domingo, 3 de novembro de 2013

Executivo de Ibiporã sanciona lei que cria e organiza políticas públicas, além de instituir conferência e Conselho da Juventude.

        Foi sancionada a lei 2591/13 que cria e organiza a Política da Juventude; institui a Conferência da Juventude e; cria o Conselho da Juventude. A lei, de iniciativa do vereador Marcos da Ambulância, se baseia num olhar voltado ao segmento, que carece de espaços para debater.
O assessor parlamentar, Rodrigo Franciscon, cita que a política da juventude se norteia por diversos princípios: a inclusão e participação por meio de representação dos setores e segmentos da juventude; o respeito à cultura, às diferenças, às opções sexuais, religiosa e partidária dos jovens; liberdade de pensamento e palavras, respeitada a integridade e a honra dos demais indivíduos; entre outros.
Entre as diretrizes, voltadas a desenvolver a juventude, estão: a articulação e parceria com os órgãos públicos e privados, para a execução de políticas da juventude; participação ampla da inclusão dos jovens nas iniciativas governamentais que visem seu bem estar; procura por meios que busquem a ampliação do acesso e a melhoria da Educação e da qualificação profissional assim como a inserção na rede de emprego; repúdio a todas as formas de corrupção que maculem o Poder Público e que lesem a sociedade e os bens públicos e; a promoção de condutas antidiscriminatórias, assim como o combate a qualquer ação que discrimine o jovem seja por sua opção religiosa, sexual, partidária ou condição social ou racial.               
Quanto ao Conselho da Juventude, ele é colegiado, permanente, autônomo, consultivo, deliberativo, avaliador e fiscalizador das ações que envolva o segmento. Entre as suas competências estão à promoção e organização de congressos, seminários e eventos que atraiam o jovem ao debate político e social e; mobilizar e organizar movimentos de combate à corrupção, ao desrespeito dos direitos humanos e aos direitos dos jovens.                   
O assessor lembra que o conselho é formado por diversos segmentos sociais, possibilitando a oxigenação das idéias. “O Conselho Municipal da Juventude será composto por jovens, com mandato de dois anos, permitida uma reeleição ou recondução. Os representantes serão eleitos entre os membros da sociedade civil, vindos de estabelecimentos educacionais públicos e privados; associações de moradores; movimento negro; portadores de necessidade especial; movimentos em geral e; representantes do Poder Público, ligados as secretarias de Educação, Esporte e Lazer, Assistência Social, Cultura e Saúde”, diz.                                                      
Rodrigo Franciscon cita que um dos objetivos da lei é trazer o jovem a política, afastado dela por causa de escândalos. “A juventude deve se aproximar e participar da política, com o intuito de modificá-la e a transformar em algo melhor para o futuro”, finaliza. 

Qual a opinião da população acerca da integração do transporte metropolitano na região de Londrina.

Grande é o debate acerca da integração do transporte coletivo metropolitano e muitas alternativas são apresentadas para sanar o problema, como por exemplo, a construção de um terminal ou a integração através do cartão magnético. E a população, principal beneficiada, qual a opinião dela sobre o assunto?

- Com a integração do transporte coletivo, municipal ou metropolitano, haveria maior economia. Todos os dias vou a Londrina trabalhar e caso houvesse a integração deixaria de gastar mais de cem reais com ônibus. Nair Francisco, moradora do Jardim Azaléia.


- Morei em São Paulo e o uso do cartão magnético, na integração do transporte coletivo, na região metropolitana, é de uma hora e meia. Isso é um beneficio pela agilidade de poder trocar de uma linha a outra, além de gerar economia. Luis Carlos Lataro, misturador de produtos químicos, de 32 anos.



- A integração deve ser estudada e aplicada, seja pelo cartão magnético ou pelos terminais. Quando levo minha esposa ao médico, faço isso de ônibus. Com certeza a integração agilizaria o processo. Fabiano Alves, lubrificador de 37 anos e morador do Afonso Sarábia.



- A integração não deve ficar apenas na linhas de ônibus que operam de Ibiporã e Londrina, mas se expandir para Jataizinho, Sertanópolis, Cambé e outras cidades da região. Leandro Mendes, repositor de 26 anos e morador de Sertanópolis. 


