A quadra, sede de finais emocionantes de futsal, acumula lixo e entulho.
Para quem acompanha o futsal amador da região norte, sabe que no Vivi Xavier existe uma quadra, que aos fins de semana e durante as noites ficavam lotadas de espectadores para acompanhar os torneios e campeonatos, das mais variadas categorias. No entanto, devido à falta de iluminação, já não é mais possível acompanhar as rodadas noturnas. Outro fato lamentável é que o lixo e entulho tomaram conta das imediações da quadra.
A denúncia, encaminhada pelos moradores ao Cincão Notícias, foi constatada e tal situação é vergonhosa, devido o local ser ponto de encontro, lazer e esporte de uma região populosa.
De acordo com vizinhos das imediações da quadra, o lixo é oriundo dos próprios moradores, que cortam galhos de árvores e despejam ali. Outra fonte de sujeira, segundo os mesmos, é a reforma da Escola Municipal Ignez Andreazza. “A prefeitura, há cerca de 30 dias, limpou parcialmente o terreno, mas nada adiantou, pois é visível o acumulo de lixo, propenso a disseminação de insetos e doenças”, lamentam os moradores.
Como agravante, a reforma e reestruturação da quadra poliesportiva não foi concluída integralmente, faltando calçamento e sendo extraviada a antiga iluminação.
Para maiores esclarecimentos, foi procurada a Secretaria de Obras para tentar uma solução. De acordo com José Eduardo Soncin, caso haja insatisfação quanto a reforma e higienização da quadra, cabe aos moradores pleitearem junto aos órgãos públicos uma solução. Quanto a luminária, o mesmo afirmou que ela ficou com a associação de moradores. Porém, ao serem questionados, os mesmos desconheciam tais informações.
Com fim de chegar a uma solução, o próprio Cincão Notícias tomou as devidas providencias e protocolou junto a Câmara dos Vereadores, um pedido para limpeza, capina, roçagem e calcamento da quadra, além da verificação e instalação dos antigos refletores.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Reunião na Câmara dos Vereadores visa solução ao PSF
A saúde pública de Londrina está na “UTI” devido ao impasse acerca do PSF (Programa Saúde da Família). O serviço, que atende e previne doenças nas populações mais pobres, foi ameaçado de ser extinto e os profissionais da saúde se viram sem emprego e reconhecimento dos direitos trabalhistas.
A Santa Casa de Londrina, que assumiu o PSF em caráter emergencial, não possuía verbas indenizatórias referentes ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e outras garantias.
No entanto, após a mobilização dos trabalhadores e questionamentos ao Poder Público, foi reavaliada a situação e garantiu-se que o serviço permanecerá vigente. Isso é uma grande vitória, não apenas para os profissionais de saúde, mas principalmente aos mais pobres, que dependem da saúde pública.
De acordo com a vereadora Sandra Graça, para que não fosse interrompido o PSF, foi determinado um termo de ajustamento de conduta, onde a prefeitura, responsável pelo serviço, ficou incumbida de depositar em juízo, salários e rescisões atrasados à antiga mantenedora, a Santa Casa.
A reunião, feita no dia 9/7, também contou com a presença da vereadora Lenir de Assis, Professor Rony Alves, juntamente com representantes da Santa Casa, Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Prefeitura, SinSaúde, CIAP, Conselho Municipal de Saúde e demais segmentos.
“O PSF está funcionando e queremos que ele melhore através do reconhecimento do profissional da saúde pública, pagamento de melhores salários e qualificação”, salienta Sandra Graça.
A vereadora comentou que no próximo dia 16, haverá uma nova reunião, com o objetivo de ajustar possíveis alterações, a serem discutidas no decorrer da semana.
A Santa Casa de Londrina, que assumiu o PSF em caráter emergencial, não possuía verbas indenizatórias referentes ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e outras garantias.
No entanto, após a mobilização dos trabalhadores e questionamentos ao Poder Público, foi reavaliada a situação e garantiu-se que o serviço permanecerá vigente. Isso é uma grande vitória, não apenas para os profissionais de saúde, mas principalmente aos mais pobres, que dependem da saúde pública.
De acordo com a vereadora Sandra Graça, para que não fosse interrompido o PSF, foi determinado um termo de ajustamento de conduta, onde a prefeitura, responsável pelo serviço, ficou incumbida de depositar em juízo, salários e rescisões atrasados à antiga mantenedora, a Santa Casa.
