quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Eleições 2008

A propaganda eleitoral nas eleições municipais de 2008, ainda que realizada pela Internet ou por outros meios eletrônicos de comunicação, obedecerá a resolução 22.718/2008 e caberá ao Juiz Eleitoral da Comarca tomar as providências relacionadas à propaganda. Vale citar que ao postulante a candidatura a cargo eletivo é permitida a realização, de propaganda, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, na qual mencionará sempre a legenda partidária e só poderá ser feita em língua nacional, não devendo empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais. Sem prejuízo do processo e das penas cominadas, a Justiça Eleitoral adotará medidas para impedir ou fazer cessar imediatamente a propaganda realizada com infração.

Perguntas sobre as eleições 2008

No período eleitoral, o Nossa Terra recebeu diversos e-mails com perguntas relacionadas ao pleito. Confira as perguntas e as respostas. Caso haja interesse em participar ou contribuir, o Nossa Terra é um canal aberto a seus leitores. Contate-nos: jnossaterra@gmail.com

- Os candidatos têm como saber em quem votei?
A urna eletrônica é um meio seguro de votação. Nem mesmo os juízes ou técnicos da Justiça Eleitoral têm como saber em quem os eleitores votaram. Não acredite se algum candidato ou cabo eleitoral lhe disser que tem como saber em quem você votou. Isso é apenas uma forma de intimidação. O direito ao sigilo do voto é uma importante conquista – garantida pela Constituição – e permite que você exerça sua cidadania votando exclusivamente com base na sua consciência.

- Como é a urna eletrônica?
Ela é como um teclado de telefone com três teclas coloridas:
● BRANCO (cor branca) – para votar em branco;
● CORRIGE (cor laranja) – para corrigir e recomeçar em caso de erro;
● CONFIRMA (cor verde) – para confirmar o voto

As urnas eletrônicas são preparadas com cerca de uma semana de antecedência das eleições. Na ocasião, todos os dados constantes no meio de armazenamento interno são apagadas e carregadas as seguintes informações: uma cópia do sistema operacional, versão para a eleição, os aplicativos das eleições, tabelas de candidatos, municípios, zonas e dados dos eleitores de cada seção.

- É possível que hackers mudem o resultado das eleições?
As urnas eletrônicas estão absolutamente seguras contra hackers, uma vez que não são conectadas em linha telefônica nem em rede de computadores. Durante a transmissão dos Boletins de Urna, os microcomputadores de transmissão são de propriedade exclusiva da Justiça Eleitoral e somente o Juiz tem a senha de acesso. Acessos externos à rede da Justiça Eleitoral são barrados por meio de FireWall. Todas as informações contidas na urna e utilizadas nas eleições estão assinadas para garantir a integridade e inviolabilidade. Outra garantia de que os resultados não podem ser alterados é a contagem dos votos feita pelos próprios partidos a partir da soma dos boletins emitidos por cada urna eletrônica.

- O que é ser um eleitor consciente?
O eleitor consciente, segundo o TSE, é aquele que analisa as propostas e conhece a história dos candidatos e partidos. Participa de organizações sociais ou comunitárias. Costuma ir às reuniões políticas, acompanha debates, apresenta propostas e sabe que, apesar dos problemas, a política é um instrumento de ação da sociedade. Os eleitores conscientes sabem que a política e os políticos, por vezes, não fazem por merecer o seu voto, mas sabem também que ser cidadão implica participar ativamente, repensando atitudes e, se necessário, alternando pessoas e partidos no poder.

