilita que a coesão de ao leitor entendimento do conteúdo. Outro ponto da coesão, é a prova que a mensagem expressa pelo emissor não tem nenhum ruído identificado, possibilitando entender o que acontece, seus desdobramentos, conseqüências e num raciocínio mais lógico, ter a certeza que o ensaísta explica no texto algo que aconteceu na vida de José Dirceu.
O texto de Roberto Pompeu de Toledo, publicado pela Revista Veja, sobre o atual contexto político brasileiro e as tribulações vividas pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, narra de forma coesiva e coerente, sobre uma parte da vida, história e episódios recentes de Dirceu. Entretanto, as palavras de Toledo dão ao escândalo o caráter de “pastelão“. Toledo é coerente e coesivo não só quanto a questão política, mas também ao explicar a “crise de identidade” vivida por Dirceu. A coerência se torna evidente quando o autor usa a linearidade para narrar o momento da renuncia, passando pela entrega do ministério a sua sucessora e chegando a época em Dirceu viveu na clandestinidade. Sem abstrações, ele narra um período real, sendo de forma coerente e coesa, para que o leitor não se perca, pensando que pode ser algo falso, mas sim, o fruto de pesquisas e leituras, que dão mais relevância ao leitor. Foi nesta época, segundo Toledo, que o ex-ministro, que hoje é alvo de várias denúncias na CPMI dos Correios, adotou o pseudônimo de Carlos Henrique Gouveia de Melo e se tornou proprietário de uma loja de roupas masculinas.
O texto em si não carrega nada de imaginário ou fantástico, mas é repleto de situações e afirmações que nos levam a um sentido real vivido pelo personagem José Dirceu. Fato concreto que é possível de ser encontrado no decorrer do ensaio. Além disso, o nosso conhecimento de mundo nos possibilita a interpretação dos acontecimentos a partir do momento em conhecemos algo ligado a nossa cultura, que obviamente seria a perseguição política ao qual José Dirceu foi submetido. Hoje o contexto histórico e político do Brasil, remonta uma crise política sem precedentes, ao qual o PT, José Dirceu e o publicitário Marcos Valério, sujeito ao qual Toledo cita no final do texto, estão no centro dos holofotes da mídia. Outro ponto observado é quanto aos conectivos de ligação sintática e as seqüências lingüísticas com total lógica. Todas as sentenças tem sentido próprio e são objetivas quanto a seu caráter. A forma lingüística apresentada por Toledo, dissertação e narração, são cercados por sentido unitário e global, mantendo sempre a seqüência das idéias. A afirmação e aceitação disto é tão clara, que podemos usar como exemplo uma parte do texto, que diz o seguinte: “Da biografia do ex-chefe da Casa Civil, caso alguém não se lembre, consta um período de quatro anos em que viveu clandestinamente na pequena Cruzeiro do Oeste, no Paraná. Fazia-se passar por um empresário sem nenhum interesse pela política, tanto que, quando o viam com um jornal na mão, estava sempre aberto na página de esportes”. Este trecho têm sentido próprio, sem obstruções ou falta de conectivos as palavras. Há entendimento do texto para seus leitores e usuários, pois a comunicação presente não é difícil de ser interpretada, que no caso seria José Dirceu se passando por empresário no Paraná.
Quanto a coesão, há situações que evidenciam sua prova. A estrutura linear possibilita que a coesão de ao leitor entendimento do conteúdo. Outro ponto da coesão, é a prova que a mensagem expressa pelo emissor não tem nenhum ruído identificado, possibilitando entender o que acontece, seus desdobramentos, conseqüências e num raciocínio mais lógico, ter a certeza que o ensaísta explica no texto algo que aconteceu na vida de José Dirceu.
Programa de educação fiscal visa sensibilizar cidadão quanto a função do tributo
Em tempos de Caixa 2, sonegação fiscal e de impostos, as Receitas Estadual e Federal (Estado e União), criaram o Programa de Educação Fiscal do Paraná, com objetivo de estimular a mudança de valores e atitudes fiscais, propiciando às pessoas o pleno exercício da cidadania e contribuindo para a transformação da sociedade. Outros objetivos é sensibilização para a função e potencialidades socioeconômica do tributo; levar conhecimento sobre administração pública; incentivar o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos; e criar condições para uma relação harmoniosa entre o Estado e o cidadão. A implantação do programa conta com apoio do Ministério da Fazenda e da Educação, devido o programa percorrer escolas, universidades, instituições públicas e privadas e a sociedade em geral. Entre as atividades, consta a Gestão democrática dos recursos públicos, Orçamento participativo, Fóruns Orçamentários e Ações deliberativas e fiscalizadoras dos Conselhos partidários e de políticas públicas.
Segundo o professor do Departamento de Ciências Contábeis da UEL, Claudecir Paton, o pagamento de imposto é obrigatório em todas as esferas. “O imposto é usado na educação, saúde, rodovias, bem-estar social, etc”. Ele diz que a emissão da nota fiscal é importante para acabar com a sonegação, aumentar a arrecadação de impostos e inserir a educação fiscal como tema social contemporâneo. “É a partir da prática incorreta que surge o caixa 2 e a corrupção fiscal”. Paton afirma que o Programa visa educar a sociedade para se tornar mais exigente. ”Para cumprir as atividades que devem ser oferecidas aos cidadãos, precisa arrecadar, administrar e aplicar os recursos públicos com justiça e para isso é preciso o cidadão estar informado”.
O professor lembra que o cidadão não tem consciência de seu papel como contribuinte. “Sem consciência de que financiamos o Estado, não assumimos uma posição fiscalizadora contra a corrupção, sonegação fiscal e o desperdício. Por isso, a Educação Fiscal deve ser um do pilares do processo educacional e o exercício da cidadania por meio da participação popular no processo orçamentário e controle democrático da gestão pública, onde deve haver o sentimento coletivo de repulsa social contra sonegadores”.
Quanto a Lei de Responsabilidade Fiscal, que está inserida no Programa de Educação Fiscal, Claudecir Paton é claro ao dizer que a mesma deve ser feita com transparência e ficar a disposição da população para consultas, citando o exemplo de São Sepé (RS). A cidade, de 50.000 habitantes, conta com a elaboração de um mapa social da cidade; registro individual dos indivíduos e dos projetos; organização do 3 setor; e definição dos indicativos de pobreza para criar soluções.
Para quem se interessar pelo assunto, pode acessar o site: www.fazenda.pr.gov.br e procurar por Educação Fiscal.