A reunião, feita no dia 9/7, também contou com a presença da vereadora Lenir de Assis, Professor Rony Alves, juntamente com representantes da Santa Casa, Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Prefeitura, SinSaúde, CIAP, Conselho Municipal de Saúde e demais segmentos.
“O PSF está funcionando e queremos que ele melhore através do reconhecimento do profissional da saúde pública, pagamento de melhores salários e qualificação”, salienta Sandra Graça.
A vereadora comentou que no próximo dia 16, haverá uma nova reunião, com o objetivo de ajustar possíveis alterações, a serem discutidas no decorrer da semana.
Pesque Pesquisando
Projeto do Centro Cultural Lupércio Luppi ensina a iniciação da pesquisa aos estudantes da 4ª série na Escola Ruth Lemos.
Apesar dos fartos recursos tecnológicos e facilidades encontradas pelos estudantes, a pesquisa escolar sempre foi imprescindível na ampliação do conhecimento e absorção de conteúdos. Com este pensamento, o Centro Cultural Lupércio Luppi, criou e levou a Escola Municipal Ruth Lemos, no Luis de Sá, o projeto “Pesque Pesquisando”.
O projeto de iniciação ao estímulo à pesquisa e com duração de seis meses, traz aos estudantes temas relacionados a países, meio ambiente, população, moedas e conta com apresentações pedagógicas das mais diferenciadas formas, como o teatro, fantoche, poesia, máscaras e dança.
De acordo com o centro cultural, a atividade lúdica ensina e estimula o conhecimento dos mais diferenciados assuntos, além das apresentações motivar a criatividades.
Apesar dos fartos recursos tecnológicos e facilidades encontradas pelos estudantes, a pesquisa escolar sempre foi imprescindível na ampliação do conhecimento e absorção de conteúdos. Com este pensamento, o Centro Cultural Lupércio Luppi, criou e levou a Escola Municipal Ruth Lemos, no Luis de Sá, o projeto “Pesque Pesquisando”.
O projeto de iniciação ao estímulo à pesquisa e com duração de seis meses, traz aos estudantes temas relacionados a países, meio ambiente, população, moedas e conta com apresentações pedagógicas das mais diferenciadas formas, como o teatro, fantoche, poesia, máscaras e dança.
De acordo com o centro cultural, a atividade lúdica ensina e estimula o conhecimento dos mais diferenciados assuntos, além das apresentações motivar a criatividades.
Orquídeas silvestres
As orquídeas fazem bem à saúde e ao meio ambiente
Com um belo aroma e um visual verde e florido que encanta os olhos de todos, Euclides Franco, de 77 anos, morador do Jardim Paulista, cria há mais de 15 anos, em sua casa, as mais diferenciadas espécies de orquídeas.
Em vasos de pinos de madeira, florescem a catréia, a purpurata, a tenebrosa, a pastoral e diversas outras exuberando flores e pólens. “As orquídeas são selvagens e nascem junto a tronco de árvores. Na natureza são mais de 25.000 variedades”, diz.
Euclides ganhou as plantas que cultiva, mas lembra o passado pioneiro, quando muitas orquídeas selvagens foram trazidas à cidade por mateiros, em troncos de peroba e ipê. “Hoje são mais de 700 pessoas que as criam em Londrina”, comenta.
Porém, ele cita que as orquídeas encontradas nas matas devem ser preservadas para crescerem durante os anos e dar vida ao meio ambiente. E, a sua retirada depende de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o IBAMA.
A orquídea pode virar perfume ou bem de decoração e as de Euclides são tratadas com adubo e regadas com extratos feitos de pimenta e vinagre, para assim eliminar possíveis insetos que podem estragar e matar as plantas por doenças. Da mesma forma, ele lembra aos interessados no cultivo, que a orquídea precisa de uma estrutura e não podem acumular água, eliminando focos da mosquito da dengue, pernilongos e o apodrecimento nos pinos de madeira.
Com mais de 500 vasos de orquídeas, além de outras plantas, Euclides diz que todos devem ter um hobby, fazer uma terapia ou buscar uma atividade. Como no dia que foi ao médico com a esposa e lhe foi recomendado uma terapia, como conversar com as plantas. “As orquídeas fazem bem à saúde e ao meio ambiente”, salienta.
Com um belo aroma e um visual verde e florido que encanta os olhos de todos, Euclides Franco, de 77 anos, morador do Jardim Paulista, cria há mais de 15 anos, em sua casa, as mais diferenciadas espécies de orquídeas.
