Um bom exemplo a ser seguido por Londrina é o
que vem ocorrendo em Jataizinho: a reforma e ampliação da rede
pluvial. Há anos, Jataizinho sofre com o escoamento das águas das chuvas, que causa
enchentes e transtornos. No entanto, isto está sendo resolvido graças ao
empenho da administração municipal e dos servidores do Departamento de Obras. Segundo
o prefeito Élio Duque, a ampliação ocorre nos bairros com maior incidência de
alagamento, como a Vila Frederico. “Redes e galerias pluviais são obras de infra-estrutura
que resultam em melhoria da qualidade de vida. No entanto, cabe a população ser
consciente e responsável, não jogando lixo na rua, esgoto e bueiro. Estes são um
dos causadores de enchentes e rompimento de canos. As redes pluviais também ajudam
a preservar o asfalto, uma vez que a água parada causa infiltrações", diz
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Sanepar reabre central de relacionamento na região Norte em novo endereço
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) irá retomar, na segunda-feira (26), o atendimento personalizado para os moradores da Região Norte de Londrina. A central de relacionamento estará em novo endereço, ainda na Avenida Saul Elkind, porém, no número 3.399, no Conjunto Vivi Xavier, nas proximidades do Corpo de Bombeiros.
A mudança de endereço estava prevista para o mês de fevereiro, mas foi antecipada após o roubo de equipamentos e arrombamento no prédio que fica no Conjunto Semírames.
O novo atendimento tem ampla sala de espera e maior acessibilidade. O horário de atendimento continuará das 8h30 às 17h, sem intervalo. O atendimento telefônico é feito pelo número 0800-200-0115, durante 24 horas por dia. Serviços como consulta de débitos e impressão de segunda via da fatura podem ser feitos no site www.sanepar.com.br.
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) irá retomar, na segunda-feira (26), o atendimento personalizado para os moradores da Região Norte de Londrina. A central de relacionamento estará em novo endereço, ainda na Avenida Saul Elkind, porém, no número 3.399, no Conjunto Vivi Xavier, nas proximidades do Corpo de Bombeiros.
A mudança de endereço estava prevista para o mês de fevereiro, mas foi antecipada após o roubo de equipamentos e arrombamento no prédio que fica no Conjunto Semírames.
O novo atendimento tem ampla sala de espera e maior acessibilidade. O horário de atendimento continuará das 8h30 às 17h, sem intervalo. O atendimento telefônico é feito pelo número 0800-200-0115, durante 24 horas por dia. Serviços como consulta de débitos e impressão de segunda via da fatura podem ser feitos no site www.sanepar.com.br.
SANEPAR CONCLUI AMPLIAÇÃO DO TIBAGI
Dezembro
de 2014 já entrou para a história do saneamento em Londrina com a
inauguração da ampliação do Sistema Produtor de Água Tibagi, que
agora é responsável pelo abastecimento de 60% da população de
Londrina e de Cambé. Com início em outubro de 2011, a obra recebeu
investimentos de R$ 84 milhões e duplicou a capacidade de produção
do sistema, passando de 1.200 litros/segundo para 2.400 l/s. No
entanto, o aumento da produção deverá ocorrer de acordo como
crescimento da demanda. A expectativa é que essa ampliação dê
tranquilidade de abastecimento até pelo menos 2030.
Estavam
presentes o governador Beto Richa, o prefeito de Londrina, Alexandre
Kireeff, o prefeito de Cambé, João Pavinato, o então presidente da
Sanepar, Fernando Ghignone, e outras autoridades
Durante
a inauguração, a família do pedreiro Vanderlei Alves Machado –
que é a economia residencial número 200 mil – recebeu do
governador e do presidente da Sanepar um azulejo com a inscrição da
marca. A residência da família, no Parque São Jorge, vai receber
uma caixa d´água da Sanepar simbolizando a importância do
reservatório doméstico para situações temporárias de
desabastecimento.
Vanderlei
estava com a esposa Daiane e o filho, Tiago, de 11 meses. Em visita à
ETA Tibagi, ele disse que não fazia ideia de como é o processo de
produção de água. “A gente abre a torneira, toma banho e não
sabe como funciona o tratamento da água”.
