segunda-feira, 3 de março de 2014

Alguns aspectos da colonização de Cambé.


          No início da colonização, além da extração da madeira, muito abundante na região, o café, algodão, cereais e a criação de animais faziam parte da cultura diversificada de Cambé, pois o sistema de pequenas e médias propriedades rurais planejados pela Companhia de Terras estimulava a atividade econômica voltada a terra. A lavoura cafeeira foi a que mais se destacou. Segundo o Jornal Paraná Norte de 09 de Outubro de 1935, existiam nas imediações de Nova Dantzig 800.000 pés de café em formação. O setor agrário constituía a parcela mais expressiva das atividades econômicas da população. No recenseamento de 1940, 69% da população estavam fixados na zona rural. 
          O transporte no início da colonização era uma preocupação de todos. Sem meios de escoar a produção o projeto colonizador estaria prejudicado. Em 1928 a Companhia Ferroviária São Paulo - Paraná completou a ligação ferroviária até Cambará. Depois, a Paraná Plantation (controladora acionária da Cia de Terras Norte do Paraná) assume o controle acionário e leva os trilhos até às margens do Rio Tibagi em Jataí. Transposto o Rio com a construção da ponte ferroviária, os trilhos chegam a Londrina no início de 1935. Em seguida foi preparado o leito da estrada de ferro no trecho Londrina - Nova Dantzig e no dia 15 de agosto de 1935, com aplausos da comunidade e ao som da Banda Musical de Londrina, a Locomotiva "Três" chegou ao local onde está a atual Estação Ferroviária. Além do trem, para o transporte de pessoas e o escoamento da safra, a população contava com carroças, meio de transporte mais comum entre os primeiros moradores. Nas carroças, a produção agrícola era escoada para os centros consumidores, pessoas se deslocavam em toda região e mudanças eram carregadas. ··.

A vida social era cheia de limitações, a religião em alguns casos era um "pretexto" para encontros sociais, pois as pessoas participavam das celebrações litúrgicas e festividades da Igreja, como quermesses, porém nem sempre por convicção religiosa. Os bailes na cidade aconteciam na Escola Alemã, no Hospital São Francisco que na época (final da década de 30, começo da década de 40) vivia fechado e nas casas de alguns moradores. No dia 04 de outubro de 1941 foi inaugurado o Tênis Clube de Nova Dantzig, (atualmente Harmonia Tênis Clube). Esse Clube Social surgiu para suprir a falta de um lugar para os jovens se reunirem. O cinema também era um meio de diversão apreciado por um grande número de pessoas. Em Nova Dantzig, o primeiro cinema foi o Cine São José inaugurado em 27 de Agosto de 1939, posteriormente passou a ser chamado de São João. Ficava na esquina da Avenida Inglaterra com a Rua Pará. 

De Nova Dantzig a Cambé. Você sabia que os primeiros moradores de Cambé eram alemães?


A história de Cambé começa em 1925, quando a Companhia de Terras Norte do Paraná adquiriu uma área de 515 000 alqueires de matas nativas, equivalentes a catorze por cento do total do estado, de solo fértil e pronta para ser colonizada. Somaram-se a essas vantagens o incentivo à imigração e a difícil situação econômica na Europa, que criaram condições necessárias para ocorrência de uma corrente migratória para a América.
Assim chegaram os pioneiros de Cambé, alemães oriundos da cidade de Dantzig, atual Gdansk, na Polônia, tornada independente após a 1ª Guerra Mundial. Por se tratar de um importante porto industrial, Dantzig foi objeto de disputa entre a Polônia e Alemanha, fato que afetou a economia daquela cidade. O alto nível de desemprego e o peso da seguridade social obrigaram o governo local a incentivar a emigração. ·····.
As primeiras dez famílias que chegaram à futura cidade de Cambé por intermédio da Companhia de Terras, oriundas de Dantzig, chegaram à futura colônia em janeiro de 1932. Por causa do clima quente, ao qual não estavam acostumados e devido à flora e fauna estarem intocadas, enfrentaram muitas dificuldades para iniciar a colonização. Mas, atraídos pela fertilidade das terras, vieram em seguida japoneses, italianos, eslovacos, portugueses, alemães, espanhóis, libaneses, além de paulistas (do interior, por sua vez já fruto da imigração europeia) e nordestinos. O Norte do Paraná, afinal, significava a oportunidade de reiniciar vida nova em um ambiente fértil e promissor. 
Depois das primeiras matas derrubadas, vieram as lavouras, formando uma economia baseada na agricultura. A cultura cafeeira, que impulsionou a região durante 40 anos, constituía-se como principal atividade dos colonizadores. O comércio, inicialmente instalado para atender a demanda local, acompanhou a passos largos a evolução da colônia, o mesmo acontecendo com a indústria, na época, puramente agroindustrial. Café, algodão, cereais, extração de madeiras e criação faziam parte da cultura diversificada que existiam na época da colonização. Nova Dantzig não fugia disso, pois o sistema de pequenas e médias propriedades rurais estimulava a atividade econômica voltada para a terra.
Ainda na década de 40, o advento da 2ª Guerra Mundial fez com que o Governo do Estado obrigasse as cidades e as colônias de nomes relacionados com os países inimigos a trocarem de denominação. Nova Dantzig passou a se chamar Cambé, nome de um ribeirão que banha o município. Segundo consta, aquela região era abundante em caça, daí derivando o nome Cambé (Passo do Veado). 