Em vasos de pinos de madeira, florescem a catréia, a purpurata, a tenebrosa, a pastoral e diversas outras exuberando flores e pólens. “As orquídeas são selvagens e nascem junto a tronco de árvores. Na natureza são mais de 25.000 variedades”, diz.
Euclides ganhou as plantas que cultiva, mas lembra o passado pioneiro, quando muitas orquídeas selvagens foram trazidas à cidade por mateiros, em troncos de peroba e ipê. “Hoje são mais de 700 pessoas que as criam em Londrina”, comenta.
Porém, ele cita que as orquídeas encontradas nas matas devem ser preservadas para crescerem durante os anos e dar vida ao meio ambiente. E, a sua retirada depende de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o IBAMA.
A orquídea pode virar perfume ou bem de decoração e as de Euclides são tratadas com adubo e regadas com extratos feitos de pimenta e vinagre, para assim eliminar possíveis insetos que podem estragar e matar as plantas por doenças. Da mesma forma, ele lembra aos interessados no cultivo, que a orquídea precisa de uma estrutura e não podem acumular água, eliminando focos da mosquito da dengue, pernilongos e o apodrecimento nos pinos de madeira.
Com mais de 500 vasos de orquídeas, além de outras plantas, Euclides diz que todos devem ter um hobby, fazer uma terapia ou buscar uma atividade. Como no dia que foi ao médico com a esposa e lhe foi recomendado uma terapia, como conversar com as plantas. “As orquídeas fazem bem à saúde e ao meio ambiente”, salienta.
Brasil e Equador no Cemitério de Automóveis
Radicado no Amapá, Ale D’ile volta a Londrina numa parceria com a equatoriana Andréa Ruilova.
Visitando Londrina pela primeira vez, o Projeto NOSCAIS – Novos Caminhos Novas Histórias – de caráter literário e cultural, de autoria das escritoras e poetizas amapaenses, Iramel Lima e Leacide Moura, apresentará neste sábado (11), no espaço cultural Cemitério de Automóveis o show musical da cantora e compositora equatoriana Andréa Ruilova em turnê pelo Brasil, em parceria com o cantor e compositor Alê D’ile. Parte da renda da bilheteria destina-se a produção do segundo livro das duas escritoras e da gravação do primeiro CD musical do cantor Alê D’ile em parceria com a cantora equatoriana Andréa Ruilova, representando um intercambio cultural latino americano. Além de Londrina, Andréa Ruilova se apresentará em Curitiba e na Bahia.
Andréa Ruilova teve sua formação nas cidades de Cuenca no Equador (onde nasceu), em Havana, Cuba e no México, no período de 1987 e 2006. Possui Licenciatura em Jazz, concluído em 2007 na Cidade do México. Está atualmente difundindo sua música, gravada no CD "Folhinha", no qual é cantora, compositora e diretora musical; e no CD gravado ao vivo na República Checa; também participa do quinteto de vozes e percussão OLLIN CUICA.
O cantor Alê D’ile atua na música há 20 anos e já participou de vários festivais e eventos. Formado em Letras pela Universidade Estadual de Londrina e professor de francês na rede pública do Amapá, Alê D’ile foi músico da Banda Municipal de Porecatu e sua ida ao Amapá deu-se pela vontade de conhecer outras partes do Brasil e pela sua graduação em Francês, devido ser obrigatório o ensino desta língua no estado amazônico.
A apresentação no Cemitério de Automóveis marca a integração cultural latino americana com um repertório variado da música brasileira com a equatoriana, onde ritmos como a salsa, cumbia, samba, jazz, bossa nova se misturam.
Quanto ao cd, Alê D’ile diz que ele sairá até o fim do ano e no repertório músicas como a moda de viola, tipicamente da cultura popular paranaenses, salsa, músicas cantadas em francês e outras que relembram a história e cultura do Amapá, um estado que mistura os indígenas, brasileiros, franceses, espanhóis, portugueses e holandeses.
Quem desejar conhecer melhor o trabalho da dupla, pode acessar na internet o www.myspace.com/andrearuilovafolhinha
Visitando Londrina pela primeira vez, o Projeto NOSCAIS – Novos Caminhos Novas Histórias – de caráter literário e cultural, de autoria das escritoras e poetizas amapaenses, Iramel Lima e Leacide Moura, apresentará neste sábado (11), no espaço cultural Cemitério de Automóveis o show musical da cantora e compositora equatoriana Andréa Ruilova em turnê pelo Brasil, em parceria com o cantor e compositor Alê D’ile. Parte da renda da bilheteria destina-se a produção do segundo livro das duas escritoras e da gravação do primeiro CD musical do cantor Alê D’ile em parceria com a cantora equatoriana Andréa Ruilova, representando um intercambio cultural latino americano. Além de Londrina, Andréa Ruilova se apresentará em Curitiba e na Bahia.