Segundo o professor do Departamento de Ciências Contábeis da UEL, Claudecir Paton, o pagamento de imposto é obrigatório em todas as esferas. “O imposto é usado na educação, saúde, rodovias, bem-estar social, etc”. Ele diz que a emissão da nota fiscal é importante para acabar com a sonegação, aumentar a arrecadação de impostos e inserir a educação fiscal como tema social contemporâneo. “É a partir da prática incorreta que surge o caixa 2 e a corrupção fiscal”. Paton afirma que o Programa visa educar a sociedade para se tornar mais exigente. ”Para cumprir as atividades que devem ser oferecidas aos cidadãos, precisa arrecadar, administrar e aplicar os recursos públicos com justiça e para isso é preciso o cidadão estar informado”.
O professor lembra que o cidadão não tem consciência de seu papel como contribuinte. “Sem consciência de que financiamos o Estado, não assumimos uma posição fiscalizadora contra a corrupção, sonegação fiscal e o desperdício. Por isso, a Educação Fiscal deve ser um do pilares do processo educacional e o exercício da cidadania por meio da participação popular no processo orçamentário e controle democrático da gestão pública, onde deve haver o sentimento coletivo de repulsa social contra sonegadores”.
Quanto a Lei de Responsabilidade Fiscal, que está inserida no Programa de Educação Fiscal, Claudecir Paton é claro ao dizer que a mesma deve ser feita com transparência e ficar a disposição da população para consultas, citando o exemplo de São Sepé (RS). A cidade, de 50.000 habitantes, conta com a elaboração de um mapa social da cidade; registro individual dos indivíduos e dos projetos; organização do 3 setor; e definição dos indicativos de pobreza para criar soluções.
Para quem se interessar pelo assunto, pode acessar o site: www.fazenda.pr.gov.br e procurar por Educação Fiscal.
Apesar de muito antiga, a profissão de “lambe-lambe” resistente ao tempo
Eles são tão antigos, que certamente, o pesquisador que quiser mais dados e imagens sobre Londrina, irão encontrar nestas pessoas valiosas fontes. São eles os “lambe-lambe”, nome popular dado aos fotógrafos que ficam na Praça da Bandeira, em frente a Catedral. Dividindo espaço com artesãos e ambulantes, o fotógrafo “lambe-lambe” cobra a bagatela de R$ 5,00 para fazer o seu retrato. E se o sujeito quiser, a foto pode ser datada, guardando-a para a posteridade, além de poder se observar no espelho, para pentear o cabelo ou passar a maquiagem. Messias Bezerra trabalha como fotógrafo da praça, há mais de 30 anos. “Com as novas invenções, estúdios e máquinas modernas, o trabalho diminuiu, mas ainda é grande o número de pessoas que vêm até a ‘cidade’ para tirar foto”, afirma Messias. Ele lembra que na época que começou a trabalhar, os recursos eram poucos e que hoje há mais material para fazer as fotos. Quanto ao apelido de “lambe-lambe”, Messias Bezerra diz que o nome é devido a um fato curioso do ofício. “Antigamente, para revelar a fotografia em laboratórios era trabalhoso e o processo poderia custar caro. Então, os fotógrafos tiravam a fotografia impressa numa chapa de vidro, depois o profissional “lambia”, literalmente, “lambia” o papel fotográfico e o pressionava contra o vidro. Pronto, a imagem estava impressa no papel, pronta ser recortada e dado ao cliente”, falando isso com muito orgulho de ser de uma época em que nem se imaginava que poderia existir a câmera digital. Antes de ser fotógrafo, Messias Bezerra trabalhou em fazendas da região, devido a sua família ser de Águas Belas, Pernambuco. Mas para quem pensa que o trabalho do “lambe-lambe” é resumido em tirar retratos de pessoas nas praças, está enganado. Entre as outras atribuições, fotografa casamentos, faz reportagens e participa de Bienais de Fotografias. Messias disse que nos casamentos existe até um certo “glamour”, pois os noivos e os convidados gostam faz poses para as fotos e também, pela revelação ser instantânea. Para trabalham em um casamento, que dura em torno de cinco horas de trabalho, ganha em torno de R$300.00. Mas segundo Messias, é a Bienal da Fotografia, que ocorre em Curitiba todos os anos, que lhe possibilita mostrar a sua arte aos que gostam e querem aprender mais sobre a fotografia. “O trabalho em uma Bienal é simples, tem que explicar para visitantes e estudantes, como funciona a máquina e como trabalham. Ao todo são seis fotógrafos lambe-lambe que trabalham na Bienal. Mas o trabalho é compensador devido ao interesse das pessoas sobre a nosso trabalho”. Apesar de parecer um trabalho arcaico e ultrapassado, a máquina de Messias Bezerra tem muita resistência, apesar do tempo de uso. Com uma máquina construida por ele mesmo, Messias usa filme ASA 125, devido as fotos serem 3x4 e de cor preto e branco. Apesar de parecer um trabalho pouco qualificado e de menor valor, o lambe-lambe está sempre se aperfeiçoando e ensinando muitas coisas para quem queira ir lá conhecer um pouco de seu trabalho.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O jornalista, ao veicular suas idéias e análises nos jornais, não está livre de “erros”, pois são opiniões subjetivas. Visto isto, mais especificamente no caso do Valor Econômico, ele deve ficar atento ao que o público leitor pretendo ler e com que expectativa de opinião, porém, nunca fugindo dos preceitos declarados pela linha editorial do próprio jornal. O editorial, por mostrar a opinião do jornal, sempre estará municiado de informações que se apegam aos valores, afinidades ideológico-partidárias ou financeiras de quem representa a empresa jornalística, ou seja, o editor. Sejam estes valores mostrados de forma explícita ou implicitamente. Sendo assim, o Valor Econômico, ao retratar as bases, o desenrolar das crises e, principalmente, os efeitos e defeitos da política brasileira, não estará isento de críticas adversárias, como qualquer outro jornal, mas torna-se suspeito por declarações e tendências políticas manifestadas durante a abordagem de determinados assuntos. Por estar dirigido a um público elitizado, comprometido com o capitalismo e que age conforme os interesses do sistema capitalista, sem dar valor a questão social mais geral, podemos desconfiar do que é publicado pelo Valor Econômico, pois, do contrário, corre-se o risco de ter uma opinião manipulada e controlada, de acordo com os objetivos editoriais pré-estabelecidos. E isto é o que deduzimos a partir de nossa análise, enquanto proposta do jornal Valor Econômico, ou de capacitar seus leitores que venham a compartilhar dessa mesma opinião conservadora.