Nesta época, o núcleo urbano passou a crescer, tornando-se centro de abastecimento e prestação de serviços para a população. A sociedade urbana era formada por pequenos e médios comerciantes, além de alfaiates, barbeiros, sapateiros, pedreiros, carpinteiros, marceneiros, caixeiros de lojas de armazéns, farmácias e operários. Surgem em seguida os profissionais liberais, funcionários públicos municipais e estaduais (estes como resultado da elevação do patrimônio a distrito e depois a Município respectivamente em 1937 e 1947).

Vila Casoni: O bairro pioneiro de Londrina

Originalmente projetado para ser uma granja, bairro transformou-se em loteamento e mantém a arquitetura dos anos 40.

Foto de Londrina
A Vila Casoni é um dos bairros mais antigos de Londrina, onde os mais velhos foram deixando seus lugares aos mais novos e aos que estão chegando. Ela foi objeto de pesquisa de antropólogos, que analisaram e detalharam a vida social do bairro e mostraram as dificuldades enfrentadas pelos pioneiros. Os antropólogos desvendaram um cotidiano que representa a história do bairro e dos segmentos sociais, mostrando gente simples e conservadora.
A pequena vila, que antes de se tornar bairro era uma imensa chácara de fruticultura, foi plantada numa clareira aberta pelos colonos e desempenhou o papel de núcleo de um projeto de ocupação responsável pelo povoamento de um território de 500.000 alqueires, hoje conhecido por Londrina.
A Casoni aos poucos foi cedendo lugar aos primeiros contornos urbanos, nas décadas de 40 e 50, dados pelos pioneiros paulistas, mineiros e nordestinos que traziam as tradições italianas, portuguesas, espanholas, orientais e eslavas, como o exemplo da família Ruiz. A matriarca Carolina Ruiz, de 70 anos, lembra que seu avô, João Ruiz, chegou a Londrina nos meados da década de 40, vindo de Joaquim Távora. Ele comprou partes das terras que hoje é o Jardim Ouro Verde, a fim de cultivar café.
Moradora da Rua Tupiniquins, ela lembra que as dificuldades do norte pioneiro eram imensas e a falta de trabalho obrigou a migração. “Meu avô tinha dez filhos e com a venda das terras, no atual Ouro Verde, comprou uma casa para cada um”, diz. Saudosista, Carolina diz que as profissões, eram as mais variadas possíveis como as de serralheiro, devido à abundância de madeira, carroceiro, leiteiro e que as plantações de café, predominantes na época, geravam muitos empregos e riqueza para Londrina.
Com tristeza ela lembra que muito mudou nestes 60 anos, como as ruas de terra e as casas de madeira, que ainda persistem, conservando os ares coloniais da década de 30, quando a matéria prima era barata e abundante. Porém, algo é evidente: o crescimento da Casoni estagnou-se e a violência aumentou. “Em outros pontos de Londrina, como na Vila Brasil, os bairros cresceram e a vila (Casoni) acabou esquecida. Aqui não tem correio, lotérica ou bancos, demonstrando a falta de segurança. Até as tradicionais festas na igreja e as quermesses, não existem mais”, lamenta a pioneira.
As casas de madeira ainda fazer parte do cotidiano da Vila Casoni.
As casas de madeira, que abrigam até quatro gerações, tornaram-se comércios familiares das mais variadas especialidades, como tinturarias, bares, mercearias, ferro velhos e bazares, como o de Cristina Moraes, de 42 anos e que guarda os traços eslavos. Nascida e criada na Casoni, ela viu poucas mudanças e percebe que o bairro mantém aspectos de cidades pequenas do norte paranaense, marcados pela arquitetura dos anos 30 e 40.
Ex-aluna do Colégio Estadual Dr. Willie Davids, fundado em 1º de agosto de 1947 com o nome de “Grupo Escolar da Vila Casoni”, num prédio de madeira, construído pela Prefeitura de Londrina, com quatro salas de aula, num terreno doado por Jorge Casoni, que até hoje permanece na rua Guaranis, Cristina guarda boas memórias do bairro. Mas, como Carolina, acredita que deve haver maiores investimentos num dos bairros que a porta de entrada do município. “A Casoni é um cartão postal de Londrina, onde tem a Rodoviária e o Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD”.