Prefeitura de Ibiporã entregará 496 casas populares.

Está em fase final o processo para a entrega de 496 casas populares pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, em Ibiporã. Segundo o prefeito José Maria Ferreira, as residências terão 41m² e com infra estrutura de asfalto, água, esgoto, calçadas, escola, creche, posto de saúde e linha de ônibus, além de uma área exclusivamente comercial. “Os mutuários pagarão 5% da renda em 120 vezes iguais. As casas são destinadas as famílias de baixa renda, onde a renda familiar não ultrapasse R$ 1.600,00 (mil e seiscentos reais); as mulheres sozinhas com filhos; idosos; doentes; pessoas em risco social e; de áreas alagadas”, afirma José Maria. O prefeito ressalta que haverá casas destinadas a portadores de necessidades especiais e deficientes visuais, planejadas a fim de atender as dificuldades destas pessoas.
           Além das 496 casas, do Jamil Sacca, ainda serão entregues nesta gestão, mais 512 casas divididas entre os conjuntos Miguel Petri e Mohamed Issa e, até o fim de 2014, 700 unidades construídas pela Cohapar. E, para as famílias com renda superior a R$ 1.600,00 (mil e seiscentos reais), serão construídas casas e apartamentos diferenciados.                                                         
José Maria lembrou que o diferencial destes novos conjuntos é que serão entregues com uma delegacia de policia. “Como a região está crescendo, há a necessidade do investimento na segurança pública, por isso foi solicitado ao governador uma delegacia para se registrar boletins de ocorrência e a presença constante de viaturas”, disse.                                                
Outro ponto citado pelo prefeito, é que as casas serão destinadas apenas aos moradores de Ibiporã, sendo primeiramente realizada uma checagem socioeconômica. “Moradia é sinônimo de dignidade, por isso vamos suprir a carência habitacional. Hoje, o valor do aluguel é muito elevado e para quem ganha salário mínimo é impossível pagar valores que variam de R$ 400,00 a R$ 600,00. A prefeitura dará prioridade às famílias inscritas no Cadastro Único e as pessoas que já foram contempladas com uma casa e a vendeu, não poderão receber outra”, afirma.                                                      
O prefeito diz que além da infra estrutura, também serão entregues mais cinco pontes (duas sobre o Rio das Bandeiras e mais três sobre o Rio Forquilha) e, para as famílias de baixa renda, interessadas em obter uma casa popular, devem se inscrever junto ao CRAS. 



Jataizinho é contemplada com retro escavadeira e moto niveladora avaliadas em mais de 600 mil reais.

“Nosso foco é a melhoria das estradas rurais, ajudar e dar segurança aos agricultores. São eles que geram muitas riquezas ao município”, assim afirmou o prefeito Élio Duque, a reportagem do Jornal Nossa Terra ao receber uma retro escavadeira e uma moto niveladora, avaliadas em mais de 600 mil reais e que foram entregues a Jataizinho, no último sábado (11). Além de Jataizinho, outras 154 cidades no Paraná foram contempladas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, que ainda prevê, em breve, a entrega de um caminhão basculante.
Élio Duque disse que as estradas rurais serão melhoradas com o intuito de otimizar o escoamento dos produtos do campo, além de atender a comunidade escolar rural e o fluxo de veículos e ambulâncias. “Com estas maquinas a prefeitura poderá retirar o excesso de água das estradas e dar melhores condições ao agricultor, que gera emprego e riqueza no campo, além de fixar o homem na terra, evitando o êxodo rural”, ressalta.
O operador de máquinas Ademir Rodrigues dos Santos, que irá conduzir os equipamentos, cita que muito pode ser feito, como a limpeza de represas para o gado tomar água, a colocação de tubos, drenagem e outras atividades conforme a demanda.



Em Ibiporã, projeto ambiental da escola Alberto Spiaci preserva a natureza.