Chegamos a essa conclusão, podendo afirmar que o Valor Econômico é um jornal movido e motivado por interesses não muito abrangentes e direcionados a um seleto grupo ao qual é ligado política e ideologicamente. Por isso, o leitor, ao observar uma crítica num jornal voltado à elite, deve procurar saber quais são os motivos que levam o jornal a tal crítica e se a mesma pode somente afetar seus “inimigos” e isentar totalmente seus aliados. O jornalista e leitor sempre deveriam agir como verdadeiros fiscais dos jornais e do Poder Público para que não houvesse injustiças com os menos favorecidos. Infelizmente isso não ocorre. No caso do Valor Econômico, o que pudemos notar em suas páginas, e mais especificamente em seus editorias, é que não há esse tipo de interesse em converter um público leitor a um público crítico-social. O jornal não trabalha com essa finalidade de formação e/ou capacitação política mais transformadora. Para acrescentar mais argumentos à idéia, não podemos esquecer de citar que práticas imorais adotadas por lideranças políticas e abordadas pelo Valor Econômico, como a corrupção, o patriarcalismo, as alianças “esdrúxulas”, que constituem o poder político representativo, entre outras ações, não podem passar em branco sem as devidas punições aos contraventores. Por isso, acreditamos que o jornalismo, no seu dia a dia, por meio de seus profissionais, seria a melhor forma de contribuir com a sociedade civil, acrescentando conhecimentos mais organizados, proporcionando uma formação cultural diferenciada, ainda que implicitamente, através de suas páginas e editoriais. Com isso, a impunidade não tomaria conta da Administração Pública e veríamos, pelas páginas dos jornais, todo um comportamento ético seguido por todos. Sem, é claro, não se deixando levar pelas “paixões” políticas, mas levando em consideração o jornalismo ético e as medidas coerentes que dariam mais respeito ao mesmo. A análise crítica de editoriais abre um leque de perspectivas quanto ao trabalho a ser desenvolvido pelo jornalista e as responsabilidades a ele atribuídas. Devido à questão ética que domina os debates, a população, independente do jornal, podia criar mecanismos de participação para permanecer omissa e passiva diante das dificuldades e da imoralidade em que se encontra nosso atual sistema político. Mesmo assim, com o fácil acesso à discussão, são cada vez maiores as possibilidades de mobilização e de tomadas de posição para as devidas profilaxias contra a impunidade. Porém, para que isso se torne realidade, o jornalista e os editoriais, jamais deveriam omitir a verdade e procurar não se associar a um segmento ideológico-partidário, ou econômico. Municiado disso (da verdade e da dissociação), o jornalista deveria mostrar aos seus leitores, as conseqüências que as medidas tomadas por quem está no poder, seja na esfera política ou econômica, causaria em sua vida. Devido o editorial ser a parte do jornal que tem mais responsabilidade sobre a opinião atribuída, devemos sempre prestar atenção e sermos críticos quanto ao que é escrito. Como dito antes, a falta de isenção dos jornais e orientação editorial movida por interesses (políticos ou econômicos) dá ao leitor a sensação de que não há ética e nem compromisso, mas sim a colocação de um interesse em primeiro lugar. No caso do Valor Econômico, um jornal elitizado, as perspectivas são as mesmas, devido o jornal estar voltado para as elites econômicas, ser um árduo interventor do capitalismo e não levar em consideração a questão social, mas sim a do lucro, que se mostra através da exploração dos trabalhadores mais pobres. O jornalista, em meio à esta desfavorável situação, em que os valores econômicos têm mais respaldo do que os valores sociais, deveria questionar a posição do jornal, o que é veiculado e o que isso mudaria em termos de concepção do leitor, que, geralmente acaba confiando naquilo que é passado pelo editorial. A partir disso, seria avaliada a seriedade do jornal e em que ele contribuiria para a conscientização política e social dos cidadãos. Portanto, ao leitor dos jornais, caberia a conscientização, de que o jornalismo e os editoriais não trabalham com a isenção, mas são movidos por interesses próprios, como, por exemplo, o capitalismo.
Em relação aos editoriais, eles abordam as questões políticas atuais que mobilizam e criam transformações no país. A partir disso, concluímos que os editoriais são de extrema importância no jornalismo, desde que trabalhados com seriedade e compromisso ético, para que não sejam injustos ao mostrarem, em suas páginas, uma opinião contrária aos interesses públicos mais gerais. Além disso, não podemos nos esquecer que os editoriais, ao veicularem uma idéia, criariam na sociedade argumentos que serviriam ao debate da opinião pública. Por isso, ao desmoralizar um político ou inferir inverdades, ele estaria lançando no debate algo que não seria relevante e que somente tiraria o crédito de quem não fosse seu aliado, independente sua linha ideológico-partidária.
Concluindo, vimos no jornal Valor Econômico, um veículo que exerce muita influência sobre os meios políticos e econômicos. Tudo usado em benefício da própria organização e de quem compartilha de seus objetivos políticos, financeiros e administrativos. Este tipo de comportamento deixa claro a total falta de seriedade do Valor Econômico, enquanto veículo de comunicação desprovido do caráter social, prejudicando, em última instância, o jornalismo e comprometendo toda a categoria profissional. Os profissionais que se permitem atuar neste tipo de imprensa, acredita-se, por conseqüência, estarão desenvolvendo um trabalho totalmente inócuo em relação às expectativas sociais mais gerais.
