quarta-feira, 22 de abril de 2009

Com o apoio do Governo Federal, número de empresas dobrou no país.

As mudanças que ocorreram no simples nacional nos últimos anos aumentaram a adesão dos micros e pequenos empresários ao programa. Um levantamento feito pelo Governo mostra que em junho de 2007, o programa especial para micro e pequenas empresas cresceu de 1,4 milhões para 3,1 milhões de empresas que optaram pelo regime especial. Somente em janeiro, 407 mil empresas aderiram ao Simples.
A Lei especial para o micro empreendedor é o caminho para se obter a legalização, os benefícios previdenciários, acesso a crédito, capacidade para emitir nota fiscal e conquistar a cidadania. Uma pesquisa revelou que os trabalhadores autônomos, um grupo estimado em 11 milhões de brasileiros, aprovam as iniciativas como estas.

A meta do Governo Federal, a partir de 1º de julho, é colocar na formalidade de 700 mil a dois milhões de autônomos informais, até o fim de 2010.

“A transformação social se dá através da política”

Segundo Júnior Santos Rosa, “o homem foi criado para viver em comunhão, algo essencial para a vida em comunidade.”

Com apenas 24 anos, poucos recursos financeiros, mas uma vontade imensa de trabalhar em prol dos menos favorecidos, Júnior Santos Rosa obteve a surpreendente marca de 1487 votos na última eleição para vereador. Número expressivo para quem lançou a candidatura pela 1ª vez.

Filho do Pastor Benedito Santos Rosa, Júnior relata que na sua casa, a política sempre foi um assunto a ser esclarecido e levado a sério pelo pai, líder da Igreja Missões Mundiais do Brasil, localizada na Avenida Gines Parra, no Maria Cecília. E, devido o pastor Benedito ser envolvido com ONG´s e associações evangélicas, a influência fez com que os filhos discutissem política na escola e entre amigos.

A familiaridade com o tema trouxe a Júnior, estudante de Teologia, o envolvimento com o movimento estudantil e a participação nos grêmios escolares. Ali mostrou liderança com a promoção de debates pautados em melhorias na escola e na comunidade. “O objetivo era a mudança da sociedade além do estímulo aos esportes e aos estudos. Isto é de grande valia na área pedagógica e deve ser trabalhado por professores e diretores devido à conseqüência ser a formação de jovens lideranças”, diz. Nascido e criado num lar cristão, Júnior desempenha o papel de líder na Igreja Missões Mundiais do Brasil, atuando no Ministério de Louvor e como evangelista, levando a palavra de Deus. “Política e religião caminham juntos, pois ambos são servos da comunidade”, relata.

Com uma sólida base de eleitores e planos para as eleições municipais de 2012, Júnior aprendeu com o pai a necessidade de ajudar a quem precisa através do apoio moral e fortalecimento da estrutura familiar. Porém isso não se constrói apenas com palavras, mas com ações concretas, como a construção de infraestrutura (creches, escolas, postos de saúde, etc.) voltadas ao povo.

Ele reconhece que a marca de 1487 votos se deve aos eleitores conhecerem sua vida, trabalho, família e origens. “Apesar de jovem, não é de hoje o reconhecimento do meu trabalho. Os cristãos são muito unidos e tive imenso apoio deste segmento”, afirma. Para o evangelista, o fator integridade e honestidade contam muito na política. “No atual momento de Londrina, os eleitores devem votar no político com experiência comprovada”, finaliza.

Jovem e negro, Júnior é comparado a mais nova liderança mundial: Barack Obama.

Simpatizante da política, atuando como cabo eleitoral e tendo relacionamento com assessores e políticos influentes, Júnior foi convidado a se filiar no PSDB. Ali, descobriu quer ser membro de um partido político é diferente da atuação nos grêmios estudantis, devido à discussão de questões no âmbito municipal, estadual e federal.
Com muito humor, lembra que devido o estilo político e carisma, foi comparado, pelo Senador Álvaro Dias, companheiros de partido, pastores e amigos, a uma grande liderança mundial: Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

“O homem está muito só por culpa do individualismo”

Filho de pastor evangélico pentecostal, Júnior vê que o ser humano está muito apegado ao material, esquecendo-se do lado espiritual. “As pessoas precisam de atenção e afeto, pois estão muito a sós. Falta a presença do amigo, irmão e companheiro. O homem foi criado para viver em comunhão, algo essencial da vida em comunidade. A falta disso provoca o egoísmo, dilaceramento e ruína das famílias, implicando em fatores negativos como a corrupção, homicídios, destruição de lares, etc.”, diz.