- O que significa votar com liberdade e consciência?
Votar é um meio de participar, influir e assumir responsabilidades na vida política do país. Não basta votar por votar. É preciso votar com liberdade e consciência. Deve-se votar sabendo em quem se está votando e seguro de que o candidato é realmente o melhor para o progresso da cidade e o bem estar da população. Para saber sobre isso, deve procurar informar-se. Antes mesmo das eleições, procure rádios, televisões, jornais, revistas, sites da internet e folhetos. Tudo isso traz informações sobre as eleições e os candidatos. Convém ficar atento, ler e ouvir as informações, discutir o assunto com amigos e conhecidos, comparar os discursos dos candidatos, pensar no que eles dizem e no que dizem deles. A imprensa, por exemplo, traz muita informação sobre os políticos.

- Como devo escolher o meu candidato?
Fique atento às propostas apresentadas na campanha e ao comportamento do candidato. Os bons políticos são líderes autênticos e têm capacidade de reunir pessoas em torno de idéias e não de interesses pessoais. Por isso existe a propaganda política. Serve para você conhecer os candidatos e suas idéias.

- Qual o preço da venda de um voto?
Vender o voto é o mesmo que vender a consciência. Vender a consciência é vender a si mesmo. O direito de votar não tem preço. Um voto mal dado reflete na sociedade como um todo, e na vida da própria pessoa. São votos assim que levam pessoas corruptas e mal preparadas para cargos públicos. Depois não adianta reclamar da corrupção dos políticos como se o eleitor não fosse responsável por isto também.

- O que fazer com os presentes ou favores dos candidatos?
Recusá-los e denunciar o autor da oferta. O assistencialismo desmobiliza e atrapalha a organização popular. Portanto, o que os políticos dão como um presente “generoso” ou o serviço que oferecem podem ser uma forma de subornar a Consciência do eleitor. Além disso, as obras que os governantes fazem com o dinheiro público são uma obrigação e não um favor a ser retribuído com o voto. O eleitor deve julgar se a administração foi boa ou má, haja muitas ou poucas obras aparentes. E o voto é uma forma de expressar esse julgamento. Hoje, graças a lei, é possível tirar da disputa candidatos que apenas fizeram uma oferta a um só eleitor, mesmo que ela não tenha sido aceita. Isso foi afirmado pelo TSE num julgamento histórico que ficou conhecido com o “caso Caixa D’água”.

- Alguém pode obrigar um eleitor a votar em algum candidato?
Não. Ninguém pode forçar uma pessoa a votar em um candidato. Também é proibido comprar e vender votos. Isso é ilegal e deve ser denunciado à Justiça Eleitoral. O voto é livre e secreto. É, ao mesmo tempo, um direito e um dever. Não pode ser objeto de pressão nem de comércio. Em nenhuma hipótese permita que um candidato retenha o seu título de eleitor. Casos de intimidação de trabalhadores ou de servidores públicos, com ameaças de demissão, devem ser denunciados. O candidato envolvido pode ser afastado da disputa e até submetido a um processo criminal.

- Como denunciar caso isso aconteça?
Se o eleitor receber qualquer tipo de pressão (ameaça, chantagem, coação) ou se alguém lhe oferecer dinheiro, emprego, qualquer tipo de benefício em troca do voto, deve-se reunir provas contra quem tentou fazer isso. Gravações, fotografias, testemunhas, originais e cópias de papéis comprometedores, mensagens de e-mail, fotos, tudo isso pode ajudar a provar que determinado eleitor foi vítima de crime eleitoral. Deve-se procurar o Juiz Eleitoral e apresentar a denúncia. O Juiz tem como tomar providências para punir os responsáveis por qualquer irregularidade nas eleições.

- É seguro denunciar?
Se você tem provas de que alguém praticou um ato de ameaça ou corrupção nas eleições, ou sabe onde essas provas podem ser obtidas, leve-as ao conhecimento da Justiça Eleitoral. Mesmo que o candidato não seja punido por alguma razão, você não correrá nenhum risco de ser acusado de haver formulado uma acusação leviana. Denúncia sem prova alguma não tem valor para a Justiça Eleitoral, mas você não precisa tê-la em mãos se souber onde ela pode ser obtida. O eleitor é o primeiro a promover a justiça nas eleições. Se ele se recusar a vender o voto, se não aceitar pressões, se denunciar irregularidades à Justiça, os candidatos corruptos vão parar de cometer fraudes eleitorais ou podem até deixar a política.