Chegamos a essa conclusão, podendo afirmar que o Valor Econômico é um jornal movido e motivado por interesses não muito abrangentes e direcionados a um seleto grupo ao qual é ligado política e ideologicamente. Por isso, o leitor, ao observar uma crítica num jornal voltado à elite, deve procurar saber quais são os motivos que levam o jornal a tal crítica e se a mesma pode somente afetar seus “inimigos” e isentar totalmente seus aliados. O jornalista e leitor sempre deveriam agir como verdadeiros fiscais dos jornais e do Poder Público para que não houvesse injustiças com os menos favorecidos. Infelizmente isso não ocorre. No caso do Valor Econômico, o que pudemos notar em suas páginas, e mais especificamente em seus editorias, é que não há esse tipo de interesse em converter um público leitor a um público crítico-social. O jornal não trabalha com essa finalidade de formação e/ou capacitação política mais transformadora. Para acrescentar mais argumentos à idéia, não podemos esquecer de citar que práticas imorais adotadas por lideranças políticas e abordadas pelo Valor Econômico, como a corrupção, o patriarcalismo, as alianças “esdrúxulas”, que constituem o poder político representativo, entre outras ações, não podem passar em branco sem as devidas punições aos contraventores. Por isso, acreditamos que o jornalismo, no seu dia a dia, por meio de seus profissionais, seria a melhor forma de contribuir com a sociedade civil, acrescentando conhecimentos mais organizados, proporcionando uma formação cultural diferenciada, ainda que implicitamente, através de suas páginas e editoriais. Com isso, a impunidade não tomaria conta da Administração Pública e veríamos, pelas páginas dos jornais, todo um comportamento ético seguido por todos. Sem, é claro, não se deixando levar pelas “paixões” políticas, mas levando em consideração o jornalismo ético e as medidas coerentes que dariam mais respeito ao mesmo. A análise crítica de editoriais abre um leque de perspectivas quanto ao trabalho a ser desenvolvido pelo jornalista e as responsabilidades a ele atribuídas. Devido à questão ética que domina os debates, a população, independente do jornal, podia criar mecanismos de participação para permanecer omissa e passiva diante das dificuldades e da imoralidade em que se encontra nosso atual sistema político. Mesmo assim, com o fácil acesso à discussão, são cada vez maiores as possibilidades de mobilização e de tomadas de posição para as devidas profilaxias contra a impunidade. Porém, para que isso se torne realidade, o jornalista e os editoriais, jamais deveriam omitir a verdade e procurar não se associar a um segmento ideológico-partidário, ou econômico. Municiado disso (da verdade e da dissociação), o jornalista deveria mostrar aos seus leitores, as conseqüências que as medidas tomadas por quem está no poder, seja na esfera política ou econômica, causaria em sua vida. Devido o editorial ser a parte do jornal que tem mais responsabilidade sobre a opinião atribuída, devemos sempre prestar atenção e sermos críticos quanto ao que é escrito. Como dito antes, a falta de isenção dos jornais e orientação editorial movida por interesses (políticos ou econômicos) dá ao leitor a sensação de que não há ética e nem compromisso, mas sim a colocação de um interesse em primeiro lugar. No caso do Valor Econômico, um jornal elitizado, as perspectivas são as mesmas, devido o jornal estar voltado para as elites econômicas, ser um árduo interventor do capitalismo e não levar em consideração a questão social, mas sim a do lucro, que se mostra através da exploração dos trabalhadores mais pobres. O jornalista, em meio à esta desfavorável situação, em que os valores econômicos têm mais respaldo do que os valores sociais, deveria questionar a posição do jornal, o que é veiculado e o que isso mudaria em termos de concepção do leitor, que, geralmente acaba confiando naquilo que é passado pelo editorial. A partir disso, seria avaliada a seriedade do jornal e em que ele contribuiria para a conscientização política e social dos cidadãos. Portanto, ao leitor dos jornais, caberia a conscientização, de que o jornalismo e os editoriais não trabalham com a isenção, mas são movidos por interesses próprios, como, por exemplo, o capitalismo.
Em relação aos editoriais, eles abordam as questões políticas atuais que mobilizam e criam transformações no país. A partir disso, concluímos que os editoriais são de extrema importância no jornalismo, desde que trabalhados com seriedade e compromisso ético, para que não sejam injustos ao mostrarem, em suas páginas, uma opinião contrária aos interesses públicos mais gerais. Além disso, não podemos nos esquecer que os editoriais, ao veicularem uma idéia, criariam na sociedade argumentos que serviriam ao debate da opinião pública. Por isso, ao desmoralizar um político ou inferir inverdades, ele estaria lançando no debate algo que não seria relevante e que somente tiraria o crédito de quem não fosse seu aliado, independente sua linha ideológico-partidária.
Concluindo, vimos no jornal Valor Econômico, um veículo que exerce muita influência sobre os meios políticos e econômicos. Tudo usado em benefício da própria organização e de quem compartilha de seus objetivos políticos, financeiros e administrativos. Este tipo de comportamento deixa claro a total falta de seriedade do Valor Econômico, enquanto veículo de comunicação desprovido do caráter social, prejudicando, em última instância, o jornalismo e comprometendo toda a categoria profissional. Os profissionais que se permitem atuar neste tipo de imprensa, acredita-se, por conseqüência, estarão desenvolvendo um trabalho totalmente inócuo em relação às expectativas sociais mais gerais.
3.5 – “Governo retoma iniciativa, mas paga um preço alto”
O Valor Econômico, no editorial de 30 de outubro, diz que o Governo, ao eleger Aldo Rebelo (PC do B – SP), para a Presidência da Câmara dos Deputados, mostrou que está muito “vivo” e acaba de vez com as possibilidades da oposição impetrar um pedido de impeachment do Presidente Lula. Além disso, conseguiu eleger ao cargo mais alta da Câmara, um “aliado histórico” da esquerda, que têm concepções ideológicas bem diferentes de Severino Cavalcanti.
Porém, o editorial afirma que a vitória do Governo não foi fácil, acabando por fim, numa diferença de apenas 15 votos:
“O segundo turno da disputa entre um candidato entre um candidato do Governo, Aldo Rebelo, e um contra ele José Thomaz Nonô, mostrou uma oposição diferente. Jogando agora contra uma ação mais articulada do governo no Congresso, a bancada oposicionista, sem o apoio do baixo clero, perdeu a eleição, mais conseguiu dividir a Câmara praticamente ao meio – foram apenas 15 votos de diferença entre s dois candidatos. Atribua-se ao Executivo a mudança de qualidade da ofensiva oposicionista: o PT e o Governo, ao longo dos últimos sete meses de crise, ofereceram a ela discurso e coesão”.
A partir da citação acima, concluímos que a oposição ganhou muita força neste período de crise, mas mesmo assim, não conseguiu vencer o Governo na eleição. NO entanto, o Valor Econômico, conclui a idéia, afirmando quer tal vitória só foi capaz, devido a aliança com o “baixo clero” (deputados de pouca representatividade mas que têm uma grande quantidade de votos) e pelo clientelismo. Pois, ao prometer a liberação de verbas a quem o apoiasse, o Governo utilizou-se da prática pouco ética. “Mas um fato tem que ser destacado da prescrição genérica de se abolir o clientelismo. Aldo Rebelo tem a obrigação, agora, de dar ao país garantias de que os mandatos dos deputados envolvidos em corrupção não entraram nas negociações. Afinal, Rebelo tornou-se parte da história ao testemunhar espontaneamente em defesa do deputado José Dirceu (PT-SP) na Corregedoria. A efusiva alegria dos deputados sob investigação, inclusive o próprio Dirceu, com a sua vitória, potencializa as dúvidas. Para afastar suspeitas, Rebelo terá de agir, nos processos contra esses parlamentares, com rigor dobrado. Será sua maior prova de independência em relação ao Executivo.”
Porém, o editorial afirma que a vitória do Governo não foi fácil, acabando por fim, numa diferença de apenas 15 votos:
“O segundo turno da disputa entre um candidato entre um candidato do Governo, Aldo Rebelo, e um contra ele José Thomaz Nonô, mostrou uma oposição diferente. Jogando agora contra uma ação mais articulada do governo no Congresso, a bancada oposicionista, sem o apoio do baixo clero, perdeu a eleição, mais conseguiu dividir a Câmara praticamente ao meio – foram apenas 15 votos de diferença entre s dois candidatos. Atribua-se ao Executivo a mudança de qualidade da ofensiva oposicionista: o PT e o Governo, ao longo dos últimos sete meses de crise, ofereceram a ela discurso e coesão”.