História
do Saneamento – A história do saneamento de Londrina, desde a
implantação do primeiro sistema de abastecimento público, em 1993,
está contada em 12 painéis que foram expostos na ETA Tibagi e agora
estão no Atendimento ao Público, na Avenida Higienópolis. Ao
entrar na ETA para conhecer as instalações, o governador Beto Richa
deparou-se com um dos painéis, que contam que foi seu pai, José
Richa, então prefeito de Londrina, que assinou a concessão do
sistema para a Sanepar, em dezembro de 1973.
No
laboratório da ETA, totalmente reformado pela USIDLD, o governador
tomou água produzida depois de brindar com o presidente da Sanepar e
outras autoridades.
O
engenheiro responsável pela obra, coordenador de Obras de Londrina
na USPOND, Rafael Leite, conta que sente uma grande satisfação
profissional concluir a maior obra da Sanepar dos últimos anos.
Clínica
Villare oferece psicologia e fisioterapia.
Com
estacionamento acessível e longe da correria do centro, a Clinica
Villare, especializada em psicologia clínica, oferece psicoterapia
com base na abordagem psicanalítica, avaliações psicológicas,
orientações aos pais e ludoterapia às crianças. A psicoterapia é
uma ferramenta para superação de várias dificuldades na área
emocional. A busca por terapia ocorre quando o indivíduo está
exaurido em seus recursos de enfrentamento. Ao tratar de pessoas
saudáveis, ela melhora e aprofunda a busca pelo autoconhecimento.
Focada
no bem estar, a Clínica Villare possui duas psicólogas: Eliane de
Cássia Angelo, de 46 anos, graduada no Centro de Estudos Superiores
de Londrina (antigo CESULON e atual UNIFIL) e com pós graduação em
Gestão de RH, na mesma instituição. Em Londrina, atuou na
psicologia clínica entre 1992 à 1999 e participou do
desenvolvimento do projeto “Clube da Tarefa - Espaço de
Desenvolvimento Infantil”. Em ibiporã, ela trabalhou no CREAS III
(Centro de Referência Especializado da Assistência Social), onde
atendeu vítimas de violência, abuso e exploração sexual, além de
seus familiares. Em meados de 2009 prestou atendimento no Espaço
Vida.
Já
a psicóloga Flávia Angelo Verceze, 23 anos, é graduada na
Universidade Estatual de Londrina (UEL). Ela participou de projetos
de extensão e pesquisa, oferecendo atendimento clínico a
adolescentes e familias através de recursos artístico-expressivos.
Atualmente cursa pós-graduação em Clínica Psicanalítica na UEL.
Segundo
as psicólogas, a Clinica Village não é focada apenas na
psicoterapia a indivíduos portadores de transtornos mentais e
emocionais. “A psicoterapia oferece recursos para o ser compreender
os motivos que o levam ao adoecimento, além de amparo para uma vida
plena e feliz. No dia a dia enfrentamos desejos e obstáculos que nos
levam a sofrer e apresentar bloqueios de origem emocional por não
saber o caminho para o entendimento e resolução da questão. A
busca do significado do sofrimento emocional leva ao conhecimento de
aspectos desconhecidos em si mesmo e a compreensão de padrões de
comportamentos existentes. Isto possibilita crescimento pessoal,
qualidade de vida, relações interpessoais saudáveis e diminuição
do sofrimento psíquico”, afirma Flávia Angelo Verceze.
Além
da psicologia, a Clinica Village oferece fisioterapia, através da
instrutora de Pilates, Marcia Carine de Souza e Vania Vilas
Boas Nalin, que atua com fisioterapia ortopédica, terapia manual
(para alivio de dores na coluna), RPG (reeducação postural global),
Pilates clinico e estúdio. Segundo as fisioterapeutas, o Pilates tem
indicação médica por tratar de exercícios que fortalecem o corpo
e a musculatura da coluna vertebral, melhorando dores de coluna,
postura e proporcionando bem estar que toda atividade física traz.
Aulas experimentais podem ser agendadas sem compromisso. As aulas de
Pilates tem duração de 1 hora. As experimentais são de 30 minutos.
A
Clinica Villare fica na Avenida dos Estudantes,1610, sala 1. O
telefone de contato é o 3268-0089.
Quitanda
de Jataizinho reinaugura após reforma e modernização.