- Como se faz uma denúncia ao juiz eleitoral?
É preciso dispor de provas ou saber indicar a forma como elas podem ser obtidas. Diante disso, escreva a denúncia de qualquer forma (pode ser até à mão) e a entregue no Cartório Eleitoral da sua cidade. Em Ibiporã, ele está situado no Fórum. Você precisará assinar a denúncia. Se isso o fizer se sentir mais seguro, convide outras pessoas a assiná-la junto com você. O eleitor é o primei

- Como identifico um ato de corrupção?
A corrupção se manifesta de vaias formas, por exemplo:
Compra de Votos: Oferta ou doação de qualquer coisa ao eleitor – como dinheiro, presentes, material de construção, emprego, serviços médicos ou de advogados – em troca de seu voto. A simples oferta já é motivo para que o candidato seja cassado.
Uso eleitoral da Máquina Pública: utilização do dinheiro público para pagamento de despesas de campanha, ou de prédios, equipamentos, carros oficiais e outros bens públicos por candidatos.
Boca de urna: tentativa de influenciar o voto do eleitor no dia das eleições, com a distribuição de folhetos do candidato, entrega de brindes, uso de carros de som e realização de comícios.

Remédios e médicos não faltarão na próxima Administração Municipal - Por Maurício Fernandes Leonardo

O Secretário de Saúde do Paraná, Dr. Gilberto Martin e a Secretária da Região Metropolitana de Londrina, Elza Correa, recentemente estiveram em visita ao nosso município. Na ocasião, tive o prazer de reencontrar Martin, com quem trabalhei no Nóbile Hotel, em Londrina, por volta de 1975. Na época era contador e “Gilbertinho” trabalhava como mensageiro. Para mim foi um grande júbilo, rever aquele que, de carregador de malas no Hotel, tornou-se destacado prefeito na cidade de Cambé, médico conceituado e Secretário de Saúde do Paraná. (Na foto Maurício ladeado pela Elza Correa e Gilberto Martin). - Maurício Fernandes Leonardo.

Câmara aprova projeto que amplia licença-maternidade para 180 dias

A Câmara dos Deputados aprovou no último dia 13, o projeto de lei que amplia, em caráter facultativo, a licença-maternidade de 120 para 180 dias. Para fazer com que o benefício atinja o maior número possível de trabalhadoras, a proposta garante incentivo fiscal ao empregador que conceder mais dois meses de licença para suas trabalhadoras.
A proposta, agora vai à sanção presidencial, já que foi aprovada também no Senado. O projeto cria o Programa Empresa Cidadã, por meio do qual empresas privadas poderão, voluntariamente, conceder licença maternidade de 180 dias. Em compensação, elas terão o direito de descontar no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica o valor integral dos salários pagos à trabalhadora pelos dois meses a mais que ela ficar cuidando do filho recém-nascido. De acordo com o projeto, a prorrogação da licença também será garantida, na mesma proporção, à empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança. A funcionaria de empresa que aderir ao Programa Empresa Cidadã tem direito a requerer a prorrogação até o final do primeiro mês após o parto.
A deputada Rita Camata (PMDB-ES), uma das parlamentares que mais lutou pela aprovação do projeto, disse que a ampliação da licença-maternidade é de grande significado para as mulheres e para as crianças, que vão poder ficar mais tempo ao lado da mãe. "É uma grande conquista para as mulheres e para os bebês".

Enquête: O que falta no seu bairro?

A falta de infra-estrutura traz empecilhos e diminui o conforto dos moradores de Ibiporã. Como forma de localizar esses problemas, o Nossa Terra saiu às ruas para questionar o que pode afligir nossos leitores. Confira as respostas.