A partir da citação acima, concluímos que a oposição ganhou muita força neste período de crise, mas mesmo assim, não conseguiu vencer o Governo na eleição. NO entanto, o Valor Econômico, conclui a idéia, afirmando quer tal vitória só foi capaz, devido a aliança com o “baixo clero” (deputados de pouca representatividade mas que têm uma grande quantidade de votos) e pelo clientelismo. Pois, ao prometer a liberação de verbas a quem o apoiasse, o Governo utilizou-se da prática pouco ética. “Mas um fato tem que ser destacado da prescrição genérica de se abolir o clientelismo. Aldo Rebelo tem a obrigação, agora, de dar ao país garantias de que os mandatos dos deputados envolvidos em corrupção não entraram nas negociações. Afinal, Rebelo tornou-se parte da história ao testemunhar espontaneamente em defesa do deputado José Dirceu (PT-SP) na Corregedoria. A efusiva alegria dos deputados sob investigação, inclusive o próprio Dirceu, com a sua vitória, potencializa as dúvidas. Para afastar suspeitas, Rebelo terá de agir, nos processos contra esses parlamentares, com rigor dobrado. Será sua maior prova de independência em relação ao Executivo.”
3.4 – “A falência de uma coalizão esdrúxula”.
O editorial de 27 de outubro trata de uma questão política de essencial valor para o PT: Uma reforma política poderia moralizar a política brasileira, mas, segundo o Valor Econômico, não acabaria com o problema interno do Partido dos Trabalhadores, que passa por dificuldades em diversos segmentos. O problema se agravaria, caso o Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, que estancou a perca de credibilidade, junto ao eleitorado, tentasse a reeleição. Ele teria pouco apoio do partido, da base eleitoral e do Congresso Nacional.
A questão se aprofunda, quando o Valor Econômico questiona a dissociação do presidente do partido. Devido as irregularidades financeiras das campanhas e por brigas internas, há o distanciamento de Lula do partido. Mas, em contra partida, as mesmas facções que lutam internamente pelo poder, desfrutam do carisma e da popularidade do presidente, que tem a sua imagem acima de tudo o que está acontecendo, criando o mito de ser até agora intocável. A tudo isso, o editorial do Valor Econômico, diz que a culpa não é do PT, mas de uma coalizão “esdrúxula” entre a esquerda radical do PT e os espectros ideológicos mais a direita, que são seus aliados. Visto isso, a aliança motivou o PT a se perder a sua ideologia em favor da Governabilidade. No entanto, segmentos do PT, que são movidos e orientados por questões ideológicas, causaram o imobilismo na administração pública,. ao se confrontarem com setores dos aliados de ultra-direita, que não concordavam com a aplicação de suas idéias e vice-versa.
Devemos até concordar com afirmação e a análise do editorial do Valor Econômico. Lembrarmos que somente a colisão que não for movida por interesses é que dará certa na democracia brasileira. No ponto da reforma administrativa, os partidos políticos deveram ficar mais atentos quanto as alianças que constituem os poderes e lutar para que não haja a verticalização nacional no pleito de 2006.
Desta forma, os escândalos de corrupção em Brasília, motivaram os debates sobre a reforma política-partidária. A reforma prevê acertos na conjuntura política, como fidelidade partidária, lista fechada para votações (que aumentaria o fracionamento partidário devido a regionalizações), e financiamento para eleições conforme a porcentagem de representatividade e o fim da verticalização, que acaba de uma vez por todas com as alianças “esdrúxulas”. Se a crise política que se abateu sobre o governo Lula se circunscrever à questão da corrupção política, serão poucas as chances de avanço civilizatório, social e econômico. Não basta que sejam apuradas as responsabilidades e efetuada a profilaxia pertinente. É necessário ampliar o escopo da reflexão, abordando a precariedade do sistema de governança baseado na coalizão e a baixa qualidade do sistema político-partidário.
O jornalista que for mais afundo na questão e prestar atenção nos fatos, concordará que a turbulência que vêm sofrendo os políticos no Brasil, está ligada ao financiamento de campanhas políticas e as alianças que constituem o poder. Enquanto o problema não é resolvido, cabe aos jornais, fiscalizar os atos dos políticos, como arrecadações, doações, contribuições e alianças. A transparência deixaria os meios de comunicação mais informados quanto a irregularidades ou acordos políticos e econômicos que criarem situações duvidosas. Além disso, a reforma, segundo alguns segmentos que fazem parte das maiorias, dizem que a reforma serviria como alternativa para mudar o ambiente político e acabar com legendas de aluguel. Porém, ao citar isso, acreditamos que a medida vêm a prejudicar os partidos que têm menor representatividade, como o PSTU e o PSOL, que têm uma militância mais engajada com as questões sociais e não são ligados a burguesia, grupos econômicos, empresários e banqueiros. Deve-se avaliar que o presidente está conseguindo controlar a crise e administrar o país, com a reforma administrativa e ministerial. Porém, cabe também ao PT, que não está no mesmo caminho do presidente, “enxugar” a máquina, com a extinção de cargos públicos, ministérios e secretarias e a reconstrução da imagem do Governo e da criação de uma agenda, com metas até o fim de 2006 e que abrigaria objetivos eleitorais.
Deduzimos também, que a prática de alianças que enfraqueceu o discurso petista, foi o que deu espaço para a corrupção, que segundo Zancanaro consiste em:
“Apoderar-se de um poder cedido, em usá-lo como se fora propriedade sua. A corrupção envolve a usurpação de mais poder do que aquele previsto e devidamente conferido pela ordem vigente. Sob esse aspecto, nenhum Estado pode considerar-se antecipadamente imune a corrupção. Nos Estados racionalmente organizados, a ação político-administrativa encontra na lei clara e objetiva os seus devidos limites. Quando tais limites são extrapolados de forma indevida, a forte carga de arbítrio pessoal que invade a ação político-administrativa dos Estados patrimoniais pode conduzir impunemente os seus agentes a apropriação de prerrogativas inerentes ao mando e aos atos deles decorrentes como se fossem propriedade privada. A indefinição dos limites do mando pode levar as mais variadas formas de corrupção”.
Além disso, citamos que, a corrupção também pode ser decorrente de três graves problemas da política brasileira: 1) o uso desmesurado de verbas estatais e cargos públicos como alicerce entre as relações do Executivo com e Legislativo; 2) o troca-troca partidário como forma de garantir o apoio do Governo; 3) falhas vinculadas ao financiamento nas campanhas, que possibilita a “compra” de políticos. .