Júnior Santos Rosa lembra que os povos e a sociedade devem se comprometer e assumir a responsabilidade como indivíduos e cidadãos, com isso, se levantaram novos políticos, homens e mulheres para haver uma transformação social. “Todos devem ter a concepção de fazer política para inferir no processo de transformação. Através da participação todos fazem a diferença”, diz o evangelista, ressaltando que o crescimento da corrupção desacredita o brasileiro, onde muitos eleitores se afastam da política. Porém, isso deve ser mudado e combatido através do voto.

Enquete: Em 2009 a APAE de Ibiporã comemorou 40 anos. O que as APAE´s representam às famílias dos deficientes?

- Sou motorista de táxi e vejo com grande valia o trabalho da APAE, uma entidade atuante e com excelente estrutura em relação a veículos e prédios. Outro ponto é a educação profissionalizante. - Deleno Lourenço Filho

- Ela ajuda diversas mães. O filho de minha colega tem Síndrome de Down e está matriculado na APAE. No principio ele não andava, não falava e tinha dificuldades na visão. Mas tudo isso foi superado. - Valdete Barbosa

- Se tivesse filho deficiente, com certeza estaria matriculado lá. Além disso, a APAE é o local que mais ajuda os pobres. - Rosilei Antônio dos Santos.

APAE comemora 40 anos focada na capacitação profissional

A capacitação profissional é um dos requisitos aos trabalhadores que desejam se inserir no mercado de trabalho ou galgar melhores postos e salários. Pensando nisso, a APAE de Ibiporã, que recentemente comemorou 40 anos, propicia a seus alunos a participação em oficinas profissionalizantes. Conforme o pedagogo e diretor da entidade Paulo Silvério Pereira, a APAE de Ibiporã começou com um trabalho profissionalizante se preocupando para o deficiente ser inserido no mercado de trabalho, atendendo todas as necessidades básicas, que é estar apto e ter resistência para executar o trabalho. Outro ponto é a obediência a hierarquia e as regras, além do respeito aos outros funcionários. "Este modelo coloca a APAE a frente de outras instituições de trabalho", afirma.

De acordo com Carolina Francieli Domingues Lino, professora e responsável pelo SECAP (Centro de Serviço e Encaminhamento, Colocação e Acompanhamento Profissional da Pessoa com Deficiência) o objetivo da entidade é encaminhar todos os alunos ao mercado de trabalho. Após a inserção faz-se o acompanhamento e todas as decisões tramita pelo Conselho de Trabalho, composto por psicólogos, assistentes sociais e diretoria. "Articulamos o direito a inclusão e cotas. A inclusão social é um direito do deficiente", afirma.

Carolina ressalta que os alunos da APAE estudam o ensino fundamental na entidade e, concluído esta fase são direcionados a educação profissional. "A maior parte dos alunos foram matriculados quando crianças. Dentro da família a pessoa com deficiência é monitorada, porém deve-se acreditar no potencial para o deficiente adquirir a condição de eficiente", diz. A professora ressalta a APAE faz um trabalho minucioso de pré-profissionalização e alfabetização. Constatado a existência do perfil para o mercado de trabalho, o aluno acima de 17 anos, é inserido no estágio onde desempenha as funções de atendente, recepcionista, serviços gerais, gráfica, cozinha e vendas na loja instalada na escola. O salário é equiparado, os valores variam conforme a empresa e hoje a APAE conta com 15 alunos no mercado de trabalho e mais 153 estão em processo de formação. "Mesmo quem possui deficiência severa ou grave são encaminhados", ressalta.

A professora da APAE, Lourdes Narciso, ressalta que para a colocação no mercado de trabalho é preciso alguns critérios, como estar preparado e apto para exercer a função de acordo com a educação especial. Outro ponto é a abertura de vagas, mas não apenas para o cumprimento da lei, mas com a intenção de contribuir para o desenvolvimento social e a inclusão. "Há um choque na família e no aluno referente ao rompimento e a ida para o mercado de trabalho. Ao se romper o paradigma da deficiência para a eficiência, percebe-se a felicidade, realização e satisfação dos alunos, além da família e da empresa acolhedora", diz.