Você sabia que um litro de óleo pode contaminar um milhão de litros de água? Sabendo disso e com o objetivo de conscientizar os alunos da escola Alberto Spiaci e a comunidade que vive ao seu entorno, foi criado um projeto de reciclagem de óleo, que consiste na coleta e destinação deste resíduo domestico. Conforme uma das idealizadoras do projeto, a professora Leonir Aparecido Pedro, o projeto ajuda a natureza ao transformar o óleo em biodiesel e recebe em troca produtos de limpeza. “A cada cem litros arrecadados, a escola recebe em troca uma caixa de detergente com 24 unidades. E, em breve, levaremos os alunos para conhecer o processo de reciclagem do óleo”, afirma a professora.
Tamanha a importância deste trabalho, que foi realizada uma experiência na escola, onde havia dois pneus com terra: um contaminado com óleo e o outro não. O resultado mostrou que a terra do pneu contaminado não fertilizou ou produziu o que fora plantado, algo diferente do pneu livre de óleo. “Os alunos aprovaram a iniciativa e observaram na pratica que é preciso cuida na natureza. Outro fator positivo foi a mudança de comportamento das famílias a partir do projeto que surgiu na escola. Podemos chamar tudo isso de educação ambiental”, ressalta Leonir.                                         

O projeto não se restringe apenas a coleta de óleo, mas se estende a coleta de pneus, usados no paisagismo e nas hortas, onde são plantadas as mais variadas espécies de verduras, usadas posteriormente como reforço na merenda.

Pertencente ao domínio espanhol, Jataizinho sofreu invasão bandeirante, que destruiu as reduções jesuíticas.

    A história de Jataizinho é antiqüíssima. Remonta à época dos descobrimentos, quando Portugal e Espanha, após desavenças, em 1494, dividiram territórios conhecidos ou que poderiam ser encontrados através da linha imaginaria a 370 léguas a oeste das Ilhas de Cabo Verde, na África. As terras que ficassem a oeste da linha seriam da Espanha. Ao leste, a Portugal. Era o Tratado de Tordesilhas, onde quase a totalidade do atual Paraná, era de domínio espanhol.                                                    
Alguns anos após o descobrimento do Brasil, em 1500, os espanhóis, com medo de perderem essas terras para Portugal, iniciam a ocupação de sua área no continente americano. Porém, Portugal não respeita os termos do tratado, passa a ultrapassar os limites e ocupa as terras espanholas.         
Assim, a partir de 1531 os portugueses começam a organizar expedições rumo ao Peru e Paraguai, através dos rios navegáveis da Bacia do Rio Paraná, no entanto, os nativos os atacavam, matando quem se aventurava por essas terras.                                         
Em busca da solução, Espanha, por carta régia, em 1608, adota a política de aldeamento por sugestão dos jesuítas Ortega e Filds, que percorreram Guairá em 1588 e informaram aos superiores a existência de 200 mil índios. As investidas dos portugueses na região eram constantes, e com a criação da Província Del Guairá a ação jesuíta abrangeu o leste do Rio Paraná.
Os padres propuseram a Coroa Espanhola a fundação de núcleos populacionais, em grandes aldeamentos. Esta forma de ocupação seria a forma de garantir a posse da terra contra os portugueses e através da ação cristã dos jesuítas, se promoveria a pacificação e “civilização” dos nativos que estavam bravios devido os maus tratos dos primeiros espanhóis, que escravizaram muitas tribos, a fim de levá-los para a exploração de prata nas minas de Potosí.
Vinte anos após a determinação do rei da Espanha, pela estratégia do aldeamento, Del Guairá já contava com dezessete núcleos e ocupavam a área geográfica que envolvia os vales dos rios Tibagi, Paranapanema, Iguaçu, Piquiri, Ivaí e Paraná.



Na bacia do Tibagi havia quatro reduções e a atual Jataizinho era uma delas, chamando-se na época Redução de São José. O fato se confirma por mapas do período da dominação espanhola no Paraná e pelo escritos posteriores, de Frei Timóteo, que chegara a localidade em 1854 para organizar o trabalho de catequização das tribos remanescentes.