A história e tradição de Jataizinho se vê nos moradores e comércios que passam de geração a geração. Uma das famílias tradicionais da cidade é a da Noemia Passardi Ouro, nascida em 1937 e que exibe muita saúde aos 77 anos. Saudosista, ela cita que uma de suas primeiras atividades comerciais foi a banca revistas na antiga rodoviária, nas imediações da Praça Frei Timóteo, em meados de 1965. Com o desenvolvimento da cidade o comércio se expandiu, transformando-se em bar e quitanda. Com parcos recursos, para manter a quitanda, o esposo de Noemia, Valdir Ouro, ia todas as manhâs, de onibus, comprar frutas e verdurtas para abastecer a quitanda. Com o esforço do trabalho, a família comprou uma Variant e os negócios fluiramainda mais.
Num
período que a comunicação não era tão moderna e acessível como
hoje, Valdir Ouro foi um dos precurssores da comunicação comunitária
ao instalar um alto falante em frente a Praça Frei Timóteo, local
que hoje funciona o Móveis Estrela. “Pelo alto falante ele
anunciava produtos e serviços de Ibiporã e Jataizinho”, afirma
Noemia, pioneira em vender Folha de Londrina, Folha de São Paulo,
Noticias Populares, jornais de grande circulação desde aquela
época, e que eram vendidos a passageiros que embarcavam ou
desembarcavam na ferroviária e rodoviária.
Viúva
em 1977, aos 38 anos, Noemia Ouro criou quatro filhos a custa do
trabalho e pode os formar na universidade. Tamanho foi seu esforço,
que pôde diversificar seu trabalho e a quitanda passou de geração
a geração, chegando as mão de seus familiares, que a reformou e
modernizou a antiga quitanda, que além de frutas e verduras, é um
ponto de encontro onde amigos fazem happy hour, que oferece porções,
cervejas e refrigerantes, além de produtos de mercearia,
churrasqueiras e carvão.
Nascida
em Jataizinho, Noemia diz que nestes anos, muito se transformou, como
a composição das ruas, antes de terra e paralelepípedo. Com raizes
fixadas, ela viveu muitas histórias e sente orgulho de ter nascido
aqui e poder oferecer aos clientes, um local novo e moderno que
acompanha o tempo.
A
Quitanda fica na Avenida Getúlio Vargas, n° 696. O telefone é o
3259-3363.
Aberto
das 13 às 22 horas, Doido variedade em sorvetes.
Com
a proximidade do verão e as temperaturas elevadas, o sorvete é uma
opção a quem deseja se refrescar. Em funcionamento há cerca de um
ano na Avenida Paraná, 531, ao lado da Sá Motos, a Doido Sorvetes é
um ponto para jovens e famílias se reunirem e passarem momentos
agradáveis.
Valdenir
Sandro Piedade, de 36 anos é o Doido e proprietário da sorveteria.
Casado com Selma Fabiana Bulitini Piedade e pai de Ryan Fernando
Piedade de 12 anos e Bryan Felipe Bulitini Piedade, de quatro meses,
ele nasceu em Londrina e mora em Ibiporã há 20 anos. “Sonhava em
abrir o próprio negócio. Vi um anúncio no jornal onde vendiam
máquinas para produção de sorvetes”, recorda.
O
Doido Sorvetes trabalha com produtos de qualidade, encontrados nas
melhores sorveterias do país, devido o contato com fornecedores. Por
isso, ele faz um preço diferenciado e acessível. “O milk shake,
com mais de 30 sabores é o mais vendido, tendo os sabores de
chocolate, morango, doce de leite, amora e menta. Além de outros
produtos, como mix de suflair, bis, chocoball, casquinha, cascão
trufado, crepes, àgua, refrigerante e cerveja”, ressalta.
Aberto
das 13 às 22 horas, o Doido Sorvetes é frequentado por jovens e
famílias que trazem crianças para brincar num amplo espaço, além
de disponibilizar estacionamento no período noturno.
Ex-vereador e delegado,
Walter Antônio Fidelix foi o 1º presidente do SAAE.