Esta quebra de paradigma é constatada nas palavras do Gerente de Produção da PVC Brasil, José Nésio Martins. "O deficiente é uma pessoa que precisa de oportunidades. Cabe isso aos empresários, pois a não inclusão levaria muitos a ficar na margem da sociedade. Todo deficiente é eficiente e o resultado se constata pela produção", finaliza.

Cota para deficiente nas empresas

- Até 200 funcionários: 2%

- De 201 a 500: 3%

- De 501 a 1000: 4%

- + de 1001: 5%

Apesar do esforço das APAE´s, MEC tenta desvalorizá-las

Nestes 40 anos em Ibiporã, a APAE proporcionou suporte aos alunos e suas famílias. Porém, de acordo o diretor da entidade, Paulo Silvério Pereira, o Ministério da Educação deseja apresentar um projeto que obriga o deficiente intelectual a ser matriculado no ensino comum e no contra turno freqüentar o ensino especial. De acordo com o diretor a medida deixaria as APAE´s fragilizadas. "As escolas especiais devem ser resgatadas e valorizadas, além de trazer o valor real à sociedade. O 3º setor não pode ser desqualificado e devem-se as famílias devem questionar o papel feito pelos governantes no passado. Somos contra o desmanche e a favor da manutenção".
Ele alega que as escolas normais não possuem professores qualificados para tratar com o aluno deficiente, além da falta de preparo psicológico e estrutura física, que auxilia na inclusão.

De 21 a 28 de agosto ocorre a Semana do Excepcional

Todos os anos no mês de agosto acontece a Semana do Excepcional e este ano a semana tem o seguinte tema: "Quebre a resistência e tome uma atitude. Construa acessibilidade para a pessoa com deficiência intelectual". O evento será no Cine Teatro Pe. Zanelli e congregará o Festival Regional Nossa Arte das APAEs.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Universidades de Londrina discutem mídia e paz


Cursos de Comunicação Social propõem um projeto conjunto de divulgação de notícias que provocam mudanças positivas na população

Reuniões entre o coordenador do Conselho Municipal de Cultura de Paz (Compaz), Luiz Cláudio Galhardi, e representantes dos cursos de Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Norte do Paraná (Unopar) e Faculdade Pitágoras põem em prática algumas propostas elaboradas durante a Oitava Semana Municipal da Paz de Londrina, realizada em setembro de 2008.

O objetivo é promover e disponibilizar à imprensa regional e nacional fatos que podem ser notícia e, mais que isso, uma notícia que ajuda a criar melhores possibilidades para as pessoas. "A cultura de paz preserva o reconhecimento do ser humano, da solidariedade e da sustentabilidade da vida", explica Galhardi. Nesse contexto, há a importância de se ressaltarem acontecimentos diferentes do cardápio cotidiano de assuntos violentos. Por isso, a necessidade de se vincular mídia à paz.

As universidades são fontes riquíssimas de pesquisa e conhecimento e têm objetivos comum, como o bem-estar e o progresso da humanidade. Com apoio do movimento Imagens e Vozes da Esperança (IVE), do Rio de Janeiro, carta de intenção divulgada após a Oitava Semana Municipal da Paz de Londrina aponta a importância de as universidades divulgarem notícias que incentivem a sociedade a ter ações mais propositivas.

No fim de março de 2009, a primeira reunião Entre o Compaz e as universidades discutiu a implantação de meios que divulguem, entre outros assuntos, projetos de pesquisa e extensão benefícios às comunidades. Cada universidade pode ter seu próprio site e, além disso, é possível criar um espaço comum, que seja fonte de pautas positivas à imprensa.

A cria ção deste espaço na Internet é o maior objetivo das reuniões. "Nós acreditamos que precisamos gerar uma mídia da não-violência. Como curso de Comunicação, curso de Jornalismo, nós estamos empenhados em fazer essa cultura pela paz, em abordar outras teorias do jornalismo, que não só do agendamento, e trabalhar com outros projetos que não são visíveis na mídia", argumenta a professora da UEL Rosa Abelin.