Andréa Ruilova teve sua formação nas cidades de Cuenca no Equador (onde nasceu), em Havana, Cuba e no México, no período de 1987 e 2006. Possui Licenciatura em Jazz, concluído em 2007 na Cidade do México. Está atualmente difundindo sua música, gravada no CD "Folhinha", no qual é cantora, compositora e diretora musical; e no CD gravado ao vivo na República Checa; também participa do quinteto de vozes e percussão OLLIN CUICA.
O cantor Alê D’ile atua na música há 20 anos e já participou de vários festivais e eventos. Formado em Letras pela Universidade Estadual de Londrina e professor de francês na rede pública do Amapá, Alê D’ile foi músico da Banda Municipal de Porecatu e sua ida ao Amapá deu-se pela vontade de conhecer outras partes do Brasil e pela sua graduação em Francês, devido ser obrigatório o ensino desta língua no estado amazônico.
A apresentação no Cemitério de Automóveis marca a integração cultural latino americana com um repertório variado da música brasileira com a equatoriana, onde ritmos como a salsa, cumbia, samba, jazz, bossa nova se misturam.
Quanto ao cd, Alê D’ile diz que ele sairá até o fim do ano e no repertório músicas como a moda de viola, tipicamente da cultura popular paranaenses, salsa, músicas cantadas em francês e outras que relembram a história e cultura do Amapá, um estado que mistura os indígenas, brasileiros, franceses, espanhóis, portugueses e holandeses.
Quem desejar conhecer melhor o trabalho da dupla, pode acessar na internet o www.myspace.com/andrearuilovafolhinha
Movimento Negro de Londrina se articula para lançar a Campanha Nacional Contra o Genocídio da Juventude Negra
É conhecido por todos no Brasil, que o negro e sua história foi construída através do sofrimento, desde os tempos da escravidão. Apesar da liberdade conquistada, o negro ainda sofre preconceitos e os jovens são as principais vítimas. Privados de educação e oportunidades, muitos são condenados à marginalidade, desemprego e baixos salários.
Procurando ampliar o debate acerca do tema, o Movimento Negro de Londrina começou a articulação para lançar a Campanha Nacional Contra o Genocídio da Juventude Negra. De acordo com José Evaristo Silvério Netto, 27 anos e mestrando em Educação Física na Universidade Estadual de Londrina, constata-se, por números oficiais, que muitos negros, devido à violência, tráfico de drogas e falta de oportunidades de emprego e renda, morrem antes dos 25 anos, principalmente os da periferia. “O que provoca isso é o racismo institucional, as dificuldades de entrar na universidade e o desemprego”, lamenta.
Para o mestrando, o século XXI não poderia abrigar tais desigualdades e deve haver uma análise histórica abordada desde a colonização européia, onde aos negros nunca foi garantida a cidadania. “A discriminação existe e devemos combate-lá pelo reconhecimento do racismo dentro de nós”, afirma.
O negro foi e é muito importante não apenas na cultura brasileira, mas também no caráter tecnológico, como as redes de esgotos (presentes nas cidades antigas da África), na literatura, matemática, culinária, ciências exatas, esporte e cultura.
A sociedade deve enfileirar-se, contribuir, debater e participar das questões negras e integrar esta luta pelos direitos humanos.
Procurando ampliar o debate acerca do tema, o Movimento Negro de Londrina começou a articulação para lançar a Campanha Nacional Contra o Genocídio da Juventude Negra. De acordo com José Evaristo Silvério Netto, 27 anos e mestrando em Educação Física na Universidade Estadual de Londrina, constata-se, por números oficiais, que muitos negros, devido à violência, tráfico de drogas e falta de oportunidades de emprego e renda, morrem antes dos 25 anos, principalmente os da periferia. “O que provoca isso é o racismo institucional, as dificuldades de entrar na universidade e o desemprego”, lamenta.
Para o mestrando, o século XXI não poderia abrigar tais desigualdades e deve haver uma análise histórica abordada desde a colonização européia, onde aos negros nunca foi garantida a cidadania. “A discriminação existe e devemos combate-lá pelo reconhecimento do racismo dentro de nós”, afirma.