A garantia de cargos em favor da coalizão é um dos motivos do desgaste do presidente. Uma das soluções para acabar com isso, seria o corte de 2/3 dos cargos comissionados, reduzindo e reordenando as funções. Para que o candidato ao cargo ocupasse a função, ele deve ter um bom currículo e, exercer funções técnicas. Seriam profissionais derivados dos meios acadêmicos, vinculados a sociedade civil e vindos do mercado, com novidades gerênciais para a administração publica. Sugerimos que outra parcela destes 2/3, seria ocupado por pessoas ligadas ao partido político e a aliança eleita. Com isso, seriam garantidas as propostas de campanha e esses funcionários comissionados passariam por uma sabatina para saber sua responsabilidade junto ao que é público. A medida é contrária a política de distribuição de cargos, conforme a coalizão e resolveria o problema da ingerência, devido os pretendentes aos cargos terem boa qualificação. Para a construção de uma democracia séria, acredita-se que os gestores sejam proporcionalmente divididos por setores e não dependam do jogo político que desfavorece a minoria. Além dum programa de fidelidade partidária. Além do mais, a falta de afinidade ideológica e programática, em última instância, seria a responsável pela adoção de práticas pouco transparentes dos aliados (PL. PP e PTB). Ao explicar a engenharia que move o meio político, acredita-se que o Governo, para exercer a governabilidade, não deveria ser prender a qualificação ideológica, mas trabalhar o aspecto ético junto aos seus aliados.
Por fim, não devemos nos esquecer, que o prestígio do presidente ainda continua alto. O motivo mais lógico é a identificação com o povo, já que Lula foi um operário oriundo das classes sociais mais desfavorecidas. Isso não desestimula as pessoas e dá ao eleitor a sensação de proximidade ao presidente, que por sua vez, se mostra preocupado e indignado com os problemas e procura fazer algo para mudar. Uma situação nunca experimentada antes pela população.
A questão se aprofunda, quando o Valor Econômico questiona a dissociação do presidente do partido. Devido as irregularidades financeiras das campanhas e por brigas internas, há o distanciamento de Lula do partido. Mas, em contra partida, as mesmas facções que lutam internamente pelo poder, desfrutam do carisma e da popularidade do presidente, que tem a sua imagem acima de tudo o que está acontecendo, criando o mito de ser até agora intocável. A tudo isso, o editorial do Valor Econômico, diz que a culpa não é do PT, mas de uma coalizão “esdrúxula” entre a esquerda radical do PT e os espectros ideológicos mais a direita, que são seus aliados. Visto isso, a aliança motivou o PT a se perder a sua ideologia em favor da Governabilidade. No entanto, segmentos do PT, que são movidos e orientados por questões ideológicas, causaram o imobilismo na administração pública,. ao se confrontarem com setores dos aliados de ultra-direita, que não concordavam com a aplicação de suas idéias e vice-versa.
Devemos até concordar com afirmação e a análise do editorial do Valor Econômico. Lembrarmos que somente a colisão que não for movida por interesses é que dará certa na democracia brasileira. No ponto da reforma administrativa, os partidos políticos deveram ficar mais atentos quanto as alianças que constituem os poderes e lutar para que não haja a verticalização nacional no pleito de 2006.
Desta forma, os escândalos de corrupção em Brasília, motivaram os debates sobre a reforma política-partidária. A reforma prevê acertos na conjuntura política, como fidelidade partidária, lista fechada para votações (que aumentaria o fracionamento partidário devido a regionalizações), e financiamento para eleições conforme a porcentagem de representatividade e o fim da verticalização, que acaba de uma vez por todas com as alianças “esdrúxulas”. Se a crise política que se abateu sobre o governo Lula se circunscrever à questão da corrupção política, serão poucas as chances de avanço civilizatório, social e econômico. Não basta que sejam apuradas as responsabilidades e efetuada a profilaxia pertinente. É necessário ampliar o escopo da reflexão, abordando a precariedade do sistema de governança baseado na coalizão e a baixa qualidade do sistema político-partidário.
O jornalista que for mais afundo na questão e prestar atenção nos fatos, concordará que a turbulência que vêm sofrendo os políticos no Brasil, está ligada ao financiamento de campanhas políticas e as alianças que constituem o poder. Enquanto o problema não é resolvido, cabe aos jornais, fiscalizar os atos dos políticos, como arrecadações, doações, contribuições e alianças. A transparência deixaria os meios de comunicação mais informados quanto a irregularidades ou acordos políticos e econômicos que criarem situações duvidosas. Além disso, a reforma, segundo alguns segmentos que fazem parte das maiorias, dizem que a reforma serviria como alternativa para mudar o ambiente político e acabar com legendas de aluguel. Porém, ao citar isso, acreditamos que a medida vêm a prejudicar os partidos que têm menor representatividade, como o PSTU e o PSOL, que têm uma militância mais engajada com as questões sociais e não são ligados a burguesia, grupos econômicos, empresários e banqueiros. Deve-se avaliar que o presidente está conseguindo controlar a crise e administrar o país, com a reforma administrativa e ministerial. Porém, cabe também ao PT, que não está no mesmo caminho do presidente, “enxugar” a máquina, com a extinção de cargos públicos, ministérios e secretarias e a reconstrução da imagem do Governo e da criação de uma agenda, com metas até o fim de 2006 e que abrigaria objetivos eleitorais.
Deduzimos também, que a prática de alianças que enfraqueceu o discurso petista, foi o que deu espaço para a corrupção, que segundo Zancanaro consiste em:
“Apoderar-se de um poder cedido, em usá-lo como se fora propriedade sua. A corrupção envolve a usurpação de mais poder do que aquele previsto e devidamente conferido pela ordem vigente. Sob esse aspecto, nenhum Estado pode considerar-se antecipadamente imune a corrupção. Nos Estados racionalmente organizados, a ação político-administrativa encontra na lei clara e objetiva os seus devidos limites. Quando tais limites são extrapolados de forma indevida, a forte carga de arbítrio pessoal que invade a ação político-administrativa dos Estados patrimoniais pode conduzir impunemente os seus agentes a apropriação de prerrogativas inerentes ao mando e aos atos deles decorrentes como se fossem propriedade privada. A indefinição dos limites do mando pode levar as mais variadas formas de corrupção”.
Além disso, citamos que, a corrupção também pode ser decorrente de três graves problemas da política brasileira: 1) o uso desmesurado de verbas estatais e cargos públicos como alicerce entre as relações do Executivo com e Legislativo; 2) o troca-troca partidário como forma de garantir o apoio do Governo; 3) falhas vinculadas ao financiamento nas campanhas, que possibilita a “compra” de políticos. .