O projeto Mídia e Paz está em desenvolvimento e pretende ser um mecanismo de interação entre jornalistas e estudantes de comunicação. Segundo o professor de jornalismo da Unopar, Lauriano Benazi, discutir mídia e paz nos cursos de Comunicação é fundamental. "&E acute; importante para o estudante de jornalismo uma nova visão de como a paz pode ser tratada no jornalismo, principalmente no jornalismo diário, onde nós temos uma profusão muito maior para a violência do que pela paz", comenta.

A primeira Reunião entre o Compaz, a UEL e a Unopar e foi acompanhada pela Rádio UEL, que transmitiu uma reportagem sobre o evento. O próximo encontro será no dia 23 de abril, no Departamento de Comunicação da UEL. A consolidação do projeto Mídia e Paz é um dos movimentos que abrem, em 2009, as discussões em Londrina sobre a paz e antecedem a Nona Semana Municipal da Paz de Londrina, que será realizada no final de setembro.

Londrina foi a cidade do país que mais realizou conferências livre, afirmou Atahualpa Coelho

Carta enviada aos Londrinenses quando da abertura da 1º Conferência Municipal ( e eletiva) de Segurança Pública

Prezados cidadãos de Londrina, autoridades presentes e demais participantes da Conferência,

Primeiramente, peço desculpas pela minha ausência física neste momento de tamanha importância para o Estado do Paraná e, acima de tudo, para o município de Londrina.

Sei que estas palavras não suprirão minha ausência mas é em sinal de respeito que as escrevo.

Fui convocado pela Coordenadora Nacional da Conferência, Regina Miki, para trabalhar na mobilização durante o III Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Fórum está sendo realizado na cidade de Vitória do Espírito Santo e suas atividades ocorreram até o dia 4 de abril.

Como minha convocação foi "em cima da hora", não tivemos tempo hábil para designar outro representante do Ministério da Justiça para me substituir.

Sou o mobilizador da Conferência nos Estados do Paraná e do Espírito Santo. Portanto, não tive escolha a não ser participar do referido evento.

Num segundo momento em nome de nossa Coordenadora Nacional, Regina Miki e em nome do Ministro da Justiça, Tarso Genro, gostaria de parabenizá-los pela intensa mobilização, pela coragem e iniciativa de incentivar e fomentar o debate de um tema que envolve a todos os cidadãos, todos os lares, que está nos bairros, universidades, praças, nas manchetes de jornais...: a segurança pública.

Não há desenvolvimento sem segurança pública. Não há paz sem segurança pública. Não há cidadania sem segurança pública.

A Conferência Nacional de Segurança Pública; a primeira Conferência que trata do tema em âmbito nacional, é uma grande opo rtunidade. É a oportunidade da criação de um espaço público de diálogo onde diversos atores tem direito a voz e voto. Um espaço público de interação e integração: Onde o integrante da ONG conversa com o policial militar que, por sua vez, conversa com o delegado da policial federal e assim por diante.

Trata-se de uma oportunidade de reconhecimento mútuo. Onde podemos saber quem está interessado em segurança pública, quem trabalha na área, quem pesquisa o tema, quem está trabalhando com projetos sociais...

Londrina é, hoje, um dos municípios mais mobilizado para a realização da Conferência no Brasil. Afirmo isso embasado em números!

Foi a cidade d o país que, até agora, realizou mais Conferências Livres (de 12 conferências livres no Brasil, 3 foram em Londrina).

Foi o primeiro município do Paraná a Convocar a Etapa Municipal da Conferência.

E é o segundo município do Brasil a realizar uma etapa eletiva da Conferência (a primeira foi Canoas/RS onde o Secretário Municipal de Segurança, Alberto Kopittke, era o Coordenador Nacional da Conferência).

Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer e parabenizar a todos os integrantes da Comissão Organizadora Municipal que tão rapidamente mobilizaram os cidadãos de Londrina ao Prefeito Padre Roque, pela visão e sensibilidade para incentivar o debate e ao amigo Pedro Marcondes, pelo seu conhe cimento e sabedoria no trato do delicado tema da segurança pública;

Concluo minhas palavras dizendo que gostaria muito de estar presente com todos vocês e tenho certeza que, nos próximos dias, estaremos juntos realizando Conferências Livres nas Universidades, nas Escolas, Batalhões, Associações, Conselhos de Segurança e etc.

Desejo a todos uma excelente Conferência com muita paz e intensa participação.

Um grande abraço!

ATAHUALPA COELHO

Mobilizador da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública - Paraná e Espírito Santo