O negro foi e é muito importante não apenas na cultura brasileira, mas também no caráter tecnológico, como as redes de esgotos (presentes nas cidades antigas da África), na literatura, matemática, culinária, ciências exatas, esporte e cultura.
A sociedade deve enfileirar-se, contribuir, debater e participar das questões negras e integrar esta luta pelos direitos humanos.
Juventude Negra de Londrina
Em Londrina, atualmente, existem algumas entidades e grupos de juventude que lutam por direitos humanos, principalmente contra o racismo, sexismo, e intolerâncias correlatas. Dois destes grupos que estão se estruturando: o COJUNE – Coletivo da Juventude Negra de Londrina e o UJAL – União da Juventude Afro de Londrina.
A população precisa se organizar para pensar a sociedade que se quer construir. Vivemos um momento de grandes debates e preocupações acerca da onde de violência que assola a sociedade como um todo. A violência, antes restrita aos bairros periféricos, agora atingem os bairros mais elitizados. Enquanto a violência era um assunto que envolvia bairros periféricos, de predominância de moradores pobres e negros, não havia muita preocupação por parte dos gestores públicos. Quando esta violência se ampliou atingindo ricos e pobres, graças às profundas desigualdades sociais, principalmente quando analisada a situação da população negra e das mulheres, despertou grande preocupação por parte do governo federal, estadual e municipal. Desde então vêm ocorrendo conferências de segurança pública organizadas por órgãos governamentais, vêm sendo criadas leis para tentar conter a violência urbana, e outras ações no sentido de coibir a onda de crimes e violência que hoje atinge a sociedade como um todo.
O grande problema é que, como sempre acontece, a população não foi consultada. Nesses processos políticos, a sociedade civil pouco tem participado para auxiliar na formulação de políticas para a promoção de uma sociedade mais justa e menos desigual. Desta maneira, nós da juventude negra entendemos que para que haja uma efetiva mudança na realidade da nossa sociedade, a população deve participar dos processos políticos, como as conferências que vêm sendo realizadas (conferências livres de Segurança Pública, de Promoção da Igualdade Racial, de Comunicação, de Saúde, etc..), pois é a população, principalmente os moradores das regiões periféricas, que tem conhecimento de causa sobre a violência urbana e as desigualdades sociais, e sabem quais os problemas pontuais que devem ser superados para que construamos, de fato, uma sociedade mais humana.
Estamos nos organizando, COJUNE e UJAL, para que possamos através da militância por direitos humanos lutar contra o racismo, contra a reprodução de intolerâncias, e contra as desigualdades sociais, através de ações como reuniões, organizações de eventos de debates, articulações com outros movimentos sociais e grupos culturais. Convidamos a todas e todos para juntarem-se a nós. Para tanto, devem entrar em contato conosco pelo e-mail: nettosilverio@yahoo.com.br ou pelo telefone (43) 842619030.
Por: COJUNE – Coletivo da Juventude Negra de Londrina
A população precisa se organizar para pensar a sociedade que se quer construir. Vivemos um momento de grandes debates e preocupações acerca da onde de violência que assola a sociedade como um todo. A violência, antes restrita aos bairros periféricos, agora atingem os bairros mais elitizados. Enquanto a violência era um assunto que envolvia bairros periféricos, de predominância de moradores pobres e negros, não havia muita preocupação por parte dos gestores públicos. Quando esta violência se ampliou atingindo ricos e pobres, graças às profundas desigualdades sociais, principalmente quando analisada a situação da população negra e das mulheres, despertou grande preocupação por parte do governo federal, estadual e municipal. Desde então vêm ocorrendo conferências de segurança pública organizadas por órgãos governamentais, vêm sendo criadas leis para tentar conter a violência urbana, e outras ações no sentido de coibir a onda de crimes e violência que hoje atinge a sociedade como um todo.
O grande problema é que, como sempre acontece, a população não foi consultada. Nesses processos políticos, a sociedade civil pouco tem participado para auxiliar na formulação de políticas para a promoção de uma sociedade mais justa e menos desigual. Desta maneira, nós da juventude negra entendemos que para que haja uma efetiva mudança na realidade da nossa sociedade, a população deve participar dos processos políticos, como as conferências que vêm sendo realizadas (conferências livres de Segurança Pública, de Promoção da Igualdade Racial, de Comunicação, de Saúde, etc..), pois é a população, principalmente os moradores das regiões periféricas, que tem conhecimento de causa sobre a violência urbana e as desigualdades sociais, e sabem quais os problemas pontuais que devem ser superados para que construamos, de fato, uma sociedade mais humana.