O problema de Ibiporã é que temos poucos recursos relacionados á saúde. No Posto de Saúde do Bom Pastor faltam médicos e as consultas têm que ser agendadas no Centro de Saúde, o Postão. E o Cristo Rei? Tem um péssimo atendimento e em casos mais complexos, o paciente tem que ser encaminhado para Londrina. Isso é um absurdo. Imagina a criança chegar ao hospital e não ter pediatra? Qual pai não ficaria desesperado? Para os idosos a situação não é diferente. Além disso, o pronto-socorro vive lotado. – Gumercindo Fonseca, mecânico de 40 anos do Jardim Bom Pastor.

Devia ser dada mais atenção para a segurança, faltam médicos para idosos e clinico geral no Cristo Rei e no Posto de Saúde. O asfalto da cidade está precário e deviam melhorar as condições de trabalho e se criar mais chances, oportunidades e encaminhamento de trabalho para os jovens. A implantação de cursos de capacitação de elétrica, pintura e mecânica tiraria muitos das ruas ou não se envolveriam com a criminalidade. - Helena Milani da Silva, costureira de 59 anos, do Jardim Bom Pastor.

A saúde está um caos. Se precisar de algo urgente, tem que esperar mais de um mês. Imagine como o quadro clínico do doente não vai piorar? A saúde deve sempre estar em primeiro lugar. – Macabeu Alexandre Silva, aposentado de 69 e morador da Vila Ribeiro.

A saúde está precária tenho irmãos novos e vejo reclamações quanto à falta de pediatras. O asfalto está precário. Moro numa chácara e na minha rua não tem asfalto. Quando a prefeitura decide mexer na terra, fica impossível sair de casa. Você suja todo a moto e carros não passam na rua. Também falta trabalho para os mais novos e quanto à diversão, os jovens são obrigados a se arriscar nas estradas, para ir a outras cidades. Isso é uma pena. - Wesley Cândido, auxiliar de serigrafia de 23 anos e morador do Marajoara.

Perfil Empresarial

Ibiporã é uma cidade jovem e dinâmica que cresce mais a cada dia. Por isso, o Nossa Terra apóia essa gente que dá trabalho e gera riquezas e prosperidades a todos.
Um de nossos parceiros de sucesso é o Supermercado Montana. O Gerente de Vendas, Alberto Matos Araújo, de 39 anos, mora em Ibiporã há 18 anos, mesmo período no qual funciona o Montana. Casado com a senhora Sônia Maria Verrilo de Araújo, Alberto tem duas filhas, Camila e Karina Verrilo de Araújo.
Num dos ramos que mais cresce, devido o aumento da renda e poder de compra dos brasileiros, Alberto se capacitou e fez cursos de Técnico Contábil, Técnicas de Vendas e Atendimento ao Cliente. Como um empresário dinâmico, diz que o ramo varejista de mercados é muito competitivo e quem é do setor deve estar sempre ativo, acompanhar as mudanças e o principal fator que garantirá o sucesso é a total atenção aos seus clientes. Isso dá ao Montana qualidade total e diferencia os empresários do ramo.
Quanto ao futuro de Ibiporã, sua perspectiva é que os eleitores elejam um prefeito com capacidade para melhorar nos aspectos de segurança; cursos profissionalizantes para capacitarem os jovens ao mercado de trabalho; que verifique as ruas, que estão em péssima conservação; manter a prefeitura financeiramente equilibrada, assim proporcionando os serviços básicos e essenciais à população.