No Tibagi, Ilha de São Luís oferece lazer junto à natureza.

A ilha é coberta de árvores.
Na década de 80, o rio Tibagi agonizava a morte devido à poluição causada pelas indústrias. A quantidade de peixes e animais que morriam em seus leitos foi imensa e precisou-se conscientização e lutas constantes para que esse quadro fosse revertido. Hoje, ele percorre 42 cidades do Paraná, abastece inúmeras delas, tornou-se fonte de riqueza aos pescadores e enaltece a todos por sua deslumbrante beleza, formada por caudalosas corredeiras. Sendo o rio mais importante da nossa região, ao longo de seus 616 quilômetros, oferece imensa diversidade de plantas, animais como capivaras, cotias, quatis, garças e biguás, além de peixes como piapara, mandi, curimba, traíra, pintado, dourado, cascudo e piau. Muitas das etnias indígenas remanescentes, como a Guarani e Kaingang, vivem as suas margens, tanto é que o Tibagi, conhecido no passado como El Dourado, devido à riqueza de metais preciosos e diamantes, tem a origem de seu nome no tupi-guarani (tiba – muita / gy – água). 

Em meio a esse “paraíso terrestre”, na BR 369, quilômetro 128 (mil metros antes da praça de pedágio de Jataizinho), existe a Ilha de São Luís Quitério, com ampla área de lazer e abundante natureza. Eduardo Lombardi Quitério, neto do fundador e pertencente à terceira geração de uma família que chegou à região em 1962, vinda de Portugal, diz que no período foram plantadas, na ilha, mais de dez mil mudas entre eucaliptos, manga, jambolão e cedro. 

Mas, não imagine que a família Quitério apenas cuida da ilha e do sítio nas imediações. Luís Carlos Quitério, filho do fundador, nas horas vagas se dedica à produção artesanal de barcos, feitos especialmente para as corredeiras do Tibagi. “É uma tradição familiar. Meu pai fez mais de duzentos barcos e o processo de fabricação dura em torno de vinte dias”. Segundo o barqueiro, o material usado é madeira naval ou timbuí e os barcos podem medir até seis metros de comprimento. Testemunha do renascimento do Tibagi, ele se recorda com penar a década de oitenta, quando o rio estava poluído e as águas baixaram muito. Isso mudou por causa da fiscalização e o controle das empresas que jogam dejetos no rio. “O cuidado e a conscientização são maiores e até vi, recentemente, um pescador que fisgou um pintado de 42 quilos.” Pescador profissional, Carlos diz que o rio pode oferecer, a um pescador, mais de 100 quilos de pesca por dia. Mesmo com a fartura, ele ressalta que a ilha não é propícia à prática por causa das corredeiras, mas há 25 quilômetros abaixo, a represa Capivara permite a pesca. 

O Rio Tibagi.
Funcionando todos os dias, e com acesso por uma ponte, sem precisar usar balsa ou barco, a ilha tem maior movimento aos fins-de-semana, onde recebe em torno de setecentos visitantes, que além do lazer e da natureza, encontram porções dos mais variados tipos de peixes, mandioca com porco, frango a passarinho ou quibe de piapara. O preço das porções varia e dá para quatro pessoas. Também são servidas bebidas, refrigerantes, arroz e saladas. A Ilha de São Luís oferece música ao vivo, uma quadra de futebol de areia, tendas e churrasqueiras que devem ser reservadas antecipadamente.