No entanto, Portugal, com o intuito de acirrar o processo de colonização e em virtude de constantes tentativas de invasão pela França, inicia o processo do bandeirantismo. A ação dos bandeirantes consistia na procura da mão de obra nativa para trabalhar como escravos na cana de açúcar em São Paulo e na busca de metais e pedras preciosas. Estas eram as únicas formas de sair da pobreza em que vivia a maior parte da população paulista.
Todo processo de exploração pelos bandeirantes acabou por alterar as fronteiras do território brasileiro e foi ponto fundamental na destruição de várias aldeias indígenas que aqui existiam.
Não havia empecilho contra a ação bandeirante em terras espanholas, uma vez que a área era extensa e sem controle eficaz. A presença das missões jesuíticas não significava ponto negativo, mas ao contrário, tornava-se ponto favorável à ação dos bandeirantes, onde achavam índios em grande quantidade e alvo fácil à ação armada.
Em 1628 os bandeirantes Raposo Tavares e Manoel Preto, com bandeira constituída por 900 mamelucos (filhos de brancos e índios) e 2000 índios auxiliares, para agirem contra as reduções, utilizaram-se da estrada do Peabiru ou caminho de São Tomé, denominação usada pelos padres Jesuítas, que ia da Capitania de São Vicente, na costa do Brasil, até as margens do rio Paraná, passando os rios Tibagi, Ivaí e Piquiri.
Na margem esquerda do Tibagi, os bandeirantes Raposo Tavares e Manuel Preto construíram um campo entrincheirado, essa área de terras foi pertencente à Jataizinho. Os destacamentos atacantes partiram das margens do Tibagi, incendiando e destruindo uma a uma as 17 reduções, deixando rastros de sangue e maldade, alterando profundamente a cultura desses povos que ainda hoje continuam a ser desrespeitados pelo homem branco, dito civilizado.
Em virtude da ação sanguinária dos bandeirantes, milhares de índios foram mortos. Os que sobreviveram e não conseguiram escapar mata adentro, foram levados com os bandeirantes para serem vendidos como escravos. Os bandeirantes passariam a explorar as riquezas das áreas tomadas, tiraram proveito das águas navegáveis existentes perto das reduções. Os padres jesuítas foram expulsos dessa região que passa, ao longo dos anos a não ser mais de domínio espanhol, mas de domínio português.
Após a invasão dos bandeirantes e massacre dos nativos que se opunham a ação, a área ocidental do Paraná permanece praticamente despovoada por aproximadamente 230 anos, entre 1620 a 1850, em função de não haver grandes quantidades de ouro, prata ou índios para escravizar. Além disso, novas regiões como Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, começaram a se despontar como áreas mais rentáveis aos aventureiros que iam atrás de explorar as riquezas da natureza.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Jataizinho: Uma das principais fontes da construção de nossa identidade histórica e cultural.

Fundada em 1855, Jataizinho é o berço norte paranaense. Na década de 20, do século passado, ela abrangia as atuais Londrina, Rolândia, Arapongas, Mandaguari, Maringá, Ibiporã, Cornélio Procópio, Uraí, Sertanópolis, Jaguapita e Rancho Alegre. Banhada pelo rio Tibagi, a cidade ainda guarda riquezas histórias que constroem a identidade cultural da região.                                                

Segundo o diretor municipal de educação e cultura, Celso Ribeiro, o município passou por diversas fases e a história dessa localidade entrelaça-se com a História do Brasil. Foi palco da redução jesuítica de São José, onde pertencia a coroa espanhola, no século XVII e porto comercial de exploração de diamantes, na mesma época; Colônia Militar de Jataí, em 1851, por ordem de Dom Pedro II e de fundamental importância na Guerra do Paraguai; Aldeamento São Pedro de Alcântara, em 1855, com Frei Timóteo; sede da Vice Prefeitura do Sul Brasileiro em 1865; e ponto de partida da colonização do Norte do Paraná.                                                 

Secular, vivenciou os três regimes: Monarquia, Império e República. Variados, também, foram os personagens: escravos, índios, imperadores (D. Pedro II), princesas (Isabel), freis, militares, agricultores, políticos e pessoas comuns. Todos contribuindo para constituir a identidade cultural da colônia militar que, em quase 100 anos depois, se tornaria município, passando pelo status de aldeamento indígena, freguesia e distrito.                                                                      
No início do século XVII, após o Brasil se tornar colônia da Espanha, a Coroa Espanhola decidiu estabelecer, às margens do Rio Tibagi, uma Redução Jesuítica. Isso se deu por conta das ações dos exploradores Bandeirantes que iam atrás de desbravar novas terras, índios e pedras preciosas. O local se tornou um pequeno porto comercial ligado à exploração de diamantes.                                                                                                                                       

Dois séculos mais tarde, em virtude de conflitos com países fronteiriços, D Pedro II estabelece a criação da Colônia Militar de Jataí (1851). Joaquim Francisco Lopes foi o encarregado para a construção de vias de acesso. A Colônia foi de suma importância na resolução da Guerra do Paraguai, na qual os países que formavam a Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) saíram vencedores. Documentos relatam que a Colônia Militar era entreposto entre a Província de Curitiba a Cuiabá, prestando relevantes serviços à pátria.                 