Vindo
para Jataizinho com um ano, Walter Antônio Fidelix se considera um
autêntico jataizense. Aos 72 anos, Tuta, como é conhecido, veio com
os pais de Santa Cruz do Rio Pardo. Seguindo os passos de seu pai,
José Fidelix, aos 16 anos, trabalhou como caixa no Posto Atlantic,
às margens da BR 369, na cabeceira da ponte do Rio Tibagi. Ao sair
do posto, foi trabalhar na prefeitura, onde ficou por oito anos e
exerceu diversas funções, como auxiliar de secretaria, tesoureiro,
auxiliar de contabilidade, secretário da Junta de Alistamento
Militar, preparador eleitoral e recenseador rural. Sendo atuante e
participativo nas funções, o então prefeito Antônio Brandão de
Oliveira o incentivou a se candidatar ao cargo de vereador, em 1963.
Ganhando o pleito, sendo um dos mais votados com 125 votos, aos 20
anos, exerceu a função por quatro anos, além de ser o Presidente
da Câmara dos Vereadores. “Para mim foi tranquilo, pois tinha
experiência administrativa, além de meu pai ser, na época, fiscal
na prefeitura.
Sendo
um dos vereadores que mais ajudavam a Antônio Brandão de Oliveira,
Walter Antônio Fidelix foi convidado para presidir o SAAE (Serviço
Autônomo de Água e Esgoto) em 1963. “Fui com o Brandão à
Curitiba, onde assinamos um convênio, perante o governador Paulo
Pimentel, que criava o SAAE e autorizava a captação do Rio Tibagi.
Sinto orgulho de ter sido o 1º presidente do SAAE, um serviço que
funciona até hoje e cobre a cidade em 98% em termos de água e
esgoto”.
Além
do SAAE, Walter Fidelix, junto com Antonio Brandão, construiram
diversas escolas, como a da Água Branca, Roseira e Colégio
Estadual Professora Adélia Antunes Lopes, além de reformarem a
Praça Frei Timóteo e colocado paralelepípedos em várias ruas de
terra, como a Avenida Getúlio Vargas.
Sem
dar continuidade a carreira politica, Walter Fidelix se
casou em 1966 com Raquel Silverio Fidelix, onde tiveram
as filhas Valéria Rita Fidelix e Adriana Isabel Silverio Fidelix
Rodrigues. Eles se mudaram para Paranavaí, onde trabalhou por
dois anos na Viação Garcia, como vendedor de passagens. Ao retornar
para Jataizinho, trabalhou por mais dois anos na prefeitura e
em 1982 fez concurso para Datilógrafo na Policia Civil e foi
aprovado. “Na Policia Civil fazia documentos de identidade, no
cargo de Identificador Datiloscópio, durante dois anos em Cornélio
Procópio, na 11ª Sub Divisão Policial. Voltei para Jataizinho e me
aposentei em 2008. Por aqui fiz identidades, era escrivão e por dois
anos, entre 2000 a 2002, assumi como delegado nomeado, o conhecido
‘calça curta’, além de ser motorista e carcereiro. Na época
exerci várias funções”, recorda. Ele também cita que Jataizinho
tinha muitas anormalidades relacionadas a violência, como briga de
casais ou homicidios ocasionados por vias de fatos. “A média era
doze presos por mês e conversava com eles para não existir confusão
na cela. Hoje o perfil do crime mudou e os homicídios estão
relacionados com o tráfico de drogas”, relata.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Somente através das lutas que conquistamos objetivos!
“Oh, vai rezar!”. “O seu Rafael, não estou me sentindo
bem. O senhor pode medir minha pressão?” “Vim agradecer por ter ajudado meu pai
a se curar.” “Muito obrigado seu Rafael pelo pirulito”. Nestes mais de dez anos
de jornalismo, nunca me deparei com uma pessoa tão querida e popular como o
Rafael da Farmácia. Ao fazer a entrevista, no seu local de trabalho, a Farmácia
Comunidade, eram comuns os pedidos de “fiado” para amanhã; um analgésico para a
dor nas costas e o mais surpreendente: famílias vindas de outras cidades, com
os olhos lacrimejantes, agradece-lo pelo cura de males como a picada de aranha
ou o ânimo a um idoso que já não tinha mais esperanças de vida. Assim é um
pouco a história de vida da liderança comunitária Rafael Nascimento de
Oliveira, o Rafael da Farmácia. Em 2 de julho de 1962, ele veio de Centenário
do Sul, com os pais Simão Roque de Oliveira, Lourdes do Nascimento e mais dois
irmãos, onde o progenitor iria trabalhar no plantio de algodão nas terras da
família Kogima, na Água das Abóboras.