Enquete - Que critérios você adota para escolher seu candidato

Nesta edição, o Nossa Terra foi as ruas perguntar aos eleitores, os critérios adotados na escolha dos candidatos. O objetivo foi conferir o exercício da cidadania e se existe o voto consciente. Veja as respostas e envie sua sugestão de pauta ou enquête para: jnossaterra@gmail.com
- Verifico o caráter e se o político não tem nenhum processo. Não só eu, mas todos devem observar o que o candidato fez em sua gestão e também na vida pessoal. Isso é um reflexo na vida pública. A internet e o bate-papo com amigos é válido e ajuda muito na escolha. – Aparecida Silva, auxiliar de 30 anos e moradora do Centro.
- Observo o que o candidato fez na vida política e egressa. É fundamental saber se ele tem um passado limpo, se é coerente e ético. Temos que saber o seu histórico e o que fez pela cidade. Outro ponto a ser analisado, são as propostas coerentes e não absurdas. – Jair Soares, estudante de 18 anos e morador da Vila Ribeiro.
- Não adoto nenhum critério para o voto. Geralmente escolho meu candidato por indicação de amigos, voto naquele que conheço ou que mora perto de minha casa. Acho que isso não prejudica em nada. – Reverson da Costa, eletricista de 24 anos e morador do Jardim São Francisco.
- Cabe a mim, como eleitora, escolher o melhor candidato. Temos que ser conscientes e votar naquele que mais fez e nunca roubou. Se existe o político que rouba mais faz, também existe o político que não rouba e que fez mais pela nossa cidade. Gleice da Silva, doméstica de 20 anos e moradora do Centro.
- Devemos votar no político honesto e que está ao lado do povo. Se você não usufruir do voto consciente, estará amarrado por quatro anos com alguém que não tem compromisso sério e que não seja honrado. – Keila Rodrigues, dona de casa de 31 anos e moradora do Centro.
- Temos que saber a origem e descendência dos candidatos. O que fez no passado e o quem pode fazer para nos dar futuro. Cabe a todos nós, eleitores, avaliar se o candidato é bom ou ruim. Assim, exercemos plenamente o direito a cidadania. – Timóteo Guerreiro, auxiliar de produção de 36 anos e morador do Centro.

No Tibagi, Ilha de São Luis oferece lazer junto à natureza.

Na década de 80, o rio Tibagi agonizava a morte devido à poluição causada pelas indústrias. A quantidade de peixes e animais que morriam em seus leitos foi imensa e precisou-se conscientização e lutas constantes para que esse quadro fosse revertido. Hoje, ele percorre 42 cidades do Paraná, abastece inúmeras delas, tornou-se fonte de riqueza aos pescadores e enaltece a todos por sua deslumbrante beleza, formada por caudalosas corredeiras. Sendo o rio mais importante da nossa região, ao longo de seus 616 quilômetros, oferece imensa diversidade de plantas, animais como capivaras, cotias, quatis, garças e biguás, além de peixes como piapara, mandi, corimba, traíra, pintado, dourado, cascudo e piau. Muitas das etnias indígenas remanescentes, como a Guarani e Kaingang, vivem as suas margens, tanto é que o Tibagi, conhecido no passado como El Dourado, devido à riqueza de metais preciosos e diamantes, tem a origem de seu nome no tupi-guarani (tiba – muita / gy – água).
Em meio a esse “paraíso terrestre”, na BR 369, quilômetro 128 (mil metros antes da praça de pedágio de Jataizinho), existe a Ilha de São Luis Quitério, com ampla área de lazer e abundante natureza. Eduardo Lombardi Quitério, neto do fundador e pertencente à terceira geração de uma família que chegou à região em 1962, vinda de Portugal, diz que no período foram plantadas, na ilha, mais de dez mil mudas entre eucaliptos, manga, jambolão e cedro.
Mas, não imagine que a família Quitério apenas cuida da ilha e do sítio nas imediações. Luis Carlos Quitério, filho do fundador, nas horas vagas se dedica à produção artesanal de barcos, feitos especialmente para as corredeiras do Tibagi. “É uma tradição familiar. Meu pai fez mais de duzentos barcos e o processo de fabricação dura em torno de vinte dias”. Segundo o barqueiro, o material usado é madeira naval ou timbuí e os barcos podem medir até seis metros de comprimento. Testemunha do renascimento do Tibagi, ele se recorda com penar a década de oitenta, quando o rio estava poluído e as águas baixaram muito. Isso mudou por causa da fiscalização e o controle das empresas que jogam dejetos no rio. “O cuidado e a conscientização são maiores e até vi, recentemente, um pescador que fisgou um pintado de 42 quilos.” Pescador profissional, Carlos diz que o rio pode oferecer, a um pescador, mais de 100 quilos de pesca por dia. Mesmo com a fartura, ele ressalta que a ilha não é propícia à prática por causa das corredeiras, mas há 25 quilômetros abaixo, a represa Capivara permite a pesca.
Funcionando todos os dias, e com acesso por uma ponte, sem precisar usar balsa ou barco, a ilha tem maior movimento aos fins-de-semana, onde recebe em torno de setecentos visitantes, que além do lazer e da natureza, encontram porções dos mais variados tipos de peixes, mandioca com porco, frango a passarinho ou quibe de piapara. O preço das porções variam entre R$7,00 a R$12,00 e dá para quatro pessoas. Também são servidas bebidas, refrigerantes e arroz e saladas, com preço de R$4,00 por pessoa. A Ilha de São Luis oferece música ao vivo, uma quadra de futebol de areia, tendas e churrasqueiras que devem ser reservadas pelos telefones 96032737 ou 99881582.
Carlos afirma que o local é aberto a todos, mas ressalta que os visitantes devem ter consciência quanto à preservação da natureza e não jogar lixo no Tibagi e na ilha, já que o local está repleto de lixeiras. “Quem não conhece deve procurar, porque é um pedaço do paraíso na Terra”, finaliza.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Falta de segurança tira passageiros da rodoviária e ônibus têm que parar em Londrina