A garantia de cargos em favor da coalizão é um dos motivos do desgaste do presidente. Uma das soluções para acabar com isso, seria o corte de 2/3 dos cargos comissionados, reduzindo e reordenando as funções. Para que o candidato ao cargo ocupasse a função, ele deve ter um bom currículo e, exercer funções técnicas. Seriam profissionais derivados dos meios acadêmicos, vinculados a sociedade civil e vindos do mercado, com novidades gerênciais para a administração publica. Sugerimos que outra parcela destes 2/3, seria ocupado por pessoas ligadas ao partido político e a aliança eleita. Com isso, seriam garantidas as propostas de campanha e esses funcionários comissionados passariam por uma sabatina para saber sua responsabilidade junto ao que é público. A medida é contrária a política de distribuição de cargos, conforme a coalizão e resolveria o problema da ingerência, devido os pretendentes aos cargos terem boa qualificação. Para a construção de uma democracia séria, acredita-se que os gestores sejam proporcionalmente divididos por setores e não dependam do jogo político que desfavorece a minoria. Além dum programa de fidelidade partidária. Além do mais, a falta de afinidade ideológica e programática, em última instância, seria a responsável pela adoção de práticas pouco transparentes dos aliados (PL. PP e PTB). Ao explicar a engenharia que move o meio político, acredita-se que o Governo, para exercer a governabilidade, não deveria ser prender a qualificação ideológica, mas trabalhar o aspecto ético junto aos seus aliados.
Por fim, não devemos nos esquecer, que o prestígio do presidente ainda continua alto. O motivo mais lógico é a identificação com o povo, já que Lula foi um operário oriundo das classes sociais mais desfavorecidas. Isso não desestimula as pessoas e dá ao eleitor a sensação de proximidade ao presidente, que por sua vez, se mostra preocupado e indignado com os problemas e procura fazer algo para mudar. Uma situação nunca experimentada antes pela população.
3.3 – “O PT e o direito da hereditariedade política”
Este editorial, de 12 de outubro de 2005, trata de uma questão muito ligada a política brasileira, o patriarcalismo e a hereditariedade política. Muito comum nos estados do Nordeste e nos antigos regimes oligarquicos, o patriarcalismo hoje é representado, segundo o Valor Econômico, pelos senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que têm seu neto, Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), como deputado federal e sub-relator da CPI dos Correios e, José Sarney (PMDB-PI), com os filhos Roseana Sarney e Sarney Filho.
O Valor Econômico cita que:
“O regime democrático reinaugurado em 1985, com a posse de um civil, José Sarney, na Presidência da República, mostrou que nada havia mudado no reino dos oligarcas. Um deles, inclusive, ocupasse a Presidência: Sarney consolidou seu poder estadual em 1966, quando foi eleito governador do Maranhão e depôs a oligarca anterior Vitorino Freire. A família Sarney ainda hoje domina o Estado. Sua filha, Roseana Sarney é senadora e, seu filho, Sarney Filho, foi deputado e já ocupou a pasta de ministro. Sarney e Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) são considerados os últimos oligarcas à moda antiga. ACM, que se consolidou na política destronando o anterior, Juraci Magalhães, ex-interventor do Estado Novo, é ainda o dono incontestável da política baiana. Preparou seu filho Luís Eduardo Magalhães como seu sucessor, mas ele morreu jovem. Agora investe no deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto”.
O Valor Econômico, ao criticar a prática do patriarcalismo, nos lembra que o regime militar, acabou e destituiu diversas famílias que realizavam a prática. No entanto, reconhece que não somente as velhas elites ou antigas oligarquias exercem a prática, mas também o Partido dos Trabalhadores começou a adotar isso, quando José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, incentivou seu filho, o Zeca do PT, a seguir o mesmo caminho, candidatando-se à prefeito de Cruzeiro do Oeste, um cidade do interior do Paraná, ao qual José Dirceu exerceu muita influência. .
Segundo o Valor Econômico, o Partido dos Trabalhadores, ao adotar à pratica, que é muito próxima do clientelismo, errou como os mesmos partidos ao qual ele sempre combateu.
“O PT, que durante pelo menos uma década discutiu a conveniência de se ‘institucionalizar’, inaugura a sua entrada na política hereditária. Criado como um partido de militância, a mobilidade interna, isto é, a possibilidade de acesso a cargos de direção e de disputa a cargos eletivos, dependia da representatividade do grupo interno ao qual o candidato a político pertencia e à sua representatividade a algum setor social. O deputado José Dirceu (SP), um dos maiores responsáveis pela crise ética e de identidade que se encontra hoje, introduziu a família como vetor de acesso à política, através do filho Zeca do PT”.
No entanto, não podemos esquecer à crítica referente ao patriarcalismo que corrompe as esferas públicas do poder e afeta os dois segmentos partidários e ideológicos. No caso de ACM Neto, ele pode ser a maior representação, ao ser o neto do senador Antônio Carlos Magalhães e os filhos de José Sarney também estão na mesma esfera. Desta forma, observamos que há erros graves contra a democracia, tanto no PT, quanto na organização do PFL e do PMDB, que adotam a prática da hereditariedade e patriarcalismo na política.
O jornal Valor Econômico, afirma que:
“A política brasileira, constituída à imagem e semelhança de uma sociedade patriarcal, incorporou como regra um estranho direito divino à hereditariedade. Isso é comum nos pequenos municípios, onde uma mesma família domina a política local e torna-se proprietária do aparelho partidário que lhe dá guarida. Quando o seu domínio é questionado, toma de assalto outro partido. Essa parcela de poder municipal pode alimentar com a mesma lógica, um partido estadual: nada impede que os grupos locais dominados por familiares se aliem a grupos que dominam o Estado. Aliás, essas famílias dependem de outras instâncias de poder, estadual e federal, para como depositárias do dinheiro público, alimentarem suas clientelas e mantê-las sob seus domínios. Isso, não é uma prerrogativa municipal, mas é uma lógica intrínseca à política brasileira”.
O editorial do Valor Econômico, ao reconhecer a prática desmedida em nosso país, toma parte da isenção e reflete os aspectos aos quais estamos condicionados a viver. Ao retratar a prática dos políticos como ACM e Sarney, ele nos traz a tona um problema a ser contornado e uma situação em que os eleitores devem prestar mais atenção. Pois, na democracia, é o voto representativo que determina as instâncias políticas e a divisão do poder. Por isso, a prática do patriarcalismo, é questionada e vista como algo que pode criar situações em que a corrupção pode contaminar a política. Pois, como dito no texto de 12 de outubro, o patriarcalismo está relacionado diretamente com a prática do clientelismo, para a manutenção do poder. Por outro lado, o Valor Econômico reconhece que José Dirceu, ao colocar o filho Zeca Dirceu na política, usou-se do mesmo expediente tão questionado anteriormente pelo PT. Mas, a qual lógica devemos nos orientar e seguir? O jornalismo, independente da linha editorial a ser seguida, deve ser muito crítico em relação a este tipo de prática política. Apesar de vivermos em uma democracia, a situação do patriarcalismo, pode dar argumentos, que no futuro possam justificar o nepotismo, que é o emprego de parentes no serviço público, através de nomeações. Tanto o PT, mas principalmente as velhas oligarquias do Nordeste, deveriam tomar cuidado para que um futuro “escorregão” não transformassem a prática eleitoral, que se baseia na democracia, não se transforme em um “cabide de empregos”, que se constrói a partir do nepotismo, clientelismo, trafico de influências e patriarcalismo, molde central da nossa discussão.