Foram dois anos de trabalho árduo, quando em outubro de
1964, por indicação do comerciante de secos e molhados, Proença de Carvalho, o
pai de Rafael foi trabalhar como ajudante geral, na roçagem, capina, varrição e
limpeza, pela prefeitura de Ibiporã. O então prefeito era Ciro Ibirá de Barros
e no mesmo período sua mãe trabalhava na Comaves.
Nesta época, Rafael, aos seis anos de idade, mudou-se com
a família para a Vila Rosana, onde estudava no Rotary. Foi uma infância bonita
e inocente, onde as brincadeiras no poeirão das ruas sem asfalto variavam entre
o futebol, pipa, esconde-esconde, bolinha de gude, peão e outras mais. Ali, na
Vila Rosana, ele se destacava como um líder do grupo, ao organizar as
brincadeiras. Com tamanha agilidade, ganhou o apelido de “perninha”, devido ser
rápido no que fazia.
Sua trajetória de vida na Vila Rosana foi até os 11 anos,
quando a família se mudou, em outubro de 1969 para a Rua Parigot de Souza e,
aos 13 anos começou a trabalhar de entregador e balconista na farmácia do
Olegário Mendes Borges, ao lado do Hospital Santa Terezinha, ao mesmo tempo que
exercia a liderança popular organizando eventos comunitários e religiosos, como
as quermesses, festas juninas, julinas e bingos.
Aos 22 anos, ele se casa e foi morar no Serraia, onde
teve as filhas Rafaela, Regiane e Rebeca. Ali deu-se a organização, junto a
associação de moradores, da Festa do Caminhoneiro, em julho de 1979. Os
desfiles, que cortavam Ibiporã por mais de vinte anos, chegou a reunir mais de
500 caminhões, além de arrecadar fundos para a Igreja São Cristóvão, no
Serraia.
Já articulado politicamente, em 1983 compra um terreno na
região oeste, hoje Jardim San Rafael. “Na época não havia asfalto e as lâmpadas
nas ruas eram a cada cem metros. Mesmo assim fazíamos quermesses e reuniões em
terrenos vazios”, lembra.
Mostrando-se uma liderança, foi convidado pela diretora
Idalina Borsato a ser o primeiro presidente da Associação de Pais e Mestres do
bairro. “Juntávamos ferro velho, afim de obter benefícios aos alunos. Haviam
dificuldades, pois a população era muito carente”, diz.
Exercendo o papel de líder, ia atrás de melhorias ao
bairro. Foi assim que organizou-se a construção da Igreja San Rafael. “Era
preciso apoio da população para construirmos a igreja. Improvisamos um altar na
escola e para enchermos a “igreja”, íamos aos bairros, de ônibus, procurando
fieis para rezar”, cita.
Com o tempo, empresários e políticos aderiram a idéia,
dando início as doações. Para aterrar e nivelar o terreno, eram precisos 480
caminhões de terra. “Foi até engraçado. Pedimos as doações no meio da missa. Na
época, o então prefeito José Maria, levantou-se entre os fiéis e disse que
faria a doação. Porém, ele não imaginava que seriam 480 caminhões de terra.
Mesmo assim, ele fez a doação”, relembra o líder comunitário.
Hoje a Paróquia San Rafael é uma das mais bonitas da
cidade e na inauguração, um coral de Presidente Prudente veio cantar. Já o
padre Antônio Palermo, chamou Rafael ao altar e disse: “Já que o Rafael, junto
à comunidade, se esforçaram na construção desta obra, porque não a chamar a
capela de San Rafael?”, brincadeira ou não do padre, é certo que Rafael tem
muito orgulho de carregar o nome do bairro e da igreja.
Com os resultados, os esforços de Rafael para melhorar a
região não pararam por ai. O maior exemplo está na BR 369, próximo ao Santa
Paula. Ali haviam atropelamentos e acidentes com mortes. As autoridades ficaram
cientes do perigo, mas nenhuma medida concreta era tomada. Rafael tomou a liderança
e realizou um protesto que bloqueou a BR 369, das 16 às 21 horas numa sexta
feira. Ela só foi liberada após a negociação com o ex-governador Jaime Lerner.