De grande importância também, é a localidade na esfera religiosa. Na segunda metade do século XIX, o Imperador traça orientações para catequizar os aldeamentos indígenas. Assim, entra em cena um dos principais personagens da história local: Frei Timóteo de Castelnuovo. O frei Italiano foi enviado para Jataí e passou a catequizar os índios recolhidos da selva. Em 1865, instalou-se a vice-prefeitura do sul brasileiro em São Pedro Alcântara, sob a direção de Frei Timóteo. Sabe-se que a construção da cidade deu-se através da ajuda de 111 índios caíuas e 12 escravos da nação. Entre as etnias indígenas, além dos caíuas vindos do Mato Grosso, viviam aqui os coroados (kaingangs) e guaranis. Nesta mesma época instalou-se uma escola de primeiras letras e no seu perímetro urbano construiu-se uma igreja, uma ferraria, uma estrebaria, uma olaria, senzala e diversas casas cobertas com telhas. Porém, a sua derrocada deu-se com o fim da monarquia, pois a República já não apoiava o sistema e aldeamento.                                
Esquecida até 1920, “Jatahy”, como se grafava na época, teve extrema importância para a efetiva colonização e progresso do Norte do Paraná. Ela tornou-se o portal de entrada de muitas famílias que vinham de varias regiões do Brasil e do exterior, em busca do próprio pedaço de chão para plantar as sementes de um futuro melhor. Os imigrantes vinham atraídos pelas propagandas da alta qualidade das terras, que eram vendidas a prazo longo e baixos preços.                       

A travessia sobre o Tibagi, em direção ao “norte novo”, terá feita por balsa ou canoas, não havendo rodoviária ou ponte ferroviária, sendo esta chegando em 1932 e inaugurada em 1935, transpondo a barreira entre o passado e o presente e viabilizando o extraordinário progresso da região.                                                                                                                                                  
Graças à argila e areia do Tibagi, as margens de Jataizinho, foi possível a construção dos municípios da região nas décadas de 40 e 50, aonde a cidade chegou a ser considerada a “capital Nacional das cerâmicas”, exportando manilhas, telhas e tijolos para todo o Brasil.                         

Tamanha é a importância de Jataizinho, que fora criado recentemente um museu para resgatar a história da região. “Desde 2001 faço o trabalho do resgate histórico”, revela Celso Ribeiro. Além do valor histórico ele cita que pesquisadores vêem a região em busca do resgate cultural indígena. “Foram realizadas escavações e encontramos artefatos indígenas as margens do Tibagi”. Conforme Celso Ribeiro, para que a história local não se esvaia, sempre que possível, alunos das escolas municipais, estaduais e das universidades visitam o museu para conhecer um pouco mais. “Isto agrega conhecimento e a valorização da cidade. O aluno se insere e cria uma identidade cultural”, finaliza.

Prefeito de Ibiporã é eleito presidente do CISMASA.

O prefeito de Ibiporã, José Maria Ferreira, foi eleito presidente do Consórcio Intermunicipal dos Serviços Municipais de Saneamento Ambiental do Norte do Paraná (CISMASA).

Para José Maria, “será uma honra presidir o Consórcio” e ele se comprometeu a prosseguir com todo empenho para fortalecer os serviços municipais de saneamento e buscar, cada vez mais, parcerias e recursos.

O atual presidente e prefeito de São Jerônimo da Serra, Carlos Sutil, afirmou que se sente confiante ao passar o cargo.

Para a direção executiva, foi indicado o Diretor Presidente do SAMAE, Claudio Buzeti, que agradeceu a confiança depositada e prometeu muito trabalho junto aos municípios da região visando um consórcio cada vez mais unido.