Carlos afirma que o local é aberto a todos, mas ressalta que os visitantes devem ter consciência quanto à preservação da natureza e não jogar lixo no Tibagi e na ilha, já que o local está repleto de lixeiras. “Quem não conhece deve procurar, porque é um pedaço do paraíso na Terra”, finaliza.



sábado, 1 de março de 2014

Realizado nas cidades de maior porte, recadastramento biométrico ainda não tem previsão para ocorrer em Ibiporã, Cambé e Jataizinho.

      
Técnico Judiciário, Leandro José de Souza,

Ainda não há previsão para o recadastramento biométrico em Cambé, Ibiporã e Jataizinho. Segundo o técnico judiciário do Fórum Eleitoral de Ibiporã, Leandro José de Souza, a prioridade está nas grandes cidades, como aconteceu em Londrina.                                                             

No entanto, ele diz que os fóruns eleitorais estão regularizando o título de quem não votou nas ultimas três eleições, ou que tenha alguma pendência. O prazo máximo para a regularização é dia 7 de maio de 2014, 180 dias antes das eleições para presidente, governador, senador e deputados.                                    

Em Ibiporã, informações podem ser obtidas no Fórum Eleitoral, na Rua Alberto Spiacci, esquina com Antônio Ludovico. O funcionamento é do meio dia às dezenove horas, de 2ª a 6ª. O telefone de contato é o 32585598.


Dinossauros do rock agitaram festa em Jataizinho! Banda Skema relembrou anos 90 em show antológico.


Em agosto de 2013, a estância “Água Branca Espaço e Eventos” sediou a 8º Festa Black White, a maior de todos os tempos. Por isso, nada melhor do que “pratas da casa”, a banda Skema, desde 1998 agitando a cena do rock em Jataizinho e região. A maioria dos integrantes é da extinta banda “Clara Estigma”, que movimentavam as festas e quermesses na década de 90. O repertório foi variadíssimo, indo dos clássicos a uma homenagem ao cantor Chorão. Ainda houve a presença de artistas convidados e a participação do DJ Beto Moraes. Por Francisco Muriel.  

Jataizinho realiza cadastro para o Minha Casa Minha Vida Rural.


Familias se cadastrando.
Foi realizada pelos departamentos de Agropecuária, Abastecimento e Meio Ambiente, Assistência Social, Emater e Cohapar, a primeira reunião com as famílias do crédito fundiário, dando inicio ao processo de seleção dos beneficiários das 35 moradias do Minha Casa Minha Vida Rural. No mesmo dia, o prefeito Élio Duque assinou na Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, em Curitiba, o convênio com o Banco do Brasil, para o início das obras.                             

Segundo o prefeito, em breve Jataizinho será o terceiro município que mais construirá moradias rurais no Paraná. “Dentro de alguns dias os documentos das famílias que pretendem ser beneficiadas serão analisados pela Cohapar e Banco do Brasil. Quando estiver pronto, elas terão dinheiro na conta para iniciarem a construção das casas, conforme determinação dos engenheiros da Cohapar”, explicou.


Jataizinho se reestruturou após enchente de 2013.