Estamos nos organizando, COJUNE e UJAL, para que possamos através da militância por direitos humanos lutar contra o racismo, contra a reprodução de intolerâncias, e contra as desigualdades sociais, através de ações como reuniões, organizações de eventos de debates, articulações com outros movimentos sociais e grupos culturais. Convidamos a todas e todos para juntarem-se a nós. Para tanto, devem entrar em contato conosco pelo e-mail: nettosilverio@yahoo.com.br ou pelo telefone (43) 842619030.
Por: COJUNE – Coletivo da Juventude Negra de Londrina
Ilumina Londrina
Do alto comtemplo Londrina
Feito Deus
Domino seus passos, suas ruas
idas e vindas
Da janela do aptº do décimo quarto andar
controlo com o olhar os carros, pessoas
e o voo dos pássaros
em danças celestiais
Mas o Sol
teima em multicolorir as nuvens,
Distrair minha atenção...
Compete em seu jogo de poder e sedução
até roubar de vez paisagem e cena.
Meio que arrependido... se esconde
sob as sombras da noite
Dá lugar às estrelas terrestres
Feito centenas de milhares de pirlim pimpim
Ilumina Londrina!
Em diamante e magia
Do alto contemplo Londrina...
Leacide Moura - Escritora amapaense.
Feito Deus
Domino seus passos, suas ruas
idas e vindas
Da janela do aptº do décimo quarto andar
controlo com o olhar os carros, pessoas
e o voo dos pássaros
em danças celestiais
Mas o Sol
teima em multicolorir as nuvens,
Distrair minha atenção...
Compete em seu jogo de poder e sedução
até roubar de vez paisagem e cena.
Meio que arrependido... se esconde
sob as sombras da noite
Dá lugar às estrelas terrestres
Feito centenas de milhares de pirlim pimpim
Ilumina Londrina!
Em diamante e magia
Do alto contemplo Londrina...
Leacide Moura - Escritora amapaense.
Indígenas pedem demarcação de terras em Tamarana
De acordo com o informativo da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) de julho de 2009, “a demarcação de terras é o eixo central da questão indígena. Ela é necessária não apenas para que os índios a utilizem, como meio de subsistência, mas fundamental para a manutenção do universo religioso e a sobrevivência de cada povo, como grupos etnicamente diferenciados. A terra é, pois, condição sine qua non para a perpetuação da cultura indígena”.
Baseada na afirmação acima, um grupo de índios caingangues da reserva Serrinha, ocupou nesta semana uma fazenda em Tamarana, nas imediações da reserva do Apucaraninha. Eles alegam que suas terras são insuficientes para assegurar o sustento das cerca de 400 famílias indígenas.
A reserva do Apucaraninha tem 5,5 mil hectares e lideranças indígenas alegam que originalmente a terra indígena contava com quase 70 mil hectares e foi reduzida com a regulamentação de 1949. A alegação é que a maior parte da área da reserva não serve para agricultura e por isso querem "recuperar parte das terras originais". A propriedade invadida faria parte deste território.
A Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 231, reconheceu aos índios os “direitos originários sobre as terras que tradicionalmente habitam”. Não se pode afirmar que o preceito constitucional seja, de fato, observado. Mas não se pode negar, também, que houve, apesar da pressão contrária, um significativo avanço no processo de demarcação e regularização fundiária indígena. E essa pressão se manifesta diuturnamente, de maneira articulada, por forças ligadas a fazendeiros, latifundiários e outros segmentos afins. À medida que o tempo avança, aumentam as dificuldades no processo de reconhecimento das terras indígenas, principalmente às margens do Rio Tibagi.
De acordo com a história do Paraná, a reivindicação por terras as margens do Tibagi, acentuou-se a partir da crise dos aldeamentos indígenas, que no final da Província já não apresentavam os resultados esperados e foram extintos em 3 de julho de 1900. Mesmo permanecendo atuantes na primeira década da República, os aldeamentos de São Jerônimo da Serra e São Pedro de Alcântara (atual Jataizinho) não conseguiam trazer as populações indígenas de forma definitiva para as suas respectivas sedes. Grupos indígenas viviam espalhados por diferentes locais do vale do Tibagi e seus afluentes. Devido a isso, acrescido a extinção dos aldeamentos em 1900, possibilitou uma mudança na política indigenista no Paraná. Por um lado o governo, pretendendo agrupar as populações indígenas, mas de uma forma diferente, cedendo terras, não mais com a ação da catequese e desejando a inserção dos índios na sociedade. Por outro lado, os grupos indígenas, que dispersos pelos vales dos rios Tibagi e Paranapanema, acentuaram a pressão pela demarcação de terras.