A ausência de segurança e a inanição do poder público vêm causando sérios prejuízos aos comerciantes que trabalham na região da rodoviária e aos passageiros que transitam pelo local. Devido os constantes assaltos e furtos, as empresas de ônibus que chegam de São Paulo, preferem parar na rodoviária de Londrina. Isso implica em fatores negativos, pois não existe sequer um guarda ou policial tomando conta da mesma. No período noturno a periculosidade é maior e vários comerciantes foram obrigados a lacrar com grades seus estabelecimentos devido as constantes ocorrências.
Bruno Alves dos Santos, morador do San Rafael, diz que a rodoviária tornou-se ponto de usuários de drogas e de alcoólatras, que em plena luz do dia fazem algazarras e promovem brigas, assustando a todos, pois ninguém sabe se estão armados. Não é difícil reconhecer tais indícios. Basta uma volta pela rodoviária e uma observação não muito apurada para constar à falta de policiamento ou de guardas, cabendo aos comerciantes a contratação de vigilância particular.
Taxista há mais de trinta anos, Dirceu Alves da Mota, de 52 anos e morador do Conjunto Ângelo Maggi, confirma que há muito tempo à segurança está precária. “Nunca vi uma rodoviária sem guarda”, lamenta. Ele diz que é comum os ônibus chegarem de madrugada, entre as 4hs30min, e os marginais surpreenderem as vítimas nos banheiros. “É difícil passar uma semana sem que as pessoas sejam assaltadas. Quem sofre mais são os idosos. Devia haver um guarda cuidando”, relata o taxista. Ele afirma que o Terminal Urbano funciona até as 23 horas. Após esse horário, a situação se agrava. “Imagina quando o Terminal mudar? A periculosidade vai crescer com o abandono da rodoviária”.
O desdém é confirmado por quem vai aos banheiros públicos e consta o estado calamitoso, crítico e degradante da conservação. Não existe papel higiênico e as privadas estão sujas. Comerciantes confirmam que as válvulas são furtadas, causando alagamentos e sujeira. Eles são os que mais padecem por ter que conviver com isto.
Com uma loja que vende lembranças, Anunciada dos Santos, de 66 anos e moradora da Vila Rosana, diz que teve seu comércio assaltado várias vezes. Há 14 anos no ponto, buscou solução com a instalação de alarmes. “Alguém tem que cuidar da rodoviária e não deixar a aglomeração de marginais. Tem muito andarilho que pede esmolas e fazem necessidades no meio da rua. Não podemos ser coniventes.” Ela é da opinião de que a polícia tinha que ser mais severa, pois o lucro está se esvaindo. “Quero me aposentar e sair daqui. A quantidade de desocupados é imensa e tem gente que até mora na beira da rodoviária. Ibiporã não merece isso”, lamenta. Anunciada diz que faz excursões e que em outras cidades, isso não acontece. “Em Londrina, os guardas encaminham essas pessoas ao serviço de Assistência Social. Com a marginalidade o movimento caiu até 90%”.
Procuramos a Policia Militar de Ibiporã para obter maiores informações e fomos informados que é impossível um policial ou uma viatura ficar na rodoviária por vinte quatro horas, devido o número reduzido do efetivo. Em relação a denúncias e ocorrências, o cidadão deve ligar para o 190. A Policia Militar confirma que a quantidade de pessoas alcoolizadas, na região, é grande e que a população não deve dar esmolas, pois a mesma será utilizada na compra de bebidas alcoólicas. Ela orienta que, ao ser abordo pelos pedintes que alegam precisar do dinheiro para comprar alimentos, se negue a dar, pois a mendicância é um delito, tornando-se algo proibido pelo Código Penal Brasileiro.
A PM também diz que ao dar esmola, a mendicância é estimulada e cabe a todos dar oportunidades de trabalho.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A crescente onda populista