Defesa Civil junto a ponte da BR 369, que corta o Rio Tibagi.
Julho de 2013 foi muito difícil para Jataizinho e seus moradores. Após horas em estado de alerta, ocasionada pela cheia dos Rios Tibagi e Jataizinho, a Prefeitura, junto a coordenadoria de Defesa Civil, Departamentos de Serviços Urbanos e Assistência Social, voluntários e população, conseguiu superar os estragos.  
Segundo o coordenador de Defesa Civil, Reinaldo Cicero Martins, em visita as áreas atingidas pelo alagamento dos rios, verificou-se consideráveis danos estruturais: muros, portões, portas, janelas, piscinas, caminhos para veículo, grades, tubulação de água, fiação elétrica. Assim como danos materiais: veículos de passeio e utilitários, eletro eletrônicos e domésticos, móveis, colchões, itens de cama, mesa, banho e roupas.                                         
As principais residências afetadas foram as próximas ao Tibagi. Em especial 32 chácaras, numa área aproximada de 1.400 metros sob a extensão do rio na área urbana. E algumas ilhas de utilização turística e de lazer que juntas somam cada uma, aproximadamente, 300 metros de extensão sob o rio.                       
Foi constatado que pelo menos 20 chácaras sofreram consideráveis danos estruturais e materiais. Ambas acumularam em média 30 centímetros de lama advindas do rio Tibagi, e todas formaram pequenos bolsões de água em seu interior. Algumas, além do auxílio das máquinas, caminhões e equipe de auxílio do Departamento de Serviços Urbanos, preferiram contratar particulares na realização de limpeza e remoção de lama, entulhos, reparos elétricos, hidráulicos e drenagem de pequenas porções de água que se acumularam em suas propriedades.                                                                                                                 
Nas vias de acesso às chácaras houve retirada de entulhos advindos dos rios. Além disso, as estradas foram reestruturadas com drenagem, assentamento de solo, aplicação de cascalhos e rebatimento.                                              
Nas comunidades afetadas direta e indiretamente pelo rio Jataizinho, localizadas nos conjuntos Vila Bernardes, Frederico Lucarevisc, Maria Júlia e Novo Rio, constatou-se que 40 residências sofreram algum tipo de dano estrutural e/ou material e todas tiveram que retirar entulhos como vegetação ou restos de estrutura com tijolos, vergalhões e cimento, além da limpeza e retirada de lama.
        As vias de acesso às referidas comunidades, das quais somam 20, e ambas com pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais, distribuídas entre os bairros afetados, não sofreram avarias que signifiquem risco a pedestres e veículos, visto que as localidades receberam um fluxo menor de vazão de água do rio Jataizinho, se comparado à última cheia, ocorrida em 2012. Além do suporte técnico da Coordenadoria estadual de Defesa Civil, Jataizinho teve apoio do 3º Agrupamento Corpo de Bombeiros de Londrina, e do destacamento de Polícia Militar de Jataizinho através do 18º Batalhão de Polícia Militar de Cornélio Procópio.                        
       Reinaldo Cicero Martins cita que foram realizadas reuniões com as comunidades atingidas, afim de deliberar melhorias e discutir as consequências dos danos causados pelos rios Tibagi e Jataizinho.                                                                    
         Já o Departamento de Assistência Social, informa que aproximadamente 10 famílias atingidas pela cheia do rio Jataizinho, serão beneficiadas com a entrega de casas. As mesmas foram cadastradas no sistema de Assistência Social do estado.


Em seu primeiro mandato, vereador Marcos da Ambulância se destaca com projetos voltados a saúde pública.


           
A atuação do vereador Marcos da Ambulância na saúde pública se consolida através de propostas e ações sérias com resultados efetivos. Uma das conquistas foi a reforma e ampliação do Posto Eugênio Dal Molin. Na primeira etapa da obra será alterado o padrão de entrada, feita a reforma de dois banheiros e calçada externa, com investimentos de R$141 mil.

    A segunda etapa, que inclui a troca de pisos, janelas e ampliação das salas de atendimento começa assim que o processo licitatório for concluído. A previsão para finalizar a reforma e ampliação do espaço é para o começo de 2014. Com o inicio das obras, a marcação de ambulância, a fisioterapia e os exames de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) serão transferidos para o espaço onde funcionava o CAPS Adulto, na Avenida 19 de Dezembro, 44. Uma casa na Rua José Bonifácio está recebendo adequações para o atendimento ser transferido para lá.
          Ao todo, mais de R$1 milhão serão investidos e parte dos recursos é provenientes do Ministério da Saúde, via Fundo Nacional de Saúde. A ampliação do posto foi possível graças à cessão do imóvel pertencente à extinta Fundação de Saúde Caetano Munhoz (onde funciona o centro de saúde) para o Município.                                                             
       Outra ação do vereador foi o pedido para incluir Ibiporã na lista de municípios para receber o Programa Mais Médicos do Governo Federal, junto ao deputado federal e vice-presidente da Câmara dos Deputados André Vargas. “Tive a oportunidade de conversar com o parlamentar e solicitei a inclusão de Ibiporã para receber o programa”, explicou.·.
     Segundo Marcos, a iniciativa visa trazer médicos para amenizar o problema no atendimento à saúde. “Nossa proposta é melhorar este serviço essencial aos mais necessitados. O deputado disse existir chances de Ibiporã ser inclusa no projeto”, disse.
         Além da preocupação com a UBS e a vinda de mais médicos a Ibiporã, Marcos da Ambulância é autor da lei da Lista de Remédios, aprovada pela Câmara dos Vereadores. A lei dispõe sobre a fixação obrigatória da lista de medicamentos disponíveis na Rede Pública de Saúde, em todas as Unidades Básicas de Saúde, Hospitais Públicos e no endereço eletrônico oficial da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde. A lei prevê que a lista deve conter os nomes dos medicamentos e sua composição, além de ser colocada em local de fácil acesso e visualização. “A iniciativa visa disponibilizar de forma acessível todos os medicamentos que o Poder Público oferece, democratizando a informação e o acesso. Quando o cidadão chegar a Unidade de Saúde, saberá se o medicamento que precisa pode ser adquirido gratuitamente ou não, e caso tenha este direito, poderá requerer o mesmo, democratizando o acesso”, finaliza.