A política indigenista do Paraná, desde 1900, consiste na reserva de terras e à instalação de Postos Indígenas. A primeira área reservada aos índios, em nossa região, ocorreu durante o governo de Francisco Xavier da Silva, ainda em 1900, caracterizada pelo ideal da proteção e assistência aos índios, baseada na nova perspectiva da política indigenista, mais humanista e laica (doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas).
Espalhados nos mais diferenciados locais numa área extensa de terras, compreendidas entre os rios Paranapanema, Tibagi e Ivaí, o decreto nº 6, de 5 de julho de 1900, do governador Francisco Xavier da Silva, procurou reunir os grupos indígenas nômades e de outras etnias, numa tribo ou em aldeamentos. Baseado nisto, os livros de história contam que ficou estabelecido, através do decreto, que nas terras devolutas sitas entre os rios Tibagi, Apucarana, Apucaraninha e a Serra do Apucarana, com o total de 68.536 hectares, ficariam destinadas aos kaingangs. No entanto, esta não era a única área ocupada pela etnia na margem esquerda do rio Tibagi.
De acordo com o movimento indígena, que ocupou a fazenda em Tamarana, houve um processo de redução das terras indígenas, ocorrido os meados do século XXI. Esta área, denominada hoje de Terra Indígena Apucaraninha, apresenta uma extensão total de pouco mais de 5.575 hectares. Porém, o grupo Kaingang que nela habita, nunca desistiu de lutar pelos seus interesses, inclusive de retomada dos antigos territórios.
Baseada na afirmação acima, um grupo de índios caingangues da reserva Serrinha, ocupou nesta semana uma fazenda em Tamarana, nas imediações da reserva do Apucaraninha. Eles alegam que suas terras são insuficientes para assegurar o sustento das cerca de 400 famílias indígenas.
A reserva do Apucaraninha tem 5,5 mil hectares e lideranças indígenas alegam que originalmente a terra indígena contava com quase 70 mil hectares e foi reduzida com a regulamentação de 1949. A alegação é que a maior parte da área da reserva não serve para agricultura e por isso querem "recuperar parte das terras originais". A propriedade invadida faria parte deste território.
A Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 231, reconheceu aos índios os “direitos originários sobre as terras que tradicionalmente habitam”. Não se pode afirmar que o preceito constitucional seja, de fato, observado. Mas não se pode negar, também, que houve, apesar da pressão contrária, um significativo avanço no processo de demarcação e regularização fundiária indígena. E essa pressão se manifesta diuturnamente, de maneira articulada, por forças ligadas a fazendeiros, latifundiários e outros segmentos afins. À medida que o tempo avança, aumentam as dificuldades no processo de reconhecimento das terras indígenas, principalmente às margens do Rio Tibagi.
De acordo com a história do Paraná, a reivindicação por terras as margens do Tibagi, acentuou-se a partir da crise dos aldeamentos indígenas, que no final da Província já não apresentavam os resultados esperados e foram extintos em 3 de julho de 1900. Mesmo permanecendo atuantes na primeira década da República, os aldeamentos de São Jerônimo da Serra e São Pedro de Alcântara (atual Jataizinho) não conseguiam trazer as populações indígenas de forma definitiva para as suas respectivas sedes. Grupos indígenas viviam espalhados por diferentes locais do vale do Tibagi e seus afluentes. Devido a isso, acrescido a extinção dos aldeamentos em 1900, possibilitou uma mudança na política indigenista no Paraná. Por um lado o governo, pretendendo agrupar as populações indígenas, mas de uma forma diferente, cedendo terras, não mais com a ação da catequese e desejando a inserção dos índios na sociedade. Por outro lado, os grupos indígenas, que dispersos pelos vales dos rios Tibagi e Paranapanema, acentuaram a pressão pela demarcação de terras.
A política indigenista do Paraná, desde 1900, consiste na reserva de terras e à instalação de Postos Indígenas. A primeira área reservada aos índios, em nossa região, ocorreu durante o governo de Francisco Xavier da Silva, ainda em 1900, caracterizada pelo ideal da proteção e assistência aos índios, baseada na nova perspectiva da política indigenista, mais humanista e laica (doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas).