Outra boa noticia foi a aprovação, pela Assembléia Legislativa do Paraná, do projeto de lei que cria a Vara de Infância e Juventude, Família, Registros Públicos, Acidentes de Trabalho e Corregedoria do Foro Extrajudicial e o Juizado Especial, Criminal e da Fazenda Pública em Ibiporã.

O projeto foi enviado ao governador Beto Richa para ser sancionado ou rejeitado. No segundo caso, retorna à Assembléia Legislativa para eventuais modificações.

Além da criação da vara e do juizado, o projeto propõe a criação de dois cargos de juiz de Direito de entrância final. Os profissionais vão atuar no Foro Regional de Ibiporã.
A criação da Vara da Infância e Juventude consiste no desmembramento da Vara Criminal e da Vara Cível. Se for criada, ela atenderá Ibiporã e Jataizinho.

Em Ibiporã, comida caseira é no Marmitex Dona Nita.

Você leu o título da nota e passou vontade de saborear uma “comidinha” caseira? Não passe vontade e vá se deliciar com o cardápio variado oferecido no Marmitex Dona Nita. Funcionando de 2ª a sábado, das 10hs40min às 14hs30min, na Rua Antonieta de Barros, 401 (próximo a Delegacia), o Marmitex Dona Nita serve prato feito e marmitex com preço acessível, sucos e saladas. Disponibilizando mesas e cadeiras num ambiente familiar, a própria Dona Nita, há mais de dez anos no ramo, convida a todos para visitar seu estabelecimento comercial. Maiores informações e encomenda de marmitex, levando um suco de brinde, podem ser feitas pelo 31581173.

sábado, 26 de outubro de 2013

Com 14 anos, Associação de Moradores do Santa Paula é exemplo de organização popular.

As associações de moradores se consolidam por lutas e conquistas observadas com a implantação de melhorias e benefícios aos moradores. Assim acontece no Santa Paula, que desde 1999 tem organizada a sua associação.
Seu primeiro presidente, José Luiz da Silva, de 45 anos, revela que todas as diretorias, inclusive a atual, com o presidente José Aparecido Lemes, lutaram junto ao poder público afim de obter beneficies, como a construção da quadra poliesportiva, campo de futebol, escola, melhorias na BR 369, asfalto, creche, além de eventos esportivos, sociais, comunitários e culturais. “O trabalho da associação do Santa Paula não se resume apenas ao bairro, mas vai adiante. Quem mora no San Rafael e no Terra Bonita, com freqüência vem aqui disputar partidas amistosas de futebol ou participar de algum evento, demonstrando a integração da região oeste. Outro fator positivo é o incentivo às crianças a praticar esportes, por uma escolinha mantida pela associação. Este trabalho ajuda na formação pessoal e psicológica delas, dando-lhes caráter e disciplina. Aqui não há atos de vandalismo, como pichações ou destruição de lâmpadas e orelhões. Outro ponto positivo, é que ajudamos os adultos a manter a saúde com o time veteranos, os Amigos do Santa Paula, que reúne, aos sábados à tarde, mais de quarenta atletas amadores para jogos treinos”, afirma.
Projetos, organização popular e comunitária, além da boa vontade é o que não falta no Santa Paula. O Portal de Entrada, próximo a rotatória do PIME, na BR 369, é um exemplo. Ele tem por objetivo embelezar e identificar a região, com o tema “Rota do Café”. A obra será em parceria da prefeitura com empresas locais. Outro projeto é a reforma do centro esportivo e a cobertura da quadra. “O deputado Gilberto Martin encaminhou o projeto a Curitiba. Ele prevê iluminação, cobertura e troca da grama do complexo esportivo. Em breve, conforme o secretário de esportes, Jaime Lino, com a troca da iluminação do Carecão, a fiação substituída será destinada ao campo de futebol, sendo de grande valia a região. Atividades culturais, sociais e esportivas, como bingo e festival de prêmios são todas feitas ali”, afirma José Luiz.
E são eles, os eventos de cunho popular, o grande orgulho da Associação de Moradores do Santa Paula. “Na quadra é montado um palco para a apresentação de violeiros e as mais diferenciadas festas, como a das mães, junina, crianças e natal. Em novembro, estuda-se a possibilidade de um rodeio. Isto é atuação e participação popular, onde as decisões, tomadas em conjunto, visam obter benefícios coletivos”, finaliza José Luiz.