90% das câmeras de monitoramentos já estão operando em Ibiporã;

Já funcionam, em caráter experimental 90% das câmeras de monitoramento, que operam 24 horas. Segundo o chefe do Núcleo de Defesa Civil, José Laurindo Petri, ainda falta o sistema de monitoramento no 2º Pelotão da Policia Militar, que aguarda processo licitatório. “Na prefeitura temos seis pessoas monitorando através das câmeras, espalhadas em locais de maior circulação. 

Os resultados são positivos, sendo a função delas não de prender, mas registrar imagens, usadas pelas policias, Ministério Público e Promotoria, em processos. As imagens ficam arquivadas por trinta dias e caso sejam solicitadas, são arquivadas por tempo indeterminado”, afirma. As nove câmeras instaladas tem alcance de 500 metros, além de zoom óptico. Petri cita que há previsão para mais onze câmeras, através da parceira entre a prefeitura, Ministério da Justiça e o Consorcio da Região Metropolitana de Londrina.

Além das câmeras de segurança, José Petri diz que o Núcleo de Defesa Civil, órgão especial ligado ao Gabinete do Prefeito, está envolvido com os serviços de urgência e emergência como o SAMU, SIATE e Bombeiros, lembrando que estes serviços possuem sistema de identificação de chamadas telefônicas. “Em caso de trote, pode ocorrer à prisão quem comete o delito”, diz. O núcleo possui 86 voluntários para atuar em catástrofes e brigadistas contra incêndios. “A meta é capacitar 100 pessoas nos bairros e órgãos públicos, afim de coibir incêndios facilmente dominados”, ressalta. Junto a Secretaria de Obras, o núcleo também realiza poda de arvores, visando mais segurança, além da manutenção da iluminação publica sob responsabilidade do município. 

Outro projeto do Núcleo de Defesa Civil é a municipalização do transito, com o objetivo de orientar, resolver conflitos e educar motoristas. “Pelas câmeras a policia identificou e retirou flanelinhas que causavam constrangimentos a motoristas”, finaliza. 

Mas e a população. Ela aprova o uso de câmeras em locais públicos? - Não basta instalar as câmeras. Elas devem funcionar e a policia deve agir nos mais diferenciados casos, como furtos, assaltos e tráfico de drogas. Elas ajudam a coibir a criminalidade, já que a violência está em todas as cidades.

Clóvis Rodrigues dos Santos.
Clóvis Rodrigues dos Santos, aposentado de 43 anos e morador do Dorival Brusch. - Tudo feito em pról do povo é benéfico. Promover a segurança pública é obrigação dos entes federativos. Não apenas câmeras de monitoramento devem ser instaladas, mas ações efetivas como viaturas e mais policiais são necessários. Fábio Aparecido da Rocha, Auxiliar de Produção de 29 anos e morador do Bom Pastor. - As câmeras são excelentes na segurança. Tenho filhos pequenos e quando eles veem na praça central fico preocupado. Aqui tem usuários de drogas e isto estraga a imagem de Ibiporã. Valdecir Dias da Silva, pedreiro de 43 anos e morador do Centro. - Tem que haver segurança nos lugares públicos para coibir bandido e malfeitor que vem nos roubar. Devido a minha idade não saio na rua à noite com medo de ser assaltado. Até durante o dia os ladrões levaram meu dinheiro. Tem que ter policia sim. Eliseu Antunes Martins, aposentado de 76 anos e morador do Bom Pastor.