Espalhados nos mais diferenciados locais numa área extensa de terras, compreendidas entre os rios Paranapanema, Tibagi e Ivaí, o decreto nº 6, de 5 de julho de 1900, do governador Francisco Xavier da Silva, procurou reunir os grupos indígenas nômades e de outras etnias, numa tribo ou em aldeamentos. Baseado nisto, os livros de história contam que ficou estabelecido, através do decreto, que nas terras devolutas sitas entre os rios Tibagi, Apucarana, Apucaraninha e a Serra do Apucarana, com o total de 68.536 hectares, ficariam destinadas aos kaingangs. No entanto, esta não era a única área ocupada pela etnia na margem esquerda do rio Tibagi.
De acordo com o movimento indígena, que ocupou a fazenda em Tamarana, houve um processo de redução das terras indígenas, ocorrido os meados do século XXI. Esta área, denominada hoje de Terra Indígena Apucaraninha, apresenta uma extensão total de pouco mais de 5.575 hectares. Porém, o grupo Kaingang que nela habita, nunca desistiu de lutar pelos seus interesses, inclusive de retomada dos antigos territórios.
Numa carta de manifestação, enviada ao Cincão Notícias, os Kaingangs justificam a ocupação das terras.
“Nós da comunidade indígena Kaingang da aldeia indígena Serrinha no município de Tamarana, estamos acampados no entorno da Terra Indígena Apucaraninha com o objetivo de identificarmos e demarcarmos nosso território tradicional já acordado junto a Diretoria de Assuntos Fundiários em Brasília (FUNAI) em agosto de 2007, porém, estamos mobilizados com o intuito de que sejamos ouvidos e queremos urgentemente a presença de representantes da FUNAI de Brasília para podermos negociar e para que se inicie o mais rápido possível à demarcação com a criação do grupo de trabalho, pois tememos uma reintegração de posso e nós da comunidade indígena dificilmente iremos nos retirar enquanto não tivermos uma resposta concreta da FUNAI de Brasília. Estamos dispostos a ir até o final com objetivo de reavermos nossos territórios tradicionais, reduzidos em 1949, pelo governo estadual e federal.
Gostaríamos de termos então o apoio do Governo Estadual intermediando essa negociação junto a FUNAI e MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, pois poderemos ter um embate caso a polícia for tentar nos retirar a força em uma reintegração de posse por medidas judiciais.
Estamos no dia de hoje com cerca de 700 pessoas, na maioria crianças e jovens. Outros indígenas ainda não estão na ocupação por falta de lonas para barracos. Gostaríamos de frisar que não houve uma cisão do grupo do Apucaraninha, mas uma iniciativa coletiva, porque estamos vendo nossa população crescer a cada vez mais sem condições de subsistência para nosso povo, e não estamos reivindicando o que não é nosso de direito, mas para que se cumpra a Constituição Brasileira e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, na qual o Brasil aderiu.
Nosso território tradicional foi tirado de nós sem o consentimento em 1949. No entanto aguardamos pronunciamento dos órgãos competentes para mantermos nosso relacionamento de bons préstimos existentes.
Na oportunidade enviamos manifestações de respeito e consideração.
Aldeia Serrinha, 07 de julho de 2009”
Gostaríamos de termos então o apoio do Governo Estadual intermediando essa negociação junto a FUNAI e MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, pois poderemos ter um embate caso a polícia for tentar nos retirar a força em uma reintegração de posse por medidas judiciais.
Estamos no dia de hoje com cerca de 700 pessoas, na maioria crianças e jovens. Outros indígenas ainda não estão na ocupação por falta de lonas para barracos. Gostaríamos de frisar que não houve uma cisão do grupo do Apucaraninha, mas uma iniciativa coletiva, porque estamos vendo nossa população crescer a cada vez mais sem condições de subsistência para nosso povo, e não estamos reivindicando o que não é nosso de direito, mas para que se cumpra a Constituição Brasileira e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, na qual o Brasil aderiu.
Nosso território tradicional foi tirado de nós sem o consentimento em 1949. No entanto aguardamos pronunciamento dos órgãos competentes para mantermos nosso relacionamento de bons préstimos existentes.
Na oportunidade enviamos manifestações de respeito e consideração.
Aldeia Serrinha, 07 de julho de 2009”
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