Em 2002, o ex-operário Luís Inácio Lula da Silva, vencia as eleições presidenciais no Brasil depois das derrotas para Fernando Collor de Melo em 1989 e FHC em 1994 e 1998. Lula, a exemplo de FHC, não têm um opositor representativo e caminha facilmente para um segundo mandato. A política, antes dominada pelas elites oligarquicas, brancas e burguesas, vai perdendo espaço para um novo tipo de líder: o populista.
O fenômeno, tão temido e perseguido por quem detêm o poder econômico e político é de grande importância para as classes sociais menos favorecidas. O motivo, segundo sociólogos, é a da identificação do eleitor com o político, muitas vezes oriundo das classes sociais mais baixas (a exemplo de Lula), pela aplicação de políticas assistencialistas que conquistam e atendem as necessidades do povo e pela corrupção que tomou conta dos partidos e das instituições, que estão sem nenhuma credibilidade.
O populismo é tão crescente na América Latina, que muitos países estão a caminho dele ou adotando-o à sombra de lideranças indígenas, como nos países andinos ou no México, que preserva traços indígenas na população e cultura.
Falta ao Brasil se dar conta desta realidade. Também, é necessário explicar, que não se deve confundir a elevação de indígenas a cargos políticos em países que têm grandes parcelas de índios, mestiços e crioulos, com o populismo aplicado.
O populista, conhecido como “pai do povo” ou “pai dos pobres” esta presente nas classes C, D e E, que há tempos são enganadas e exploradas pelas elites. Assim, ganham confiança e votos desta maioria. Por outro lado, muitos populistas são demagogos, tem posturas radicais, ameaçam a estabilidade econômica com medidas nacionalistas que espantam possíveis investidores, empresas e indústrias que poderiam criar renda e emprego para os pobres e eliminar de uma vez por todas o assistencialismo.
Sabe-se que o populismo está em curva de ascensão não por ideologias ou orientações partidárias, mas, como já dito, pela identificação do povo com estes políticos e por este, angustiado com sua pobreza, esperar uma solução imediata para seus problemas. O povo perdeu a confiança nas elites, que ao chegarem ao poder, criam leis e trabalham em benefício próprio.