Portanto, devemos concluir, dizendo que: O Valor Econômico, ao criticar o patriarcalismo, independente de qual seja a esfera política e ideológica, contribui para a formação crítica de seu leitor, que não é conivente com as práticas suspeitas a qual está submetida a política brasileira. Ao condenar os políticos e citar suas práticas, coloca um ponto de vista e compara duas situações, independente de quais sejam suas linhas partidárias.
O Valor Econômico cita que:
“O regime democrático reinaugurado em 1985, com a posse de um civil, José Sarney, na Presidência da República, mostrou que nada havia mudado no reino dos oligarcas. Um deles, inclusive, ocupasse a Presidência: Sarney consolidou seu poder estadual em 1966, quando foi eleito governador do Maranhão e depôs a oligarca anterior Vitorino Freire. A família Sarney ainda hoje domina o Estado. Sua filha, Roseana Sarney é senadora e, seu filho, Sarney Filho, foi deputado e já ocupou a pasta de ministro. Sarney e Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) são considerados os últimos oligarcas à moda antiga. ACM, que se consolidou na política destronando o anterior, Juraci Magalhães, ex-interventor do Estado Novo, é ainda o dono incontestável da política baiana. Preparou seu filho Luís Eduardo Magalhães como seu sucessor, mas ele morreu jovem. Agora investe no deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto”.
O Valor Econômico, ao criticar a prática do patriarcalismo, nos lembra que o regime militar, acabou e destituiu diversas famílias que realizavam a prática. No entanto, reconhece que não somente as velhas elites ou antigas oligarquias exercem a prática, mas também o Partido dos Trabalhadores começou a adotar isso, quando José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, incentivou seu filho, o Zeca do PT, a seguir o mesmo caminho, candidatando-se à prefeito de Cruzeiro do Oeste, um cidade do interior do Paraná, ao qual José Dirceu exerceu muita influência. .
Segundo o Valor Econômico, o Partido dos Trabalhadores, ao adotar à pratica, que é muito próxima do clientelismo, errou como os mesmos partidos ao qual ele sempre combateu.
“O PT, que durante pelo menos uma década discutiu a conveniência de se ‘institucionalizar’, inaugura a sua entrada na política hereditária. Criado como um partido de militância, a mobilidade interna, isto é, a possibilidade de acesso a cargos de direção e de disputa a cargos eletivos, dependia da representatividade do grupo interno ao qual o candidato a político pertencia e à sua representatividade a algum setor social. O deputado José Dirceu (SP), um dos maiores responsáveis pela crise ética e de identidade que se encontra hoje, introduziu a família como vetor de acesso à política, através do filho Zeca do PT”.
No entanto, não podemos esquecer à crítica referente ao patriarcalismo que corrompe as esferas públicas do poder e afeta os dois segmentos partidários e ideológicos. No caso de ACM Neto, ele pode ser a maior representação, ao ser o neto do senador Antônio Carlos Magalhães e os filhos de José Sarney também estão na mesma esfera. Desta forma, observamos que há erros graves contra a democracia, tanto no PT, quanto na organização do PFL e do PMDB, que adotam a prática da hereditariedade e patriarcalismo na política.
O jornal Valor Econômico, afirma que:
“A política brasileira, constituída à imagem e semelhança de uma sociedade patriarcal, incorporou como regra um estranho direito divino à hereditariedade. Isso é comum nos pequenos municípios, onde uma mesma família domina a política local e torna-se proprietária do aparelho partidário que lhe dá guarida. Quando o seu domínio é questionado, toma de assalto outro partido. Essa parcela de poder municipal pode alimentar com a mesma lógica, um partido estadual: nada impede que os grupos locais dominados por familiares se aliem a grupos que dominam o Estado. Aliás, essas famílias dependem de outras instâncias de poder, estadual e federal, para como depositárias do dinheiro público, alimentarem suas clientelas e mantê-las sob seus domínios. Isso, não é uma prerrogativa municipal, mas é uma lógica intrínseca à política brasileira”.
O editorial do Valor Econômico, ao reconhecer a prática desmedida em nosso país, toma parte da isenção e reflete os aspectos aos quais estamos condicionados a viver. Ao retratar a prática dos políticos como ACM e Sarney, ele nos traz a tona um problema a ser contornado e uma situação em que os eleitores devem prestar mais atenção. Pois, na democracia, é o voto representativo que determina as instâncias políticas e a divisão do poder. Por isso, a prática do patriarcalismo, é questionada e vista como algo que pode criar situações em que a corrupção pode contaminar a política. Pois, como dito no texto de 12 de outubro, o patriarcalismo está relacionado diretamente com a prática do clientelismo, para a manutenção do poder. Por outro lado, o Valor Econômico reconhece que José Dirceu, ao colocar o filho Zeca Dirceu na política, usou-se do mesmo expediente tão questionado anteriormente pelo PT. Mas, a qual lógica devemos nos orientar e seguir? O jornalismo, independente da linha editorial a ser seguida, deve ser muito crítico em relação a este tipo de prática política. Apesar de vivermos em uma democracia, a situação do patriarcalismo, pode dar argumentos, que no futuro possam justificar o nepotismo, que é o emprego de parentes no serviço público, através de nomeações. Tanto o PT, mas principalmente as velhas oligarquias do Nordeste, deveriam tomar cuidado para que um futuro “escorregão” não transformassem a prática eleitoral, que se baseia na democracia, não se transforme em um “cabide de empregos”, que se constrói a partir do nepotismo, clientelismo, trafico de influências e patriarcalismo, molde central da nossa discussão.
Portanto, devemos concluir, dizendo que: O Valor Econômico, ao criticar o patriarcalismo, independente de qual seja a esfera política e ideológica, contribui para a formação crítica de seu leitor, que não é conivente com as práticas suspeitas a qual está submetida a política brasileira. Ao condenar os políticos e citar suas práticas, coloca um ponto de vista e compara duas situações, independente de quais sejam suas linhas partidárias.
Assinar:
Postagens (Atom)