“Foi um dos maiores protestos que aconteceu no Paraná. Demos 30 dias para o início das obras, senão,
iriamos parar novamente a rodovia. A obra foi executada e os acidentes nunca
mais aconteceram. Isto representa uma conquista”, ressalta.
Outra vitória, foi na rua Porecatu,
numa área de 1000 m², onde se localiza um fundo de vale. “Ali se formava uma invasão.
Solicitamos a retirada das pessoas e junto com as crianças do bairro foram
plantadas 1363 mudas de árvores frutíferas e outras espécies. Isto transformou
o local numa reserva ecológica”, cita com orgulho.
Mas, ainda há um fato marcante na
vida de Rafael: a criação do que seria a primeira farmácia popular. Foi ali, na
cozinha de sua casa, que existia uma farmácia comunitária. Durante a manhã
buscava doações e na parte da tarde fazia atendimentos, que já chegou a uma
fila com mais de 50 pessoas. “Atuamos na farmácia comunitária por mais de três
anos na cozinha de casa. Com quarenta anos de farmácia e formado em Técnico de
Farmácia, nunca vi algo parecido. Chamamos a atenção do poder público e com
isso nos doaram um terreno para a construção da farmácia. Tamanho foi o
reconhecimento, que em 2004 fomos ao Fórum Social Mundial, em Porto Alegre,
palestrar sobre as dificuldades que as populações carentes tem em obter
medicamentos”, ressalta.
Seu
reconhecimento não demorou a chegar. Com louvor, foi aprovada pela Assembléia
Legislativa do Paraná, junto a Universidade Estadual de Londrina, a lei que
instituía a primeira farmácia popular, assunto no qual debateu em 2007 nas 3ª
Conferencia das Cidades e expôs propostas para a disseminação das farmácias
populares pelo Brasil afora.
Tatuagem: idéias e sentimentos representados pela imagem.
Foi o tempo que a tatuagem era vista de maneira
preconceituosa. Hoje é comum e, até pessoas de mais idade as possuem com os
mais diferenciados desenhos. Ela tornou-se uma marca pessoal, atinge diversas
faixas etárias, econômicas e sociais, demonstrando idéias, sentimentos e,
porque não, o amor a família e amigos. Por ser uma profissão diferente, o
empresário e tatuador Jhonatan Ribeiro Barboza, lembra que foi difícil
conseguir espaço devido o preconceito. Mas, pelo reconhecimento do trabalho bem
feito, ele conquistou espaço e confiança dos clientes. O tatuador cita que a
profissão necessita de constante aperfeiçoamento e por isso realizou cursos de
tatuagens, dermo pigmentação, body piercing e henna. “O tatuador vive da arte e
exerce a criatividade com o seu trabalho. Muitos o procuram pelo valor
cobrado e não pela qualidade da obra oferecida. Optar pelo menor preço aumenta
a chance da insatisfação”, ressalta.
Uma das técnicas exclusivas
do Studio Fish Tattoo é a cobertura de tatuagens, constituída na sobreposição
em desenhos mal feitos, manchas ou cicatrizes. Funciona como uma tatuagem, onde
se usa a melhor estética com desenhos exclusivos e também é indicado a quem fez
uma tatuagem, se arrependeu e gostaria de tapar ou fazer outra no local. Outra
exclusividade do Studio Fish Tattoo, segundo Jhonatan, são os piercings
genitais, aplicados nos mamilos, glande e lábios vaginais. “É um procedimento
mini cirúrgico que requer cuidados especiais. Há muita segurança, pois se
estuda anatomia humana, estética corporal e aplica-se a técnicas em modelos.
Além disso, explicamos os cuidados pós cirúrgicos, que consistem na assepsia,
bandagem local e a proibição de fluidos e relações sexuais durante quatro
meses”, finaliza.
Jhonatan diz que os interessados ou curiosos, acerca das
tatuagens, devem estar cientes da demora, devido haver uma série de cuidados
nos procedimentos. Outra dica legal é solicitar o portfólio do tatuador. Ele
possui vários e convida a todos para visitar o Studio Fish Tattoo, localizado
na Avenida Souza Naves, 82, sala dois, na sobreloja. O telefone de contato é o
84267334 ou 32587161.
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